ABGLT considera comercial da Nova Schin ofensivo e solicita retirada


A (ABGLT) Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis por meio de um ofício, solicitou retirada imediata do novo comercial da cerveja Nova Schin, alegando que o material é discriminatório e ofensivo. O fato de considera-la uma “armação para os amigos”, somente pelo fato de ser uma travesti é claramente lesivo, sem contar as outras expressões negativas por parte do repentista que tornam o personagem “objeto de escárnio, piada e deboche”.

Em “Festa de São João”, campanha da empresa Nova Schin, cinco amigos estão bebendo cerveja durante uma festa junina, quando uma mulher aparece. Marcão, um dos rapazes se “apaixona” por ela, mas analisando percebe que se trata de um homem travestido de mulher, e enquanto seus amigos zombam, ele se sente constrangido.

Toni Reis, presidente da ABGLT, declara que ”ao mesmo tempo em que entendemos que é preciso ter bom humor, não se deve utilizar da fragilidade de uma população para vender um produto. Isto não é condizente com o preceito constitucional da dignidade humana”. A população de travestis é entre as mais discriminadas no Brasil e o vídeo apenas contribui para banalizar essa discriminação, ridicularizando a personagem travestida”, afirma.

Em nota, a Schincariol diz que ainda não foi notificada pelo Conar sobre a propaganda, mas que a retirou do ar “em respeito às pessoas que se sentiram, de alguma forma, ofendidas e discriminadas”. A cervejaria afirma que em nenhum momento houve a intenção de ofender ou discriminar qualquer pessoa.

Segue o vídeo:

Fonte: http://migre.me/9wJKi, http://migre.me/9wJKU

Comissão aprova criminalização da homofobia no novo Código Penal


A comissão de juristas que discute a reforma do Código Penal no Senado aprovou nesta sexta-feira a proposta que criminaliza o preconceito contra gays, transexuais e transgêneros. Lembando que o texto ainda precisa ser votado pelo Congresso.

Segundo o procurador regional da República e relator do anteprojeto, Luiz Carlos Gonçalves: “Queremos criar uma cultura de respeito, a despeito das diferenças”.

A proposta também criminaliza o preconceito contra mulheres e baseados na origem regional. Estas modalidades de preconceito, assim como a homofobia, ficam igualadas ao crime de racismo, que é imprescritível e inafiançável.

A comissão de reforma do Código Penal volta a se reunir nesta segunda-feira (28/5), para analisar temas como a descriminalização do uso de drogas e a criminalização do bullying.

Fonte:  Folha.com

III Ato Público Estadual Contra a Homofobia e todas as formas de violência.


Bom, depois de todas as notícias tristes que recebemos desde o início do ano, TOD@S estão convidadas a participar da Audiência Pública “Homofobia e políticas públicas para LGBT”. São presenças confirmadas: o Deputado Federal Jean Wyllys e o Coordenador do Programa Rio Sem Homofobia,  Claudio Nascimento. O evento acontecerá dia 27 de abril de 2012, as 14horas , na Assembléia Legislativa do Espírito Santo

A audiência é uma realização da Comissão de Cidadania e de Direitos Humanos da ALES em parceria com o Fórum Estadual LGBT do Espírito Santo. Logo após a audiência, será realizado em frente a Assembleia o III Ato Público Estadual Contra a Homofobia e todas as formas de violência. 

Agora é a hora de mostrarmos a nossa indignação e nosso desejo por mudança. Vamos as ruas lutar pelo nosso direito de ser igual e pedir justiça pela morte de nossos amigos.

Link para evento no Facebook

“O homem que evita e teme a tudo, não enfrenta coisa alguma, torna-se um covarde.”  (Aristóteles)

Senador Magno Malta acusa homossexuais de perseguição


Na última terça-feira (3), o senador Magno Malta defendeu o pastor Silas Malafaia, afirmando que o pastor vem sendo perseguido pela militância gay. O senador foi além e disse que estão tentando criar um verdadeiro “império homossexual” no Brasil.

(Essa desculpa já tá ficando chata, sabia?)

“Se você não aluga seu imóvel para um homossexual, ou não aceita o ato afetivo de um casal gay, pega sete anos de cadeia. Se demite ou não admite um homossexual na sua empresa, cinco anos de cadeia. Eu posso não alugar minha casa para um negro, eu posso demitir um portador de deficiência, eu posso não admitir gestos afetivos de um casal heterossexual na porta da minha casa e pedir que eles se beijem em outro lugar, longe dos meus filhos. Mas, se eu fizer isso com um casal homossexual, um simples boletim de ocorrência me levará para a cadeia”, declarou o senador.

(Não disse? O mesmo disco arranhado!)

Durante o discurso de Magno Malta, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também saiu em defesa do pastor Silas Malafaia. Segundo ele, a fala de Malfaia foi “tirada de contexto” e o pastor não queria incitar a violência física. “Acho que estão agindo com intolerância contra Malafaia”, declarou.

(E eles estão sendo muito tolerantes mesmo…)

Frente ao posicionamento do senador, a coordenadoria nacional LGBT do PT se manifestou em nota à imprensa condenando a atitude de Lindbergh. “Para a perplexidade da militância petista e de todo o movimento social LGBT brasileiro, assistimos ao senador Lindbergh Farias, do PT, possuidor de uma bela  trajetória de esquerda, de defesa da juventude, da população negra, dos pobres, se somar a Magno Malta na defesa de Silas Malafaia”, diz a nota.

Para a coordenadoria LGBT do PT, a fala do senador Lindbergh “se torna ainda mais grave por ignorar e desconsiderar o debate sobre o PLC 122 [projeto de lei que criminaliza a homofobia em território nacional], que é a interdição dos discursos que incitam a violência utilizando-se do pretexto da liberdade religiosa”.

(Fonte)

Eu só gostaria de deixar explícito a minha inveja sobre a genialidade do Magno Malta. É sério, a estratégia dele é brilhante. Levante a bandeira da pedofilia, lute pelo futuro das criancinhas e faça uma lavagem cerebral no povo brasileiro. Magno Malta encabeça lista de senadores com mais faltas sem justificativa  Tempo pra falar bobeira ele tem, agora pra cumprir a agenda…

Apelo de mãe de vítima de homofobia ao prefeito do Rio de Janeiro


Caro Prefeito Eduardo Paes,

Sou uma mulher, uma filha e uma mãe que carrego comigo a maior dor que um ser humano pode carregar: a dor de ter um filho assassinado pela homofobia.

O meu filho foi torturado por três indivíduos de porte físico maior que o dele durante 3 horas. Ele lutou o quanto pôde por sua vida e sofreu todas as atrocidades que um crime de ódio pode produzir em um ser humano. Um menino de 14 anos que tinha o maior medo da violência e a sofreu na íntegra – e como golpe final eles usaram a própria camisa do meu filho e o enforcaram.

Isso ocorreu em São Gonçalo, em 20/06/20l0, durante a Copa do Mundo da África, e de lá pra cá me dei conta de que a homofobia mata, a homofobia produz assassinos e deixa marcas que vamos carregá-las durante nossa existência.

E é por isso que estou usando este espaço para que tome conhecimento de que desde o assassinato do meu filho essa estatística vem crescendo absurdamente não só na população LGBT mas em outros campos. E o senhor como homem, como filho e principalmente como pai deve tomar uma posição para que possamos de verdade fazer políticas públicas voltadas para esse assunto, para que mães como eu não venham a ver seus filhos desfigurados pela intolerância a ponto de ter que enterrá-los como foi o meu caso

… pela ignorância, pelo preconceito, e o que é pior: pela falta de LEI e JUSTIÇA que assola nosso país,

… e principalmente por parlamentares que insistem em votar LEIS usando discursos RELIGIOSOS.

Esse é um pedido de mãe que ainda está em busca de JUSTIÇA pelo assassinato do meu filho ALEXANDRE THOMÉ IVO RAJÃO.

ANGÉLICA IVO
23.03.2012

PELA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA!

Projeto que proibia combate à homofobia nas escolas é derrubado no Rio


O projeto que proibia a educação de diversidade sexual e o combate à homofobia para estudantes da rede pública foi retirado de pauta hoje na Câmara Municipal do Rio. O vereador Paulo Messina (PV) apresentou emenda à proposta, já aprovada em primeiro turno no dia 22, e impediu uma nova votação hoje.

O projeto de lei de autoria do vereador Carlos Bolsonaro (PP), veta a distribuição de material didático contendo orientações sobre diversidade sexual nas escolas municipais. A comunidade LGBT compareceu em peso ao plenário da Câmara Municipal para pressionar pela derrubada da votação. Com a retirada do projeto da pauta, o assunto volta às comissões da Câmara. Será feita uma audiência publica, ainda sem data definida.

Para Bolsonaro, autor do projeto, o ensino de diversidade sexual em escolas públicas “estimula o homossexualismo”. “Se quiserem me chamar de inimigo, não tem problema nenhum, sou inimigo deles. Não sou contrário a discutir a sexualidade, mas não para uma criança do ensino fundamental. A gente quer proibir gasto do governo com materiais que, na verdade, não combatem a homofobia, e sim estimulam o homossexualismo”, declarou.

Gostaria de agradecer a todos que assinaram e ajudaram a divulgar. Como eu disse, cada assinatura fez a diferença. Nós temos voz e podemos ser ouvidos, se quisermos! Parabéns para nós!

Fonte

Protesto contra homofobia para centro de Salvador


Enquanto em terras capixabas continuamos debatendo e articulando, a comunidade gay baiana fechou as ruas de Salvador em protesto contra a homofobia. O Grupo Gay da Bahia parou o centro da cidade na tarde de quarta-feira (22/03), em um ato contra o aumento de crimes contra homossexuais na Bahia. Com cruzes, faixas e cartazes nas mãos, a militância promoveu uma beijaço e protestou pedindo justiça, o que acabou chamando a atenção da população que aplaudiu a atitude.

Segundo informações do Grupo Gay da Bahia (GGB), onze homossexais foram mortos no estado nos dois primeiros meses do ano. Em todo país, foram registrados 81 homicídios no mesmo período. O ato simbólico, que fez parte das atividades do Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial e serviu de protesto devido às mortes de gays, lésbicas, e travestis, iniciou-se na Praça da Piedade e seguiu até a Prefeitura Municipal de Salvador.

 No ano passado, foram 272 assassinatos de LGBTs no Brasil. Destes, 29 aconteceram na Bahia, que lidera pelo sexto ano consecutivo o ranking de estados mais homofóbicos, com o índice de 10,66% do total de casos no país.

A coordenadora LGBT da Secretaria de Justiça da Bahia, Paulete Furacão e o presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, participaram da caminhada. A manifestação foi encerrada com uma grande roda como protesto contra a homofobia ao som do hino do senhor do Bonfim.

Fonte