As Creusas e o Sexo


Todo mundo aqui se lembra da Creusa da novela América, não é meihsmo? Pra quem não se lembra, é aquela personagem da Juliana Paes, super beata e que à noite saía pra seduzir os boys da cidade, com sua cinta-liga caricata.

Até então eu pensava que isso era um reflexo do machismo que sempre castrou a sexualidade da mulher e acabou por criar comportamentos desse tipo, mas eu achava que isso só afetasse os heterossexuais, com seus tabus e koo’s intocáveis. Uma vez que nós gays nos permitimos um pouco mais de liberdade quando o assunto é sexo… é… mas nem todo mundo é assim.

E esse piercing?

Esses dias estava conversando com uma amiga, e ela me contou sobre uma gay colega nossa, que sempre pagou de evangelicazona, puritana, que mesmo sendo gay e cristão (o que já é um grande absurdo), sonhava com o príncipe encantado e sempre fazia críticas ferrenhas ao meu comportamento libertino.

O que eu não sabia era que essa mesma gay teve a audácia de convidar essa minha amiga para fazer um ménage à troi com um boy que ela conheceu no Chat Uol (Essas sem vida social sempre apelam pro Chat Uol). Quando ela, chocada, falou que não ia, ele respondeu que já tinha feito sexo com mais de um homem diversas vezes e que era super divertido.

Não que eu discorde, realmente é super divertido ser a única passiva de um grupo de ativos sedentos por carne, mas qual o propósito de botar banca de moralista, ofender as outras pessoas e depois fazer EXATAMENTE aquilo que diz abominar?

Outro dia estava num bar com várias beeshas desconhecidas, e comecei a falar de sexo, assunto que eu amo discutir, afinal, é trocando experiências com os amigos que a gente conhece melhor o seu corpo, o corpo dos outros e tudo aquilo que é saudável ou não na cama, tô mentindo?

Entretanto, as gays ficaram possessas com o papo, diziam que não gostavam de falar sobre aquele assunto porque tudo que elas faziam deveria ficar entre 4 paredes. Claro que tem que ficar entre 4 paredes, ninguém tá pedindo para que elas façam sexo no meio da Rua da Lama (no banheirón podtchy)!

Todo mundo come e todo mundo trepa, todo mundo conversa sobre comida por ser algo generalizado e se sexo também o é, porque não falar sobre ele?

Todo mundo come

Farinha do mesmo saco

Por isso chamo essas bee’s de Creusa, tenho pra mim que todo assunto que uma pessoa abomina é pelo fato dela ter rabo preso com ele. Pior ainda são os moralistas, aliás, essa palavra não existe sem o prefixo “falso-“, é impossível que uma pessoa ande 100% de acordo com todos os dogmas de valores e bons costumes judaico-cristãos, e se anda, pode ter certeza que é um poço de recalque. Enfim, andando ou não, ser gay já é um motivo e tanto pra deixar sá porra toda de lado e apreciar a ida inevitável pro inferno.

Portanto, se você é uma dessas enjoativas que acham que copiando o comportamento dos héteros moralistas você vai se sentir mais inserido na sociedade, let it go, bebê. Para esses mesmos héteros moralistas você é tão vinhádo e degenerado quanto a passivona que vai pro Cine Erótico atrás de rola, porque para a homofobia não importa a sua índole, seu caráter, se você só faz sexo depois do casamento… você faz tudo isso COM HOMEM, e isso já basta para que você seja igualada a todo o resto.

Então, cá entre nós, não é melhor estar com a consciência limpa, trepando seja com desconhecidos ou com seu namorado de 5 anos, sem tentar se por numa posição privilegiada só pelo que você faz ou deixa de fazer com seu edi? É fato que você vai se sentir muito melhor e poupar muitos anos de uso de Renew Clinical para desamarrar essa cara mal-humorada sua, assim:

Ex-BBB Daniel vai posar na G Magazine!


De acordo com Klifty Pugini, o diretor de redação da revista, o ensaio será inspirado na Parada Gay de São Paulo e NÃO TERÁ NUDEZ, será um “ensaio sensual” (sensual não sei onde). Eu acho que não deveria ser inspirado na Parada Gay, sim no Oriente Médio, imagine que luxo essa bill toda trabalhada na  burca? Eu teria um derrame com tanta sensualidade.

Mas eu fico pensando, por que será que não terá nudez, se por fintchy reais ele mostrou tudo para mais de 3 milhões de pessoas no Youtube? Não se lembram? Cata:

Separados no nascimento

Vai começar a mesma palhaçada de “nú artístico” da PlayBoy, e eu pensando que o puritanismo não ia nos alcançar… se bem que nesse caso tá mais pra BOM-SENSO, né, minha gentchy? hahaha

BOMBA BOMBA! Vazou a primeira foto sensual do Making Of, com pequenas modificações no Photoshop:

Super Natural!

Via UolGay

O lado escuro da sala


Tenho algumas experiências frustrantes com dark room, a tal ponto que posso dizer que as ruins se equiparam com as boas (riso nervoso).

Antes de mais nada precisamos contextualizar o recente estado de moralidade que fomos tomados a partir da década de 1990. Depois da geração do desbunde, veio a geração do medo, a nossa, ou essa um pouquinho anterior a nós, uma geração que viu os ídolos todos morrerem cedo, uma geração que teme a Aids e a violência urbana (e até o inferno, em alguns casos). Resultado disso foi um estado de moralidade que vemos por aí, muitas vezes falsa. Mas enfim, associado a isso o poder público por meio de orgãos sanitários tem feito acabar com esse objeto chamado dark room. Acho que todos sabem o que é dark room, né? É uma sala totalmente escura (ou quase) que se destina a práticas eróticas-sexuais. Achei essa citação bem legal sobre o tema, de autoria de Maria Elvira:

“Nesse contexto, o tato é privilegiado. As palavras são comumente substituídas pela linguagem corporal: as coisas que se desejam dizer e fazer, explicitam-se mediante gestos, poses e localização dos corpos no espaço “. (vi aqui)

Depois desses poucos devaneios sobre o tema, vou contar, como disse, algumas coisas que já me ocorreram. Minha primeira experiência com dark room foi na Chica (quando ainda havia dark room lá, que foi fechada pela vigilância sanitária). Eu estava com um cara na boate e pedi para ele entrar comigo, pois eu morria de curiosidade, mas tinha medinho. Ele concordou, fomos. Passei pelas cortinas blackout da porta e de fato não havia um raio de luz lá dentro. Fui entrando, pisando com cuidado, pé-ante-pé. De repende, como um vulto dos infernos uma mão pegou minha bunda, ai, que susto! E daí outra, e mais outra na neca. E de repente pareciam que milhares de mãos me puxavam e me pegavam, e umas necas e dís iam surgindo. Entrei em pânico e saí de lá correndo! Na segunda, vez que fui, apesar de já não ter mais como motivo a curiosidade foi tudo bem parecido.

Inclusive contam uma história engraçada de uma beesha montada no final dos anos 90 que estava na dark da Chica também, quando de repente arrancaram e sumiram com a peruca dela dentro da sala. Ela ficou louca! Saiu quebrando tudo, batendo em tudo e gritando enfurecida pela peruca perdida, enquanto as mafiosas morriam de rir. Que maldade, gente!

Mas voltando a mim, certa vez estava num lugar aqui no estado que tem dark (abafa!), e antes de entrar estava flertando um cafuçú. Eu olhava pra ele e ele pra mim. Daí fiz a perigosa e me joguei na dark, dando indicações com a cabeça pra ele vir atrás. Lá, na completa escuridão, o cara se achegou e já veio me aqüendando. Achei estranho que mesmo tendo muita pinta de ativo, foi nervosa já fazendo um keti em mim. “Beleza, vai lá!”, me passou. Segurei a cabeça dele e senti aquele fofinho que só cabelos com grandes cachos tem. Pensei: “Sou ruim em fisionomias, tá, mas o cara que eu estava flertando não era meio calvo e com pouco cabelo liso?”. Quando tentei tirar a neca da boca da bee pra entender a situação indo com meu membro de um lado a outro, para frente para trás, ela por meio de milenares movimentos ninjas seguia-me, me impossibilitando de interromper o bapho. Em sua sabedoria daniel-sam do sexo, botou a camisinha em mim e me deu uma voadora de edí sem que eu pudesse impedir. Mesmo me sentindo violentada, segui aquela máxima da sabedoria popular: “Já que está dentro, deixa!”, mas as avessas, né? Enfim, aconteceu e foi até gostoso, não nego. Mas quando sai da dark, a bee que me aqüendou saiu, me olhou com a cara mais porca do mundo. Ela era a própria figura do demônio (nada contra #leilalopesfeelings)! E na porta da dark o cafuçú que eu queria me olhou com uma expressão que misturava despreso e mágoa e foi embora puto. E eu também fui metralhando a bee com os olhos. E ela? Nem confiança…

O que é um beijinho, gente?!


Recebi um e-mail bem legal do Rodriggo que vou compartilhar com vocês:

Na noite da próxima quarta (30), o programa “Qual é o seu Talento?”, do SBT, será polêmico. Tudo porque dois homens se apresentaram no palco da atração formando uma dupla de dança de tango. No entanto, o que pegou a todos de surpresa foi um beijo gay que deram ao final da performance, de língua.

Jurados e plateia ficaram em choque por alguns segundos, mas depois vibraram com a ousadia dos rapazes. A atração recebeu autorização do SBT e exibirá a cena na íntegra, a partir das 21h.

Cenas de beijo gay na TV sempre geram polêmicas. Na Globo, cogitou-se um beijo na novela “América”, em 2005, mas foi vetada. Já na minissérie “Boca do Lixo”, em 1990, os personagens de Alexandre Frota e Reginaldo Faria apareceram nus em uma cama, mas não trocaram carícias.

Na minissérie “Queridos Amigos”, Guilherme Weber e Pedro Novais ficaram juntos, porém foi no programa “Beija Sapo”, de Daniela Cicarelli na MTV, que aconteceu o primeiro beijo gay da televisão brasileira, em 2006. Posteriormente, a cena foi reprisada pelo “Programa do Jô”, na Globo, quando Cicarelli era a entrevistada. O “Big Brother Brasil 10″ também exibiu selinhos de Dicesar e Sérgio durante as festas que rolaram no confinamento.

Em outro canais, como RedeTV! e no próprio SBT, beijos gays foram exibidos nos programas de João Kleber e Ratinho.

Fonte.

Isso deixa você feliz? Pois a mim me deixa bem triste. Em pleno 2010, uma imagem banal de um beijo entre pessoas do mesmo sexo ainda é visto com tanto tabu neste país. Que tipo de moralidade vive a TV brasileira na qual uma mulhr ficar batendo com a  racha na cara de homens, imagem de pessoas mortas e todo tipo de violência e insinuação sexual desde que hétero são vistas com total naturalidade e um, repito, mero beijo gay ainda causa TANTO estardalhaço. Mor vergonha.

UPDATE – Eis o vídeo da apresentação (o beijo acontece em 2:45):

Pedro de tempos atrás


Sou uma negação para o método da pegação. Hoje falo isso sem a07241190 vergonha de outros tempos, sem o receio dos amigos condenando ou diminuindo a minha postura homossexual.
Esclarecendo que a palavra pegação aqui esta no sentido Final Feliz e “banheirão” de ser: Encontro de grande apelo sexual entre dois homens, sem beijos ou caricias intimas, com intuito de rápida satisfação do desejo e uma gozada rápida.
Certa vez estava no banheiro de um terminal limpando uma mancha de chocolate na camisa, quando senti que a porta do reservado estava entreaberta e um carinha lindo me observava, e fazia uma hilária cara de sedução. Segurando o riso pela expressão facial do meu sedutor do sistema transcol, e movido pelo desejo no corpo do rapaz, entrei no reservado sem pensar muito.
Minha experiência era tão pouca nesse ramo do prazer que, acreditem, tentei puxar uma conversa em um banheiro de terminal. Meu amigo era mudo, ou me achou um viado chato, e continuou fazendo cara de ator pornô em começo de carreira sem emitir sons.
Sem saber para onde correr aproximei a minha boca junto da dele. Dei sorte de não ter fechado os olhos, porque o desgraçado virou a cara e fez cara de espanto.
Discretamente me recompus do mal entendido, e sem mais cara de pau para continuar ali, perguntei: “Você não beija não?”
Negativa com a cabeça e uma mão que foi até meu pau, que nesse momento já nem precisava disso para demonstrar alegria, ele falou pela primeira vez: “Pô cara, beijar eu não curto não, posso ti chupar!”
banheiroFalando isso o amigo não perdeu tempo. Abriu a minha calça e já ia me mostrar o que Vanessão ganhou debaixo do pé de árvore. Quando… vozes moralistas, de certa forma virgem, na minha cabeça explodiam em discursos,  e só tive uma ação. Levantei o cara, fechei a braguilha, respirei para tentar me convencer que estava certo, e disse: “Desculpa, não entendo uma pessoa que não me beija na boca e quer chupar meu pau!”
Abri o boxe e fui pegar o primeiro ônibus que apareceu na frente. Passei a viagem toda me sentindo péssimo pela oportunidade perdida.
E claro que quando contei para os amigos, a lição foi: Escrever várias vezes no caderno – Nunca devo negar que me paguem um cat!
Hoje, mesmo que não seja o mais corajoso no quesito “pegação”, uma lição foi aprendida – NUNCA DEVO NEGAR QUE ME PAGUEM UM CAT!