A ditadura militar também repria os homossexuais!


Primeiro de abril de 2014 é dia de lamentar um dos períodos mais negros da história do Brasil: faz 50 anos que aconteceu o golpe de 1964, que encerrou o governo do presidente João Goulart, eleito democraticamente. Naquele momento os militares representaram uma parcela conservadora de nossa sociedade, a mais conservadora e reacionária, e implantaram uma política que violentou a liberdade e a democracia em nosso país. Foi uma época que matou um espírito de luta revolucionário do brasileiro, o que nos lançou em um atraso político que até hoje lutamos para reconquistar.

tira militarO que poucos de nós cogitamos geralmente é que essa repressão também atingiu às pessoas LGBT. O Repórter Brasil fez uma matéria bem bacana mostrando os impactos do regime autoritário na repressão às práticas sexuais dissidentes. Veja:

O mais bizarro é que aparentemente a nova geração perdeu qualquer relação com o horror deste período e insensíveis à tragédia deste período tem fechado com as viúvas do Golpe e tendo desejos reacionários e antidemocráticos. Não, amigos, não! Não há motivo algum para se ter saudosismo deste período que só merece ser lembrado para não ser repetido. Temos que lutar sempre por MAIS liberdade, temos que lutar por radicalizar ainda mais a democracia. DITADURA NUNCA MAIS!

“Quem deve ser o novo pecado do Levanta Poeira?”


Aha! Enfim um concurso que vale a pena. Não é essas bichices de concurso Mister Brasil, tô falando do concurso Pecado do Levanta Poeira. Não sei exatamente o que é, mas é algo como um concurso para escolher quem é o mais belo cafuçú entre os boys magias cearenses, só a fina flor do nordeste. É a mídia regionalista oferecendo às massas o melhor da virilidade local. Qüenda:

Pecado Levanta Poeira

Clique sobre a imagem e vote!

Diferente daqui (cof, cof, cof), lá as bees comandam a programa da TV Diário. Meu preferido é o virginiano
Edvando Lima, com seus 22 aninhos, um metro e oitenta e oito, 89 kilinhos. Achei completíssimo. E vocês vão em quem?

Marcos Feliciano é queimado durante #ProtestoemVitória


Nossa contribuição para a protestos que ocorrem em todo país em busca de um país melhor foi especialmente contra a permanência do homofóbico, racista e ignorante Pr. Marcos Feliciano na Comissão de Direitos Humanos e contra seu projeto de Cura Gay. NINGUÉM aceita essa incongruência, nós passávamos com os cartazes contra o deputado e as pessoas aplaudiam em apoio dizendo que é um absurdo  ainda estar ocupando um cargo no qual só presta desserviços à sociedade.

Portanto, juntamente com outros manifestantes queimamos simbolicamente o deputado em frente a Assembléia Legislativa do Espírito Santo, durante o ato “Não é por 20 centavos – Ato Nacional a favor da Democracia”, em Vitória-ES, no dia 20 de junho de 2013.

#ChupaFeliciano

CONVOCAÇÃO: Marchemos pelas NOSSAS causas!


Amanhã, quinta-feira (20/06), haverá novamente manifestação e será uma manifestação nacional, intitulada Não é por 20 centavos – Ato NACIONAL a favor da democracia. Por aqui, a concentração será às 17h, na Ufes, com início previsto para 18h30. Confirme também participação no evento pelo Facebook.

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Por isso, convocamos tod@s a irem a rua também pela nossa causa! Vistam-se, tragam bandeiras e cartazes que passem nossa vontade de direitos sociais e nosso desejo de justiça.  Contra o bizarro projeto de “cura gay”, contra o homofóbico, racista e fundamentalista religioso Marcos Feliciano na CDH, a favor do casamento gay, por leis anti-homofobia, por uma reforma política que permita que o governo implante as mudanças necessárias em prol das minorias do país e tudo mais.

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Vem, população LGBT! A participação de todos nós é fundamental para que essa revolução também seja nossa. Façamos nossa parte, lute pelos nossos direitos. Não estamos sozinhos!

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Nós somos a multidão e estamos (re)tomando as cidades!


ponte vitória protesto vixOntem (17), as ruas da capital do Espírito Santo, Vitória, foram tomadas por uma multidão estimada em 20 mil pessoas. Estávamos juntos assomados ainda aos 100 mil do Rio de Janeiro, aos 65 mil em São Paulo e a infinidade de outros muitos espalhados por todo o Brasil. E o mais bonito era perceber que esses manifestantes eram acima de tudo multicoloridos em suas reivindicações em busca de um bem comum maior: a democracia real!

Eu estava lá e fui testemunha. Pude ver pessoas ligadas a várias lutas e bandeiras (literalmente em muitos dos casos) como LGBTs, negros, população de rua, legalização das drogas, religiosos (principalmente religiões minoritárias), transporte urbano de custo justo e de qualidade, feministas, trabalhadores, melhorias sociais como saúde e educação, reforma política, contra a PEC 37, contra a repressão policial e MUITAS outras. Éramos tantos e tão múltiplos, e tínhamos consciência que era justamente nisso que estava nossa maior qualidade.

Bandeiras do protesto em vitória

Fomos à rua, pois queremos a democracia neste país. É por meio da nossa multiplicidade social, composta por inúmeras diferenças internas, que estamos tentando, acima de tudo, PRODUZIR uma luta comum que permita nos comunicarmos e agir em conjunto. Sem partido, numa organização em rede em que trocamos uma autoridade centralizadora por relações colaborativas é que nós queremos gritar: somos a nova ordem social mundial! E queremos que aqueles que estão no poder – TODOS ELES, DE TODOS OS PARTIDOS! – nos ouçam: SEUS APARELHOS DE PRODUÇÃO DE VERDADE JÁ NÃO FUNCIONAM MAIS, NÓS REIVINDICAMOS OUTROS, ESTAMOS CRIANDO O NOVO!

Leia também Nós dizemos revolução.

Alguma coisa está acontecendo…


Gente, não é por nada não, mas toda vez que eu vejo esse comercial novo da Tim eu fico todo arrepiado. Na primeira vez que vi quase chorei. Eu acho que nós do Babado Certo fazemos parte um pouquinho disso. Em que outra época poderia existir um veículo destinado a um público tão restrito como o dos gays capixabas? E ter um alcance tão grande (já tivemos mais de 13.000 acessos só nesse mês de março). São lampejos deliciosos de democracia! E como fala o comercial, não se pode ter uma visão estreita das coisas, todos tem que ter acesso a informação por igual, há de se fazer e se cobrar políticas de inclusão digital. Internet para todos!