Dé in Rio (parte 1/3): Porque nem tudo são flores!


Sobrevivi! E estou aqui de volta para contar TOOOODA a experiência do maior evento de música do mundo e agora, mais do que nunca, do meu coração! ♥

Daí eu poderia perguntar para vocês: querem saber primeiro da parte boa ou da ruim? Como sei que muitas fazem a linha maldita, vamos falar da parte ruim e depois falar de coisa boa, néam?

Antes de sair de Vitorinha, passei na casa de uns amigos e tomei algumas cervejas. Fui para rodoviária – sim, fui de ônibus – e antes de embarcar tomei 1/2 ritotrilzinho para viajar tranquilo. QUE MERDA! Me esqueci das reações adversas dessa mistura e a viagem de 8 horas até o Rio de Gayneiro foi uma “viagem” nos dois sentidos. Apesar de ter dormido daqui até lá percurso foi totalmente intranquilo, porque eu sempre acordava em sobressaltos com alucinações bizarras de gritos histéricos, acidentes e gente morrendo. Uó!

No busû entrando no clima!

Depois de me alojar na casa de um amigo e percorrer pontos turísticos clássicos (cristoredentorCOF!), por volta de umas 3 da tarde, pegamos um ônibus – eu e minha amiga Katy – saindo da Central do Brasil em direção à Cidade do Rock! Beesha, gastamos CINCO horas para chegar lá!!! E apesar do tédio,o cominho longo não foi de todo ruim. Um motivo foi porque deu pra gente dar uma cochiladona magia que deu aquele gás pra aguentar a noite toda. Outro foi que fizemos amizades com a galera do ônibus. Cantamos a música tema do festival (aloooooka!) e todo mundo ia compartilhando informações que iam catando na net via celulares/tablets/e-meoo-koo.

Fiz 7 mil documentos falsos para conseguir entrar no festival, já que comprei o ingresso de um amigo que desistiu de ir, ingresso de estudante, nas no fim nada neste sentido foi cobrado. Inclusive no meio do show piquei e joguei tudo no chão e depois de minutos veio uma racha me devolver os pedacinhos dizendo com cara como quem diz ‘danadinho’: “Acho que isso é seu!”

Chegamos na hora que Cladjeenha Milk tocava. Daí fomos rodar. Tava lá aquela multidão toda e me deu uma vontade louca, muito louca, de mijar – afinal, foram cinco horas de ônibus e duas latinhas – e não é que Claudinha me ajudou? Muita gente até vaiou, mas quando a cantora de São Gonçalo puxou a “Corda do Caranguejo” (oi?), agarrei o braço da minha amiga e saimos saltitando como micareteiros doidos abrindo caminho pela multidão. Em segundos estava me aliviando…

Mas já que falamos de Milks, vamos lembrar o melhor momento ever de seu show, quiçá de sua carreira e que já entrou pra hishtória do feshtival?

RYCA!

E não falem mal que ela fica chateadinha…

Uma das piores coisas do festival era comprar comida e bebida. Porrãm, filas imensas e péssimo serviço de atendimento do Bobs (merchand #fail). Quando fui me preparar pra maratona de shows, um boy enraivecido arrancava a placa do caixa e atirava nos funcionários. Daí ninguém mais quis atender e foi um Deus nos acuda, que só se resolveu com muita gritaria e ameças. Eu, demorei um pouco a chegar ao caixa, mas comprei logo vááááárias fichas, daí me facilitou o ‘serviço’ todo.

Mas, nada supera a pior coisa de todas pra mim… Virei estatística:

Sim, roubaram meu celular 😦 .

"Me gusta!"

Acabado o show do Elton John, eu estava de bobeir… quer dizer, fechando negócio no meio da multidão. Tinha um boy muito, muito, muito, muito, muito… [INFINITO] gostoso e másculo, porém passivo lá no meião, esfregando o edí na minha neca e eu ali como quem não queria nada, só curtindo – e olha que nem é minha praia. Ela era tão perigosa que pegava minha mão e esfregava no edí dela. De boa! Eu estava lá quase sujando toda a minha calça – cataram? – quando senti meu celular sendo retirado do meu bolso. Você sabe como uma bee tem o edí sensível, néam?! Virei louca! Só vi um cafuçú fazendo cara de paisagem. Fui nele e falei “HEY! Meu celular sumiu!”. E ele muito cara de pau: “Aé?! Gente, abre aí vamos procurar o celular dele!”.

Me confundiram com Rihanna e fui ao RIR!

E elza era tão cara de pau que fingiu que ligou pro meu aparelho, qüenda? Eu falei “Você pode me devolver?”. E ele disse que eu era louco! Fui até um segurança que estava logo ao lado e falei pra ele, mas pra minha surpresa sabe qual foi a resposta? “Não posso fazer nada, se quiser pode procurar a polícia lá fora.” Ai, fiquei com um ódio, mona! Você jura que eu ia achar o marvã de novo, né? Perto, duas rachas disseram que ele estava acompanhado com outro cara e roubando TODO MUNDO que passava ali. Fiquei bege! Depois conversando com várias pessoas, fiquei sabendo que em todo grupo pelo menos uma pessoa tinha sido elzada, uó!

Mas, então, já que desabafei toda as minhas mágoas, não perca o próximo post, falando só do que houve de melhor no festival que, ainda bem supera em muito todas as desgraças!

Não gosto de ‘São Sebastião’


São Sebastião é uma expressão de bee cacura. São Sebastião nada mais é que aqueles bofes bem machões que algumas bees chamam de ‘boy hétero’ ou de HSH (homem que faz sexo com homem). São aqueles cafuçús que comem as gay e as deixam chuparem. Olha a imagem do santo aí do lado. O nome vem justamente por essa pose, que é a maneira que eles ficam quando recebem o sexo oral (na verdade, geralmente com as mãos na nuca) evitando ao máximo o contato físico. O fato é que eles não tocam nas gays pra dizerem que não curtem homem, o que é uma grande mentira, uma vez que os paus deles ficam duros e eles os utilizam nas infelizes.

Este texto não é é pra esses caras que provavelmente não leem o BC (hmmmmm, tá lendo, né, sua safada!), mas sim pras bee que se gabam de

"Me chupa de longe!"

pegar esses sujeitos. Você jura que é tão gostosa que fez com que um hétero te quisesse, néam? Não é vantagem, nem status fazer um destes, tá?  Pelo menos não pra mim. E no fim das contas todo mundo tem mil histórias pra contar de São Sebastiãos.

Olha, pessoalmente não vejo vantagem em pegar caras assim, que fazem parecer que estão fazendo um enorme favor a você em te comer. Eles não dão carinho, aliás, em muitos casos nem consideração tem pela pessoa. Prefiro quem participa, beija, acaricia, fala coisas. Só assim eu “funciono”.

Mas volto a repetir, há fetiche pra tudo. Se o São Sebatião este é o seu, viva-o.

________________________

Se você ainda não catou o espírito da coisa, dá play e ria junto com a gente: