As fases da vida de uma bee


Sabem aquelas situações que toda bee já passou? Tipo fazer pegação na internet na adolescência, se apaixonar pelo boy da foto, e depois descobrir que era um coroa de 45 anos se passando por um rapaz de 19? Ou então aquele friozinho no pé da barriga quando recebe sua primeira cantada?

Então, hoje eu vou falar dessas experiências que toda gay já passou em alguma fase específica da vida, porque você pode se considerar o vinhádo mais clubber e alternatchyvo de Vitorinha, mas é certo que já cometeu as mesmas gafes que comete toda gay em descoberta.

Dos 5 aos 10 anos: A feminilidade está bem aflorada nessa fase, mas a sexualidade ainda não se despertou. É a fase que a gay se esconde no quarto pra usar as roupas da mãe e tem uma das suas primeiras paixões, que ela vê com a mais pura ingenuidade, até que algum coleguinha desconfia e pronto, ela será marcada como vinhadinho enquanto permanecer naquela escola. Sim, bebês, crianças já são crueis nessa idade.

Falofobia

Dos 10 aos 15: Bem, NA MINHA ÉPOCA a gente ainda era inocente e dançava É o Tchan, mas depois do que eu vi num rock no Teacher’s Pub, uma bill de 12 anos masturbando a outra de 26, eu não duvido mais de nada. Mas como nossos leitores viveram essa fase na década de 90, posso dizer que essa é a fase que a bee sabe que é diferente dos outros meninos, mas tem medo de pinto. Eu, por exemplo, poderia ser a mais pintosa da face da terra, mas se um boy me chamasse no canto pra falar qualquer coisa, corria mais rápido que o Forrest Gump.

Dos 15 aos 20: NER-VO-SA, se não deu ainda, está subindo pelas paredes. Ela já descobriu que pinto não é esse bicho de sete cabeças e passa horas a fio no Chat Uol atrás de neca. É nessa fase que ela tem as maiores aventuras com encontros casuais pela internet. Encontra as barbies que se diziam ativas, mas na hora são passivas, as drag queens que se diziam discretos, mas têm a voz da Celine Dion e os clássicos coroas que começam a conversa com: “Você se importa de sair com homens um pouco mais velhos?”… mas tem 32 anos a mais que você.

Na foto você parecia mais bonita...

Dos 20 aos 25: Chat Uol já deu pra ela, está cansada desse povo vazio e sem nada a oferecer… isso é o que ela diz, porque na verdade mesmo ela parou de entrar porque conhecia todos os nicks da sala e, curiosamente, os rapazes ficavam offline quando ela enviava o email dela. Nessa fase a maioria já se assumiu pros pais, está na faculdade, e só quer saber mesmo é de beber e fazer pegação, mas sem nunca esquecer que a qualquer momento pode encontrar seu príncipe encantado na buatchy… ou no transcol.

Dos 25 aos 30: A bee começa a se desesperar, ela sabe que reza a lenda que a passiva perde a validade depois dos 30. Ela começa a desconfiar que não vai mais conseguir aquele bofe loiro e sarado por quem se apaixonou quando o chupou há dois anos no banheiro do bar. Entretanto, a gay está também terminando a sua faculdade e coloca de uma vez por todas na cabeça que é independente e não precisa de homem, se tiver que acontecer vai acontecer, correr atrás não vai mudar isso…

Dos 30 aos 40: É… mas não acontece, e a bee termina solteira morando numa casa com duas drags falidas e um gato angorá. Ela não liga muito pra sexo, mas quando a situação aperta ela dá uma voltinha nas boates mais alternativas atrás de um boy novinho e bêbado. Essa fase só é desesperadora mesmo pras passivas, se o boy for ativo, basta ter um carro bonito e uma casa arrumada que só numa rodada na Praça dos Namorados consegue levar uns 5 koo’s das pão-com-ovo que frequentam aquele Pier.

E, no final da vida, a situação se divide em duas fases:

TÉÉÉÉDIOOOOOOOOOOO

Acima dos 35+ (casada): Se a bee se casa com algum boy, é Game Over na certa. O vinhádo começa a usar blusa de botão com casaco de flanela, só frequenta sushi bar e pizzaria e, para se divertir, vai assistir alguma peça conceitual de teatro. Nessa fase elas ficam chatíssimas, militantes, só falam de relacionamento e quando o assunto é sexo, ela INVARIAVELMENTE vai começar a frase assim: “Não, porque o meu marido faz assim e assado”. Argh, elas sabem que está implícito, mas fazem QUESTÃO de deixar o assunto tão intragável quanto pegar de surpresa nossos pais trepando naquela manhã de páscoa que você acorda bem cedo pra comer seu ovo de chocolate.

Já quando está acima dos 35 e é solteira: Por mais que tenha sido uma louca transviada na juventude, ela insiste em dizer que “vai aproveitar tudo que nós gays não podíamos aproveitar naquela época”, que as gays levavam ovadas na rua. Todo dia leva um boy diferente pra casa e… eu vou parar de falar por aqui, porque esse grupo é o que conhece o maior número de travas.. eu não estou a fim de acordar com a boca cheia de navalhas formigas amanhã.

Mas e vocês? Se identificaram? Em que fase estão agora?