Terrível relato de misoginia contra lésbicas


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GENTE! NÃO ME CRUCIFIQUEM! Meu joguinho liberou mais 4 dungeons super legais e eu estou viciada nelas desde ontem, não consigo parar um minuto pra postar!

Porém, acabei de ler um relato absurdo nos comentários DESSE post e eu preciso dividir com vocês. Cata:

Nossa! Li e me senti no lugar da sua amiga que mandou o e-mail. E digo isto porque vivenciei coisas muito parecidas. Sou lésbica e tinha um grupo muito grande de amigos gays.

Com o passar dos anos, não suportei mais os comentários abomináveis sempre sobre mulher, chamando mulher de buceta, vagabunda, bacalhau, todas as vezes que nos encontrávamos. A coisa tomou uma proporção tão enorme que certo dia dois deles, os quais eu admirava tamanha sensibilidade, inteligência, etc… despejaram toda sua misoginia em uma conversa que me traumatizou.

Iniciaram a conversa com intuito de saber algumas curiosidades sobre a sexualidade feminina, porém foi desastroso. Ouvi de tudo que é terrível. Que o corpo da mulher é feio, sujo, que a vagina é muito mais suja que cu e pênis, que ser homem é muito melhor, criticaram minhas práticas sexuais, dizendo não ter graça nenhuma, quando citei o prazer sentido nos seios, fizeram piadas chulas, me perguntaram e continuaram insistindo se eu tinha vontade de ser homem ou se queria ter filhos porque então não me casava com homem e que eu era lésbica porque era traumatizada e não tive sorte com homens.

PRECISO POSTAR ESSA MENININHA PRA ILUSTRAR MINHA RAIVA!

PRECISO POSTAR ESSA MENININHA PRA ILUSTRAR MINHA RAIVA!

Fiquei péssima até hoje, lembro disto e me traz depressão. Ainda quando reclamei, escrevendo um texto parecido com este, e conversando pessoalmente, disseram que o problema estava em mim que absorvia tudo isto para o lado pessoal e devia ir num psicólogo. Isso tudo me deprime de tal forma que é realmente triste, pois sempre respeitei as práticas sexuais dos mesmos, nunca interferi de forma ofensiva nem critiquei o corpo masculino.

Me espantei com a forma que eles veem o corpo feminino, jamais esperava ouvir aquilo tudo, de forma pejorativa. Com imenso nojo e raiva. Porém nós mulheres ainda somos vítimas de tudo isto na própria sociedade, haja visto o furdunço gerado em torno de qualquer mulher bonita que pose nua sem ter se depilado totalmente ou quase totalmente (na mulher pelos é relacionado a sujeira, feiura, e no homem viril, normal). Alguém já viu versão masculina de certos tipos de piada, como “bacalhau”? Não é porque a falta de higiene de um homem não possa vir a ser igual a de uma mulher, porém o sexo feminino é relacionado ao feio e sujo para que a menina desde criança pense assim e não se toque, achei feio e nojento.

Eu mesma quando namorei com homem, tiro minhas próprias conclusões, falta de higiene masculina é tão terrível quanto uma mulher menstruada que não toma banho. Enfim, sem entrar nos detalhes para não traumatizar vocês, infelizmente as pessoas citadas não tomarão consciência do mal que fizeram e não mudarão.

Pois é… 01545]4

E a amapoa chegou a dizer que hoje evita conversar com homens gays porque passou a ter medo de sofrer misoginia. E vamos ser sinceras? VAI SOFRER SIM!

Quantas vezes não nos vimos numa mesa de bar criticando o órgão sexual feminino? Conheço gays que me dão asco de ouvir falando sobre vagina. Tem uma beesha no grupo do Babado Certo no Facebook que não consegue fazer um comentário sequer sem denegrir vagina e enaltecer o edi dela, como se fosse grande coisa… se bem que pelo que ela relata, deve ser ENORME mesmo. Hahahaha!

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Edicentrismo

Eles veem a perereca como um demônio, algo que lhes causa ânsia de vômito só de pensar… gente, PARE JÁ! Inclusive com a piada idiota do “tenho tanto nojo de buceta que nasci de cesárea pra não passar nem perto”. Isso ofende e retroalimenta uma cultura de que a mulher deve ter vergonha do próprio corpo.

Vocês podem ter nojo, lésbicas também tem nojo de pau, mas às vezes o nojo de alguns gays beira o ódio.

A situação é tão absurda que nas nossas gírias chamamos mulher de “racha”, resumindo toda a pessoa ao seu órgão sexual, e na maioria das vezes a expressão de ojeriza acompanha o termo. Aliás, tendemos a usar “racha” quando vamos reclamar do comportamento de alguma mulher, já perceberam?

É como se quiséssemos usar o que ela tem de mais “horrível” no seu corpo para ofender.

Compreendo que no meio gay nossos órgãos sexuais (e por órgão sexual a gente também inclui o koo) são o centro das nossas categorizações, uma pessoa passa a ter sua personalidade classificada a partir do que tem por debaixo das calças: É a gay do cu largo ou apertado, é o boy do pau grande ou pequeno.

Todos tem um sentido no discurso e representam alguma coisa pra quem ouve. Dou meu cu pra um jegue se quando você ouve que fulana é larga, você não deduz TUDO sobre o comportamento da viado.

Mas eu não vejo ninguém chamando homem de “pica”, você vê? Minto! Vejo sim! Usamos “pica” quando o cara é muito bom em alguma coisa.

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COMO ASSIM, GARÁLEO?

Nessas horas eu fico me perguntando… será que o motivo das lésbicas organizarem a própria Parada Gay, em São Paulo, não é também culpa dessa misoginia estimulada por homens gays?

Pensem a respeito, porque alimentando a aversão ao feminino vocês também alimentam, sem saber, a homofobia que vocês sofrem.

p.s.: Amanhã eu começarei uma coluna nova de “Teorias Polêmicas sobre a Homossexualidade”, e a primeira vai ser sobre Freud explicando o porquê dos homens gays terem tanto pavor de vagina. Aguardem…

Namoro à distância, dá certo?


Vamos discutir um assunto?

9 em 10 beeshas já tiveram um namoro virtual na adolescência. E dessas 9, 8 descobriram que o boy surfista da foto na verdade era uma cacura pedófila que se passava por novinho só pra conseguir fotos da sua bunda.

Tipo assim:

Na minha época de adolescente, hebecam era artigo de luxo e a maioria das pessoas viam somente as fotos umas das outras, o que era um prato cheio para os fakes usufruirem de pornografia amadora, num período que pra ver vídeo pornô você tinha que esperar 5 dias por um download no Emule, correndo o risco de vir um arquivo do Xuxa Só para Baixinhos.

Pensei que fosse Bel Ami, mas era Tchutchucão 😦

Eu mesmo era tão inocente que já tive um namorado virtual que morava no bairro ao lado, mas sempre saía pela tangente quando o assunto era se encontrar comigo na Pracinha de Cogayral. Poucos meses depois descobri que o “rapaz” era um amigo de papai, com barriga de Esquistossomose e que bebia todo dia com ele no bar em frente de casa. PENSE na minha decepção amorosa.

Hoje em dia os tempos são outros e as pessoas só namoram virtualmente em dois casos: Quando o namorado real vai pra outra cidade ou quando se apaixona pelo boy na internet, mas nunca se vêem ou poucas vezes. O que rendem inúmeras postagens chatíssimas de “Por que as pessoas interessantes moram longe?”.

Aí que vem o problema, existe fidelidade em namoro à distância? Afinal, temos que lembrar que a distância da pessoa que você está namorando dá uma sensação de carência mesmo estando numa relação, e isso é o que mais pesa na hora de trair e/ou desistir do namoro.

Tô em casa vendo filme, amor ❤

Antes da Ufes entrar em greve, uma menina (que estava fazendo uma matéria comigo lá na Biologia) estava se lamentando porque o namorado dela, que mora em Viçosa, havia saído pra beber com os amigos sem avisá-la. Ela estava triste pelo fato da confiança deles se basear exatamente no ato de contar um pro outro onde íam, era o único vínculo que eles tinham.

E eu digo que pensar nisso é negar o óbvio. Se nem com namoro presencial a gente consegue vigiar o que o namorado faz 24 horas por dia, quem dirá a 200 quilômetros de distância, a confiança nos dois casos deve se basear na PRÓPRIA confiança, pois nem mesmo os “atos” garantem que neguinho não esteja pulando a cerca.

Enquanto ele fala que tá num Congresso…

Saí feia nessa

Já no namoro virtual, no qual as pessoas mal se vêem, nem os chás de koo casuais são suficientes pra evitar a quantidade de koo’s que serão esfregados na cara do seu boy na cidade onde ele mora, sim, porque ninguém tem namorado virtual feio, já dá um trabalhão ser fiel a quem não está perto de você, o mínimo que o boy deve ser é um deus grego, pra merecer.

E não adianta dizer que é mentira, ninguém aqui se daria ao trabalho de ser fiel num namoro à distância com a Monstra do Carone, por exemplo.

Se o seu namorado virtual é gatíssimo e você não estará presente, pronto, só te resta sofrer mandando SMS para lembrá-lo que, fora da balada cheia de gente bonita que ele está, tem uma bee lá na casa do caralho com quem ele firmou compromisso.

Essas gays já ficam com o edi em chamas quando o bonitão muda o status do Facebook e dão em cima dele NA SUA CARA na buatchy, piorou se elas descobrirem que é virtual.

Diante disso, o que vocês pensam? Vale a pena dar um voto de confiança ao namoro virtual ou ele só presta mesmo naquelas situações de extrema carência, que você já está dormindo com a Juju Carente da MTV só pra ouvir um “Eu te amo”?

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=2mihBzmNBKk]