BAFO: Vagisil pode curar HIV!


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Por essa os gays misóginos odiadores de vagina não esperavam, né? Pois é, remédio de perereca pode ser a chave para a cura do HIV.

Não é brincadeira! Acabou de sair na Scientific American (clique AQUI para ler).

A composição de algumas versões do Vagisil, Fungirox (esmalte fungicida para unhas) e Loprox (creme para pés) contém uma substância chamada Ciclopirox, que age sobre as células infectadas fazendo com que elas se suicidem.

Além dela ter erradicado completamente o vírus das culturas de células, eles não voltaram a se reproduzir depois do final do tratamento com Ciclopirox, diferente dos antirretrovirais, que se você parar de tomar a taxa viral cresce novamente.

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E vocês devem isso a quem?

Isso é importante porque o HIV, quando domina o núcleo da célula, tem a habilidade de impedir que elas se suicidem (que seria o mecanismo normal diante de uma invasão de patógenos), mas com o creme de buceta, elas voltam a se suicidar logo no início da infecção, antes mesmo do vírus se reproduzir dentro da célula e se espalhar pelo plasma sanguíneo com a apoptose (o “pocar” da célula infectada, pra ser mais didática).

Por isso que cada vez mais eu acho que DEUS está certa quando diz:

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=JjPWL-23w-w]

DST’s e preconceito


Ahhhhhhhhhhh

Ahhhhhhhhhhh

Assunto pesadíssimo hoje. Logicamente ele foi resultado de mais uma discussão que tive no Gepss. Aliás, a maior parte dos posts aqui eu tô tirando das discussões que tenho lá, perceberam?

Muitas vezes, inclusive, eu “traduzo” artigos científicos para a linguagem popular e vocês nem se tocam que tão lendo teorias pedantíssimas da Sociologia Bicha. É bom ou não é?

O assunto é sobre DST’s e preconceito. Lá no Gepss várias foram as histórias contadas de conhecidos que não faziam exames com medo do resultado e morreram sem nem saber que tinham HIV, outros que sabiam do resultado, mas não iam no Hospital das Clínicas buscar os antirretrovirais com medo de ficarem faladas na cidade.

Nessa hora uma gay do grupo levantou e disse: “Mas gente, quem tem que buscar o antirretroviral só deve ir lá uma vez por mês, não é possível que alguém desconfiaria de alguma doença.”

Só fiz assim pra viado:

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imagesBasta você ENTRAR uma vez na vida nos hospitais que distribuem antirretrovirais que logo deduzem que você foi beijada. No começo do ano mesmo, uma prima minha passou mal, se internou lá e quando eu fui apenas visitá-la, duas gays já me mandaram mensagem no Facebook perguntando se eu tinha sido beijada.

Isso quando não falam que eu tô com a tia por ser magra. Não se pode nem ser magro nessa cidade maldita (acho que escrevi um post explicando isso… CLIQUE AQUI)!

Agora imagine quem vai lá todo mês? Tem uma coisa muito errada aí.

Sabem por que?

Nós sabemos como prevenir, nós sabemos que não existe problema nenhum em fazer sexo com camisinha com quem tem HIV e nós sabemos mais ainda que quando essas pessoas se tratam o vírus fica praticamente indetectável, e as chances de passar para outra pessoa são tão baixas que ficam próximas de quem não tem o vírus.

Entretanto, o preconceito permanece, o medo ter a fama de contaminada é tão absurdo que tem gays que nem andam com os soropositivos, pra não ficarem mal-faladas por consequência.

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Tipos-de-camisinhaMas e as doenças curáveis? Essas sim são terríveis quando o assunto é ser estigmatizado. Uma vez que a sociedade descobre que um dia você teve sífilis ou HPV, já era, todo mundo vai pensar duas vezes antes de ter uma relação sexual contigo.

Vamos pensar mais, galera! Ter HIV ou qualquer outra DST não é sinônimo de promiscuidade, de falta de caráter ou seja lá do que vocês chamam essas pessoas. O mundo está lotado de gente contaminada que não conta para seus parceiros que tem HIV, ou que nem sabem que tem HIV e contaminam outras pessoas.

Tudo por causa do preconceito.

Claro, a obrigação de cada um é usar camisinha, mas decerto todas aqui já passaram pelo desespero de ter feito sem camisinha sem querer. Seja pelo calor do momento, pelo nível alcoólico, pela confiança, não interessa, todos aqui já fizeram e ficaram com o koo na mão com medo de ter pegado…

…e SE TIVESSE PEGADO? Você gostaria de ter sua índole e seu caráter julgados por isso? Gostaria de ser estigmatizado por um deslize?

Pois é, então pense antes de julgar o coleguinha.

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BOMBA: Bebê curado de HIV!


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Aconteceu ontem no Mississipi:

Uma criança de dois anos e meio nasceu com HIV e foi submetida a uma terapia agressiva e inovadora com antiretrovirais 30 horas depois do seu nascimento.

Desde então o bebê faz o uso constante dos coquetéis e, segundo o último exame feito no domingo, não foram encontrados traços da presença do vírus no sangue do menino.

antiretroEssa criança não é o primeiro caso de cura do HIV, é o segundo. O primeiro foi uma cacura em Berlim, que tinha Leucemia e desenvolveu resistência ao vírus depois do transplante de medula.

Entretanto, apesar de não ser o primeiro caso de cura, ainda é o primeiro caso no qual a cura aconteceu somente com o uso dos antiretrovirais.

Ou seja, sendo os antiretrovirais drogas que já possuem uma legislação bem organizada quanto a sua distribuição pelo planeta, o uso de um remédio de ampla distribuição dispensaria qualquer necessidade de criação de uma nova droga específica, permitindo que novos tratamentos já sejam iniciados imediatamente e salvem a vida de vários recém-nascidos.

Fonte: The New York Times

Saiba você também!


Semana passada, fui ao Centro de Testagem de Aconselhamento em DST/AIDS da Prefeitura de Vila Velha. Ele fica em um grande complexo da Secretaria Municipal de Saúde, no Centro da cidade. Vou narrar com muita sinceridade como foi isso.

Decidi fazer o teste de HIV, pois estou iniciando um novo relacionamento. Na verdade, nós dois fizemos – eu e meu boy – para que pudéssemos fazer algumas coisinhas sem camisinha, sacumé. Sem hipocrisia! Pior seria se fizéssemos tudo sem essa mínima responsabilidade. Em um relacionamento, de maneira geral, você acaba fazendo sem “encapar o bico do bule”, mais cedo ou mais tarde.

O setor de cuidado e testagem de HIV é no segundo andar do prédio. Uma sala pequena com umas cadeiras e uma TV. Cheguei lá e disse que queria fazer o teste. Pediram para que eu esperasse por um momento. Antes do teste você é conduzido a uma sala onde uma moça simpática pega seus dados e te dá uns conselhos. Ela me falou que o maior problema é que muitas pessoas não fazem o teste e estão por aí transmitindo – até porque se foi beijada é poque tem comportamento de risco, né? E há ainda pessoas que sabem, mas nãos e tratam e são consumidas pela doença. Falou da grande importância que é saber e mais importante se tratar, pois isso dá ao portador uma vida normal.

Fiquei chocado ao descobrir que o resultado era sabido em 15 minutos! QUINZE MINUTOS!!! Perguntei pra moça se esse teste era 100% confiável. Ela me garantiu que sim, ainda que haja a chamada janela imunológica que nenhum teste consegue suprir. O que eles chamam de janela imunológica é o tempo de 60 dias após você fazer o sexozinho que te infectou com o vírus da Aids e a resposta que o corpo dá a fim de que se possa mensurar que você está infectado (sobre janela imunológica aqui). Fiquei tranquilo quanto a isso porque o único sexo sem proteção que fiz nos últimos 4 anos foi com meu antigo boy, ou seja, se eu estivesse beijado, o tempo da janela imunológica já estaria transcorrido.

Depois disso, fui encaminhado para a sala de coleta do sangue. Eu tenho pânico de tirar sangue. PÂNICO! Meu pavor é ver meu próprio sangue subindo por aqueles tubos. Mas enfim, fazer o que?! Fui lá, sentei na cadeirinha, elástico no braço, “veia ruim de achar”, “picadinha de formiguinha” #sóquenão… Eu:

Quando elas furam e puxam,  eu sempre desvio a cara e fico lendo as embalagens. A primeira furada não saiu sangue. Qüenda, Mariângela! Daí a racha foi, fez tudo de novo no outro braço e aí rolou. Dois lindos tubos de ensaio vermelhinhos!  Daí pediram pra eu esperar o resultado na salinha de espera. Estava passando “Chocolate com Pimenta” e eu fiquei assistindo e calculando o tempo.

Também comecei a observar as pessoas que circulavam por ali, já infectadas e iam fazer acompanhamento. Não haviam gays, aparentemente. Haviam senhoras de idade e casais héteros. Mas acho, sinceramente, que não é porque somos menos infectados, mas porque poucos de nós está fazendo o teste e se cuidando.

Foram 12 minutos de espera – nem 15 foram – a moça chamou meu nome…

Fomos a uma salinha. Ela olhava enigmática e eu tentava saber o resultado do teste olhando para a cara dela. Daí ela abriu o papel…

E leu o resultado que era este aqui:

“Amostra não reagente para HIV”

– Tô limpo, moça?

-Tá!

– Não tenho HIV, é isso?

– É!

Beesha, você não sabe o alívio que é receber essa notícia!!! Já falei com várias pessoas e todos, por mais prevenidos que sejam, tem medo dessa hora. Bate sempre uma neurose. Você lembra daquele cafuçú que você deixou colocar só a cabecinha, por amor, em 1996, daquela roçada mais profunda que você deu no edí amigo, daquela vez que o boy não te avisou e gozou na sua garganta, daquela gotinha de sêmen que talvez tenha voado no seu olho… Milhões de coisas absurdas surgem e esse alívio posterior te faz inclusive repensar nas merdas todas que vocês faz.

Esse relato enorme, que poucos lerão, é para mostrar que fazer os testes de DST não é nenhum bicho de sete cabeças e é coisa tranquila e super importante de fazer. Nosso estado é considerado em estágio de epidemia de HIV tendo em vista a relação com o pequeno número de pessoas que se testaram com a grande quantidade de infectados registrados.

Meu boy fez na rede particular e também está limpo. No particular, pode demorar até 3 dias – mas o tempo da janela imunológica é menor. De minha parte, mesmo se ele estivesse com a sopa de letrinhas no sangue eu não o deixaria, muito pelo contrário, daria apoio, apenas, a partir disso, tomaríamos as providências para nos preservar. Não há motivo de medo, alarde ou descriminação!!!

Além do mais, nos assustou – nós aqui do blog – quando falamos do caso de uma pessoa infectada que estava transando com várias pessoas sem proteção e já havia contaminado algumas e CENTENAS de vocês vieram nos perguntar quem era, pois haviam transado sem camisinha com algumas pessoas. OU SEJA: estão todos sob risco de transmissão. Gatas, por favor, protejam-se e façam o teste!

UPDATE: O Centro de Testagem e Aconselhamento em DST/AIDS de Vila Velha fica na rua Castelo Branco, 1803, Centro de Vila Velha. Os telefones de lá são: (27) 3139.9151 e 3139-9634. Veja o local aqui, no Google Maps.

Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Pegação no Banheirão]


Seria engraçado se não fosse trágico. A Bee Bombadãm é uma comentadora conhecida no Babado Certo, além de já ter aparecido por aqui contando sua parafilia por heterozinhos.

Pois então, dessa vez ela foi longe demais, vamos ler o que ela tem pra dizer? (O texto é um pouco longo e as frases em negrito são os comentários da Max)

Oi Max. Ai, tô aqui em casa desesperado, olha o que me aconteceu: Bem resumido. (Imagine se tivesse contado com detalhes)

Estava eu no banheiro do terminal da cidade em que eu faço faculdade. Aí um cafuçu deu umas olhadinhas e eu, que nunca tinha feito banheirón, resolvi fazer. Fui lá, entrei, e o cara entrou também.

Não deu 1 minuto e 3 guardas bateram na porta! Quase fui espancada por um deles! Aí eu falei pra um deles: deixe eu ir embora, cara, eu sou professor, não posso me expor (Claro, claro, banheirão de terminal é o local mais discreto do mundo). Enquanto isso, uma bixinha breguinha olhava tudo do espelho e o outro guarda gritava (Aposto que era uma leitora do Babado Certo doidinha pra saber de tudo e me mandar depois).

O mais bonzinho falou pra mim: “Cara, olha pra você e olha pra esse esculachado” (porque o cara era cafuçu e tava de chinelo e eu toda linda mas enfim, o que ele quis dizer é, como você desse jeito foi fazer isso com esse tipo de pessoa. (hahahaha, passam-se os posts, e ela não perde essa humildade deliciosa dela)

Aí o mais bravo disse: “Some daqui!”. Max, eu sai vazada e fui pegar um outro ônibus, porque eu tinha um encontro com um boy magia em outra cidade, enfim… (Enfim não, você já tinha neca preparada pra schupar e ainda foi parar no banheiro com outro? Que megalomania é essa, beesha?!)

…eu nunca passei tanta vergonha na minha vida. Nunca fiz isso num banheiro,  e olha o que deu. E o cara falava: “Eu subi no outro banheiro eu vi ele de pau duro e você chupando” (Você parou pra bater papo sobre o assunto?).

Ai, Max, que vergonhaaaaa (vergonha de quê, bee? 90% das gays daquele terminal dariam um braço pra estar no seu lugar). Saí vazada quase chorando. Ainda bem que não vi ninguém de conhecido, nenhum aluno, nada. Imagine! Bom, claro que NUNCA MAIS vou fazer isso, nunca mesmo (Falo isso toda vez que acordo de ressaca). 

Mas o que eu preciso da sua ajuda é o seguinte: o boquete foi rapidinho e o cara era meio alternativo, pra ser bonzinho, mas tava limpinho e tal (Se o policial hétero de gongou, querida, não adianta tentar contornar: barangou).

Aí, enquanto eu fazia o boquete (nos 1 minuto kkk), eu senti que ele ia gozar, eu senti uma coisinha estranha e nao era o liquido pré-semem, já praticamente era o sêmem. Mas ele não gozou, e eu cuspi tudo fora e nessa hora que os policiais chegaram…

Se ele não gozou, e não era o líquido pré-ejaculatório, o que saiu do pau dele? Mingau Mococa?

Max, você acha que tem algum procedimento que eu deveria fazer pra evitar possivelmente alguma doença? Esse negócio de 48 horas. Eu li na Internet e é pra caso de estupro, no meu caso como eu faço? Vou na unidade de saúde e converso com um médico? Eu sei que eu sou muito encanado. Porque ele NÃO CHEGOU A GOZAR, mas eu senti um gostinho e, nossa, eu nem durmo agora.

Ai Max o que vc acha que eu devo fazer? Ou como não foi estupro não há nada pra fazer?

E aí ele fala alguns detalhes do encontro dele com o o boy da outra cidade, mas aí já foge do tema.

Então, eu acho que o maior perigo de se fazer boquete no terminal é o PRÓPRIO banheiro do terminal. Já disse num post que banheiro de terminal pra mim é uma grande casa de adoção para vírus sem lar, basta você ajoelhar pra schupar o boy que aquelas bactérias comedoras de carne humana começam a devorar suas articulações.

Mas falando sério agora, sobre o perigo de ter pegado alguma doença fazendo boquete, as chances do HIV são pequenas (como já disse no post sobre DST’s).

Um banho de Natura Ekos resolve o problema

Entretanto, todo cuidado é pouco! Ainda mais no seu caso, né, bill? Encontra um cara todo cagado no terminal, mal sabendo em quantos troncos de bananeira ele já enfiou a neca, e simplesmente chupa como se ele lavasse a pica com Dermacyd?

Errou feio, e por isso o SUS não vai te garantir o direito de tomar o medicamento preventivo de graça. Esses anti-retrovirais são caríssimos e, se mal tem coquetel pra quem é soropositivo, imagine se fossem distribuir remédio pra todo mundo que fez sexo desprotegido? Não dá certo, né?

Mas há um lado bom, o boquete foi por menos de um minuto, e como ele não gozou, não deu tempo de ter algum contato com sangue ou fluidos corporais… mas é claro, sempre há uma chance, vale fazer o exame daqui a três meses.

Isso eu estou falando do HIV, tem uma série de outras doenças que você poderia pegar schupando os outros, ainda mais um de aparência pouco higiênica, não se esqueça que o HPV tá aí, mona. E verruga, quando não é de pérolas como na montação da Lady Gaga, não é nada bonito.

Enfim, tenho uma dúvida: como assim ele já ia gozar com menos de 60 SEGUNDOS de boquete? Você esqueceu de passar o Corega e tirou a dentadura na hora de chupar?

Tá com um dilema de natureza sexual, social ou médica? Mande sua dúvida para max_babadocerto@hotmail.com, e a Max consultará os universitários para tentar resolver o seu problema.

“Histórias Positivas” e Biossegurança


Cês sentiram que eu estou um pouco sumida do blog, néam? Claro que estou sempre comentando, não consigo ficar longe das senhoras, mas dei uma reduzida no número de postagens.

Isso porque tinha o plano de assistir todas as temporadas de Plantão Médico – é, aquele antigo da Globo – e aproveitei essa greve da Ufes para colocá-lo em prática. Então, não fiquem preocupadas, é só por um tempinho.

O engraçado é que a temporada que eu estou assistindo tem tudo a ver com a postagem de hoje: Lá no seriado, uma médica, Jeanie Boulet, descobre que está infectada pelo HIV e o adquiriu de seu marido, com quem tinha 10 anos de relacionamento. Agora passa pelo problema de conciliar essa situação com sua vida pessoal e, principalmente, profissional, afinal é médica…

Mas vamos assistir ao vídeo de uma reportagem do ES TV, que eu vou usar como gancho para falar sobre outra coisinha que muitos leitores me perguntam desde a época do bafo do HIV. Depois eu continuo a contar:

Ótima iniciativa, não é mesmo? Melhor ainda que o livro parece englobar portadores de todas as sexualidades e idades, desmistificando o preconceito sobre o gay jovem.

Algumas pessoas ainda acham que a preocupação do portador de HIV é só com os remédios e com as doenças infecciosas que pode pegar. A discriminação é a maior barreira, discriminação essa que muitas vezes, no caso de portadores gays, parte da própria comunidade – da qual se espera uma melhor relação com a situação, depois de tudo que o grupo sofreu justamente por causa desse pré-julgamento.

Mas o que eu tava falando da racha do Plantão Médico? Ah sim! Então, do mesmo jeito que a maioria dos gays soropositivos encontram o preconceito dentro da comunidade LGBT, essa Jeanie encontrou na comunidade médica, o que é ainda mais absurdo!

A história acabava com ela sentada num banquinho com outro médico, neurologista e também soropositivo, que não foi demitido, mas enviado para a Gerontologia para não lidar com casos mais sangrentos e nem cirurgias, afinal, é crime expulsar um médico por causa do HIV. Com toda a razão, as regras de biossegurança são para evitar a contaminação tanto do paciente quanto do médico.

E tem gente que ainda tem medo de ser consultado por um médico com HIV. ENTENDAM:  ele não sabe o que tem no seu sangue e não vai mexer com seus fluidos sem a luva dele. Mesmo que ambos tenham HIV, não existe só um tipo de vírus, ele corre tanto perigo de contaminação quanto você.

Entretanto, a administração sempre acaba sendo tão preconceituosa quanto o mais ignorante dos povos. Por isso, vale lembrar que existem centros de proteção ao portador espalhados por todo o país, fique ligado caso você seja ou conheça algum soropositivo que tenha passado por essa situação. Os motivos das demissões ou transferências nunca são ditos diretamente, com a intenção de confundir mesmo a pessoa.

Sobre o livro: tem alguma leitora moradora de São Mateus, fofíssima e caridosa, que poderia conseguí-lo para mim e me enviar? Passo meu endereço por e-mail se quiser. 🙂

Via Grupo Babado Certo, Dica do Diego.

P.s.: Esse é meu milésimo post 

Dilma Rousseff veta anúncio gay do Ministério da Saúde


A propaganda de tevê destinada a gays realizada pelo Ministério da Saúde foi vetada pela Presidência da República. A intervenção acontece seis dias depois da campanha ter sido divulgada pelo órgão. A exibição da propaganda só poderá ocorrer se a cena de carícia entre os dois atores for retirada, segundo determinações da presidente Dilma. De acordo com a Agência O Globo, o vídeo estava em exibição no site do Ministério da Saúde, mas já foi retirado.

O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo estão preocupados com as altas taxas de infecção pelo HIV entre jovens gays e fizeram um apelo, por meio de nota, para que campanhas de conscientização sobre a AIDS voltada para este e outros públicos mais vulneráveis à doença sejam transmitidas em canais abertos de televisão. Na mensagem, a Coordenação do Programa Estadual DST/Aids-SP e os coordenadores dos Programas Municipais DTS/Aids-SP afirmam que “campanhas direcionadas para jovens gays necessitam ser divulgadas na mídia televisiva, com linguagem específica e direta, pois constituem-se em ferramenta imprescindível para o enfrentamento da epidemia, redução da homofobia e do preconceito”.

É justamente o contrário do que fez o Governo Federal ao vetar o vídeo no Carnaval de 2012. Com a alegação de que o vídeo foi produzido para ser exibido apenas em locais de frequência LGBT, o Brasil ganha nota ZERO no quesito evolução. Outro vídeo foi produzido e você confere abaixo:

Nessa nova campanha os gays aparecem, mas em forma de número de casos que aumentaram nos últimos anos. É destacado o “aumento de mais de 10% nos casos de AIDS entre jovens gays de 15 a 24 anos” nos últimos 12 anos, o que fez com que o Ministério da Saúde anunciasse, ainda em 2011, essa população como sua prioridade nas políticas de combate ao vírus HIV no Brasil.

Ao invés de mostrar a realidade, o governo continua preferindo nos tratar como estatística. Não sou apenas um número, tenho voz, pago minhas contas, sou cidadã e tenho vergonha de ter votado em você, Dilma…