O que é isso, gente?


Tô nervosa! Acabei de escrever o post anterior e me mandaram essa reportagem que saiu no ES TV:

clica

SOCORRO!

  • “Tem coisa que é melhor deixar pra gente”;
  • “Não dá pra negar que os homens têm mais habilidades em algumas áreas”;
  • “Mulher faz quase tudo, mas tem coisa que mulher não consegue fazer”.

Peguei uma máquina do tempo e voltei pra década de 20? ME SEGURA, GENTE, QUE EU TÔ PUTA!

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“Histórias Positivas” e Biossegurança


Cês sentiram que eu estou um pouco sumida do blog, néam? Claro que estou sempre comentando, não consigo ficar longe das senhoras, mas dei uma reduzida no número de postagens.

Isso porque tinha o plano de assistir todas as temporadas de Plantão Médico – é, aquele antigo da Globo – e aproveitei essa greve da Ufes para colocá-lo em prática. Então, não fiquem preocupadas, é só por um tempinho.

O engraçado é que a temporada que eu estou assistindo tem tudo a ver com a postagem de hoje: Lá no seriado, uma médica, Jeanie Boulet, descobre que está infectada pelo HIV e o adquiriu de seu marido, com quem tinha 10 anos de relacionamento. Agora passa pelo problema de conciliar essa situação com sua vida pessoal e, principalmente, profissional, afinal é médica…

Mas vamos assistir ao vídeo de uma reportagem do ES TV, que eu vou usar como gancho para falar sobre outra coisinha que muitos leitores me perguntam desde a época do bafo do HIV. Depois eu continuo a contar:

Ótima iniciativa, não é mesmo? Melhor ainda que o livro parece englobar portadores de todas as sexualidades e idades, desmistificando o preconceito sobre o gay jovem.

Algumas pessoas ainda acham que a preocupação do portador de HIV é só com os remédios e com as doenças infecciosas que pode pegar. A discriminação é a maior barreira, discriminação essa que muitas vezes, no caso de portadores gays, parte da própria comunidade – da qual se espera uma melhor relação com a situação, depois de tudo que o grupo sofreu justamente por causa desse pré-julgamento.

Mas o que eu tava falando da racha do Plantão Médico? Ah sim! Então, do mesmo jeito que a maioria dos gays soropositivos encontram o preconceito dentro da comunidade LGBT, essa Jeanie encontrou na comunidade médica, o que é ainda mais absurdo!

A história acabava com ela sentada num banquinho com outro médico, neurologista e também soropositivo, que não foi demitido, mas enviado para a Gerontologia para não lidar com casos mais sangrentos e nem cirurgias, afinal, é crime expulsar um médico por causa do HIV. Com toda a razão, as regras de biossegurança são para evitar a contaminação tanto do paciente quanto do médico.

E tem gente que ainda tem medo de ser consultado por um médico com HIV. ENTENDAM:  ele não sabe o que tem no seu sangue e não vai mexer com seus fluidos sem a luva dele. Mesmo que ambos tenham HIV, não existe só um tipo de vírus, ele corre tanto perigo de contaminação quanto você.

Entretanto, a administração sempre acaba sendo tão preconceituosa quanto o mais ignorante dos povos. Por isso, vale lembrar que existem centros de proteção ao portador espalhados por todo o país, fique ligado caso você seja ou conheça algum soropositivo que tenha passado por essa situação. Os motivos das demissões ou transferências nunca são ditos diretamente, com a intenção de confundir mesmo a pessoa.

Sobre o livro: tem alguma leitora moradora de São Mateus, fofíssima e caridosa, que poderia conseguí-lo para mim e me enviar? Passo meu endereço por e-mail se quiser. 🙂

Via Grupo Babado Certo, Dica do Diego.

P.s.: Esse é meu milésimo post