Basfond no Transcol [2]


Cô licença, moça, posso me sentar ali... no teto?

Quanto amor é o Transcol, toda semana acontece alguma situação engraçada e desconcertante envolvendo as bee’s.

Dessa vez foi no 507 hoje de manhã. O 507, como vocês sabem, é um samba do crioulo doido pela manhã, é estudante da Ufes, pedreiro, recepcionista, mãe de família (COM a família inteira), velhinhos pegando 507 achando que vão parar no Hospital das Clínicas, e gente de todo o tipo.

Hoje eu, por incrível que pareça, consegui ir sentado. E ali fiquei, com meu oclão e o carão atento a tudo… entrou uma bee pocket-trava (daquelas super descoladas que usam cabelão loiro platinado e max bag “unissex”), parou no corredor, que já estava lotado, e ali ficou.

Ai mi sóuri, leidi

Pode ser muito complicado para uma bee ser encoxada no ônibus, o heterozinho pode não curtir o reflexo de rebolada que a gay tem quando sente a virilha do boy pela calça jeans, acabar em discussão, e todo mundo sabe que nós sempre somos os errados diante do argumento do “eu sou macho, porra, acha que eu vou ficar relando em bunda de viado?”

Por isso, para evitar, a gente costuma dar aquela viradinha de lado ou uma trancada no edi, pra que nada encoste em nada. A gay fez a mesma coisa, eu a vi tentando evitar o velho tarado que se aproximava, com mais dois amigos.

Só quando tô de bom humor

Ele parou atrás da bee, com a desculpa de que não tinha como andar (e realmente não tinha mesmo hahaha), virou pro lado dela, armou a peeca, e ali ficou roçando como quem não queria nada. Até então eu pensei que ele estava super desconfortável naquela posição, incomodado.

Mas nada disso, ele olhava pros amigos e ria, como se estivesse dizendo “Tô encoxando a bichinha, olha lá ela gostando”.

E a gay começou a ficar poota na paulista, e aposto que só ficou porque o cara era mais feio que bater em mãe. Se fosse bonitinho, certeza que carimbaria o telefone do celular dela na neca do boy.

Mas o tarado não parava de se esfregar, e a fúria de Marimar começou a se manifestar na pocket-trava… a gay perdeu a paciência, virou e falou pro ônibus inteiro ouvir:

“Você vai parar de roçar esse piru nojento em mim ou não? Tá achando que minha bunda é lixa pra você esfregar até gastar, porra?!”

Eu e todo o ônibus rimos em coro, e o tarado logo deu um jeito de saltar no próximo ponto, todo envergonhado.

Sai vazado, véi!