Informação como arma contra homofobia


Acabo de ler o excelente texto do blog Eleições Hoje, do kit de combate a homofobia  nas escolas, apelidado incorretamente de “kit gay” do qual já falamos aqui.

Na época, por falta de informação, Max se posicionou contrário ao material, por ter se baseando justamente na visão do inimigo dos gays, o Dep. Bolsotário que deturpou totalmente o objetivo e o conteúdo do material. Daí a importância de nos informarmos melhor sobre o tema para nos posicionarmos de maneira mais coerente. Ao contrário do que diz o deputado, que muito nos envergonha, o objetivo real do kit não é o de  “incentivar as  crianças virarem gays”, até porque sabemos que não existe essa história de “virar” qualquer coisa, mas sim de combater a intolerância aos homossexuais nas escolas. Vejam:

O deputado Bolsonaro, além de fazer esse desserviço a sociedade distorcendo o conteúdo verdadeiro do material apresentado ao MEC, não revelou dados importantes da pesquisa realizada em 11 capitais (Vitória não está incluida, mas aqui não é muito diferente) a qual pautou o conteúdo e a necessidade de criação do kit de combate a homofobia nas escolas:

  • Em geral, havia desconhecimento dos conceitos, orientação sexual e identidade de gênero, conforme definidos os marcos da pesquisa. A sigla LGBT é pouco conhecida. Gênero é o jeito da pessoa, a personalidade.
  • Existe uma invisibilidade dos estudantes LGBT nas escolas. A percepção é que a quantidade de gays é muito pouca, mas é maior do que a de lésbicas. Não foi visto nenhuma travesti ou transexual nas 44 escolas analisadas. “Nunca existiu na escola um caso de gay ou lésbica, porque os alunos daqui são muito novos. É depois dos 15 anos que você vira gay.” “O homem, para diagnosticar, é mais fácil, percebemos alguma coisa.”
  • Percepção da escola como ambiente hostil. “Travestis frequentam essa escola ou não?” “Não, não, não, graças a Deus, não!” Um aluno disse isso: “Graças a Deus, não!”
  • Percepção da diversidade sexual com base nos estereótipos. “Gay a gente conhece pelo jeito de andar, a própria anatomia, porque geralmente as lésbicas não têm cintura afinada”, disse um professor.
  • O sentimento de autoridades, educadores e de estudantes em relação à pessoa LGBT variaram, em uma escala que vai de normal até estranhamento, repulsa e nojo. “Eu, quando vejo dois caras se beijando, acho supernojento”. Disse um estudante. Uma professora de Goiânia disse: “Eu não acho normal, eu não acho bonito. Eu não. Para mim não é normal. Eu acho que Deus fez o homem e a mulher. Só, só.”
  • Postura, atitudes da escola perante estudantes. Não há uma diretriz oficial. A postura da escola é tratar todos com igualdade e respeito, mas, na prática, a escola dificulta que estudantes LGBT assumam sua orientação sexual. “Se o comportamento deles fosse condizente com o dos outros normais, não haveria problema”.
  • Existe a homofobia na escola, mas, de certa forma, é negada, primeiro, pelo discurso que refuta a existência de LGBT estudantes “Não, aqui não tem estudante LGBT, então, não pode ter homofobia.”
  • A percepção da homofobia na escola é maior entre os estudantes que as autoridades. Os estudantes sabem mais que a homofobia está lá que os professores. “Teve outra vez que ele apanhou, veio à Secretaria e falou, mas não adiantou muito. Ele foi para outra escola, trocou de turma, mas não adianta, os garotos pegaram e bateram nele mesmo.”
  • A homofobia é vista como fenômeno natural. Existe uma influência religiosa importante, a culpabilidade da população LGBT.  Causa e conseqüências: “Isso é coisa do diabo”, disse um professor de Porto Velho. Acho que é um certo machismo dos homens, mas muito forte.
  • As consequências da homofobia relatadas foram: tristeza; depressão; baixa autoestima; perda de rendimento escolar; evasão escolar; violência e suicídio.

Ocultar estes fatos, ignorá-los em detrimento de questões eleitoreiras além de ser canalha é criminoso: crime contra a justiça social e os direitos humanos em nosso país.

Enfim, não quero ser hipócrita e tampouco quero apresentar a MINHA visão a respeito do TÃO polêmico vídeo “Encontrando Bianca”, o que seria ir de encontro a prática do deputado. Posto-o aqui e peço para que dêem suas própria opiniões sobre este material, observando se tem algo de IMPRÓPRIO para alunos de ENSINO MÉDIO ( e não de ensino fundamental como dito pelo deputado):

Postem suas opiniões nos comentários, por favor.

E não deixem de ler o texto Diga NÃO ao kit gay para se informar, só a verdade nos libertará. E também assinem o abaixo-assinado em favor do kit bem aqui.

Fez a maldita, tá gongada!


Ontem, divulgamos, possivelmente de forma errônea, que a Bojangles havia sido assaltada. Pedimos desculpas a casa pelos possíveis constrangimentos e oferecemos nosso espaço como direito de resposta, caso queiram. Lamentamos o incidente. Nós desculpamos também – e principalmente – aos nossos leitores por veicular notícia virtualmente falsa. Mas há algum tempo há um certo movimento de beeshas mal-di-tas usando desses subterfúgios, dando informações mentirosas para gongar pessoas e estabelecimentos. Isso tudo é uó, pois prejudica nosso “trabalho” aqui do blog que depende justamente dessas informações para manter todos atualizados. A causa disso tudo nos já sabemos: o que faz sucesso incomoda e de fato a boate Bojangles no último final de semana esteve lotada e bombando.

Bem, como diz o título, fez a maldita, está gongada. Quem mandou a referida notícia foi uma ex-promoter via depoimento no meu orkut… Cata!

Aloka! Eu sempre prefiro acreditar que de repente a pessoa tenha se enganado, mas, enfim, ficadica. Novamente pedimos desculpas. Vão nos perdoar um dia?

Errata


errata sobre bar gayOntem, dei erroneamente a notícia da inauguração do bar dançante de Vila Velha. Era falsa, gente, me confundi. O cyber café gay anunciado já existia (só eu que não conhecia?) há algum tempo e de fato terá o rock anunciado com as tais promoções e tudo mais. Já acerca do outro, o que vai inaugurar, o pessoal responsável disse que até  apróxima semana teremos notícias concretas. Desculpem-me a falha.