Brainstorm – Dia dos Namorados


Passei meu Dia dos Namorados jogando RPG e bem longe da Tv e das mídias sociais.

Recalque? Nada disso, saco cheio mesmo. Sabem por quê?

E não é quem realmente supervaloriza esse dia?

Todas as gays solteiras da minha timeline estavam reclamando incessantemente sobre sua solteirice, mesmas gays que durante o resto do ano vangloriam-se da quantidade bofes que pegaram numa noite, ou do fim de semana promíscuo que tiveram. E aí eu pergunto, será que essa carência toda no dia 12 é de verdade ou a maioria dos gays são tão medíocres ao ponto de considerar status social ter alguém para passar o dia dos namorados, mesmo que seja só um pau amigo da agenda do celular?

E como se não bastasse julgarem uns aos outros pelo que vestem ou drink que bebem na boate, chegaram ao ponto de construir essa necessidade para poderem provar que não estão sozinhos no dia mais amoroso do ano… será que interessa a alguém?

É, parece simplista, mas se você realmente está carente, quer um namorado, por que não faz por onde alguém lhe dar algum valor? E nem adianta falarem de mim, sou vadia meishmo, solteiro inveterado e não troco minha liberdade por nada, pelo menos por enquanto. Entretanto, o dia que eu quiser deixar de sê-lo, com certeza o meu comportamento terá que mudar, não acham? Você só recebe confiança quando inspira confiança.

Tá, todo mundo tem um passado, e ele pesa na hora de conseguir um namorado. Mas, minha gente, se a DÉ que tem o passado mais negro que a tinta da Wella que eu pinto meu cabelo, conseguiu um namorado, qualquer um também pode!

Eu sei que essa data nos deixa mais sensíveis, mexe com todo o país assim como o Halloween mexe com os americanos, mas pára pra pensar: Você acha mesmo que choramingar o dia inteiro no Twitter/Facebook vai fazer aparecer magicamente um rapaz para te namorar? Diboua, posso ser sincerãm? Com esse comportamento você mais AFASTA que conquista.

Aonde eu quero chegar com isso? Em lugar nenhum, afinal, Brainstorm é só um apelido pra “tava coçando o saco e resolvi escrever sobre um tema”, mas é um caso a se pensar…