Stephen Fry no Brasil


Stephen Fry é um ator,  apresentador de televisão e cineasta britânico. Ele organizou um documentário  intitulado  “Out There”, sobre a situação dos homossexuais em diferentes países do mundo. Um dos países em que esteve foi o Brasil. Aqui ele retratou o caso do adolescente Alexandre Ivo, morto aos 14 anos por crime de viés homofóbico, e o contrassenso da direta conservadora cristã em desaprovar leis contra crimes aos homossexuais:

Ai, você que nunca aprende vai nos comentários do vídeo e lê uns babacas dizendo ser uma “desonestidade intelectual” (foram adestrados pelo Silas Malafaia a usar este termo)  dizer que há homofobia no Brasil , pois de todas as pessoas mortas no país, os gays são uma parcela mínima.

Daí, você tem que pegar a pessoa de pouco intelecto pela mão, dar um café, botar ela sentadinha, pedir calma e explicar bem-de-va-gar que há uma diferença gritante aí. Os homossexuais são mortos APENAS por SEREM quem são. Não por assalto, não por vingança. É apenas crime de ódio! Mata-se pelo fato de ser diferente. E só. Como bem demonstra a fala da mãe do Ivo. Quem está sendo desonesto intelectualmente é você, babaca intolerante, que está tentando botar panos quentes para perpetuar essa situação lamentável.

Igreja e Movimento Gay de Maringá cogitam criação de Pastoral da Diversidade


Um cartaz de divulgação da Parada Gay de Maringá provocou a revolta na Igreja Católica por estampar a foto da Basílica Nossa Senhora da Glória refletindo a explosão de um facho de luz com as cores do arco-íris. A Igreja solicitou a retirada do cartaz das redes sociais e de sites que defendem a causa gay.

O arcebispo dom Anuar Battisti chegou a declarar que a catedral não é apenas um símbolo de Maringá, mas também da fé da maioria dos moradores da cidade. “Respeitamos a diversidade, mesmo às vezes não concordando com o modelo de comportamento”, afirma o religioso.

Levantamentos feitos pelo movimento gay de Maringá registram 38 agressões contra LGBTs nos últimos 12 meses, sendo duas delas assassinatos de travestis.

Entretanto, toda essa história teve um final feliz. Durante a reunião  ocorrida na manhã de terça-feira (17) ambas partes cogitaram a criação da Pastoral da Diversidade pela igreja paranaense.

“Dom Anuar nos disse que a preocupação maior deve ser contra a violência e não contra o movimento. Ele ficou comovido e nos deu um indicativo para a criação da Pastoral da Diversidade em Maringá”, afirmou Modesto.

Caso a pastoral seja criada, será a primeira iniciativa oficial da igreja para trabalhar diretamente no combate a homofobia. “Para as pessoas que entenderam o cartaz como provocação, eu peço desculpas sinceras. O objetivo maior era criar um diálogo sobre o assunto.

O arcebispo se declarou aberto à discussão e dispostos a falar sobre os problemas enfrentados pela comunidade gay na região. A parada gay de Maringá está agendada para o dia 20 de Maio.

Essa é a postura que se espera da igreja diante do assunto, abertura para discussão e não apenas negação sem conhecimento prévio sobre o assunto. Que mal tem em sentar em conversar?

Morre lentamente quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

(Pablo Neruda)

Fonte¹

Fonte²