Transfobia no Banco da Hebe?


indignada

Indignada

Meninas, esse bafo aconteceu quarta-feira, mas estou tão atarefada esse semestre que só tive tempo de contar hoje.

Pois bem, depois de termos ido no grupo das beeshas, sobre o qual falei NESSE post, fomos pra um bar ali na Rua da Lama. Tenho certeza que vocês conhecem, ele fica de frente para aquele banco enorme de concreto que as pessoas usam pra sentar e beber por ali mesmo.

Bebida vai, bebida vem, deu a hora de ir embora e resolvi fazer xixi. Lá no banheiro encontrei uma sapa leitora do blog, gente finíssima inclusive, enquanto esperávamos na fila.

Saiu a moça do banheiro feminino (que vale lembrar, são individuais, mas ainda assim mantêm a plaquinha de masculino e feminino) e a sapa entrou. Continuei lá…

A sapa saiu e o banheiro masculino continuou ocupado, e como havia chegado mais um rapaz para esperar na fila, fui em direção ao banheiro feminino a fim de desafogar a fila, mas a sapa me chamou e continuamos o papo na porta… nisso chegou o garçom:

– Hey, você não pode entrar aí não!

– Posso saber por quê?

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– Porque é banheiro feminino, ué.

– Hum, mas os banheiros são individuais, qual a diferença?

– A diferença é que homem mija em pé e suja tudo!

– Mas todo homem levanta a tampa, se você não sabe. Em falar nisso, eu mesmo faço agachado (pra refazer o truque fica mais fácil hahaha), pode ficar tranquilo. Aliás, mulher não mija sentada em banheiro de bar.

– Mesmo assim, não, vai no outro.

– E se eu te dissesse que sou transexual?

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STOP! Esse momento foi crucial na conversa. Porque por mais que eu não seja trans, deixo muitos garçons confusos quanto ao que responder e ali eu cato a transfobia, se ela existir.

Fiz essa pergunta com a intenção de que ele me respondesse: “SE você fosse, tudo bem, mas você não é”.

Inclusive, quando fiz o mesmo numa calourada de Biologia que fui, o segurança foi sensacional e me deu esse tapão de luva. No final viramos amigos e tudo.

Só que na verdade ele respondeu:

– MESMO se você fosse, o banheiro é pra quem nasceu mulher.

ai ai ai

Beeshas! Virei o cão e comecei a falar que chamaria a polícia e os caralho (tava bêbada, lógico), que aquilo era um absurdo, que eles não tinham preparo para lidar com a diversidade, que era uma vergonha um estabelecimento que ficava ao lado de uma universidade tratar transexuais dessa maneira.

Acreditam que ele não ficou com nem um pouco de medo? Como se estivesse com a razão!

Selo Luana da Lapa pra esse garçom:

trasvass

familia

Me dá até enxaqueca pensar nisso

Sabem por quê? Pois mesmo que a Constituição Brasileira proteja os LGBT’s desse tipo de situação, não existe crime tipificado e as pessoas sabem disso. Sabem que é muito difícil um estabelecimento ser multado por esse tipo de discriminação, diferente de como seria se fosse um caso de racismo.

Banheiros com divisão de gênero são ridículos, diga-se de passagem, porque esfregam na nossa cara que mulheres devem usar um banheiro diferenciado porque a presença de um homem num local no qual a vagina das mulheres está exposta tem grandes chances de acabar em violência sexual.

Ou vocês acharam que isso era só pra organizar? Claro que não, daí o desconforto em se permitir que pessoas trans usem o banheiro feminino: o pênis!

Depois fiquei sabendo que somente aquele garçom era transfóbico, mas que os outros e o próprio dono do bar não são. Bem, a gente sabe que uma laranja podre num saco de maduras tem tendência a apodrecer todo o resto se ficarem juntas… Fica a dica.

Escola de Vila Velha promove oficina em respeito aos gêneros


Para incentivar o respeito à diferença de gêneros, a Escola Estadual Silvio Rocio, em Vila Velha, desenvolveu a “Oficina Questão de Gênero”. O projeto conta com a participação de alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. A atividade foi realizada por meio do projeto Coordenadores de Pais.

A ideia surgiu da necessidade de promover uma maior integração entre os estudantes. Durante um mês, aproximadamente, eles realizaram diversas atividades conjuntas em sala de aula, com o objetivo de levar os participantes a entender como lidar com o outro.

A coordenadora de pais da escola, Oneida de Souza, que é uma das organizadoras do projeto, explica a importância de ações como esta para a formação dos estudantes. “A nossa ideia é fazer que os alunos saibam que existem igualdades e diferenças entre os gêneros e respeitá-los, não só dentro como fora escola. É fazer com que eles vejam que são capazes de ser melhores”, conta.

Para encerrar os trabalhos, no dia 14 de junho vai acontecer um evento onde serão exibidos os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. A apresentação será aberta à comunidade e os pais poderão ver as atividades que os filhos realizaram em sala de aula.

A coordenadora destaca o papel do diálogo entre pais e escola. “Quando os filhos são estimulados e os pais participam, os alunos conseguem enxergar a importância da escola e o desenvolvimento é muito melhor”, finaliza.

Implantado em 2012 em 15 escolas da região do Programa Estado Presente, o projeto Coordenadores de Pais conseguiu bons resultados em todos os quesitos. Dos alunos atendidos, 711 (61%) melhoraram o comportamento, 634 (55%) tiveram melhor desempenho escolar, 1.022 (69%) reduziram as faltas e 356 (46%) que estavam vulneráveis à evasão retomaram os estudos. Em 2013, o projeto chega a todas as escolas da região, totalizando 32 unidades de ensino atendidas.

O projeto é uma ação realizada em parceria com a Fundação Itaú Social e conta com o apoio da Fucape e Movimento Espírito Santo em Ação (ES em Ação). O projeto segue a experiência que foi desenvolvida pela Fundação na Zona Leste de São Paulo. Inspirado na Reforma Educacional de Nova Iorque (EUA), cada unidade de ensino conta com um coordenador de pais. Esses coordenadores, que geralmente são moradores da comunidade em que se encontra a instituição de ensino, são indicados pela direção da escola para atuar no “relacionamento escola-família”.

Fonte: Fórum Estadual LGBT-ES

Escola que prepara ou mascara??


Richard Miskolci: Teoria Queer – Um Aprendizadi pelas Diferenças.

É comum, nos dias de hoje, o debate intenso sobre o conceito de escola inclusiva, que parte das capacidades de cada indivíduo para transformar o meio e acabar com a desigualdade, porém, o que se vê através dos muros da maioria das escolas é o contrário. Um regime ultrapassado,  inflexível e nostálgico. O que é ensinado não condiz com a condição real vivida pelo aluno, gerando preconceito e reproduzindo o discurso da violência, seja ela simbólica ou física.

Richard Miskolci, lançou recentemente o livro Teoria Queer: um Aprendizado pelas Diferenças, na tentativa de ajudar os profissionais de educação a lidar com a diversidade sexual que ocorre em nossa sociedade. Apoiando-se na Teoria Queer que estuda essa tendência de padronização da sociedade, Miskolci explica como a escola reforça a imposição dos modelos masculino e feminino e, por isso, propõe novas abordagens sobre essa questão. Para ler a entrevista completa: http://migre.me/dg4RN

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O que é a Teoria Queer e como ela está relacionada à educação? Trata-se de uma corrente que tem origem em diversos países ao mesmo tempo, inclusive no Brasil, mas ficou mais conhecida como tendo surgido do feminismo norte-americano no final dos anos 80. Essa vertente de estudos interessa muito para educação porque ela problematiza a tendência das instituições de normalizarem as pessoas. Frequentemente estudar no sistema escolar é também passar a sofrer a demanda de que você incorpore certo saber, se comporte de determinada maneira. Então historicamente a escola é uma das instituições que foram mais marcadas pela normalização das pessoas.

E como essa teoria pode ajudar os profissionais de educação? A Teoria Queer pode auxiliar professoras e professores a compreenderem melhor essa história e, também, a transformar o ensino escolar de maneira que ele seja menos normalizador e, de certa maneira, menos violento, já que a expectativa de que as pessoas se comportem, adotem formas de viver modelares, padronizadas, é uma forma de violência.

De que forma isso pode ser percebido na prática? Isso se expressa não só no currículo, mas também na experiência cotidiana marcada pelo bullying. O caráter violento da convivência se expressa no fato de que os próprios estudantes, às vezes, maltratam seus coleguinhas por que eles são mais gordos ou baixos demais, ou porque eles são homossexuais ou qualquer outra coisa. Na esfera do ensino há uma tendência a reiterar, sublinhar e a desenvolver padrões injustos e discriminatórios que fazem parte de nossa vida social. A Teoria Queer traz elementos para que os educadores percebam essa violência e busquem evitá-la.

Então a violência na escola reproduz a violência da sociedade? Não há como negar que a violência na escola está ali porque, no fundo, ela é uma marca da sociedade brasileira. O fato é que a maior parte da população brasileira não tinha acesso a nenhum serviço prestado pelo Estado, que historicamente não atendeu às classes populares desse país. E isso inclui as áreas de saúde e de educação.

O senhor falou em futuro. Que futuro consegue vislumbrar a partir do atual quadro de violência na escola? Toda violência é negativa, mas o fato de vermos sua expressão na sala de aula também traz a promessa de que ali, naquele contexto, com adequação e com o acesso dos professores à informação, talvez consigamos transformar isso em algo positivo, em demandas por direitos, por reconhecimento. A discriminação cotidiana, o bullying, isso tudo acontece por causa da nossa história, mas ela está se transformando e a sala de aula pode contribuir para tornar a sociedade brasileira plenamente democrática.

Fonte: Yahoo Groups – Grupo Plur@l

Pesquisa comprova: Sexualidade dos pais não afeta QI da criança.


Para jogar um pouco de luz sobre a polêmica treva de que pais gays não sabem educar direito seus filhos, pesquisadores dos Estados Unidos estudaram crianças adotadas por casais de mesmo sexo para saber se isso é realmente verdade.

Uma equipe de psicólogos da Universidade da Califórnia em Los Angeles (EUA) analisou casos de 82 crianças consideradas “de risco” que foram adotadas no Estado – 60 por pais heterossexuais, 22 por homossexuais (sendo 15 por homens e 7 por mulheres). A idade das crianças na época da adoção era de 4 meses a oito anos e a dos pais de 30 a 56.

Os estudioso fizeram avaliações com as crianças nos períodos de 2 meses, 1 ano e 2 anos depois da adoção. Elas foram analisadas por um psicólogo nos três momentos, e seus pais responderam a questionários. O resultado é que todas as crianças, filhas de gays ou não, tiveram um significativo desenvolvimento cognitivo, e os níveis de problemas comportamentais permaneceram estáveis.

Além disso, a pontuação delas em testes de QI subiram em média 10 pontos, o que é considerado um grande aumento. Antes da adoção, elas já tinham múltiplos fatores de risco, entre eles nascimento prematuro, exposição a drogas durante a gestação, abuso ou negligência e moradia inconstante.

“As crianças adotadas por gays e lésbicas tinham mais desafios antes da adoção e, ainda assim, chegaram ao mesmo ponto de desenvolvimento, o que é impressionante”, destaca a pesquisadora Letitia Anne Peplau. “Não há base científica para se discriminar pais gays e mães lésbicas”, completa ela.

Quando lhe perguntaram se as crianças precisavam de uma mãe e de um pai, o pesquisador Jill Waterman respondeu: “Crianças precisam de pessoas que as amem, independentemente do gênero de seus pais”.

Fonte: http://migre.me/bk376

O pai do ano!


Há algum tempo rolou na internet a foto de um pai que  passou a usar saias em público como forma de apoiar o filhinho de 5 anos, que gosta de usar vestidos e pintar as unhas. Veja:

Não é fofíssimo?! Pois o boy é um escritor chamado Nils Pickert de 32 anos nascido em Berlim, hétero, casado há 16 anos.

E se a foto não foi suficiente para derreter esse seu coração de pedra, leia os trechos de uma entrevista que ele deu, que é um verdadeiro tapa na cara da nossa sociedade latina machista e moralista:

(Do IG)

iG: Você é adepto da criação de gênero neutro ?

Nils Pickert: Não existe essa coisa de “criação de gênero neutro”. Se eu tentasse criá-lo dessa maneira, estaria levando-o ao igualitarismo, e não à igualdade. O igualitarismo nega a existência das diferenças. A igualdade defende que todos devem ter direitos iguais. Eu sou a favor da igualdade, o que significa ter os mesmos direitos de escolha não apesar, mas por causa das diferenças. Sempre haverão gêneros diferentes e identidades diversas. “Neutro” não é uma opção. Devemos procurar o “justo” em vez do “neutro”.

iG: Desde quando seu filho mostrou interesse por vestidos, esmaltes e outros elementos culturalmente associados ao feminino?

Nils Pickert: Não criamos um ambiente em que ele precisasse identificar certas coisas como masculinas ou femininas. Por que deveríamos fazê-lo? Algumas pessoas gostam de esmaltes, como meu filho e a irmã dele. E há pessoas que detestam esmaltes, como a mãe dele. Usar saias ou gostar de coisas cor de rosa não é feminino por si só. Agir de forma áspera e ser durão não é masculino por si só. Somos nós que atribuímos estes valores.

OMG!

iG: Como você se sentiu ao perceber que ele gostava de usar saias? Você ficou preocupado? Pensou no que as pessoas iriam dizer?

Nils Pickert: Não fiquei preocupado, não há nada para se preocupar. Ele é meu filho e está tentando viver a vida da melhor maneira que pode. Se ele quiser fazer aulas de boxe, tudo bem! Se quiser dançar balé, tudo bem também. Mas é claro que pensei no que as pessoas iam dizer para mim. Todo mundo tem o direito de criticar minhas decisões. Sou eu, e não ele, quem está tomando uma posição. Ele só quer usar vestidos de vez em quando. Já eu estou tentando garantir que todos ao nosso redor entendam que ele não está sozinho e que eu estou aqui para apoiá-lo. Para isso, estou disposto a fazer papel de bobo — sou pai dele.

iG: Muitas pessoas criticaram sua atitude argumentando que, permitindo a seu filho experimentar elementos associados ao feminino, você está deixando de ensiná-lo os códigos sociais, função fundamental dos pais. O que você acha?

Nils Pickert: Isso é um argumento cínico e um pouco covarde. Ele tem total capacidade de entender os códigos sociais. Mas, acima disso, ele é capaz de distinguir o que é superficial e o que é mais profundo. Um vestido é só um vestido. Ser mau ou violento, isso sim é um problema. Talvez ele deixe de usar vestidos um dia. Mas sempre haverá gente que, por ser diferente, vai precisar da compreensão e da paciência dele. As pessoas me perguntam porque não poupo meu filho dos olhares de reprovação simplesmente dizendo-o para não sair mais de vestido. Prefiro poupá-lo de um julgamento cruel e odioso da sociedade, e só tem uma forma de fazer isso: mudando-a. Não porque somos diferentes ou párias, mas porque poderíamos sê-los. Não lidar com questões de gênero não nos dá o direito de julgar quem é. Nos dá o privilégio de ajudar quem está às voltas com estas questões.

Você quem critica a atitude: “Obrigado por sua opinião irrelevante”

iG: Você acha que brincar ou experimentar papéis associados ao feminino pode influenciar na sexualidade do seu filho?

Nils Pickert: A sexualidade do meu filho não é problema meu. Não sou dono do futuro do meu filho. O futuro dele é todo dele, para ele viver — eu sou abençoado por poder acompanhá-lo.

É isso mesmo? A humanidade ainda tem salvação?! Não encha meu coração de esperança atoa, hein?!

CAMINHOS DA ESCOLA – DESAFIO BULLYING


Os alunos da Escola Estadual Itália em Porto Alegre – RS terão que criar uma campanha de conscientização sobre o bullying na escola. Na primeira etapa os alunos deverão criar um blog na internet para iniciar a discussão. Na segunda etapa os alunos vão preparar diversas ações de conscientização sobre o bullying na escola. E no terceiro bloco o Desafio de combate ao bullying chega ao fim.

Um estudo coordenado pela pesquisadora Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), apontou que 45% dos alunos e 15% das alunas não queriam ter colegas homossexuais. Que grande, ironia, não acham?

Segundo ela, o jovem brasileiro tem menos vergonha de declarar abertamente esse preconceito contra homossexuais do que de declarar a discriminação contra negros.  Há casos, inclusive, de jovens que abandonam a escola por conta dessa violência. “Os adultos da escola não se dão conta disso, porque na escola em geral reina a lei do silêncio”, afirma.

O bullying homofóbico é um pouco mais complexo, visto que, o adolescente está sozinho, afinal a maioria dos pais não está preparado para lidar com isso e, por medo, o jovem se cala e acaba aguentando sozinho. Um estudo feito nos EUA aponta que que jovens LGBT que experimentaram elevados níveis de vitimização na escola têem a sua saúde afetada mais tarde, incluindo depressão, tentativa de suicídio, DSTs e risco de VIH.

E aí, quem vai dar apoio no final das contas? Quem vai ficar do seu lado e te dar suporte? Um jovem não é auto-suficiente e as experiências vividas são levadas para o resto da vida! Então você cresce e aprende que não pode confiar em ninguém. (?)

Além da vítima se manifestar contra esse tipo de atitude, cabe as autoridades responsáveis punir e educar (não necessariamente nesta ordem) os agressores/ofensores. E sim, isso leva tempo, é necessário um longo processo de conscientização e inclusão. E sim, mesmo estando em 2012, a sociedade brasileira ainda tem muito a caminhar, seja na bancada religiosa-conservadora como dentro do movimento-comunidade-gay.

“A sexualidade ainda é tabu, seja para adultos, seja para crianças e adolescentes, e a hipocrisia ainda é uma realidade estruturante no debate sobre a sexualidade”, disse Maria Lucia Leal, coordenadora do Grupo de Pesquisa sobre Violência, Tráfico e Exploração Sexual de Crianças, Adolescentes e Mulheres.

Fonte: http://migre.me/9lRJd; http://migre.me/9lRLx; http://migre.me/9lRVc

Uma boa notícia pra fechar a semana… (Será?)


Sesp (Secretaria do Estado de Segurança Pública) anuncia que vai ampliar proteção ao público LGBT.

Membros da Comissão do Fórum Estadual em Defesa dos Direitos e Cidadania LGBT, a Gerência de Inteligência Social da Sesp, a coordenadora estadual de Promoção da Cidadania e os delegados de Polícia em reunião.

O secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Henrique Herkenhoff, recebeu líderes do movimento de LGBT do estado na terça-feira (13), em Vitória. Herkenhoff declarou que ampliará a proteção da comunidade, por meio de políticas públicas e da formação e capacitação de policiais civis e militares.

Nesta reunião, foram discutidas a formação dos profissionais da segurança pública e o trato da homofobia na investigação e acompanhamento de crimes. O movimento LGBT também apresentou a necessidade de o Governo do Estado assinar o termo de cooperação técnica para enfrentar, por meio de políticas públicas, as causas e os efeitos da discriminação e da violência homofóbica.

O secretário afirmou que o assunto vai ser tratado como prioridade pelo Governo e que representantes da Sesp vão ser designados para trabalhar de forma integrada com o Fórum Estadual LGBT.

“Vamos qualificar mais os nossos profissionais para que eles possam atender da melhor forma a todos os públicos. A Acadepol (Academia de Polícia) vai aumentar a abordagem do tema LGBT em seus cursos de formação e reciclagem de policiais”, disse.

Fonte:  Sesp.es.gov.br