A moral transviada do populismo cristão


Quem me conhece sabe que eu amo o filósofo alemão Nietzsche. Aproveitando essas poucas semanas de férias estou lendo uma edição de bolso do seu (recomendo!) ‘Além do bem e do mal‘. Estou falando isso não é pra dar close de intelectualidade não, mas sim para destacar um trecho do livro que coicidentemente casa direitinho com o assunto que eu pretendia falar. O trecho é o aforismo nº 219, do capítulo 7, “Nossas Virtudes”, eshpia:

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Esse prelúdio nietzscheano é para discutir com vocês a respeito desta questão aqui: a ementa PL 7018/2010 que PROIBE a adoção de crianças e adolescentes por casais do mesmo sexo, criada por Zequinha Marinho do PSC do Pará. É isso mesmo que você leu, ele quer vedar que casais homossexuais tenham direito a adotar, na contra-mão de… de… DA RAZÃO! Vejam a que ponto está chegando a distorção moral do Estado brasileiro. Segundo li, o motivo – é, porque teria que ter um ótimo motivo pra se propor um absurdo desses – de tal ementa é evitar o CONSTRANGIMENTO das crianças e adolescentes adotados de ter pais LGBT’s. Como sempre digo, não podemos subestimar a estupidez das pessoas! Em vez de se combater as causas do dito constrangmento, que eu chamo de homofobia, um representante do poder público prefere que milhares de crianças e adolescentes cresçam abandonados, mofando em orfanatos e depois sejam abandonados a própria sorte na sociedade, sem recursos e educação, a que eles passem por “constrangimentos”.

Por favor, comentem a respeito, estou tão revoltado com essa realidade, movido por um espírito derrotista, cansado de dar um passo pra frente e dois pra trás, e prefiro não terminar o texto com uma mensagem pessimista. Prefiro terminar relembrando de Terence, o menino holandês que canta na TV o ORGULHO de ter pais gays e sua feliz vida familiar:

Brasil, ame-o ou deixe-o?!

Sugestão de pauta de Márcio via e-mail.