Transfobia em boate hétero


Antes de começar, o SELO LUANA DA LAPA! Porque esse texto tá pedindo por ele!

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Uma boate capixaba “de elite”, famosa em 2009 por não deixar “gente feia” entrar, agora resolveu cagar mais uma regrinha e dizer que mulher trans não é mulher.

Vamos vomitar comigo?

Semana passada, saí com um grupo de amig@s para uma noite em conceituada casa noturna de Vitória. A noite que tinha tudo para ser deliciosa tornou-se uma das maiores crueldades explícitas que já vivenciei na vida.

Ainda na fila para entrada no referido estabelecimento, uma PESSOA muito querida que, além de ser minha amiga, é trans, começou a sofrer diante do preconceito socialmente instituído.

Em filas separadas por gênero, homens e mulheres são revistad@s por seguranças de seu mesmo sexo antes de adentrar a casa, com exceção de “Estrela” (nome fictício), que foi encarada por seguranças femininos e masculinos que negaram-se a revistá-la. Desconsideramos a situação e dirigimo-nos ao caixa para fins de cadastro das comandas de consumo.

Ao checar o RG de “Estrela”, o funcionário pontuou que ela deveria estar na outra fila, juntamente com os homens e que o valor de sua entrada seria Y, pois o valor X era referente às entradas femininas. Mesmo tomada por constrangimento e insegurança frente à essa abordagem que chamou a atenção do público presente, , aquela mulher alta, bonita, sensual, elegante e cheia de brilho afirmou bravamente a sua feminilidade. Para nosso espanto, um funcionário do estabelecimento defendeu vorazmente a conduta, alegando que não era possível saber se “Estrela” era homem ou mulher.

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PERGUNTAR a ela resolveria o “dilema”

Completamente violentada e humilhada, minha amiga pôs-se a chorar.
Pois bem, minha paciência juntamente com minha cota de educação dispensada ao caso chegaram ao limite. Eu esbravejava, gritava, chorava, mas poucas pessoas me ouviam enquanto eu era ameaçada de ser retirada do local juntamente com “meu amiguinho”. Foi então que “Estrela” reuniu todas as suas forças e, num ato corajoso, começou a despir-se a fim de provar a feminilidade que lhe foi exigida para que ocupasse aquele lugar em que estávamos. Imediatamente, os funcionários retiraram suas palavras e permitiram a nossa entrada.

Ainda que a noite já tivesse se tornado um pesadelo, minha amiga insistiu em exercer o seu direito de ir e vir e adentrou a casa. Temendo evitar um desconforto ainda maior à “Estrela”, a acompanhei por alguns minutos, poucos mas suficientes para sentirmos nos olhares de reprovação e desperezo lançados por uma gente insensível e egoísta, o amargo sabor do crime socialmente legitimado e naturalizado.

Tristíssimo relato, mas atitude super corajosa de “Estrela” em se despir para bater o pé pela sua feminilidade.

Gente, se vocês passarem por uma situação parecida, não briguem, não discutam, apenas liguem pra polícia. Eu sei que os policiais não vão fazer nada, mas os jornalistas da TV Gazeta e da TV Vitória AMAM uma matéria desse teor e com certeza vão aparecer na hora.

Você vai receber suas desculpas em rede local e ainda por cima vai boicotar a casa noturna, que pra mim já deveria ter sido fechada HÁ MUITO TEMPO devido a essas práticas discriminatórias.

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Ligue!

Curiosamente, pelo que eu lembre, na última vez que fui lá uma das promoters era trans. Estranho ela não ter se manifestado. Prefiro pensar que ela não viu nada em vez de deduzir que temos mais uma amoladora de facas por aí.

Muito cuidado com o que vocês pensam…


Muito tem se falado sobre o vídeo abaixo:

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Tá, fizeram o que fizeram e não tem mais volta. Os rapazes nem são gays, segundo os próprios, mas podem saber que o populacho não tá nem aí pro que eles disseram, mas sim para o que Feliciano postou: “Ativistas gays fizeram isso comigo”.

Vi muita gente comentando e usando a seguinte premissa: “Feliciano não respeita ninguém, não pode exigir respeito. Você deve respeitar para ser respeitado.”

Vem cá com a Max, leitora

Vem cá com a Max, leitora

E eu te digo que NÃO, isso não é verdade. Eu posso ser a pessoa mais deplorável e mal-educada da face da Terra, nenhuma atitude minha justificaria uma violência que não acontecesse no calor de uma discussão.

O meu recado é: cuidado com essa premissa do “respeite para ser respeitado”, porque ela pode se voltar contra você quando o assunto for a homofobia.

A noção de desrespeito é pessoal e muitíssimo relativa, com isso, o que é indiferente para você pode ser extremamente desagradável e desrespeitoso para outrem.

É… eu estou falando do beijo gay em público.

E não só beijo

E não só beijo

Se você se prende a essa premissa, você automaticamente dá aval para que pessoas que se sentem ofendidas com um beijo gay (e são várias) tenham o direito de te desrespeitar.

Em resumo, a situação foi engraçada, compreensível, mas jamais deve ser estimulada. Principalmente quando fazem menção a uma suposta homossexualidade do Feliciano como forma de denegrir a sua imagem.

Fazendo isso nenhum de vocês estará contribuindo para uma possibilidade, mesmo que remota, de contemporização. Muito pelo contrário, fazendo isso vocês corroboram e confirmam a ideia de que ser gay é algo ruim e pode ser usada como ofensa.

:*

=*

Metalinguagem – Dia dos Namorados


Uma das maiores reclamações que recebo é quanto à minha cabeça-dura. As beeshas discutem comigo nos comentários e ficam putas porque eu nunca admito que estou errado, lógico, eu nunca estou errado mesmo!

Exceto nesse post: clique AQUI para ler.

criticaSe teve uma coisa que eu aprendi depois que conheci o feminismo foi a não cagar regra sobre o corpo e a vida dos outros.

Esse post é especialmente cheio disso e, revolucionariamente (adoro advérbios de modo!), resolvi criticar a mim mesmo esse ano, em vez de aos outros. Que tal?

Então as partes acinzentadas são as frases do post, e o resto sou eu mesmo falando hoje, estamos entendidas?

Todas as gays solteiras da minha timeline estavam reclamando incessantemente sobre sua solteirice, mesmas gays que durante o resto do ano vangloriam-se da quantidade bofes que pegaram numa noite, ou do fim de semana promíscuo que tiveram.

Regras em todo lugar

Regras em todo lugar

Meu deus, que vergonha! Não ouçam nada disso que essa recalcada falou, gente!

Se você foi promíscuo a vida inteira e um dia resolveu ser monogâmico ninguém tem nada com isso. E se alguém não te quiser usando seu passado como argumento, mande-o chupar um canavial de rola, antes só que mal-acompanhado.

E aí eu pergunto, será que essa carência toda no dia 12 é de verdade ou a maioria dos gays são tão medíocres ao ponto de considerar status social ter alguém para passar o dia dos namorados, mesmo que seja só um pau amigo da agenda do celular?

fecha isso!

Além de tudo era homofóbica, que escrota. Na moral, como é que vocês conseguiam me ler nessa época?

Todo mundo, não só os gays, quer ter alguém para passar junto no dia dos namorados, é a sensação que o capitalismo entranhado nessa data passa pra nós.

O mesmo vale para ateus que comemoram o Natal: não comemoram porque é o aniversário de G-zuis, mas pelo que a data oferece de companhia, de festas, presentes, confraternização… ateus também são bonzinhos, tsá?

É, parece simplista, mas se você realmente está carente, quer um namorado, por que não faz por onde alguém lhe dar algum valor? E nem adianta falarem de mim, sou vadia meishmo, solteiro inveterado e não troco minha liberdade por nada, pelo menos por enquanto.

Entretanto, o dia que eu quiser deixar de sê-lo, com certeza o meu comportamento terá que mudar, não acham? Você só recebe confiança quando inspira confiança.

O quê?!

O quê?!

Essa é a pior parte! Alerta masculista pra essa frase! Merece o novíssimo Selo Clodovil de Homofobia Internalizada

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Ops, caguei uma regrinha nas calças!

Nada de valor, nada de mudar! Quem tem valor é mercadoria!

Engraçado que quando essa versão babaca da Max fala de valor é sempre “fazer menos sexo”, né? Nunca que valor é fazer um mestrado, um curso de pompoarismo. Nada, é não foder, apenas.

Tá, todo mundo tem um passado, e ele pesa na hora de conseguir um namorado. Mas, minha gente, se a DÉ que tem o passado mais negro que a tinta da Wella que eu pinto meu cabelo, conseguiu um namorado, qualquer um também pode!

A bola representa o argumento

A bola representa o argumento

E mesmo a Dé não precisou se moldar ao seu padrão de comportamento machista pra conseguir isso, bêu abôr.

Você acha mesmo que choramingar o dia inteiro no Twitter/Facebook vai fazer aparecer magicamente um rapaz para te namorar? Diboua, posso ser sincerãm? Com esse comportamento você mais AFASTA que conquista.

hummmmA única parte que faz sentido nesse lixo de texto inteiro. Realmente, galerinha, isso eu preciso reiterar sempre: Consiga uma pessoa pela admiração que ela tem por você, pela sua força de vontade, pelo tamanho da sua neca, mas nunca por pena. Nunca sirva de estepe pra ninguém…

…exceto se for em comum acordo, aí você pode ser capacho de quem achar melhor. Eu não consigo imaginar alguém feliz assim, mas em terra de 50 tons de cinza, quem tem bofe é vassalo.

E se não conseguir um namorado até o dia 12, paciência, pense pelo lado bom, pelo menos você não vai gastar dinheiro comprando presente. É só virar hétero e beber uma loira do bar… DROGA, fui machista de novo!

Deixa pro ano que vem agora…

O que a sociedade espera de você


conddsQuem aqui nunca se apaixonou por um boy na internet, mas quando se encontrou com ele pessoalmente, ficou decepcionada?

Não! Eu não estou falando do fato dele ter dito que “não é e não curte afeminados”, mas ser uma princesa da Disney. Me refiro à simpatia, à compatibilidade entre vocês.

Na internet é muito fácil ser quem quiser.

Naquele post “Qual é o seu tipo” (clique AQUI para ler), no qual eu peguei a classificação de um psiquiatra pra definir as personalidades de vocês (é, porque só com psiquiatra pra fazer isso), observei uma tendência às pessoas se considerarem tipo A ou B, uma mais falante que a outra, mas ambas super educadas e queridas.

Faça o favor de reler o post antes de continuar… vai! Tô esperando…

beijos

Aí fiquei pensando, baseado em quê vocês se classificaram esses tipos?

Nisso? Aposto!

Nisso? Aposto!

Enquanto tendemos a criticar nossa aparência, sempre nos consideramos mais interessantes do que realmente somos. Mas o quanto dessa parte de nós é original de fábrica e quanto é adquirida pela pressão da sociedade?

Como gays nós temos uma necessidade absurda de nos mostrarmos ser sempre mais que a maioria, de nos destacarmos. É a velha história do “ele é gay, mas… (insira uma qualidade aqui)”, ela nos persegue desde a adolescência, quando começamos a perceber que gostar do mesmo sexo é motivo para ser desclassificado, e todos os nossos erros serão primeiro atribuídos a nossa sexualidade.

Enquanto por fora temos que ser assim:

por fora

Por dentro somos assim:

por dentro

Ser beesha está ligado a ser mal-educado, depravado, escandaloso, ignorante, interesseiro, fofoqueiro e alcoviteiro. Não é coincidência serem características também atribuídas às mulheres.

Diferentemente dos héteros, esses sim quando fracassam, fracassam por si mesmos, e ninguém relaciona isso com a sua sexualidade. Em contrapartida, quando um gay é bem-sucedido, é muito mais aplaudido que um hétero, como se fosse um feito heroico.

Pensando nisso, e conversando com meu professor, chegamos à conclusão de que boa parte da nossa personalidade é resultado dessa pressão sobre como nós devemos nos portar. E existe uma dicotomia muito clara:

  • Ou você é o gay comunicativo, pró-ativo, engraçado e inteligente, que mantém a atenção da mesa toda voltada para você com seu vasto conhecimento geral;
  • Ou você é o gay tímido, calado e observador, que não se mete em discussões, e assim não corre o risco de passar nenhum vexame.

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Por isso que pouquíssimas pessoas votaram no “Tipo C” na enquete. Ninguém quer ser aquela pessoa, ou melhor, ninguém quer ser aquele gay.

Um homem hétero que se encaixa no Tipo C é um homem admirado. Uma vez que o Tipo C é um homem livre, desimpedido e que não leva desaforo pra casa, apesar de ser calado e fechado na maior parte do tempo. Exemplos de galãs de cinema não faltam.

Cher Hand and Footprint Ceremony - Los Angeles

Express Yourself

A gay que faz isso é apenas barraqueira. E eu escrevi o texto de modo que isso ficasse bem claro, para influenciar vocês a se colocarem na situação.

O que vocês não perceberam é que o Tipo C não tende a desenvolver nenhuma das doenças que os Tipos A e B desenvolvem. Porque o Tipo C vive baseado nos seus preceitos e não está aqui para servir de exemplo pros outros.

A partir disso eu pergunto: O quanto da sua saúde você vai sacrificar para se adequar ao padrão de quem, quando você adoecer, não vai nem passar perto do hospital para te visitar?

Cansei de carregar esse peso, Max

Cansei de carregar esse peso!

Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Gays e Misoginia]


Sentiram falta do Kooriosidades? Aposto que sim!

Vocês perceberam que eu dei uma diminuída na quantidade de postagens da coluna, mas foi por uma boa causa: Eu estava recebendo uma quantidade absurda de e-mails de bee’s me perguntando apenas como arrumar um namorado. Mandavam Facebook, diziam suas qualidades e me indagavam o motivo pelo qual não conseguiam namorar.

E eu digo pra todas: Eu não sei! Aliás, essa é a grande pergunta da maioria das pessoas que estão realmente interessadas em relacionamento, mas infelizmente esse é um grupo muito pequeno diante da quantidade de pessoas que tiveram desilusões amorosas e hoje não querem mais nada sério.

Mas vamos ao tema de hoje. Dessa vez eu recebi um e-mail muito fofo de uma leitora heterossexual (leitora mulher mesmo, tsá?). Nesse e-mail ela conta o quão militante da causa gay ela é e não entende por que muitos gays a tratam mal só pelo fato de ter uma vagina.

Vamos ler?

Oi max, belezinha?

Primeiro queria dizer que sou fã do Babado Certo, daquelas que entra no site todo dia e fica chateada quando não tem nenhum post novo. Sua fã em especial.

Meu nome é Amanda (nome fictício), 32 anos, casada há 4, considerada muito gay pelos meus amigos.  Existem pencas de mulheres assim, expansivas, comunicativas, viadas, defensoras da causa, utilizadoras do pajubá, que naturalizam o mundo gay.

Enfim, eu sou mais uma dessas, só que legítima, de verdade, sem ser fake, sem forçar a barra, daquelas que só frequenta gays, que só tem amigos gays, que cresceu com gays, que tem uma linda irmã sapa pau de mel. Dessas que pode zoar os amigos gays a vontade, porque possui permissão e licença poética… e é recíproco.

Vamos a minha dúvida, quero muito saber sua perspectiva sobre esse assunto: por que nós mulheres somos TÃO maltratadas pelas gays? Até que você vire amiga da gay, a única coisa que você, mulher, merece é coió! Tá chato isso já!

Ainda mais essas bees ninfetinhas, que não são da minha geração, que estão tomando conta de vitória. até parei de sair! Deixa eu explicar melhor: Eu era frequentadora assídua da Move, antes de casar. Que época boa, como fui feliz naquele lugar! Peguei todas as pessoas de Vitória!

E como eu fui maltratada também! Alguns meninos não têm nenhum respeito pelas “rachas uó”, são grosseiros, esbarram na gente de propósito e tal.

Tô magoada desse jeito porque esses dias fui ao casamento da minha amiga, ela foi jogar o buquê, as viadas toooodas correram pra pegar, eu achei a cena muito engraçada e divertida, botei maior fé!

Bichinhas passando correndo excitadíssimas do meu lado, eu, que dou bom dia a cavalo, quis interagir, na maior naturalidade, disse: “calma gente!” mas rindo, me divertindo.

A beezinha virou pra mim e disse, como um demônio: “EU ESTOU FALANDO COM ELE”, e virou o pseudocabelo tipo a Beyoncé! Com desprezo! porra, precisa? A gente tá num casamento de uma pessoa em comum, que a gente ama, que só deve ter chamado gente que ela gosta, só isso já dá pra desarmar!

Tenho um amigo muitíssimo inteligente. Cabeçudíssima a passiva, produz pensamento igual a fazer café, tem uma linguagem técnica que muitas vezes não acompanho, “o mundo pós moderno isso, o neoliberalismo aquilo”. e de quê adianta? Misógino! Menos comigo, que sou “amiga”.

Muitas vezes ele já me ofendeu dizendo ter nojo de buceta, que buceta é extremamente nojento. porra, nojo? isso é pesado!

Fala sério! Buceta não é nojento! Pessoas são nojetas, outras pessoas não são! Algumas são asseadas, outras não. Esse argumento de que se a pessoa não gosta de mulher, por exemplo, a coisa torna-se asquerosa é vazio. Pra mim é exatamente isso que os gays sofrem, esse tipo de argumento. que gay é nojento, que beijo gay é nojento, não uma manifestação afetiva, de carinho.

Minha perereca é uma manifestação de carinho e beleza, não é nojenta!

Só não acho que ser mulher é, em nenhum momento, depreciativo, desqualificante, degradante. Óbvio que tenho várias teorias com relação a isso, como por exemplo não ser um ódio do nada, apenas um mecanismo de defesa.

Como héteros não têm uma placa na testa escrito “sou legal, relaxa”, na dúvida as bees ficam armadas, mas aí fodeu. Elimina um monte de possibilidades.

#Chatiada

Suprimi algumas partes do texto porque a amapoa é super falante e me enviou um rascunho da Bíblia. Delicioso, diga-se de passagem, mas eu sei que vocês são preguiçosas e não leriam tudo.

Então, eu estava conversando exatamente sobre isso com uns amigos enquanto estava lá no Rio. A misoginia entre os gays chegou num nível alarmante.

Pra quem não sabe o que é misoginia: Misos – ódio/Ginos – Mulher. É o ódio ou a aversão a mulheres. E não pense que héteros estão excluídos dessa categoria só porque fazem sexo com mulheres não, o machismo carrega consigo uma grande base misógina também.

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E eu não vou me excluir dessa não, sei que muitas piadas que faço aqui com as sapas perpetuam esse tipo de aversão. Entretanto, existe uma diferença bem grande entre fazer piada e todo mundo saber que você está sendo sarcástico e fazer piada com a intenção de denegrir todo um grupo.

A minha teoria é que essa misoginia é um reflexo do machismo que nos afeta diretamente, afinal, o que os homofóbicos odeiam na gente não é a nossa sexualidade nem o que fazemos entre 4 paredes, mas sim a feminilidade que reside nessa sexualidade.

O gay abdica da sua “posição superior” de homem para se deixar prestar um papel social feminino, o ato de deitar com outro homem como se fosse uma mulher mesmo.

Nossa sociedade não admite que um homem se castre e tenha comportamentos de mulher, na cabeça dessas pessoas é um desrespeito com a “sorte” que você teve de ter nascido como o sexo dominante.

Ela também tem, e você ama!

Uma grande idiotice, é claro, mas infelizmente é assim que as coisas funcionam, e quando um gay é misógino ele está claramente se “vingando” daquela mulher que é a culpada do preconceito que ele sofre.

E para que ele mesmo não se sinta preconceituoso (afinal, o preconceituoso nunca admite o preconceito), faz o uso da sua sexualidade para focar seu ódio na vagina, não na mulher… como se a vagina não representasse exatamente isso, néam?

Uma outra abordagem interessante, sugerida por uma leitora nos comentários, é a de que o fato das mulheres terem vagina e, portanto, atraírem um número maior de homens, pode ser interpretado como uma ameaça por parte dos gays diante de uma possibilidade de pegação. Isso se refletiria também na aversão à mulher.

É muito comum esse tipo de preconceito reflexivo. Outro exemplo é a relação entre o Espiritismo e a Umbanda. Ambos são discriminados, mas ouse falar com um Espírita que a religião dele pode ser comparada à Umbanda pra você ver o diabo que ele vai virar.

E no final ainda terminará com uma frase do tipo: “É por causa deles que nós sofremos preconceito”.

Hummmm, Max, essa frase me é familiar!

E é mesmo! É a mesma frase utilizada por muitos gays que se consideram masculinos e que discriminam as bee’s afeminadas. O que faz com que ele discrimine a bee afeminada? A feminilidade dela, e de onde vem essa feminilidade? Das mulheres!

**BOOM**! Você tem aí sua resposta: O fato de um grupo sofrer preconceito não o exclui da possibilidade de ser preconceituoso quando essa aversão advém de um preconceito muito maior que o sofrido por ele.

P.s.: Mas por que os gays amam as divas? Muito simples, divas não são mulheres, são divas, e a categoria de diva as coloca numa posição superior dentre as outras mulheres.

É como se elas fossem uma mulher com pênis, basta observar que quando uma diva é muito poderosa ela é logo comparada a uma trava… opa! Então será por isso que gays respeitam muito mais travestis que transexuais?

É um caso a se pensar…

Tá com um dilema de natureza sexual, social ou médica? Mande sua dúvida para max_babadocerto@hotmail.com, e a Max consultará os universitários para tentar resolver o seu problema.

Flagra de uso de drogas em festas… agora conta a novidade


Eu só vou postar isso pra dar um coió numa galerinha que se revoltou no Facebook devido à notícia abaixo:

[Favor observar o plural no título da matéria, eu sei que o evento pode ter sido outro]

Esse lugar não me é estranho…

Aí segue a notícia:

Jovens foram flagrados consumindo drogas na varanda de um cerimonial localizado na Rodovia do Sol, na Praia de Itaparica, em Vila Velha. As imagens foram feitas por um morador da região, que se sente incomodado com os eventos e com o som alto.

As cenas impressionam. Um rapaz tirou pacotes da meia e os colocou no bolso. Em seguida, ele abriu o que parecia ser um papelote de cocaína e cheira. Logo depois, o jovem e outro rapaz se cumprimentam como se tivessem comemorando o fato de não serem flagrados com a droga. Nas imagens, o segundo rapaz também aparece consumindo o entorpecente acompanhado de outro jovem.

Imagino a beesha lambendo o cartão e comemorando:

Ah, nossa, “as cenas impressionam!”. Impressionam quem, sua tia de 80 anos que não sai de casa há 35, né?

Cocaína é uma das drogas ilícitas mais usadas em situações sociais. Não importa onde você vá, barzinho, festa hétero, festa gay e até no seu almoço de família no domingo. Vai ter sempre alguém que irá ao banheiro, usará e voltará como se nada tivesse acontecido.

O que me deu raiva foi meia dúzia de caga-regra julgando os organizadores e o público do evento de sábado: “Isso é culpa daquele povinho que frequenta essa boate”, “é culpa dessa galera que quer dar VIP demais só pra ver casa lotada”.

E eu digo que não, ninguém da organização tem a culpa e muito menos teriam o poder de controlar o uso de entorpecentes no evento, a culpa é única e exclusivamente das pessoas que usam e não têm a educação de fazer isso dentro do banheiro. Simples.

Menosprezar o trabalho da equipe que trabalhou meses com a divulgação de um evento que, confesso, não tinha nada demais, mas mesmo assim conseguiu colocar 800 viados dentro do cerimonial, é apenas re-cal-que.

Mas o que me chocou foi isso:

Clique para ampliar

Como assim invadida, se a varanda é no segundo andar, e desde que o mundo é mundo a área de nós lindas e sensuais fumantes é ali?

As pessoas entraram sem pagar de… HELICÓPTERO? Ou alguma racha de megahair jogou os cabelos pros boys subirem?

Não sabemos… mas apedrejar? Porrãm, gente, cês tão seguindo mesmo a Bíblia à risca, hein?!

“Se seu irmão, filho de seu pai ou de sua mãe, ou seu filho, sua filha, ou a esposa que repousa em seus braços, ou o amigo íntimo quiser seduzir você secretamente, convidando: ‘Vamos servir outros deuses’ […].

Não faça caso, nem dê ouvidos. Não tenha piedade dele, não use de compaixão, nem esconda o erro dele. Pelo contrário: você deverá matá-lo. E para matá-lo, sua mão será a primeira. Em seguida, a mão de todo o povo.  Apedreje-o até que morra.

Deuteronômios 13:7-11

“Vamos servir a outros deuses”. Aposto que foi uma beesha falando pra outra: “Vem, vinhádo, vamos sair daqui e ir pro Celebrêixón”

E deu no que deu.

Update: Se vocês não sabem, festas que começam às 23 horas de sábado (22) e varam a madrugada são retratadas no jornal como se tivessem acontecido no domingo (23), entretanto, no mesmo dia, mais tarde, fizeram uma outra festa hétero no cerimonial, na qual aconteceu o ocorrido. (tal diferença não foi informada pela reportagem, daí a confusão)

Então, pra desconfundir, o babado aconteceu na festa dos ht’s. De qualquer maneira fica o aviso pras mais nervosas e, de quebra, meus parabéns pelo bom trabalho da produtora. 😉

Via Folha Vitória

Essas PVT’s…


Flyer do evento

Fui descobrir sábado que ‘PVT’ (do inglês, “Private”) serve para designar qualquer festa que reúna um grupo considerável de pessoas a fim de rockear.

Eu ainda estava na época que usavam essa expressão para falar de raves com menos pessoas.

Enfim, vocês leram no BCG [De volta a Pontal de Areia] que Ariadna estava no churrasco na casa da sapa, mas desapareceu no mesmo dia. Isso porque ela foi numa PVT em Camburi.

Disse Ariadna que a PVT foi tão tensa que, além das gays e héteros se comendo pelos cantos, teve até uma racha que bebeu demais e distribuiu boquetes em público! Segundo ela, até o vídeo do momento já está rolando na internet.

Portanto, se ouvirem falar pelo Facebook de “Ruivinha do Bola Gato”, saibam que é sobre esse ocorrido que estão se referindo.

Cadê o pai desse povo pra dar uma surra de Espada de São Jorge nessas crianças?