Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema: Amizade Hétero x Gay]


Depois as beeshas reclamam que os héteros são preconceituosos e deixam de ser amigos delas quando se assumem, vamos acompanhar:

Hey Max, desculpa te incomodar, é que tenho passado por um probleminha e espero que você possa me dar alguns conselhos.

Em meados do ano passado eu comecei um estágio e conheci um cara, logo de primeira já me interessei nele. Em menos de 2 meses já éramos melhores amigos, desses de sair todo dia depois do serviço, ir no cinema junto todo final de semana e até dormir na casa um do outro.

Antes de tudo queria deixar claro que nós temos uma amizade incrível e que não temos quase nada em comum. Acho que nossa amizade foi por acaso mesmo. Eu então me assumi para ele, e disse que eu estava apaixonado e tal. Ele não acreditou no começo, mas aceitou numa boa. Parece que ficou mais próximo de mim depois que eu me assumi apaixonado por ele.

O problema é que ele se diz hétero, mas demonstra carinhos tão fofos comigo, como por exemplo: mexer no meu cabelo o dia todo, apoia a cabeça dele no meu ombro no cinema, e sempre me defende. Quando não mando sms pra ele, ele reclama, mas ás vezes me ignora. Sei que ainda não desencanei total dele, mas ficar assim também tá me fazendo pior. Me sinto “preso” a ele sendo que nem ao menos somo namorados. Queria tomar uma atitude e gostaria que você me ajudasse. É melhor eu me afastar dele?

PS: Tenho 18 anos, e assumido, porém ninguém percebe que sou gay. Digamos que eu sou um “hetero que gosta de caras”.

Somos todas

Primeiro, não existe hétero que gosta de caras, tsá? Você é tão viado quanto a bichinha poc poc que dança funk na Black House, só não é pintosa, assuma que é gay sem dar segundas explicações que você vai sair simpática e sem ofender ninguém numa roda de amigays.

Agora, a situação da bee. Ela é amiga do cara, assumiu e o rapaz aceitou super de boa a relação dos dois, mantendo a amizade do mesmo jeito, e a gay agora tá alimentando esperanças sobre o boy ser gay só por demonstrar carinho pelo amigo.

Gay amiga de hét… ops, imagem errada

Você tá vendo porque muitos héteros não ficam à vontade sendo amigos de gays? É exatamente devido a essa paranoia da maioria em achar que todo homem hétero que demonstra carinho por outro homem tem a intenção de fazer pegação.

Por outro lado compreendo, isso acontece também em amizade entre homem e mulher héteros, sempre fica aquela tensão sexual no ar diante de demonstrações de afeto. Mas se eles diferenciam tensão sexual e intenção sexual, vocês também podem! Somos superiores GARÁLEO!

Teste de amizade

Eu mesmo tenho vários amigos héteros, todos me abraçam, beijam, fazemos piadas sobre a sexualidade deles, mas não passa disso, porque ambos sabemos que um é vinhádo e o outro é heterozinho, simples, não tem mistério.

Agora, há um problemão aí, a beesha é apaixonada pelo boy, mas nesse caso a culpa não é mais dele em manter os laços de amizade do mesmo jeito, afinal, quem quis continuar a amizade foi a gay.

Qué dizê, essa dica aliás serve pra todas as bee’s que têm amigos héteros, se você tem tesão no cara e não consegue se controlar, não tenha a amizade, afaste-se aos poucos, seja apenas conhecido.

É melhor se separarem como bons ex-amigos que você não se controlar, pegar na neca dele enquanto ele dorme e os dois terminarem como inimigos mortais.

Tá com um dilema de natureza sexual, social ou médica? Mande sua dúvida para max_babadocerto@hotmail.com, e a Max consultará os universitários para tentar resolver o seu problema.

Cês lembram do caso Eliza Samúdio?


Pois PASMEM comigo! Do Folha Vitória:

Quer dizer então que esse macarrão não era Fusilli, mas sim Rigatoni?

Já me caguei toda aqui só pelo fato do goleiro ser uma gracêenha e ter um caso com essa exótica bee de formas pouco atraentes. Sem Lipofobia, galerãm, tô falando da cara dele!

E continua a reportagem:

Qual a relação da masculinidade do goleiro com o fato de ser gay? É uma piada com os Espartanos, daí a comparação com gladiador? Não sei, vamos perguntar pra Bolsonaro, nosso doutor em homofobia.

Enfim, não vou nem comentar o nível de Vivianearaujoalização da tatuagem que ele achou, e só ele mesmo, que alguém fosse pensar que era de amizade. [CLIQUE AQUI PARA VER A TATUAGEM]

Vou me focar em encontrar esse vídeo, aguardem, em breve na nossa coluna de necas de famosos. Será que seria muito macabro me excitar assistindo, uma vez que ela já morreu?

EXCLUSIVO, vazou um gif com cenas do vídeo da orgia:

Rá! Já tava botando a neca pra fora, né, bee? Não resisti, a racha comendo macarrão… tudo a ver!

Dica da Dona Irene

Os gays e as princesas da Disney


Essa semana assisti um remake da Branca de Neve, e me peguei pensando… sempre que vejo os desenhos da Disney me conformo do quanto as histórias podem ser adaptadas para a vida das bee’s brasileiras.

E não só da Disney, a maioria dos desenhos para crianças, as personalidades dos personagens são tão caricatas que não tem como não relacionar com aquele grupinho típico de gays que todo mundo já conhece. Vide o post sobre o Toy Story.

Fiz mais dois parecidos com ele, um dos personagens dos X-men, que eu vou postar na semana que vem, e esse das princesas da Disney, que tive o insight hoje enquanto fumava um Malrboro na varanda, no intervalo do filme das Panteras. Então vamos começar?

Ariel: A Ariel representa claramente as gays fashionistas e hipsters da Massa Cult/Antimofo (elas nunca podem faltar). Assim como a sereia vive no oceano, mas sente que pertence à terra, essas bee’s vivem em Vitorinha, mas pertencem à Londres. Basta observar que elas fazem de tudo para inserir a cultura e os objetos londrinos na sua vida, tal qual a Ariel fazia com os objetos da terra. Difícil é usar corretamente.

Cinderela: A Cinderela é a pão-com-ovo. Cagadíssima, trabalhadora braçal e de pouca cultura, mas sempre muito esperta quando o assunto é se fantasiar de princesa para conseguir aquele boy riquíssimo que bebe Uísque no canto do bar. Ela é tão mafiosa, mas tão mafiosa, que é capaz de passar batom no edi, dar um beijo nos lençóis e depois sumir, deixando o boy louco atrás dela. Até porque ela tem que ir embora antes da meia noite, maquiagem barata não dura muito.

Bela: Ah, a Bela. A Bela nada mais é que a bombada fitness, daquelas que, assim como a Bela, acorda cedinho para comprar suplemento e malhar. Ela é assediada por vários homens, mas não os quer porque sempre acha que é boa demais pra eles, daí encontra um boy não muito bonito na balada e dá um banho de Natura Ekos, na esperança de encontrar um príncipe por baixo da imagem de Fera.

Pocahontas: Aspirante à trava. Sempre querendo saber “Lá na curva o que é que vem”, desce o rio todo santo dia e vai até à Rua da Lama/Finado Triângulo à procura de um gringo loiro e rico para pagar sua cirurgia.

Quando conseguem, apresentam pra família e somem, ficam tristes em deixar as suas duas melhores amigas de hormônio no Brasil (O beija-flor e o quati), mas logo dão um jeito de conseguir o aqué pra mandar as duas pra lá junto com elas.

Rapunzel: A gay evangélica ou a encubada. Nunca sai de casa com medo da mãe desconfiar que ela tá na pegação, e quando sai fica com a consciência pesada, se mete em confusão e acaba tendo que mandar a mãe (já cheia de cabelos brancos) ir na balada pagar a conta que ela, por não estar acostumada a beber, perdeu o controle durante à noite. Essa sempre cai na lábia de algum marvãn que faz com que ela se sinta uma princesa perdida.

Branca de Neve: É a promíscua filha de pais liberais. Livre, desimpedida e adora “neve”. Não tá nem aí se vai parar numa casa com sete homens que vão fazer Gang Bang com ela, ela se embrenha no meio do mato das quebradas mais sinistras de Vitória, sem medo das consequências, e ainda aceita bebidas de estranhos. Aí quando encontra um boy que quer algo sério, se faz de morta e finge que o passado dela não é nada negro.

(Confesso que me identifiquei com ela hahaha)

Bela Adormecida: Melkoo. Posta no Facebook o dia inteiro que não tem homem que preste, mas não sai de casa, não fala com ninguém, só come e dorme, e ainda quer achar marido. Acorda pra vida, Alice! Opa, essa é outra personagem.

Jasmine: A mulher de malandro. Ela é gostosa, é étnica, é inteligente e viajada, mas tem o dedo podre. Já dispensou dezenas de boys maravilhosos que tentaram dar de tudo pra ela e ainda tinham amizade com o pai, mas ela, muito desequilibrada, se apaixona pelo cafajeste ou pelo dono da boca do bairro dela.

Alice: A usuária de ácido lisérgico da balada, curte rave, pisái trênsi e não perde uma Ecologic, pois sabe que lá sempre tem um HT doido de ecstasy pra comer o edi dela nas moitinhas da Fazenda Camping.

Aliás, essas pestes sempre ganham de mim no Song Pop com suas malditas listas de Electro.

Essas são as principais, pensei em incluir a Anastasia e tal, mas não encontrei o vídeo que queria mostrar. 😦

RÁ! Como pude me esquecer, sempre tem um viado do contra que nunca se encaixa em nada que eu escrevo… pois é, você que não se enquadra em nada e sempre quer dar uma de revolucionária, não é nada mais que a Mulan. Beijos.

P.s.: Que tal fazer uma dos vilões da próxima vez? O que acham?

Os 14 tipos mais irritantes do Facebook


Muito completo, não tenho do que reclamar, mas quem mais aqui sentiu falta das gays que postam foto seminuas? Tudo que escrevem é acompanhado de uma foto delas abraçando um ursinho de pelúcia ou de sunga de praia mostrando a marquinha.

“Bom dia faces”: E tem uma foto da bunda dela / “Boa noite faces”: Tem ela deitada pelada na cama, com o dedo na boca, e só um pedaço do edredon tapando o pinto.

Aliás, já disse aqui e repito: “Você é legal até o dia que postar ‘boa noite faces’ no Facebook.”

E aí? Vocês têm algum amigo que se encaixa num dos tipos? Um amigo, claro, não a gente.

Jean Wyllys no Bom Dia ES: “As pessoas não querem se admitir homofóbicas”


Hoje (27), o deputado federal Jean Wyllys, que está no estado para a audiência pública sobre homofobia na Ales, deu uma ótima entrevista ao Bom Dia ES, veja:

Clique para assistir!

Destaco o trecho que ele diz que a homofobia não se expressa apenas com violência, mas com restrições  sociais quando se diz “não tenho nada contra gays, mas eu não quero eles perto de mim…”, por exemplo.

E o coió no Mário Bonela quando ele perguntou se Jean gosta de ser deputado?! Vicheee: “Fico curioso se vocês fazem esta mesma pergunta pro senador Magno Malta (…) Não é questão de gostar ou não gostar, não faço política por capricho, por vaidade“. Huahuahuahuahuahuahuaha. #toma

E lembrando, Audiência Pública ”Homofobia e políticas públicas para LGBT”, hoje na Assembléia – em frente ao shopping Vitória beesha! -, a partir das 14 horas. E no mesmo local e horário Ato Público contra hoofobia, como já dissemos aqui.

Você se acha boa de briga?


Você se acha a Kitana com toda a sua habilidade com navalhas?

Watch and learn, bitch:

O viado tentou usar um TASER contra o outro, minha gente!

Aliás, vocês já me viram falar diversas vezes aqui no blog sobre “fazer 4 bucetas na cara de fulano”, não é meishmo?

Pois então, tirei foto da minha última vítima, cata o resultado:

A neca do vizinho é sempre mais grossa…


Quem nunca namorou e percebeu que parece que o mundo inteiro quer te passar a peeca? É, façam um comparativo. Por mais que você seja uma prostiputa que pega um boy diferente cada dia da semana, é só namorar pra começar a chover ainda mais pinto na sua horta, tanto pinto, mas tanto pinto, que se você dormir de janela aberta acorda com o edi mais largo que a Linha do Equador.

Mas por que isso? Por que será que nós somos mais cobiçados quando estamos namorando?

A resposta está, mais uma vez, na linda da Biologia: Apesar de nós sermos inteligentonas, racionais e dominadorãns do ambiente terrestre, ainda carregamos características comportamentais dos primatas, uma delas é a tal Seleção Sexual. Quem nunca observou que todo mundo tem um “tipo” de homem que gosta mais? Tem aquelas que curtem os magros, outras os ursos, as bombadas… e até aquelas que comem o que tem pra hoje.

Selecionando sexualmente os boys

No fundo no fundo vocês não fazem ideia do porquê gostam mais desse tipo, só sabem que gostam, não é mesmo? Isso daí já são resquícios da Seleção Sexual se manifestando, na qual a sua vivência determina quais características são ideais para o seu parceiro.

E sobre a bee que tá namorando e, por isso, parece ter se tornado infinitamente mais interessante? Muito simples, quando essas mesmas macacas nascem já existe um macho que domina o bando. Ele é quem tem o direito de copular com todas as fêmeas, por ter os melhores genes, e é aquele macho que ela deseja.

Bolada nas coshtas

O mesmo acontece conosco, mas meio defeituoso, porque existe a questão da Psicologia falar sobre o famoso complexo da “grama do vizinho” (nesse caso sou obrigada a deitar pra vocês, Humanas). Parece que ver um macho ou fêmea com outro parceiro, nos dá a impressão de que ele já foi selecionado sexualmente, por estar com um parceiro, tornando-se um candidato também para nós, e dando um motivo para brigarmos por ele… por isso que tentar roubar o marido da outra não é de todo mal-caratismo, hahahaha.

Em mim os hormônios não agiram, queridãm

Lembrando que como somos gays, os papéis sexuais na busca por um parceiro muitas vezes se confundem, você vai ver também sapatão agindo como macho, ou seja, cortejando e buscando parceira, e gays agindo como fêmeas, selecionando o parceiro que chega.

Mas isso não é uma questão de masculinização/feminilização, apenas uma questão de “público alvo”, se o seu corpo sabe que você gosta de mulher, o seu comportamento de corte vai tender a se modificar para atrair mulher, o local e o quanto de hormônio sexual age em cada parte do cérebro dão as características comportamentais tipicamente masculinas ou femininas na hora do cruzo.

Dica do leitor

Dilma Rousseff veta anúncio gay do Ministério da Saúde


A propaganda de tevê destinada a gays realizada pelo Ministério da Saúde foi vetada pela Presidência da República. A intervenção acontece seis dias depois da campanha ter sido divulgada pelo órgão. A exibição da propaganda só poderá ocorrer se a cena de carícia entre os dois atores for retirada, segundo determinações da presidente Dilma. De acordo com a Agência O Globo, o vídeo estava em exibição no site do Ministério da Saúde, mas já foi retirado.

O Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo estão preocupados com as altas taxas de infecção pelo HIV entre jovens gays e fizeram um apelo, por meio de nota, para que campanhas de conscientização sobre a AIDS voltada para este e outros públicos mais vulneráveis à doença sejam transmitidas em canais abertos de televisão. Na mensagem, a Coordenação do Programa Estadual DST/Aids-SP e os coordenadores dos Programas Municipais DTS/Aids-SP afirmam que “campanhas direcionadas para jovens gays necessitam ser divulgadas na mídia televisiva, com linguagem específica e direta, pois constituem-se em ferramenta imprescindível para o enfrentamento da epidemia, redução da homofobia e do preconceito”.

É justamente o contrário do que fez o Governo Federal ao vetar o vídeo no Carnaval de 2012. Com a alegação de que o vídeo foi produzido para ser exibido apenas em locais de frequência LGBT, o Brasil ganha nota ZERO no quesito evolução. Outro vídeo foi produzido e você confere abaixo:

Nessa nova campanha os gays aparecem, mas em forma de número de casos que aumentaram nos últimos anos. É destacado o “aumento de mais de 10% nos casos de AIDS entre jovens gays de 15 a 24 anos” nos últimos 12 anos, o que fez com que o Ministério da Saúde anunciasse, ainda em 2011, essa população como sua prioridade nas políticas de combate ao vírus HIV no Brasil.

Ao invés de mostrar a realidade, o governo continua preferindo nos tratar como estatística. Não sou apenas um número, tenho voz, pago minhas contas, sou cidadã e tenho vergonha de ter votado em você, Dilma…

CARNAVAL: a festa mais esperada da cidade!


"Vai começar, vengentchy!"

É ISSO AÍ COMUNIDADJEE BABADOCERTANA, VAMÔ NEEEEEEEESSA!!!

Gente, agora a porra ficou séria! Carnaval  tá aí na portinha – a senhora batendo a cabeça no teclado do sirviçú pra sexta chegar logo, sei como é, tô aqui também – e todas loka do bom koo querendo sair completamente endemoniadas pelas ruas de (DIGITE AQUI ONDE SERÁ SUA FOLIA) ao som de marchinhas, funks, sambas-enredo, bate-cabelo, meookoonamanteiga.

Mas calma, enquanto esses momentos de dias tão felizes – usem camisinhas, seus travestis – não chegam, tô aqui pra falar qeu esse ano faremos o nosso já tradicional post coletivo de carnaval.

"Vô lembrá de nada 'ssa porra... ic!"

Ou seja, todas as poucas lembranças da folia que restarem nesse seu cerebrozinho sambado (com trocadilho, please!) registre e traga pra nós. O objetivo é fazer um grande post do carnaval pras caBIXAbas de ponta-a-ponta do estado – e fora dele. Para tanto, mandem fotos, vídeos, textos que falem onde e como foi seu carnaval, beleza?

Relembrem o post do ano passado aqui.

Eu vou me jogar em Marata, quero nem saber. Se joguem e não façam nada que eu não faria, hein? Aloka!

MUAH.

Os funkeiros e a obsessão pelo “viado”


Que existem centenas de funkeiros gays em Vitorinha, nós já sabemos. Inclusive, tenho uma amigay que uma das suas maiores taras é pegar boladão, daqueles bem caricatos meishmo, de blusa da Billabong, tênis chamativo e boné levemente pousado na cabeça. Aliás, eu NUNCA vou entender aquele boné que eles nunca enfiam na cabeça, como se tivessem escondendo um grande tumor maligno.

Mas nós também sabemos que um dos maiores medos do homem heterossexual medíocre é “ser confundido com gay”, e entre os funkeiros isso é ainda mais amedrontador, tanto que não perdem a oportunidade de zoar a bee que anda inocentemente dando sua pinta pelas ruas de Vitória, afim de se afirmarem héteros.

Quem nunca esteve andando na rua e quase infartou de susto quando aqueles demônios passam de bicicleta, na velocidade da luz, e só gritam “viado” quando estão bem perto do seu ouvido?

E eu pergunto: por quê?

RIP

Eu sempre gostei muito de funk, ouço, danço, e às vezes vou até em baile. E, por incrível que pareça, nesses lugares raramente sofro homofobia… até cato uns boys de vez em quando. Claro, depois do trauma do Atentado de 10 de Dezembro eu fiquei mais receoso em visitar esses locais.

Essa bee amiga minha, que curte boladão, me disse que eles não fazem por maldade, não são homofóbicos, e a possibilidade de você levar uma pedrada de um evangélico é infinitamente maior que ser agredido por esses caras. E eu meio que concordo, já observou que todos os casos de agressão a gays não são cometidos por boladões?

Segundo ela, isso faz parte de um comportamento comum entre eles, e é só uma brincadeira, assim como brincam quando vêem uma mulher bonita passando. Me confortei, até porque, bees, já observaram que eles apenas gritam “viado” e vão embora? Eu sei que é constrangedor, mas viado todo mundo aqui sabe que é, as outras pessoas em volta também, então dizer isso alto não vai mudar muita coisa em relação ao que todo mundo já está careca de saber.

Vocês já passaram por esse tipo de situação? Se incomodaram? Como reagem? Porque eu já vi bee gritar pornografias de volta, sem medo nenhum de levar um tiro de escopeta na cara!

Minha reação quando o boladão passa de bicicleta e dá um grito:

A arte da gongação, você domina?


Tô bonita?

Já dizia RuPaul: “Uma gay gonga a outra só pelo prazer de gongar”.

E é verdade! Todas nós temos um grupinho de amigays que saímos nos fins de semana pra piranhar em Vitorinha, num temos? Agora tentem observar como vocês se tratam: É “vadia” pra um lado, “passiva arrombada” pro outro, porém, no final todas voltam pra casa unidas no Transcol.

Mas aí vocês vêm e falam: “Ah, Max, os héteros também fazem isso, chamando uns aos outros de viado e etc”. Pois é, bebês, mas eles são pouquíssimo criativos, não passa dos termos que envolvem a sexualidade do amigo, que aliás, nem vou entrar no mérito da obsessão dos héteros pela frequência sexual do koo dos outros.

Nós não, nós gays gongamos umas as outras como se estivéssemos afiando a língua para quando fosse realmente necessário usá-la, sabe?! Às vezes elas são pesadíssimas, e usam até mesmo os pontos fracos da amiga, seja o nariz de batata, o cabelo ruim ou a barriga grande, sem perdão. A própria televisão já percebeu isso e encheu a programação de personagens gays que fogem daquele estereótipo da bee humilhada por todos.

Mas de onde vem isso? Porque apesar de gongarmos as colégãns o tempo todo, nós temos tipo um alarme que avisa quando a porra ficou séria e a briga começou. Um tempo atrás perguntei na mesa do bar fiz uma pesquisa de campo e nós chegamos a duas conclusões. Agora eu quero saber qual vocês acham a mais provável, okay?

Gorda.

A primeira teoria diz que isso é fruto de uma defensiva constante diante da homofobia que sofremos e do bullying que a maioria sofreu quando criança. Como se estivéssemos sempre com 4 pedras na mão pra nos defendermos de algum ataque, que na maioria das vezes, chega de surpresa. Inclusive, isso explicaria o motivo desse comportamento se repetir entre alguns grupos de fanchas.

Um exemplo, uma vez estava eu e uns amigos caminhando na rua e passou uma caminhonete cheia de rachas penduradas na caçamba. Uma delas gritou “Ai, como eu tô bandida“, que diga-se de passagem é o novo “Ai do Richarlysson“, que já foi o novo “emo”, mas todos querem dizer a mesma coisa: ‘VI-A-DO’… cada ano eles inventam uma nova.

Como ousa?

Ela mandou aquela vinheta, riu bem alto por uns segundos, mas eu, muito assassina, já tinha na ponta da língua a resposta assim que bati o olho na racha, soltei: “Gorda. *olhar de reprovação*”.

Eu não disse “Gordaaaa”, nada disso, não gritei, a crueldade está em não gritar. A caçamba inteira se calou e mais parecia um caminhão pau-de-arara rumo ao sertão nordestino, de tanta tristeza que se via no olhar da moça.

A sapa diz: "Aff, que papo de viad... OLHA, PEITOS!" *click*

A segunda teoria diz que isso é porque a maioria dos gays tem uma maior afinidade com o universo feminino, devido a vivermos numa sociedade que separa as pessoas pelo comportamento que cada sexo deve ter, causando uma confusão na cabeça dos gays e nos aproximando do universo feminino. Como as mulheres adoram criticar umas as outras, misture isso com a testosterona advinda dos homens gays e BOOM, criamos um monstro de língua afiada e agressiva!

Por favor, entendam como universo feminino esse mesmo que nós vivemos, com todos os valores heterossexuais, a hipocrisia e o fingimento que, antes que vocês digam, não estou atribuindo ao SEXO feminino, mas sim à ideia genérica da mulher construída em todos esses anos de história, e que nos afeta mais que as várias pequenas mulheres que passam pela nossa vida e mostram que nem todas são como o machismo prega, tá?

E não podemos negar, temos uma forte ligação com as mulheres, né? Inclusive, isso me lembra uma história… sabe aquele ditado: “Elogie uma mulher e ela esquecerá de você em 5 minutos, chame-a de gorda que ela lembrará da sua cara pra sempre”?

Entón, acho que isso vale pros gays também, porque eu vou te contar, todos os dias eu recebo dezenas de críticas e elogios, de gente que se passar hoje na rua por mim eu nem vou reconhecer. Exceto UMA BEE, que falou assim: “Nossa, Max, você deu uma engordada, tá com uma barriguinha”, que despeitada!

Hoje eu lembro ATÉ DO CACHECOL verde e rosa que ela tava usando…

E as senhoras? Têm alguma explicação pra esse nosso comportamento? Conta aí pra gentchy nos comentários. E não esqueça de votar na enquete abaixo!