Ministério da Malásia te ensina a reconhecer gays


Só me faltava essa, agora o Ministério da fofa e homofóbica Malásia publicou uma lista de “sintomas” para saber se seu filho é bee. Cata:

Sintomas de gays:

Ter um corpo musculoso e gostar de exibí-lo usando camisas com gola V e sem mangas; (Vish, mas essas beeshas usam gola V até do outro lado do fucking planeta?!)

Preferir roupas justas e de clores claras; (Só uso preto, então, por enquanto, dois pontos pra heterossexualidade da Max)

Sentir atração por homens; (RÁ! Você jura? Se eles tivessem o mínimo de discernimento essa lista escrota só teria esse tópico)

Gostar de usar bolsas grandes, parecidas com as usadas por mulheres, ao sair. (Só uso bolsinha do Instituto de Recuperação Manassés, mais ponto hétero pra Max)

Sintomas de lésbicas:

Atração por mulheres; (Thammy Gretchen a gente considera moliér também?)

Se distanciar de outras mulheres que não sejam suas companhias femininas; (Porra nenhuma, vai no Sinucar às 9 da noite de sexta pra você ver o rebuceteio que é aquele lugar)

Gostar de sair, fazer refeições e dormir na companhia de mulheres; (Claro, claro, porque amigas héteros não saem, comem e nem dormem juntas, só as sapatonas)

Não ter afeto por homens. (#Chatiada)

Enfim, a única dica ali que fez sentido foi a seguinte:

“Jovens são facilmente influenciados por sites e blogs ligados aos grupos LGBT. Isto pode facilmente se espalhar entre os amigos. Estamos preocupados que isto aconteça durante o período escolar”.

Max, quando leu esse parágrafo:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=L1W5jQL5DN8]

BÔNUS:

Este ano, o governo disse que personagens gays podem ser representados em filmes e na televisão, desde que, ao final da história, o personagem se torne heterossexual ou demonstre arrependimento por seus modos homossexuais.

Tô arrependidona, olha minha cara de arrependida

Dica do André

Malásia reeduca jovens com tendências afeminadas


Na semana passada, foram enviados para um campo de reeducação pelas autoridades do estado de Terengganu, noroeste da Malásia, 66 adolescentes indicados por suas escolas, que foram instruídas no ano passado a denunciar alunos que possuíssem “tendências afeminadas”. Os jovens passaram 4 dias no local onde participaram de um curso com aulas de religião, palestras motivacionais,  além de orientação física. No país, a homossexualidade ainda é tabu e o sexo gay é crime segundo o código penal local, podendo render até 20 anos de detenção.

“Não são comuns para rapazes normais desta idade”. Nós não estamos interferindo com o processo da natureza, e sim meramente tentando guiar estes estudantes a seguir um caminho adequado em suas vidas, antes que eles cheguem a um ponto sem volta”, explicou Razali Daud, diretor do Departamento de Educação do Estado de Terengganu. “Nós sabemos que algumas pessoas acabam se tornando travestis ou homossexuais, mas nós faremos o melhor para limitar este número”, afirmou Daud.

Ativistas dos direitos humanos defendem que esta medida é um sintoma da homofobia generalizada no país de maioria  muçulmana, muitos protestos  têm estourado na Malásia desde o vazamento de notícias sobre os acampamentos. Para a Ministra da Mulher, Família e Desenvolvimento Comunitário, Shahrizat Abdul Jalil, a existência dos campos é contrária às leis da Malásia, vários grupos da sociedade civil estão exigindo que o governo bote um fim ao absurdo.

Sem ao menos tentar responder às exigências de fechamento dos campos de reeducação, o governo ignorou as críticas e lançou uma campanha para criar uma imagem saudável e positiva para os campos.

O grupo “All Out” está promovendo,  na internet,  uma petição para que os chamados campos de reeducação sejam considerados ilegais e extintos da Malásia. Estes tratamentos de reversão são programas aplicados em todo o mundo, principalmente por igrejas evangélicas. Desde 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não reconhece a homossexualidade como doença e associações de psicologia e psiquiatria de todo o mundo não podem oferecer tratamento ou cura para algo que não é uma enfermidade.

Para assinar o abaixo-assinado, clique aqui!