“Desculpem pelo modo como a Igreja trata vocês”


Sim, pode ser old, velho em inglês, mas tem gente que ainda não viu e acredito que temos que parar de ver o lado negativo um pouco, para ver as coisas boas que acontecem. Durante a Parada do Orgulho Gay de Chicago, um grupo de cristão resolveu comparecer ao evento, desta vez para pedir desculpas.

Pois é, meu caro coleguinha, o grupo carregava cartazes que diziam: “Desculpe pela forma como a igreja trata vocês”, além disso, o grupo vestia camisetas com os dizeres: “Me desculpe”

Nathan, cristão e um dos responsáveis pelo movimento relatou sobre a reação de um dos rapazes que se divertia durante a PG. O rapaz de cueca branca que estava a dançar na multidão, observou os cartazes e entendeu a mensagem.  Foi até o grupo, abraçou-os, e respondeu com um “OBRIGADO”.

Segundo Nathan, “Infelizmente, a maioria dos cristãos prefere julgar, em vez de procurar compreender. A maioria não vai nem saber se essa pessoa dançando de cueca tem um nome. No entanto, acho que Jesus também o abraçaria. Mais do que a aceitação, é a reconciliação. Falar sobre reconciliação é lembrar dos erros cometidos. É algo forte e transformador pois dois partidos contrários e que possuem todo direito de se odiar, se unem para o bem de todos. “

Tolerância. Apenas isto.

Chico Rei: exemplo de marca que respeita o público!


Vou contar o que houve para estar aqui elogiando a marca. Sou um cliente da Chico Rei (tenho esta e esta), marca de camisetas criativas (lindas!) que vendem via internet. Há algumas semanas eles lançaram uma nova coleção e anunciaram no Facebook. Eu pensei “Oba, vou lá ver as novidades!“, mas eis que entre váras ótimas estampas me deparei com essa camisa aqui que me desapontou:

Para olhos mais desinteressados, uma mensagem inocente, mas para nós gays, uma afronta. Fiquei louco e dei logo um basfond no face da marca:

Porque eu pensei o seguinte, se fosse uma marca que visasse uma grande massa até deixaria passar, mas no caso da Chico Rei que trabalha justamente com conteúdo e conceito exclusivo, onde a mensagem conta MUITO, não podia deixar passar. Como eu já disse num post, felizmente ou infelizmente, no mercado, como consumidores que pagam, TEMOS que ser tratados como iguais.

Daí eles responderam e começou o debate – inclusive a Izaa entrou e me ajudou, obrigado, linda! – cata:

E o resultado, advinha? A marca não só tirou a camisa para venda como criou outra estampa para se retratar:

Não é demais?! ♥ Por isso agora eu não tenho problema algum em dizer, comprem na Chico Rei, além de divertida e criativas, as camisas tem qualidade!

Precisamos de mais héteros assim no mundo!


Eu amo o cantor Criolo e seu álbum “Nó na Orelha” (especialmente a “Não existe amor em SP“), agora tenho mais um motivo pra amar. Olha o coió que ele deu no apresentador punk Clemente! Ao ser comparado de maneira maliciosa ao cantor Fred Mercury respondeu dizendo ser uma honra e pra completar provocou dizendo que Ney Matogrosso era outra inspiração dele. Arrasô!

“Já que você tocou nesse termo, eu respeito todas as opções (sic) das pessoas. Não vou rir. Até parece que é defeito um cara ser homossexual. Eu não sou homossexual, mas jamais vou usar como chacota esse tema”

O mundo não seria um lugar bem melhor se houvesse mais gente que pensasse assim? E as minorias que um dia sofrem preconceito e no outro querem subjulgar as outras? tsc tsc tsc. Longe de mim insinuar qualquer coisa, mas olha um dos comentários do vídeo:

Significa?

Acho que cabe bem aqui dois versos da música citada no início do post, do próprio Criolo, “…morra afogado em seu próprio mar de féu/ aqui ninguém vai pro céu!”

Fora que, além de elegante, talentoso e inteligente, o Criolo é um cafuçú delícia, né?

Dica via comentários.

“SENAS” da noite capixaba #10


Contaram-me deste caso há algum tempo, caso que aconteceu com uma bee que estagia numa grande instituição aqui do estado. Um certo dia, ela estava cumprindo suas funções quando para executar  um serviço precisou que outro funcionário para levá-la a um local com o carro da empresa. Ao ver os dois saindo juntos de carro os peões da firma começaram a zuar, fazendo comentários insinuosos do gênero: “Volta logo, hein, fulano, se não vão começar a falar…”

Passados alguns dias, a bee comentou despretensiosamente sobre o fato com sua superiora dizendo como aquele fato era desagradável. Na hora a responsável por ele na empresa levantou-se e foi até a sala do chefe e contou tudo. Ele ficou furioso e mandou chamar todos os responsáveis pelo constrangimento. Chegando lá, tomaram um coió homérico do chefão, que lhes disseram que na instituição dele ninguém ia agredir os colegas de trabalho por qualquer motivo, inclusive que não toleraria nenhuma forma de homofobia! ♥ Disseram-me que o chefe ia demitir a todos, mas o chefe do departamento pessoal convenceu-o, por motivos trabalhistas, do contrário.

Não é demais? Estamos avançando, caBIXAbas? E fica a dica: não deixem que façam contra você qualquer tipo de agressão, ainda que simbólica! Não deixe passar em branco, denuncie!

“Who run the world? Girls!”

6 mil escolas públicas receberão kit anti-homofobia no 2º semestre


Uooow, depois de algumas semanas ”so far away”, finalmente estou terminando de acertar as coisas e voltarei a postar novamente. Agora nova moradora de Vila Velha, ainda estou me acostumando com a correria da cidade grande e as responsabilidades da vida solitária. Estava na faculdade quando fiquei por dentro deste assunto e trouxe pro BC, a fim de esclarecer para quem ainda está meio perdido…

O QUE É?

O programa do governo intitulado “Escola sem Homofobia”, pretende distribuir para os alunos do ensino médio, um kit escolar contendo vídeos e cartilhas sobre orientação sexual. O material tem por objetivo, ensinar a tolerância à diferenças e evitar futuras agressões a jovens homossexuais. O kit é composto por cinco vídeos, caderno com orientações para professores, uma carta para o diretor da escola, cartazes de divulgação nos murais do colégio e seis boletins para distribuição aos alunos em sala de aula. A ideia é que o material sirva como guia para discussões sobre as diferenças de sexo, a discriminação contra mulheres e gays e a descoberta da sexualidade na adolescência. Três dos vídeos já foram disponibilizados na internet, são histórias sobre um menino que percebe estar apaixonado por um colega, uma mãe que descobre que o filho gosta de brincar de bonecas e de uma jovem travesti na escola.

A POLÊMICA

O material, chamado pelos conservadores de “kit gay”, virou polêmica no Congresso Nacional, depois que alguns deputados argumentaram que ele estimularia a prática homossexual entre os adolescentes. O grupo liderado por (adivinha quem?) Jair Bolsonaro, busca apoio da sociedade contra a distribuição do material. Nesta semana, Bolsonaro (pois me recuso a chamar este ser de deputado) deve levar aos gabinetes 10 mil panfletos atacando o material anti-homofobia. “Ninguém aqui é contra o homossexual, cada um faz o que quer com seu corpo. O que não pode é levar isso para as escolas.” – diz o deputado.

A LINHA DE DEFESA

Jean Wyllys, um dos parlamentares a frente do movimento gay no Congresso, diz que “o material usa a educação para inibir as agressões a alunos perseguidos nas escolas. Para o kit ganhar apoio da sociedade, é preciso esclarecer as pessoas.  O projeto valoriza a vida humana, o respeito à dignidade do outro. Se a gente pudesse apresentar para a sociedade os danos causados pelo bullying, se pudesse ter acesso a todos os crimes praticados, lesões corporais, violência, ela [a sociedade] não iria ser contra, porque estaria protegendo os seus próprios filhos.” – afirma o deputado

CONCLUSÃO

Não, não é um kit gay! Trata-se de um conjunto de instrumentos didático-pedagógicos que visam à desconstrução de imagens estereotipadas sobre lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e para o convívio democrático com a diferença. Ou seja, o material serve para a desmistificação do universo gay. Muito do preconceito e intolerância é pura falta de conhecimento, os vídeos com pequenos recortes do dia-a-dia do jovem homossexual aproxima e facilita a convivência. É claro que esta ferramenta deve ser muito bem elaborada e revisada, para que não entregue a sociedade informações errôneas acerca do tema.

Na faculdade, tive que ouvir uma orgulhosa evangélica dissertar sobre a indecência de mostrar um vídeo com duas “sapatonas” se beijando para crianças. “Ela até respeita, mas não acha que o “kit gay” ajude na aceitação dos homossexuais.” Primeiro, se ela usa o termo sapatonas, pra mim o respeito já passou longe e segundo que ao contrário do que a gente pensa, os adolecentes tem uma cabeça muito mais aberta pra esse tipo de assunto, que muito adulto pelo Brasil a fora. Acredito sim, que seja útil a iniciativa e creio que se realmente acontecer, o país tem muito a ganhar.


Ato público de repúdio “Travestis: Pelo Direito de Existir! Cidadania Já!”


Repassando:

Oi companheir@s,

Como todos sabem, na semana passada a travesti Maysa foi agredida e além de ter sofrido constrangimento na delegacia e este foi mais um caso, dos diversos que ocorreram neste mês de janeiro.

Foram 05  gays agredidos em pontos de freqüência LGBT , 04 travestis agredidas violentamente na Grande vitória e 03 assassinadas.
Por isto, pedimos o apoio e o comparecimento no:

Ato público de repúdio “ Travestis: Pelo Direito de Existir! Cidadania Já!”

Data : Sexta-feira, dia 28 de janeiro de 2011,

Horário: concentração as 13:30h

Local: na Secretaria Estadual de Segurança Pública

E em seguida, reunião com o Secretário Henrique Geaquinto Herkenhoff, onde será entregue o dossiê  que denúncia o atendimento no DPJ de vitória  e o relatório com os casos registrados de violência contra LGBT nas 03 primeiras semanas de 2011.


Por favor, repassem este e-mail.

Leyse da Cruz

Como está a consciência política das gays capixabas? Contaremos com a presença daquelas que adoram bater no peito e criticar dizendo que nada se faz em protesto à homofobia no estado? Podemos contar com sua presença?