Chegou a Idade Média!


Todo mundo se preparando pra vivermos um INFERNO nesse país, não vão nos permitir adquirir novos direitos e vão nos tirar os poucos que temos. Cata:

viciii vii

Como é que colocam os Direitos Humanos nas mãos de quem os desrespeita todos os dias nos meios de comunicação? Não faz o menor sentido!

Dessa vez não tem piadinha e nem gif, porque isso não é nada engraçado…

Dica do Luiz, Via Época

UPDATE: Vejam só o principal candidato à presidência da Comissão de Direitos Humanos no Twitter:

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Chico Rei: exemplo de marca que respeita o público!


Vou contar o que houve para estar aqui elogiando a marca. Sou um cliente da Chico Rei (tenho esta e esta), marca de camisetas criativas (lindas!) que vendem via internet. Há algumas semanas eles lançaram uma nova coleção e anunciaram no Facebook. Eu pensei “Oba, vou lá ver as novidades!“, mas eis que entre váras ótimas estampas me deparei com essa camisa aqui que me desapontou:

Para olhos mais desinteressados, uma mensagem inocente, mas para nós gays, uma afronta. Fiquei louco e dei logo um basfond no face da marca:

Porque eu pensei o seguinte, se fosse uma marca que visasse uma grande massa até deixaria passar, mas no caso da Chico Rei que trabalha justamente com conteúdo e conceito exclusivo, onde a mensagem conta MUITO, não podia deixar passar. Como eu já disse num post, felizmente ou infelizmente, no mercado, como consumidores que pagam, TEMOS que ser tratados como iguais.

Daí eles responderam e começou o debate – inclusive a Izaa entrou e me ajudou, obrigado, linda! – cata:

E o resultado, advinha? A marca não só tirou a camisa para venda como criou outra estampa para se retratar:

Não é demais?! ♥ Por isso agora eu não tenho problema algum em dizer, comprem na Chico Rei, além de divertida e criativas, as camisas tem qualidade!

Pink money, trabalho e aceitação social: a hipocrisia capitalista


Pink Money!

Aprendi cedo uma lição não muito cidadã, mas que infelizmente se reafirma dia-a-dia. Logo que comecei a ensaiar a saída do armário, mas especificamente a primeira vez que fui a uma boate gay (a move), conheci um homem bastante interessante em vários aspectos. Ele era de certo modo até a figura caricata do “bom”: alto, loiro, olhos azuis, empresário, 40 anos, rico. Era também ativo e a neca era boa, foi o primeiro cara que fiz aquele caminho boate-cama, e chegamos até a começar um relacionamento mais sério, entretanto me apaixonei por outro cara que definitivamente não valeu a pena, mas isso tudo não vem ao caso. Conversando com esse sujetio ele me disse (fazia muito a linha conselheiro, talvez pela idade) que se eu trabalhasse e adquirisse uma renda, eu poderia me assumir e seria bem aceito. Citava  a própria história, trabalhava muito, tinha grana e posses e apesar de ser gay assumido numa pequena cidade do interior do estado ninguém o recriminava, ao contrário de outros gays da mesma cidade.

Enfim, o que quero discutr é que o capitalismo iguala a todos nós, enquanto potenciais consumidores. Ele cria essa linha de fuga para as minorias, de tal maneira que até se cria os chamados mercados de nichos e alguns deles nos tem como público alvo, mas a anistia a homofobia generalizada é restrita aos que são capitalizados. Apenas! Que realidade é essa que vivemos que privilegia e aceita apenas quem tem dinheiro e atira a obscuridade e a margem todo o resto que não seja macho-adulto-branco-saudável? Sentimos confortáveis em viver num mundo assim? Eu não.

Hoje foi aberta oficialmente as campanhas eleitorais. Este mês tem parada gay em Vitória. E nós o que estamos (estaremos) fazendo? Assistindo a tudo numa poltrona com a boca aberta escancarada esperando a morte chegar?

Arrebenta a cara dele: dois momentos da TV aberta desta semana


Um você viu. A travesti no Profissão Repórter da Tv Globo, batendo num possível cliente que estava “pensando que travesti é bagunça”:

“Ela sabia que estava sendo gravada. Ela fala ‘Esse aí nunca mais vai tirar onda com a cara de travesti’. E ela quer dizer para todo mundo isso”.

E outro que você só viu parte. No domingo, no Pânico na Tv, da Rede Tv, uma matéria no 1º Grito Nacional pela Cidadania LGBT e Contra a Homofobia que aconteceu no dia 19 de maio, dentro das atividades da 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia, realizada em Brasília. Veja o que foi ao ar. Entretando, no evento a equipe foi bastante vaiada e de certo modo até impedida de fazer um humor com os gays que os manifestantes julgaram  inapropriado para o momento. E eu, pessoalmente, concordo:

Esse outro vídeo aqui também está muito bom.

Ah, pensei que era na bunda!


Tanto que até falei assim ó. É que hoje eu fui…

Meu Koo!

…tomar a vacina contra a H1N1 e o enfermeiro ou sei-lá-o-quê que ministrou o medicamento era fazível. De qualquer forma, tô aqui cumprinto minha função social que é incentivar todo mundo a tomar a vacina (porque daí posso sair hoje a noite e empurrar uma velhinha ou roubar uma criança orfã, pra compensar, sabe?). Me falaram que doía e que se sentia efeitos colaterais. MENTIRA. Eu tô ótimo. Fora essa tonteira que está me dando de repente, ai, tá tudo girando, que troço estranho, tá ficando tudo escur..

Devaneios políticos: uma guerra nem tão tácita assim


Hora de falar em política. Vou fazer a linha Regina Duarte: Eu estou com medo! Mentira, na verdade passamos por um delicado momento histórico-político em nossa nação, no qual corre-se o risco de se ter nadado, nadado e de morrer-se, ao final, na praia, pois, nunca a questão dos direitos dos homossexuais (e não só o nosso!) chegou a esse nivel de discussão e muito menos no que tange a respeito da criminalização da homofobia, problema sério e histórico no Brasil (que neste aspecto é bastante atrasado, inclusive a países latinos-americanos muito mais pobres a nós). Isso só foi possivel pelo choque de cidadania e democratização trazidos pelo governo Lula que desde que assumiu o poder governou pautado pelos movimentos sociais. Ano que vem tem eleição pra presidente e daí já viu, né? Não é motivo para ter medo? rs

Acontece uma guerra polítca semi-declarada nas Câmaras da nação: de um lado os entusiastas das causas gays e de todos os movimentos a favor das minorias e de outro grupos evangélicos e certos membros da direita, aqueles mesmos da marcha pela família… Falo em grupos evangélicos, pois realmente não acredito que todo evangélico seja canalha a ponto de querer emperrar uma lei que impede que pessoas sejam violentadas e mortas por um falso pressuposto de que ela prejudicaria a doutrinização dos “valores cristãos”.

É chegada a hora (ou ela já foi perdida?) de pressionarmos os poderes constituintes, antes que seja tarde e nosso sonho seja adiado. Beesha não é só buatchy, sexo e roupas, não é?

Jovem é internado porque é gay!


Gentchy,

Fico passadérrima quando leio notícias como essa AQUI. O rapaz foi sedado e levado para outro estado onde foi internado numa clínica para dependentes de drogas! O médico psiquiatra já disse que ele não tem nada, a psicológa etc etc etc e o menino continua internado. A “mãe” afirma que tentou salvar o filho do fundo do poço – o traumatizando pela vida inteira E não era uma criança, um adolescente, o cara tem 21 anos! Tem total liberdade, inclusive civil, sobre seu corpo e seu desejo. Fico imaginando, quantos gays, sapas, travas e bis são internados sejam em clínicas ou em igrejas para se curarem. O babado só ficou público porque um ex-detento (de boa, não dá pra chamar por outro nome) ajudou e trouxe uma carta do rapaz internado para o namorado.

O vídeo com a matéria é esse aqui (para quem ficou com preguiça de clicar no link):

Uó, isso, muito uó! Acreditem, beeshosas, boate e pegação é muito bom, mas o mundo é muito mais que isso!

Para além do Poker Face, Lady Gaga defende direito dos gays


A cantora Lady Gaga e a atriz Cynthia Nixon (do Sex in the City) participaram ativamente, caminhando junto e fazendo discursos, na Parada Gay de Washington, que, aliás, foi no mesmo dia que a daqui, domingo. Vejam o discurso da Gaga:

Do Muza:

Gaga em seu discurso disse que estar lá era um dos momentos mais importantes de sua carreira, questionou a liberdade nos Estados Unidos já que as vezes os direitos não são iguais para todos e ainda gritou com o presidente Obama: “Obama eu sei que você está nos ouvindo. VOCÊ ESTÁ NOS OUVINDO? Nós vamos continuar pressionando você e sua administração para fazer de suas palavras realidade. Nós precisamos de mudança agora”. Gaga ainda ressaltou: “Como mulher na popmusic. Como mulher com os fãs gays mais lindos do mundo, não vou aceitar intolerância no mundo da música contra os homossexuais.”, afirmou.(…)
Importante ressaltar que a Marcha Nacional pela Igualdade é feita apenas de pessoas andando com cartazes e placas com dizeres a favor dos homossexuais, assim como gritos de ordem e momentos com discursos. Modelo diferente das Paradas Gays que acontecem no Brasil, que tem trio elétrico e homens seminus.
Achei emocionante. Lady Gaga cumpre seu papel político de cantora Pop utilizando-se de sua visibildiade para pôr em pauta as questões dos direitos das minorias sexuais. Aliás, em falas anteriores Gaga disse que a missão dela é tornar o mundo mais gay. Arrasou!
Repito sempre: tem como não amar?!

União civil entre casais do mesmo sexo: um sonho possível?


Lembram daquela matéria que postamos aqui sobre adoção de união civil entre casais homossexuais pela defensoria pública aqui do estado? Li em alguns sites e blogs LGBT do país a respeito de uma procuradora-geral da República – Deborah Duprat – que está propondo ao Supremo Tribunal Federal dedução de descumprimento de preceito fundamental, com pedido de liminar e de audiência pública, para reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo. Ela afirma que quer que aos parceiros homossexuais sejam dados os mesmos direitos e deveres dos companheiros em uniões estáveis, já que, ao negar o reconhecimento deste tipo de união, o Estado alimenta e legitima uma cultura homofóbica. Arrasou! Saibam tudo sobre o assunto no blog Bota Dentro.

O babado tá ficando tão forte, que minhas esperanças estão começando a reacender e poder constituir família com nossos parceiros e parceiras (não esqueçamos de nossas amigas lésbicas, leitoras assíduas de nosso blog babadeiro) se torna cada dia uma sonho mais possível. O assunto já está repercutindo no estado, e o jornal A Gazeta de sábado passado (04/07) publicou uma matéria sobre o tema, leiam (cliquem para ver ampliado):

enviar-de-bc-agazeta-4.7.09Caetano Veloso em uma de suas músicas fala o seguinte: “surpreenderá a todos, não por ser exótico, mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto quando terá sido o óbvio“. E não é exatamente o que está acontecendo agora?! A clareza e a sapiencia das palavras da procuradora-geral são sen-sa-ci-o-nais! De fato, o Estado não pode negar aos homossexuais um direito assistido aos héteros baseado no discurso religioso. O Estado não é laico? O Estado não é democrático? Há uma multiplicidade de sexualidades e religiões que não podem ser ignoradas e não cabe ao poder público (por ser público, oras!) subjulgar ainda mais as minorias, deveria fazer exatamente o oposto, gente! Pois o pensamento religioso é irredutível sobre essa questão, não adianta argumentar:

enviar-de-bc-agazeta-4.7.09-3(click pra ver ampliado)

Eu estou muito otimista com tudo isso, não nego, e já passo a fazer planos com meu companheiro, pois várias situações apontam que pouco-a-pouco estamos adquirindo nossos direitos na sociedade:

enviar-de-bc-agazeta-4.7.09-2Sonhemos, amigas, sonhemos. E lutemos!

Agradecimento pela dica e pelo material a Patrick Monteiro.

Ajude do seu jeito


Há dias estou para comentar sobre isso, mas por algum motivo enrolei até agora. Um grupo de blogueiros-amigos-gays fizeram uma lista com 30 ideias para ajudar a causa LGBT do seu jeito. Ficou per-fei-to! Leiamos e assumamos para nós. Em vez de ficar apenas reclamando vamos ajudar para fazer do mundo um lugar melhor para gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. O Babado Certo apoia e incentiva esse movimento!

40 anos de Stonewall


Ontem, foi a comemoração de uma data histórica super importante para nós, por ser o marco da luta pelos direitos homossexuais e por isso o Babado Certo não poderia deixar passar em branco. Fico indignado quando uma bee novinha (ou mesmo as velhinhas) não sabem ou ignoram o que seja a rebelião de Stonewall. Leia o texto extraído do site Mix e saiba mais:

Stonewall era um bar freqüentado por gays e travestis em Nova York no final da década de 60 que se destacava dos outros por permitir que os casais de mesmo sexo dançassem à vontade. É claro que, como todos os outros bares gays da cidade, Stonewall estava sujeito a ocasionais batidas policiais sob um pretexto qualquer – geralmente por falta de licença para vender bebidas alcoólicas. Durante essas batidas, os policiais além de fechar o estabelecimento, curiosamente, levavam presos todos os homens ou mulheres que estivessem travestidos.

No dia 28 de junho de 1969 o bar Stonewall foi local de mais uma batida policial – mais uma vez sob a alegação de falta de licença para a venda de bebidas – e todos os travestis que se encontravam no bar foram recolhidos. Mas, ao contrário das outras vezes, as pessoas que foram liberadas pela polícia resolveram resistir – em solidariedade aos que foram presos – e não arredaram mais os pés dali. O clima foi ficando cada vez mais tenso. Gays e lésbicas de um lado e policiais do outro. E travestis, presos.

“De repente, o camburão chegou e o clima esquentou. Três das mais descaradas travestis – todas em drag – foram empurradas para dentro da viatura, junto com o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou conclamando o povo a virar o camburão. Nisso, saía do bar uma sapatona, que começou uma briga com os policiais. Foi nesse momento que a cena tornou-se explosiva. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direção às janelas e uma chuva de moedas foi lançada sobre os tiras…”, saiu no Village Voice.

Quando viram a multidão enfurecida, os policiais se refugiaram dentro do próprio Stonewall para se proteger da cambada lá fora que começava, literalmente, a pôr fogo no bar. Acuados, os tiras apontaram extintores e mangueiras, jogando água em direção à multidão furiosa. Logo depois chegaram reforços policiais que tentaram dispersar o grupo rebelde. Mas de nada adiantou: o pessoal não saiu dali e voltou a se agrupar para vaiar os policiais atirando pedras, tijolos, garrafas e colocando fogo nas latas de lixo. Quando finalmente conseguiu acalmar a situação, a polícia voltou para a delegacia com um saldo de 13 presos.

No dia seguinte, os policiais voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltou mais organizada, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das batidas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos policiais e novamente a polícia investiu contra os manifestantes.

No terceiro dia, um domingo, as coisas pareciam ter voltado ao normal e o bar Stonewall foi reaberto. Seus clientes habituais voltaram, a polícia os deixou em paz por um tempo e os jornais acabaram se ocupando de outros assuntos.

Mas na verdade tudo havia mudado. A partir daquele dia aqueles gays lésbicas e travestis sacaram que nunca iriam ser aceitos pela sociedade se ficassem apenas esperando e dependendo da boa vontade da sociedade. A rebelião mostrou a eles que a atitude que deveria ser tomada era a do enfrentamento. O discurso mudou. Nada mais de pedir para ser aceito: era preciso exigir respeito.

E foi assim que se deram início as Paradas do Orgulho LGBT e os movimentos pelos direitos dos homossexuais em todo o mundo. Por isso, que quando estamos numa pareda gay, além de nos divertirmos devemos pensar que aquilo é antes de tudo um movimento político pelos questões que nos apetessem. Lembremos Stonewall e os primeiros heróis a lutar a favor da causa d@s LGBT.