PROMOÇÃO – Biografia da Whitney Houston


Estamos ficando elegantes, beeshas! Saímos do universo da promoção de VIPS e entramos nas promoções de livros! Agora somos Babado Cult, vou mudar o nome do blog hoje!

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NUNCA!

Então, cata a imagem do livro que eu vou sortear pra vocês:

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O livro foi uma cortesia da Like Store em parceria com a Fan Page da cantora (clique AQUI e AQUI para conhecer). Foi traduzido pela editora Sonora pela Maíra Contrucci Jamel. O original é do autor Mark Bego, famosíssimo nos EUA por suas biografias de Aretha Franklin, Michael Jackson, Elton Jhon e até Madonna. Bafo, né?

Ele tem 252 páginas, uma estrutura super bonitinha e as páginas me lembram aqueles livros antigos da Agatha Christie que nós temos em casa, que as traças comem sua biblioteca inteira, menos ele, sabe?

Recebi hoje e já li metade só agora de manhã. A linguagem é leve, cativante e tenho certeza que pessoas de qualquer idade ou hábito de leitura vão adorar!

Mas vamos à promoção!

Como o prêmio é muito valioso, afinal, livros são pra vida toda, a nossa promoção não vai se resumir a apenas mandar um e-mail pra mim. Dessa vez vocês vão poder LUTAR pelo presentinho, sem contar apenas com a sorte (que a gente sabe que beesha já nasce sem só por nascer beesha nesse país homofóbico, né?).

Vocês vão enviar um e-mail para max_babadocerto@hotmail.com, com o nomezinho de vocês e respondendo a pergunta:

“Qual música da Whitney Houston você mais gosta, e por quê?”

Caprichem, a história que me arrancar uma lágrima do olho esquerdo, vai levar o livro!

Leitores do Brasil inteiro podem participar, enviarei de graça o livro pra qualquer parte do país, até pro Acre! 🙂

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p.s.: O resultado será divulgado no dia 2 de outubro

Dica de livro


noites-de-chuvadias-de-tormentaNoites de Chuva, dias de tormenta. É um livro surpreendente do jornalista Flavio Sarlo. É surpreendente não pelo conteúdo em si, não pela linguagem ou poética (que é de um gosto duvidável, aliás), mas pela temática. O autor se propõe, nessa pérola literária, a fazer “um mergulho no mundo dos gays e das drag queens” como diz na orelha do livro. Só que a graça do livro é que isso acontece aqui mesmo na Grande Vitória envolvendo personagens e lugares verdadeiros e parece-me que tudo se passa no final dos anos 90. Se você ignorar as tentativas do autor em tornar a coisa mais ‘literária’, o livro é até interessante – falo isso porque rola umas figuras de linguagens e umas comparações bastantes… desnescessárais como quando ele associa as “monas”, a monalisa de Da Vinci, uó! De qulquer forma vale a pena a leitura, o livro é divertido apesar da falta de ousadia e talento do autor para esse tipo de literatura. Confira um trecho da narrativa (p. 45-46):

“A sauna Pink, localizada próxima ao porto de Vitória, era um discreto ponto de encontros gays no centro da cidade. Ficava num endereço residencial, ocupando o andar térreo de um edifício de apartamentos com vista para o mar.

Uma garota loura, simpática e de corpo bonito estava sempre na portaria dando as boas vindas aos frequentadores, a maioria na faixa dos 25 aos 40 anos. Maruschka, como era conhecida, atendia aos telefonemas e também distribuía as toalhas, chinelos e as chaves das cabines para massagens e encontros íntimos. Ela conhecia os clientes mais assíduos e para todos tinha um sorriso.

O público que frequentava o local variava conforme o horário. Por volta das quatro horas da tarde, os clientes eram mais comportados e alguns nem eram homossexuais, mas a medida em que a noite ia chegando, os primeiros gays começavam a sair do trabalho e procuravam o lugar para tomar um drink e aliviar as tensões. A sauna funcionava a pleno vapor mesmo era por volta das 9 da noite, quando entrava em vigor o racionamento de energia elétrica e as luzes eram desligadas, ficando apenas Maruschka na portaria com um abajur aceso.

Foi naquele cenário que Ludovico marcou o seu primeiro encontro com Marquinhos Leopardo. Ele apareceu sem maquiagem, disposto a conhecer primeiro o rapaz, que já estava na sauna, de sunga e sem camisa, tomando um drink no bar, quando Maruschka apontou com o dedo para mostrar quem era:

– Você que é Lise Lopes? Pensei que ia encontrar uma drag queen! … – ironizou Leopardo.

– Não vim com essas intenções – esnobou Ludovico.

Leopardo sorriu. Passou a mão no peito, tomou um gole de campari e ficou curioso com a bicha:

– Não vai querer tomar uma sauna?

-Não …

Outro sorriso do bofe:

– Então o que você está querendo? Ludovico viu seu lado Lise Lopes aflorar num instante e finalmente falou, com a voz bem mais fina:

– Vim te fazer uma proposta …

Marquinhos deu outro gole no campari e continuou ouvindo.

Já a bicha, começou a ter mil e uma fantasias diante do rapaz, mas se conteve. E acabou então fazendo uma proposta que nada tinha a ver com as suas verdadeiras intenções.

– Vai ser uma despedida de solteira de uma amiga minha. Ela quer dormir com um rapaz boniito …

– Mulher? – indagou Leopardo.

-É …

O rapaz sorriu, tentando decifrar a peça que o gay estava tramando.

Ludovico também sorriu, aproveitando para avaliar melhor o rapaz.

Estaria esplêndida naquele encontro, sonhou por um momento.

Mas Marquinhos Leopardo, com seu instinto felino, logo o trouxe de volta a realidade.

– E quanto é?

SARLO, Flavio. Noites de chuva, dias de tormenta. Vitória: Free Press, 2005.

Eu encontrei o livro por acaso na Biblioteca da Ufes – sim, bees, tem lá é só procurar. São várias pequenas narrativas de vários personagens que vão se entrelaçando. Ah, o livro tem umas fotinhas também, como essas aí em baixo:

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