Central Gaybo de Produção?


A rede Globo, o ícone mor da grande mídia no Brasil, tem andado apoiando as causas LGBTT em seus programas. Na semana passada, o personagem Eduardo, papel de Rodrigo Andrade na novela Insensato Coração, revelou estar confuso com sua sexualidade e que sempre teve atração por “caras”:

Isso disparará na novela as discussões sobre homofobia. No mesmo dia, no quiosque de Sueli, mãe de Eduardo na história, que é um point gay, ela, um de seus funcionários e um cliente, ambos gays na trama, discutem a violência em razão da homofobia, inclusive dando números de assassinatos e falando da necessidade de denunciar. Veja a cena aqui.

Afora isso, a Globo lançou com o canal Futura uma reportagem especial MUITO LEGAL sobre discriminação sexual nas escolas, tão legal que merecia ser incluido no kit ‘Escola Sem Homofobia’ e distribuido pra todas as escolas, pela forma tranquila e sensível como eles encaram este tema tão difícil. Clique na imagem abaixo para vê-lo:

Arrasô!

Ministro garante material contra homofobia ainda em 2011


 

O Ministro da Educação, Fernando Haddad, declarou na última terça-feira que uma nova versão do material anti-homofobia,  será distribuido ainda este ano para 6 mil escolas brasileiras. O objetivo é o mesmo, mas terá uma nova roupagem. “Faremos agora essa discussão, mas com base mais técnica, chamando especialistas”, afirmou.

O material será refeito e deverá passar pela avaliação do MEC e da presidente Dilma, antes de serem entregues.

Haddad, se mostrou assustado com o preconceito das pessoas, “me assustei por uma razão muito simples: a maioria das pessoas que se manifestou inicialmente, declarou posteriormente, que não haviam lido o livro objeto da polêmica.”

O kit havia sido suspenso pela presidente Dilma Rousseff que disse não ter gostado dos vídeos propostos no material. Segundo o Ministro da Educação, a nova proposta do kit deverá ser discutida novamente com a comissão de avaliação criada por Dilma na Secretaria de Comunicação da Presidência, para cuidar de todo o material produzido pelos ministérios.

“Como a presidenta criou uma comissão no âmbito da Secretaria da Comunicação da Presidência para dar a palavra final sobre materiais que envolvam costumes, valores, assuntos mais delicados, que envolvem essa questão, vamos encaminhar,” declarou.

Dilma derruba o “kit gay” do MEC


A presidente Dilma, acabou de derrubar o programa “Escola Sem Homofobia” do Ministério da Educação chamado de kit gay pela bancada evangélica e cristã e, principalmente, o deputado se é que pode-se chama-lo assim Jair Bolsonaro. Em reunião, com 20 deputados da Frente da Família, a presidente garantiu que o material não será distribuído pelo MEC às escolas públicas do país.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, já havia se pronunciado a respeito do kit gay semana passada, negando que o material em circulação seja oficial do MEC.

Informação como arma contra homofobia


Acabo de ler o excelente texto do blog Eleições Hoje, do kit de combate a homofobia  nas escolas, apelidado incorretamente de “kit gay” do qual já falamos aqui.

Na época, por falta de informação, Max se posicionou contrário ao material, por ter se baseando justamente na visão do inimigo dos gays, o Dep. Bolsotário que deturpou totalmente o objetivo e o conteúdo do material. Daí a importância de nos informarmos melhor sobre o tema para nos posicionarmos de maneira mais coerente. Ao contrário do que diz o deputado, que muito nos envergonha, o objetivo real do kit não é o de  “incentivar as  crianças virarem gays”, até porque sabemos que não existe essa história de “virar” qualquer coisa, mas sim de combater a intolerância aos homossexuais nas escolas. Vejam:

O deputado Bolsonaro, além de fazer esse desserviço a sociedade distorcendo o conteúdo verdadeiro do material apresentado ao MEC, não revelou dados importantes da pesquisa realizada em 11 capitais (Vitória não está incluida, mas aqui não é muito diferente) a qual pautou o conteúdo e a necessidade de criação do kit de combate a homofobia nas escolas:

  • Em geral, havia desconhecimento dos conceitos, orientação sexual e identidade de gênero, conforme definidos os marcos da pesquisa. A sigla LGBT é pouco conhecida. Gênero é o jeito da pessoa, a personalidade.
  • Existe uma invisibilidade dos estudantes LGBT nas escolas. A percepção é que a quantidade de gays é muito pouca, mas é maior do que a de lésbicas. Não foi visto nenhuma travesti ou transexual nas 44 escolas analisadas. “Nunca existiu na escola um caso de gay ou lésbica, porque os alunos daqui são muito novos. É depois dos 15 anos que você vira gay.” “O homem, para diagnosticar, é mais fácil, percebemos alguma coisa.”
  • Percepção da escola como ambiente hostil. “Travestis frequentam essa escola ou não?” “Não, não, não, graças a Deus, não!” Um aluno disse isso: “Graças a Deus, não!”
  • Percepção da diversidade sexual com base nos estereótipos. “Gay a gente conhece pelo jeito de andar, a própria anatomia, porque geralmente as lésbicas não têm cintura afinada”, disse um professor.
  • O sentimento de autoridades, educadores e de estudantes em relação à pessoa LGBT variaram, em uma escala que vai de normal até estranhamento, repulsa e nojo. “Eu, quando vejo dois caras se beijando, acho supernojento”. Disse um estudante. Uma professora de Goiânia disse: “Eu não acho normal, eu não acho bonito. Eu não. Para mim não é normal. Eu acho que Deus fez o homem e a mulher. Só, só.”
  • Postura, atitudes da escola perante estudantes. Não há uma diretriz oficial. A postura da escola é tratar todos com igualdade e respeito, mas, na prática, a escola dificulta que estudantes LGBT assumam sua orientação sexual. “Se o comportamento deles fosse condizente com o dos outros normais, não haveria problema”.
  • Existe a homofobia na escola, mas, de certa forma, é negada, primeiro, pelo discurso que refuta a existência de LGBT estudantes “Não, aqui não tem estudante LGBT, então, não pode ter homofobia.”
  • A percepção da homofobia na escola é maior entre os estudantes que as autoridades. Os estudantes sabem mais que a homofobia está lá que os professores. “Teve outra vez que ele apanhou, veio à Secretaria e falou, mas não adiantou muito. Ele foi para outra escola, trocou de turma, mas não adianta, os garotos pegaram e bateram nele mesmo.”
  • A homofobia é vista como fenômeno natural. Existe uma influência religiosa importante, a culpabilidade da população LGBT.  Causa e conseqüências: “Isso é coisa do diabo”, disse um professor de Porto Velho. Acho que é um certo machismo dos homens, mas muito forte.
  • As consequências da homofobia relatadas foram: tristeza; depressão; baixa autoestima; perda de rendimento escolar; evasão escolar; violência e suicídio.

Ocultar estes fatos, ignorá-los em detrimento de questões eleitoreiras além de ser canalha é criminoso: crime contra a justiça social e os direitos humanos em nosso país.

Enfim, não quero ser hipócrita e tampouco quero apresentar a MINHA visão a respeito do TÃO polêmico vídeo “Encontrando Bianca”, o que seria ir de encontro a prática do deputado. Posto-o aqui e peço para que dêem suas própria opiniões sobre este material, observando se tem algo de IMPRÓPRIO para alunos de ENSINO MÉDIO ( e não de ensino fundamental como dito pelo deputado):

Postem suas opiniões nos comentários, por favor.

E não deixem de ler o texto Diga NÃO ao kit gay para se informar, só a verdade nos libertará. E também assinem o abaixo-assinado em favor do kit bem aqui.

“Kit Gay”? Como assim?


O deputado Jair Bolsonaro, famoso pela sua homofobia explícita, comenta sobre um “Kit Gay” que seria distribuído nas escolas a partir do ano que vem, veja:

Tsá, como todo preconceituoso, esta criatura se prende à premissa da “homossexualidade = promiscuidade” pra argumentar, resultado: lixo e sensacionalismo. A proposta já é descabida por si só, não era necessário ofender a classe.

Ele fala em “estimular a homossexualidade”. AFF, ME POUPE, se “exemplo” tivesse alguma influência na sexualidade de alguém, eu, filho de militar tradicional, com certeza não seria gay.

Por fim, esse tipo de ensinamento tão precoce não faria bem a crianças de 8 a 10 anos NEM se fosse entre um homem e uma mulher.

p.s.: Julgar o todo pela maioria é a maior demonstração de falta de informação sobre o assunto. Não é porque os gays que estavam presentes apoiam a campanha que toda a classe está de acordo com esse absurdo.

Via Bobolhando