SaturdayNight’sBatHairy: A magia do dancefloor


A senhora tá aí no computador com o edí todo lambuzado de veet esperando dar o tempo pra poder passar a esponjinha ou o pano úmido pra poder ficar liseenha prosh bophesh, porque, né, a noite é uma criança e nunca se sabe o que pode acontecer e a senhora está sempre preparada. Arrasô! Enquanto isso, que tal ouvir nosso bate-cabelo de sábado, hein? A musicaqueenha de hoje é das antigas: Fashionista, do Jimmy James. Quando eu era aloca e frequentava a Move, em 2006, essa música bombava e eu dava close de travestchy horrores com ela… Calma, beesha, já já você vai tirar esse troço do koo, agora, aperta o play e se joga comeego!

Já repararam que há uma coisa mágica quando se está na pista de dança? A gente tem a sensação de estar num mundo paralelo de fantasia e sonho. Afora o fato de estarmos lindamente colocadas de qualquer coisa, toda estrutura da – de uma boa, claro – boate convergem para essa sensação de extase. Já repararam que quando você chega a boate está meio que uó, muita luz, música chata… Daí você vai se colocar – as que bebem, no caso – e aos poucos ao longo da noite as luzes começam a diminuir e os efeitos do strobo ficam cada vez mais intensos… De repente, as paredes da boate já não são mais perceptíveis e é como que você flutuasse numa câmara de isolamento espacial piscante, só se vê frames da realidade, as pessoas pulando (geralmente estão bonitas sob o efeito da luz intensa) alegres e tudo de ruim é esquecido e fica num lugar fora desse sítio maravilhoso que aos poucos se desfaz… É viciante! Alienante! E a gente adora!

Uónessa na Estação Porto, o vídeo


Reparem que só tem hétero:

Repórter (em off): A música pop fez sucesso entre o público jovem.

Um senhora já de idade: Gosto muito, sou muito fã!

Adoro irônia jornalística.

Adoro também a parte que uma garota (que prefere ser chamada assim) está falando que veio de São Paulo e uma bee grita histérica “Só pra ver a Wanessa, amor! Uhuuuuuu!!!11one!”. Poxa, perdi!