Hay que endurecer, pero sin perder lo truque jamás


Parou o recalque que agora eu vou mandar o papo reto: tá dando pinta, tá fabulosa? Então manda um beijo pras travestis :***. Pode ser Candy Darling, a travesti que foi musa do Velvet Underground, grupo orquestrado pelo magnânimo Andy Warhol nos anos 60; para Mina Caputo que se aventurou no heavy metal dos anos 80; ou mesmo pra Micheline Mountreuil, primeira transgênero a se candidatar a um cargo político nas Américas.

Passada com o cisrecalque das bonitas

Seja travesti, seja herói. Chaz Bono, Rogéria, João W. Nery, Laerte, Thomas Beatie. Enquanto você estava aí achando que bastava colocar uma arroba ou um x para eliminar as diferenças, esse povo todo estava aí nas ruas, sangrando na própria carne isso aí mesmo que a gente chama de gênero. Não só eles, mas essa travesti que faz ponto na esquina da sua faculdade e que você tanto menospreza.

Saiba que boa parte dos seus direitos, meu amor, foi aberta na base de muita gilete na gengiva.

É ele que sente, na pele, a violência que você, com sorte, só vai conhecer nas manchetes de jornal. Poucas chances, marginalizadas, tendo quase como opção exclusiva a prostituição. Ser gay, meu amor, é mais que dar pinta: é fazer resistência. É ser a resistência. Ser travesti, ainda mais no Brasil, é fazer do próprio corpo uma revolução.

Então, meu amor, se pegue na coreografia e vá em frente: manda um beijo pras travestis. Mais que beijo, mande cidadania. Mande respeito, mande dignidade. Porque, meu amor, sem travesti, você não é ninguém.

Transbeijos transfeministas
Tchynna Turner.

Vitorinha também arrasa no funk!


Vocês aí, leitoras de outros estados, acham que só vocês têm bee’s que arrebentam no funk? Pois estão erradíssimas!

Cata o vídeo com as novinhas no nosso antigo maior ponto turístico de pegação: O PÍER

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clima

Maravilhosas! Nessas horas que eu desisto de vez de arrumar um namorado. Como competir com isso, gente?

Não tem condições, elas deixam os ativos mal-acostumados e acabam com qualquer possibilidade de uma pessoa normal dar um chá de koo.

Enfim, estou muito orgulhosa com a ressurreição do Píer, local que na minha época era apinhado de gente, mas morreu com o tempo.

Dizem que havia acabado por causa de um grupo de skinheads que estava atacando os viados que saíam de salto alto do Shopping Vitória.

(Me lembro de uma que só andava assim:

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deal…with…it

confesso que dava vontade de dar uns tapas nela)

Mas se existe criatura esperta são as beeshas, esperaram a poeira abaixar e tão aí, com a terceira ponte ao fundo, mandando um quadradinho de oito na cara da sociedade mais provinciana do Brasil.

Onde comem dois, come o bonde!


Héteros, héteros, héteros, héteros…

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Fiquei em choque! Eu tava pensando que ia ser só mais um vídeo de HT bêbado em festa sem mulher, mas começaram a se amontoar que nem aquele gif da Inês Brasil!

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Essas festas heterossexuais da salsicha são sempre um festival de brincadeira e tensão sexual, e depois querem dizer que nós gays que somos os diferentes.

TEM COMO NÃO ♥AMAR♥?!


Valeshca Popozuda a diva mor das pirigosash, daquelas que não saem de casa se não for pra fechar negócio, está preparando uma surpresinha pras guei na parada de Sampa, chupa:

Enquanto a gente se corta de ansiedade esperando esta maravilha “vazar”, vamos decorando a letra pra arrasar casamiga na Black House? Qüenda, maricona:

Vem meu bem não tem ninguém
Apaga a luz relaxa e vem
Suei, beijei, gostei, gozei
Sou Bi, sou free, Sou tri sou gay

Cheguei na Boate e ao som do bate cabelo eu vi
Não sei o que senti
Mona aguenda o que vi

Senti um calor e na pista desci ao som do dJ me liberei
Te olhei e percebi, que aqui posso ser Free

Dança comigo, sente meu som
Dança comigo, e sente o que é bom

No bate cabelo na pista senti
Seus lábios aos meus senti que sou free

Beijei uma mulher (risadas)
Um gosto bom eu senti
Eu posso ser livre ou posso ser Bi

Vem DJ coloca o bate cabelo

Vem DJ aqui todo mundo é free
É homem com homem arrasa as bee

Sinbora DJ que eu quero cantar
Mulher com mulher é bom de beijar

Se joga na pista e venha ser free
Bate cabelo comigo é assim

Vá se preparando!

É sair o mp3 pra virar meu ringtone! ♥

Babado, Confusão e Déjà vu


Descobri que tenho um dom, um tanto inútil, mas que pode salvar vidas. Tenho o dom de prever tiroteios minutos antes de acontecerem.

Ontem estava com fogo na periquita, queria sair de qualquer jeito, ainda mais que o horário de verão havia acabado e eu estava amando meu intestino, que fica locão durante o verão, voltando ao normal e me enchendo (ou ao vaso) de orgulho.

Fiquei sabendo que teria um bloco de Carnaval no meu bairro, mesmo que o Carnaval já estivesse no fim… estava em casa sem fazer nada, marquei com as amigas prostiputas e comecei a me arrumar. Mamãe me chamou pra tomar umas no bar com ela, e lá eu fiquei até Anwar chegar na pracinha.

Anwar chegou, compramos um garrafa de Cantina das Trevas e ligamos pra Bixa Maconheira, que prontamente nos guiou até o bloco… chegando lá…

Uma mensagem de carinho ❤

BEE’S! Era uma cena de Cidade de Deus, pra onde você olhava tinha medo de ser assaltado, funk pra todo lado e o mais interessante é que os carros de som estavam dispostos nas esquinas, lembrando pequenas trincheiras da Segunda Guerra Mundial, estava nítido o perigo iminente.

O cheiro de Kolene e Óleo de Amêndoas Paixão tomava conta do ambiente, e aumentava tanto a umidade do ar que era possível ver as pequenas gotas de óleo flutuando sem se misturar com as partículas de água da atmosfera. (Ui, parafraseei Cem Anos de Solidão, DEITA NA BR, beesha leitora de Revista Caras)

De repente, uma bee falou comigo: “Nossa, MAX? Você por aqui? Como assim?!”

Meu koo já deu aquela trancada, porque se a própria gay, moradora do bairro, veio com esse papo de “o que você está fazendo aqui”, é porque o babado ali não era certo.

Respondi: “Ah, me trouxeram pra cá, mas num dá nada, tô bebendo, tô dançando, tá ótimo!”

Passaram uns 10 minutos e uma SEGUNDA BEE veio falar o mesmo: “MAX? Você aqui? O que você tá fazendo aqui?”

Respondi o mesmo, mas o edy já começou a ficar irritado… até que uma TERCEIRA gay veio falar a mesma coisa! Aí eu incorporei Márcia Fernandes do Note & Anote e comecei a dar uma de sensitiva.

Virei pra Anwar e falei: “Viado, VAMOS EMBORA, NOW!”

Aí a Bixa Maconheira: “Mas por quê, Max?”. “Tá tranquilo aqui”, completou Anwar.

Respondi: “Não, viados, eu não vou ficar aqui, eu estou sentindo que vai ter tiroteio”

Anwar respondeu: “Ah, Max, deixa de ser best….” E ANTES QUE ELE PUDESSE RESPONDER, retruquei:

O que aconteceu na Píer quando eu falei que estava sentindo que ia dar merda?

Um silêncio sepulcral, tanto de respeito pelo dom que me foi dado quanto pelas garrafas de vodca que foram brutalmente assassinadas no Massacre de 10 de Dezembro.

Proibido cortar a mão

Nesse momento um grande coro de marvans começou a se manifestar no local, eles diziam para a polícia: “Dá nada não”. Mas até agora não soube se foi devido ao som alto ou aos inúmeros cigarros de orégano sendo fumados ao ar livre.

Não interessa o motivo, gatas, foi horripilante, se você se concentrasse era possível ver a Morte, pairando no ar com sua foice, só escolhendo quem ia levar na hora da confusão.

Eu e Anwar vazamos na velocidade da luz, e fomos para a pracinha de Cogayral…

Na pracinha vi duas meninas de longe, com a camisa do bloco, uma delas era uma travesti, qué dizê, gentchy como a gentchy, logo fiz a íntima e ela me contou:

Minha cara quando ouvi a fofoca:

Não tem idade para começar

Meninas, foram 15 tiros, segundo a trava, mas não sei se era verdade, afinal, ela estava cuidando da irmã de DOZE ANOS, que resolveu beber naquele dia. Lembro-me, inclusive, que a garota começou a chorar e a trava, muito franca, respondeu: “Agora você chora, né? Na hora de esfregar essa perereca nos homens você não chorava não, mamãe vai te pegar de pau, você vai ver”

Nesse mesmo dia também conheci a história da sapatão grávida de Santa Mônica, uma história que desafia os conhecimentos da Medicina Moderna e, segundo uma amiga, “A Dissimulada de Vila Velha” – como é conhecida na região,  a sapa é 100% fiel a sua esposa, mas apareceu grávida.

Já me dizia a minha bisavó, quando eu era novinha: “Olha, agora que você é uma mocinha e já menstrua, leve sempre uma toalhinha de rosto para limpar o assento do ônibus quando tiver um homem sentado nele antes de você, senão você pode engravidar”.

O rock então acabou e eu fui dormir:

Boa noite. Muah :*

Tem travesti no funk!


Lacraia? Mulher Banana? Tá cansada de ver essas travas cagadíssimas no funk cariuóca? Então cata esse mix de trava operada na Itália + drag queen + voz de Tyra Sanchez:

Achei a gay gostosérrima, as dançarinas um koo, e a letra… é… não se pode esperar uma letra de Chico Buarque dessa galera, néam?

Mas que é inovador, isso vocês não podem negar, bebês.

EXTRA EXTRA! Segundo informações, essa trava belíssima do vídeo acima, era ASSIM há pouco tempo:

Definitivamente, um bisturi faz milagres, exceto na Tati Quebra Barraco, tadinha, se corta toda e nunca fica bonita.