“SENAS” da noite capixaba #13


Trago pra vocês mais uma “sena” da noite capixaba, porque sei que as senhorash goshtam.

Quem resiste?

Contam que uma bee acabou caindo na sedução barata do namorado de um amigo – e o pior, o flerte ocorreu na casa do próprio amigo enquanto ele dormia.

O tal namorado da amiga tanto deu em cima, tanto deu em cima que a gay não aguentou… Tá, mentira, o cafuçú deu uma piscadinha e ela já foi dando o número do telefone dela.

Também pudera, o boy era o sonho de consumo de toda sua vida: era lindo, malhado, barba por fazer… e depois descobriu que ele era piruzudo! A bee caiu de amores pelo boy.

Porém, o castigo veio a cavalo e de uma maneira que ela jamais poderia esperar.

"Me tira daquiiiiiiiiiiiiiii"

Quando foram dar o baculejo, o boy maludo comeu a gay de uma forma tão intensa e violenta que ela pensou de início: “encontrei o homem da minha vida, estou apaixonada!”.

Porém, depois de uma hora de sexo – isso mesmo, UMA HORA – com a mesma intensidade e furor, o boy ainda não dava indícios que iria gozar, nem de estar cansado. A gay naquele momento voltou a ser católica e rezava para que o cara lá de cima #xuxafeelings a tirasse dali ou a poupasse daquele sofrimento tirando sua vida, pobrezita.

Ela escreveu com o sangue do próprio edí na parede do quarto

O boy? Nem confiança! Abria as pernas da beesha, virava e metia como se tivesse acabado de começar… Só terminou depois de muito tempo. Quando tirou a neca de dentro foi o único momento de prazer que a passiva teve (rs).

Tomaram banho, trocaram beijos e carícias. Pra quê, gente?! O meninão do boy despertou e já imendou um segundo round ali mesmo para desespero de nossa heroína. Claro que dessa vez, demorou muito mais. E o cafuçú enquanto “trabalhava” ainda disse no ouvidinho dela, bem sexy e lânguido: “Te comeria a noite inteirinha” (!!!). Tsc, tsc, tsc…

Sim, ela sobreviveu para contar a história, como podem constatar por este post.

♪ “Como uma Deusaaa…” ♫


"Sou assim no dia-a-dia, por quê?"

Um dos maiores dramas de muitas pessoas é a primeira noite com o futuro ex-amor desta semana, ou algo que  o valha. Para uma passiva isso é ainda pior, gente! Para vocês passivas – aloka! – a primeira noite com o bophe é um enorme drama, praticamente uma ópera é-pica. Porque é aquela coisa: se você for bem, pode ser que segure o boy pelo edí, se você cometer uma grande gafe, ele pode sair por aí fazendo a maldita e te queimando na noite capixaba. Isso, bata na madeira trêsh vezesh! E é deste medo que temos, ops, quero dizer, que vocês, passivas, tem, que surge a necessidade de  serem como deusas.

Sim! Por exemplo, deusa peida? Passiva também não! Deusa caga, come, tem mal cheiro? Passiva também não, beu abôr! Por isso que elas ficam tão nervosas. Jejuam da véspera até o encontro, o que, além de preservar a chuca, lhes dá um ar de languidez próprio das divas e das pobres criançash etíopes. A chuca é feita de forma tão profunda que dá pra inaugurar uma galeria de metrô no edí da beesha. Eu, cof, quero dizer, uma amiga minha diz que chega a por soluções perfumadas em determinados

pontos no – e no entorno do – edí pra caso o bophe queira fazer o flei (cunete, beijo grego…).

"Jasmins silvestres!"

O edí da beesha fica igual a parte de perfumes do catálogo da Avon, é só ir esfregando e sentindo mil diferentes e deliciosas fragrâncias. Atenção, dica do BC saúde: se forem fazer isso em casa não usem perfumes com álcool na composição, tsá?!

E você acha que acaba na hora H o drama queen? Não, querida! Na hora da penetração ela ainda tem que simular que é praticamente virgem pro bophe não pensar (saber, no caso) que ela é larga e rodada e daí o curso de 6 meses de teatro na Fafi dela vem bem a calhar. Ela aperta o máximo possível e geme horroreh. Acho que a acadêmia deveria dar um Oscar pra cada uma por essa atuação, porque é ba-ba-do, vinhado!

"Bom dia, amor! Dormiu bem?"

Gozou? Gozou. Foi gostoso? Foi. Acabou? Não. O ativo vira pro lado e capota exausto, enquanto nossa lutadora fica apenas nos leves coxilos a noite toda para não perder a hora. É que a passiva em primeira noite tem que acordar em torno de meia hora antes do ocó correr no banheiro, refazer a chuca (ela é sempre otimista, por isso a gente gosta dela), escovar os dentes, lavar o rosto, se perfurmar e se pentear, e depois voltar para a cama e simular um sono tranquilo. Passiva acorda igual personagem de novela-filme-seriado: linda, cheirosa e bem arrumada.

Pior é quando, com todo esse sacrificio, o cafuçú vira (literalmente) e diz: “Er, basfond, bee, sou passeeva também, hi hi!”.

E você, faz alguma coisa pra impressionar na primeira noite?

Realmente está afim?


Acho engraçado muitos gays daqui do estado reclamando que nunca conseguem arrumar um namorado – na verdade, nunca conseguem ficar com um namorado, pois trocam como fazem com as roupas.

O fato é que todos querem ter um homem de plástico (não sei se com as fanchas é o mesmo, digam aí, meninas): que seja lindíssimo, gostosíssimo, riquíssimo, piruzudo/bundudo e, principalmente que viva em função deles. Sério, em que mundo eles vivem? Para namorar/casar tem que haver cumplicidade e doação de ambas as partes e isso não é romantismo cafona, não, chega a ser lógico. Uma relação, como o próprio nome sugere,  tem que haver esforços dos dois lados pra dar certo.

Minha querida guei, se você não está afim de dar-se, dedicar-se a uma única pessoa, não inicie e nem chame sua pegação de namoro, porque isso queima toda uma classe. Assuma-se pegadeira, bee, e seja feliz!