Senado Brasileiro promove seminário sobre Criminalização da Homofobia


Começou por volta das 10h30, o seminário “Diferentes, mas iguais” sobre o projeto de lei, PLC 122, que criminaliza a homofobia. O encontro foi uma iniciativa da senadora e presidente do Senado, Marta Suplicy e está sendo realizado no Auditório Petrônio Portela do Senado.

O seminário ocorre na véspera da 3ª Marcha Nacional contra a Homofobia, que vai acontecer em Brasília no dia 16 de Maio. Durante o evento, a ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais ) entregará aos senadores documento pedindo a aprovação do PLC 122.

Temas como o papel do Estado na construção de uma sociedade de respeito à diversidade; políticas positivas de combate à homofobia e aspectos constitucionais e legais da criminalização da homofobia, serão discutidos durante o evento. Haverá ainda testemunhos de vítimas de homofobia e seus familiares.

O seminário foi aberto pelo presidente da ABGLT, Toni Reis, que citou exemplos do Chile, que no mês passado aprovou a criminalização da homofobia (após o assassinato de um jovem homossexual); e da Argentina, que em 2010 aprovou o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e destacou também a declaração do presidente norte-americano, Barack Obama, de apoio ao casamento gay.

Segundo Suplicy: “Agora, não só a Europa, mas também a Argentina e outros países vizinhos avançam neste tema e na proteção da diversidade. E o Brasil caminha para trás, um país que deixou, por 16 anos parado na Câmara dos Deputados, projeto que regulamenta a união civil entre pessoas do mesmo sexo e há dez anos não consegue levar a voto de maneira bem sucedida, projeto que trata de direitos humanos e respeito à cidadania, não é um país que está somente parado e, sim, retrocedendo na questão dos direitos humanos”.

Marta Suplicy ressalta ainda que a sensibilização dos parlamentares só vai ocorrer, porém, com mobilização cívica, na medida que as pessoas entenderem que os direitos humanos estão sendo desrespeitados e que as agressões estão se tornando cada vez mais violentas. A senadora acredita que a maioria dos cidadãos brasileiros não concorda que um cidadão homossexual seja vítima de preconceito e lamentou que isso não esteja se refletindo em ações concretas.

Fonte: http://migre.me/95F0V e http://migre.me/95F1P

Se é pra falar, eu falo!


Muita gente cobrando que eu fale sobre o evento organizado pelo Programa Vitória sem Homofobia da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos da Prefeitura de Vitória dfentro do evento Pluricidade onde foi discutido “As faces da violência LGBT” e terminando com um show da Silvetty Montilla.

Em primeiro lugar temos que parabenizar a iniciativa da prefeitura. Tenho que falar logo que isso só aocntece pois é um governo petista que está na cidade, pois pensando para além das obras públicas (ponte, praça e etc) se preocupa com os movimentos sociais e com as minorias. É uma preocupação deste governo a questão da homofobia desde que Vitória foi considerada a capital com mais preconceito contra homossexuais. E com esse evento a PMV acertou em cheio, dá até um certo orgulho na gente. Todo mundo aqui sabe que sou petista de criação e coração, né?

Mas enfim, não vou falar muito sobre a palestra pelo simples fato de que eu perdi a toda a mesa redonda com o Luiz Mott – Doutor em Antropologia e fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB) – pois eu sou uma beesha proletária. Mas quem esteve disse que foi super legal o apanhado que ele fez sobre a homofobia em nosso país dos primordios aos dias de hoje citando inclusive a questão aqui em nosso estado. Fiquei puto por ter perdido. Vieram me falar indignados que na fala dele ele citou texto e usou imagens publicadas no Babado Certo (sobre o Dj Alex) e disse que catou num  site. Se eu tivesse lá ia ficar loca e gritar “Não é um site, é O site, meu bem!”. Enfim, bobagem! Mas dá nossos créditos da próxima Luiz, dá essa força pra gente aê!

Quando eu cheguei mega esbaforido na PMV e subi correndo as várias rampas do prédio estava em pleno coquetel do intervalo entre a mesa redonda e a apresentação da Silvetty. Já cheguei comendo como um homem de neandertal, pois estava mega faminto. Entre um salgadinho e uma empada começarama  gritar “VAI COMEÇAR O SHOW!”. Uma bee penosa resmungou o “show de dó e de pena”. Daí uma racha desavisada falou “Ué, o nome do show é ‘de dó e de pena’?”. Enfim, daí tive que explicar toda aa história da peruca arrancada e tal.

Entrei e me mijei de rir com o show da Silvetty. Sabe o que foi mais engraçado no show? A Silvetty não podia falar palavrão ou coisas chulas. Daí ela ou gemia ou dava umas palas evangélicas. Ficou hilário! Ah, querem saber como foi? Ah, olha aí, então:

Olha o feijão! PAH!

Parte 2

Parte 3

Parte 4 (participação de Angela Jackson)

Portal Yah e legitimação cultural


Ontem foi o lançado do Portal Yah e do Seminário Rede Cultura Jovem. Do site do evento:

O Seminário Rede Cultura Jovem – O Espírito de Um Tempo é um grande evento de dois dias para pensar a juventude como marca do nosso tempo e a cultura como sua expressão e projeto. O público presente acompanhará bate-papos com especialistas e jovens criadores de destaque no cenário local e nacional.

O evento quer provocar reflexões acerca de algumas das grandes questões culturais das juventudes de nossa época. Tecnologia, comunicação e sociabilidade contemporânea são as temáticas transversais do Seminário.

Para ver a programação completa e se inscrever é só entrar lá na page do evento.

Daí algumas perigosas vão perguntar: “E daí, fia?”. Bem, além do que é  lógico, o fato do nosso blog fazer parte dessa referida cultura que será discutida no seminário, advinha quem foi chamado pra esse evento mega restrito? Entre jornalistas, autoridades e artistas – os formadores de opinião, como foram chamados no evento – estava esse blogayro que aqui vos escreve. Bem fazendo a phynna no chequérrimo brunch oferecido num belísismo  (adoro superlativos!) cerimonial ali na Enseada do Suá, praticando a milenar arte de bancar a íntima com secretários de cultura e afins. Carão, meu beim!

O tal portal, o Yah!, faz parte do projeto Rede Cultura Jovem (PRCJ), da Secretaria de Estado da Cultura, que será um ambiente virtual interativo para agregar as manifestações culturais que são produzidas pela juventude do Estado. Para quem ainda não catou, “Yah!” é aquele som que as capixabas usam quando se surpreendem.

Quem mesmo disse que esse é um blog de merda? O nome disso, gente, é legitimidade cultural!