“Como é ser gay!” – Jean Wyllys é entrevistado por Felipe Neto


Polêmica!

Adorei a irônia do vídeo! Pesquisas dizem que 80% das pessoas não sabem exatamente em que fonte elas acharam as pesquisas. E que 90% das pessoas inventa estatísticas no decorrer do discurso pra reforçar o seu ponto de vista.

Metalinguagem – Dia dos Namorados


Uma das maiores reclamações que recebo é quanto à minha cabeça-dura. As beeshas discutem comigo nos comentários e ficam putas porque eu nunca admito que estou errado, lógico, eu nunca estou errado mesmo!

Exceto nesse post: clique AQUI para ler.

criticaSe teve uma coisa que eu aprendi depois que conheci o feminismo foi a não cagar regra sobre o corpo e a vida dos outros.

Esse post é especialmente cheio disso e, revolucionariamente (adoro advérbios de modo!), resolvi criticar a mim mesmo esse ano, em vez de aos outros. Que tal?

Então as partes acinzentadas são as frases do post, e o resto sou eu mesmo falando hoje, estamos entendidas?

Todas as gays solteiras da minha timeline estavam reclamando incessantemente sobre sua solteirice, mesmas gays que durante o resto do ano vangloriam-se da quantidade bofes que pegaram numa noite, ou do fim de semana promíscuo que tiveram.

Regras em todo lugar

Regras em todo lugar

Meu deus, que vergonha! Não ouçam nada disso que essa recalcada falou, gente!

Se você foi promíscuo a vida inteira e um dia resolveu ser monogâmico ninguém tem nada com isso. E se alguém não te quiser usando seu passado como argumento, mande-o chupar um canavial de rola, antes só que mal-acompanhado.

E aí eu pergunto, será que essa carência toda no dia 12 é de verdade ou a maioria dos gays são tão medíocres ao ponto de considerar status social ter alguém para passar o dia dos namorados, mesmo que seja só um pau amigo da agenda do celular?

fecha isso!

Além de tudo era homofóbica, que escrota. Na moral, como é que vocês conseguiam me ler nessa época?

Todo mundo, não só os gays, quer ter alguém para passar junto no dia dos namorados, é a sensação que o capitalismo entranhado nessa data passa pra nós.

O mesmo vale para ateus que comemoram o Natal: não comemoram porque é o aniversário de G-zuis, mas pelo que a data oferece de companhia, de festas, presentes, confraternização… ateus também são bonzinhos, tsá?

É, parece simplista, mas se você realmente está carente, quer um namorado, por que não faz por onde alguém lhe dar algum valor? E nem adianta falarem de mim, sou vadia meishmo, solteiro inveterado e não troco minha liberdade por nada, pelo menos por enquanto.

Entretanto, o dia que eu quiser deixar de sê-lo, com certeza o meu comportamento terá que mudar, não acham? Você só recebe confiança quando inspira confiança.

O quê?!

O quê?!

Essa é a pior parte! Alerta masculista pra essa frase! Merece o novíssimo Selo Clodovil de Homofobia Internalizada

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Ops, caguei uma regrinha nas calças!

Nada de valor, nada de mudar! Quem tem valor é mercadoria!

Engraçado que quando essa versão babaca da Max fala de valor é sempre “fazer menos sexo”, né? Nunca que valor é fazer um mestrado, um curso de pompoarismo. Nada, é não foder, apenas.

Tá, todo mundo tem um passado, e ele pesa na hora de conseguir um namorado. Mas, minha gente, se a DÉ que tem o passado mais negro que a tinta da Wella que eu pinto meu cabelo, conseguiu um namorado, qualquer um também pode!

A bola representa o argumento

A bola representa o argumento

E mesmo a Dé não precisou se moldar ao seu padrão de comportamento machista pra conseguir isso, bêu abôr.

Você acha mesmo que choramingar o dia inteiro no Twitter/Facebook vai fazer aparecer magicamente um rapaz para te namorar? Diboua, posso ser sincerãm? Com esse comportamento você mais AFASTA que conquista.

hummmmA única parte que faz sentido nesse lixo de texto inteiro. Realmente, galerinha, isso eu preciso reiterar sempre: Consiga uma pessoa pela admiração que ela tem por você, pela sua força de vontade, pelo tamanho da sua neca, mas nunca por pena. Nunca sirva de estepe pra ninguém…

…exceto se for em comum acordo, aí você pode ser capacho de quem achar melhor. Eu não consigo imaginar alguém feliz assim, mas em terra de 50 tons de cinza, quem tem bofe é vassalo.

E se não conseguir um namorado até o dia 12, paciência, pense pelo lado bom, pelo menos você não vai gastar dinheiro comprando presente. É só virar hétero e beber uma loira do bar… DROGA, fui machista de novo!

Deixa pro ano que vem agora…

GENIAL! “Oração pelas Famílais Gays”


Irônicos, paródicos e debochados. Esses requisitos são características do que é quase um gênero de trabalhos artísticos – plásticos, performace, música – realizados por nós gays para fazer crítica política, geralmente tentando evidenciar o absurdo de certas realidades de descaso, violência e intolerância.

É o caso do vídeo “Oração pela Família Gay”, que infelizmente ficou em 2º lugar no Show do Gongo deste ano, o que para mim foi uma injustiça pois merecia ter ficado em primeiro. O vídeo tem o mérito de juntar todos as declarações de cunho religioso proferida contra LGBTs com as notícias de homofobia, ou seja, ligando o que muitas vezes aparace dissociado para a maioria. Fora o deboche que é feito com o próprio discurso das igrejas sobre família pela performance da drag. Vejam e dêem suas opiniões:

Pra quem não sabe, o Show do Gongo faz parte da programação do Festival Mix Brasil, é um festival de vídeos  que o público julga aplaudindo ou gongando através de vaias e gritos. Quando gongado, é interrompida a projeção do vídeo.

Após ver o vídeo e refletir sobre nossa realidade, temos mesmo é que  rezar, porém como Cazuza, pedindo piedade pra toda essa gente “careta e covarde”, sem senso crítico e amor no coração.

Via Babado Certo Group.

Bafo na Píer 27 – Mad Max


Vocês ficaram sabendo através da nossa programação da semana que ontem, dia 5, aconteceria a festa Mad Max, na Píer 27. A festa era inspirada no filme Mad Max, que revolucionou a história do cinema numa superprodução que contava com figurinos extravagantes, mas um roteiro lixo.

Enfim, o evento moveu todo o viadeiro pra Vila Velha, pois prometia, mas segundo um dos Dj’s que tocaria na festa, a balada que deveria marcar pela excelência (uma vez que contava com atrações internacionais), não foi tão bem classificada. Cata a crítica:

E não pára por aí, um conhecido meu, que também foi à festa, postou o seguinte texto:

E agora, Glória? Alguém tem mais informações sobre o suposto fiasco?

p.s.: O Babado Certo não manifesta qualquer opinião sobre o assunto, apenas estamos postando a crítica a critério de informação para que os leitores fiquem a par do ocorrido. Qualquer reclamação da administração da Píer 27 sobre a postagem dessa notícia, favor entrar em contato comigo pelo e-mail max_babadocerto@hotmail.com

Pink money, trabalho e aceitação social: a hipocrisia capitalista


Pink Money!

Aprendi cedo uma lição não muito cidadã, mas que infelizmente se reafirma dia-a-dia. Logo que comecei a ensaiar a saída do armário, mas especificamente a primeira vez que fui a uma boate gay (a move), conheci um homem bastante interessante em vários aspectos. Ele era de certo modo até a figura caricata do “bom”: alto, loiro, olhos azuis, empresário, 40 anos, rico. Era também ativo e a neca era boa, foi o primeiro cara que fiz aquele caminho boate-cama, e chegamos até a começar um relacionamento mais sério, entretanto me apaixonei por outro cara que definitivamente não valeu a pena, mas isso tudo não vem ao caso. Conversando com esse sujetio ele me disse (fazia muito a linha conselheiro, talvez pela idade) que se eu trabalhasse e adquirisse uma renda, eu poderia me assumir e seria bem aceito. Citava  a própria história, trabalhava muito, tinha grana e posses e apesar de ser gay assumido numa pequena cidade do interior do estado ninguém o recriminava, ao contrário de outros gays da mesma cidade.

Enfim, o que quero discutr é que o capitalismo iguala a todos nós, enquanto potenciais consumidores. Ele cria essa linha de fuga para as minorias, de tal maneira que até se cria os chamados mercados de nichos e alguns deles nos tem como público alvo, mas a anistia a homofobia generalizada é restrita aos que são capitalizados. Apenas! Que realidade é essa que vivemos que privilegia e aceita apenas quem tem dinheiro e atira a obscuridade e a margem todo o resto que não seja macho-adulto-branco-saudável? Sentimos confortáveis em viver num mundo assim? Eu não.

Hoje foi aberta oficialmente as campanhas eleitorais. Este mês tem parada gay em Vitória. E nós o que estamos (estaremos) fazendo? Assistindo a tudo numa poltrona com a boca aberta escancarada esperando a morte chegar?

O ótimo humor ácido de Dahmer


Eu simplesmente AMO os Malvados, quadrinhos inteligentes e sarcásticos de André Dahmer. Ele lançou recentemente uma série que fala sobre a contemporaneidade “Quadrinhos dos anos 10” que é simplesmente genial! A gente que está imerso neste mundinho nos reconhecemos bemnos discursos aparentemente bizarros presentes nestas curtas narrativas. Indispensável:

Encontrem-se. Fica a provocação.

Neucimarcices


Nossos textos criticando a Prefeitura de Vila Velha cairam como uma bomba sobre a opinião pública capixaba… Aloka! Mas falando sério, muitas pessoas me mandaram mensagens, links de notícias e outros materiais. Compatilho com vocês uma matéria do blog capixaba Política e Poder, do jornalista Fernando Mendes, falando da inépcia do prefeito de Vila Velha com o twitter e entrevista com os representantes do movimento Chora Vila Velha, leiam.

Não negamos, nem ignoramos nosso papel político como gays e como blogayros!

O Fim sem Começo!


Muito dramaqueen

Já estava louca para falar sobre o “Do Começo ao Fim” faz algumas semanas, mas achei melhor esperar estrear em Vitória para depois eu fazer meu comentário. Minha curiosidade era enoooooooorme e acabei vendo o filme poucos dias depois  que entrou em cartaz em São Paulo, na minha última viagem (ainda tenho que contar os babados delas para vocês).  Eu já tinha lido váaaaaaaaarias críticas ruins e isso meio que já tinha me preparado, mas mesmo assim não me influenciou. Estranhei que a sessão não estivesse muito cheia -pensei que ia sair de lá casadérrima com um paulistano investidor da Bolsa e fiquei perto de umas bills meio estranhas. O filme começou. Finalmente! Mentira, o filme demora para começar. A parte que eles são crianças é beeeeeem chatinha, para não dizer irritante.

Quando finalmente eles crescem, fica uma delícia de se ver, mas o que são as conversas deles? Gente, é tudo muito bobo. Os dois são lindos bobos-alegres que riem de tudo. O filme vai rolando e não acontece praticamente nada! Não que seja uma filme parado, mas falta alguma coisa. A música sempre nos dá a impressão que algo vai acontecer ou está acontencendo, mas é falso. Polêmica? Nenhuma praticamente. O muito em “Do começo ao fim” é lindo e ensolarado. Eles são bonitos, tem grana e bem dotados (e tem bundas maravilhosas também).

São tão felizes!

Minha impressão é que eles são tão bonitos, mais tão bonitos que pouco importa a história. Poderia ser um filme mudo. Aliás, deveria ser um filme mudo. Tirando a Júlia Lemmertz, as imagens do Rio de Janeiro e a nudez dos atores nada é muito interessante. O resto nem vale a pena. Ok, adoro a cena que eles fodem usando o computador! Saí do cinema e aproveitei as horas que me restavam por Sampa. Isso sim, valeu a pena!