E coisa boa acontece?


Sim! Semana passada o diretório das Nações Unidas para Direitos Humanos lançou um vídeo institucional relembrando as conquistas no campo de direitos LGBT desde que a ONU adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948. Veja!

Dá para traduzir as legendas do vídeo. Clique em Legendas e troque o idioma. 

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A gente sempre é tão bombardeado com as tragédias políticas e de violência contra LGBT – coisas tão urgentes, de fato, a serem resolvidas – que nos falta ânimo para comemorar o já conquistado. Não há dúvidas de que os últimos dez anos viram muito mais avanços do que todos os outros 55 anos juntos, mas ainda há muito a ser feito. Mas história se faz assim, com luta!

Via Muque de Peão.

Stonewall: 43 anos desde Movimento Gay Revolucionário


Ok, vamos suspender a Big Apple por alguns instantes:

Na noite de 28 de junho de 1969, há 43 anos, no bairro de Greenwich Village em Nova Iorque, o mais popular bar gay, Stonewall Inn, estava repleto de gays, lésbicas, travetis e drags queens que lamentavam a morte da diva Judy Garland, a eterna Dorothy do filme O mágico de Oz, que estava sendo velada naquele dia.

Em meio ao ambiente de comoção, a polícia invadiu o bar naquela noite para mais uma batida de rotina, de extorsão e humilhação. Inconformados com a repressão policial, os frequentadores do bar lideraram, naquela madrugada e nas quatro noites seguidas, uma rebelião que resultou no espancamento e prisão de dezenas de manifestantes. Sem dúvida a rebelião de Stonewall foi um marco pela luta por respeito e direitos da população LGBT.

A rebelião de Stonewall para os mais jovens é um fato sem grandes proporções e principalmente no Brasil, mas é questão de honra para todo ativista, escrever, publicar e exaltar os acontecimentos de 1969 no E.U.A. Aproximadamente 400 gays, que se encontravam no bar, foram para cima da polícia abandonando a postura condescendente e sambando na cara da sociedade!

No dia seguinte, os policiais voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltou mais organizada, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das batidas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos policiais e novamente a polícia investiu contra os manifestantes.

Fonte: http://migre.me/9G5Vl

UFC para maiores… e agora, héteros?


Eu sempre falei aqui que o UFC nada mais é que um pornô gay hardcore, com pessoas vestidas. Vários de meus amigos héteros adoram assistir e ficam furiosos quando eu digo isso. Entretanto, não há dúvidas de que o público cativo é mesmo o público gay.

Sempre achei que fosse apenas uma impressão minha, mas só porque não tinha como provar meu ponto de vista, ATÉ HOJE:

Será que agora vocês finalmente vão admitir o alto grau de homoerotismo dessas lutas?

It’s just…

UPDATE: Acabei de me lembrar de uma frase que o Anderson Silva, um desses lutadores famosos, disse para o Ego, cata:

Como assim? Em que mundo ele vive? Marte? Nárnia?

“A geração tolerância” como matéria de capa da Veja


A revista Veja desta semana traz uma interessante matéria sobre uma possível tendência atual de superação do preconceito.

Os adolescentes e jovens brasileiros começam a vencer o arraigado preconceito
contra os homossexuais, e nunca foi tão natural ser diferente quanto agora. É
uma conquista da juventude que deveria servir de lição para muitos adultos
“, diz a chamada da reportagem.

Coincidentemente, encontrei com uma bee amiga minha que não via há algum tempo numa festeenha de anversário e conversávamos justamente sobre isso, de como  há tolerância a homossexualidade tem sido bem maior nos últimos tempos. É claro que ainda há ainda a homofobia marcante presente nas relações sociais em nosso país e também o medo do preconceito, do esteriótipo e da não-aceitação por parte dos gays. Porém há uma sérei de fatores sintomáticos que de fato apontantam para uma mudança desse perfil, que são muito bem apontados na matéria, como por exemplo  jovens e adolescentes se assumindo cada vez mais cedo e vivendo sua afetividade e identidade de forma bem livre.

Leiam a matéria (aqui) que traz muitos depoimentos e histórias de gays e lésbicas jovens que se assumiram, dados e falas de especialistas.

Sugestão de leitor via comentários.

40 anos de Stonewall


Ontem, foi a comemoração de uma data histórica super importante para nós, por ser o marco da luta pelos direitos homossexuais e por isso o Babado Certo não poderia deixar passar em branco. Fico indignado quando uma bee novinha (ou mesmo as velhinhas) não sabem ou ignoram o que seja a rebelião de Stonewall. Leia o texto extraído do site Mix e saiba mais:

Stonewall era um bar freqüentado por gays e travestis em Nova York no final da década de 60 que se destacava dos outros por permitir que os casais de mesmo sexo dançassem à vontade. É claro que, como todos os outros bares gays da cidade, Stonewall estava sujeito a ocasionais batidas policiais sob um pretexto qualquer – geralmente por falta de licença para vender bebidas alcoólicas. Durante essas batidas, os policiais além de fechar o estabelecimento, curiosamente, levavam presos todos os homens ou mulheres que estivessem travestidos.

No dia 28 de junho de 1969 o bar Stonewall foi local de mais uma batida policial – mais uma vez sob a alegação de falta de licença para a venda de bebidas – e todos os travestis que se encontravam no bar foram recolhidos. Mas, ao contrário das outras vezes, as pessoas que foram liberadas pela polícia resolveram resistir – em solidariedade aos que foram presos – e não arredaram mais os pés dali. O clima foi ficando cada vez mais tenso. Gays e lésbicas de um lado e policiais do outro. E travestis, presos.

“De repente, o camburão chegou e o clima esquentou. Três das mais descaradas travestis – todas em drag – foram empurradas para dentro da viatura, junto com o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou conclamando o povo a virar o camburão. Nisso, saía do bar uma sapatona, que começou uma briga com os policiais. Foi nesse momento que a cena tornou-se explosiva. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direção às janelas e uma chuva de moedas foi lançada sobre os tiras…”, saiu no Village Voice.

Quando viram a multidão enfurecida, os policiais se refugiaram dentro do próprio Stonewall para se proteger da cambada lá fora que começava, literalmente, a pôr fogo no bar. Acuados, os tiras apontaram extintores e mangueiras, jogando água em direção à multidão furiosa. Logo depois chegaram reforços policiais que tentaram dispersar o grupo rebelde. Mas de nada adiantou: o pessoal não saiu dali e voltou a se agrupar para vaiar os policiais atirando pedras, tijolos, garrafas e colocando fogo nas latas de lixo. Quando finalmente conseguiu acalmar a situação, a polícia voltou para a delegacia com um saldo de 13 presos.

No dia seguinte, os policiais voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltou mais organizada, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das batidas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos policiais e novamente a polícia investiu contra os manifestantes.

No terceiro dia, um domingo, as coisas pareciam ter voltado ao normal e o bar Stonewall foi reaberto. Seus clientes habituais voltaram, a polícia os deixou em paz por um tempo e os jornais acabaram se ocupando de outros assuntos.

Mas na verdade tudo havia mudado. A partir daquele dia aqueles gays lésbicas e travestis sacaram que nunca iriam ser aceitos pela sociedade se ficassem apenas esperando e dependendo da boa vontade da sociedade. A rebelião mostrou a eles que a atitude que deveria ser tomada era a do enfrentamento. O discurso mudou. Nada mais de pedir para ser aceito: era preciso exigir respeito.

E foi assim que se deram início as Paradas do Orgulho LGBT e os movimentos pelos direitos dos homossexuais em todo o mundo. Por isso, que quando estamos numa pareda gay, além de nos divertirmos devemos pensar que aquilo é antes de tudo um movimento político pelos questões que nos apetessem. Lembremos Stonewall e os primeiros heróis a lutar a favor da causa d@s LGBT.