Homofobia: Homem tem orelha decepada após abraçar filho.


Um pai de 42 anos e seu filho de 18 anos, saíam de um show na madrugada desta terça-feira e foram agredidos por um grupo de jovens no interior de São Paulo. O homem, de 42 anos, teve a orelha decepada e o filho sofreu ferimentos leves. Tudo isso, após um grupo de jovens questionarem se eles eram um casal gay.

“Estava eu, meu filho, minha namorada e a namorada dele. Elas foram no banheiro e nós ficamos em pé lá. Aí eu peguei e abracei ele. Aí passou um grupo, perguntou se nós éramos gays, eu falei ‘lógico que não, ele é meu filho’. Ainda falaram ‘agora que liberou, vocês têm que dar beijinho’. Houve um empurra-empurra, mas acabou. Eles foram embora, achamos que tinha acabado ali”, relata a vítima.

Os agressores foram embora, mas voltaram poucos minutos depois e começaram o tumulto. “Não sei se eu tomei um soco, o que foi, veio de trás, pegou no queixo, eu acho que eu apaguei. Quando eu levantei achei que tinha tomado uma mordida. Eu senti, a minha orelha já estava no chão, um pedaço.”

Uma mulher, que estava no local, pegou o pedaço da orelha e colocou em um copo com gelo. A vítima foi encaminhada para um cirurgião plástico.  “Cheguei lá e uma junta de médicos disse que foi algum objeto cortante e muito bem afiado, porque cortou um pedaço”, afirmou a vítima.

Um homem foi preso, suspeito de participar da agressão. Segundo a polícia, o homem confessou o crime. Os policiais pediram que ele fosse preso, mas a solicitação foi negada por um juiz. Por isso, o suspeito foi liberado. De acordo com o delegado responsável, o depoimento das testemunhas coincide com o que foi relatado pela vítima. “As testemunhas viram somente a agressão. A princípio disseram não conhecer o agressor, mas o depoimento delas converge para o mesmo fato, o mesmo agressor, a mesma situação”, afirmou. Segundo ele, apenas uma pessoa agrediu o pai e cortou sua orelha, enquanto outra pessoa atacou o filho, que também ficou ferido.

Além da agressão, os jovens poderão responder também por discriminação. Qué dizê, você não pode sair na rua de mão dada com a sua mãe, abraçado com o seu pai, ou com um amigo, que seja… Ê mundinho evoluído!!

Nordeste é a região com maior número de assassinatos de homossexuais


De acordo com um relatório, divulgado ontem, pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada um dia e meio um homossexual brasileiro é morto. Nos últimos cinco anos, houve aumento de 113% no número de assassinatos de homossexuais. Apenas nos três primeiros meses de 2011 foram 65 assassinatos, entre as vítimas, 54% são gays, 42%, travestis e 4%, lésbicas.

Segundo Luiz Mott, antropólogo responsável pelo levantamento, as estatísticas são inferiores à realidade. “Esses 260 assassinatos documentados são um número subnotificado, porque não há no Brasil estatísticas oficiais de crimes de ódio. O estudo também aponta que o Brasil lidera o ranking mundial de assassinatos de homossexuais. Nos Estados Unidos, foram registrados 14 homicídios de travestis em 2010, enquanto no Brasil, foram 110 assassinatos. Além disso, o risco de um homossexual ser morto violentamente no Brasil é 785% maior que nos Estados Unidos.

Entre os estados, a Bahia é pelo segundo ano consecutivo o estado com maior número de assassinatos de LGBT’s, são 29 homicídios, segundo o relatório anual. Com 43% dos casos, o Nordeste é a região que tem mais homicídios de homossexuais e travestis. Levando em conta o número da população, Alagoas é o estado com maior número de morte de homossexuais por habitantes. Considerando as capitais, Maceió é a que tem o maior número de gays assassinados – 9 homicídios; em Salvador foram 8, 7 no Rio de Janeiro e 3 mortes em São Paulo.

Segundo dados do GGB, 43% dos homicídios foram a tiros, 27% a facadas, 18% por espancamento e 17% por sufocamento ou enforcado. Nesta terça, o movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) realiza dois atos públicos para protestar contra as declarações do deputador Jair Bolsonaro.

Clique aqui para ver os resultados completos do relatório.

Crimes por regiões
Nordeste – 43%
Sudeste – 9%
Sul – 10%
Centro-Oeste – 10%
Norte – 10%

Crimes por estados
Bahia – 29
Alagoas – 24
Rio de Janeiro – 23
São Paulo – 23

Estupro Corretivo: Violência física e psicológica.


Mil bees nervosas, que intimamente me amam, vão reclamar, alguns poucos vão comemorar minha volta, but whatever… Sobrevivi a enchentes, alunos em crises de identidade, visitas de parentes que moram longe, carnaval de bosta e estou me sentindo PRETTY!

Como a delícia da Maxuellen já disse, não há nada pra se falar, além do óbvio.  Então, resolvi tocar em um assunto, importante e sério: Estupro Corretivo. Alguém sabe o que é e porquê acontece? Então, viajaremos até a África do Sul, também chamada de Nação Arco-Íris, conhecida pelos seus esforços pós-apartheid contra a discriminação e que é, ironicamente, a capital do estupro no mundo. Uma menina nascida na África do Sul, tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a ler.

Millicent Gaika, atada, estrangulada e estuprada repetidamente durante um ataque no ano passado.

O Estupro Corretivo é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas devem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato não é classificado como crime de discriminação na África do Sul. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais, negras, pobres e profundamente marginalizadas. Para a maioria das lésbicas sul-africanas, é preferível suportar o sofrimento a denunciar esse tipo de agressão: na África do Sul, o estupro “corretivo” tem quase plena aceitação social.

Uma pesquisa realizada por uma organização local revelou, por exemplo, que 20% dos homens acreditam que as vítimas de estupro gostaram da experiência. E mais: que elas fizeram por merecê-la. Ainda mais alarmante é a transmissão do ódio à nova geração de homens sul-africanos, cresce a ocorrência de estupros cometidos em escolas por garotos que acreditam poder “curar” suas colegas lésbicas.

Alguns dados sobre a prática:

Nos últimos 10 anos:

* 31 lésbicas foram assassinadas por causa de sua sexualidade [na África do Sul];
* mais de 10 lésbicas são estupradas por semana somente na Cidade do Cabo;
* 150 mulheres são estupradas todos os dias na África do Sul;
* de 25 homens acusados de estupro na África do Sul, 24 saem livres de punição.
* Por ano, são 500 mil casos de estupro registrados. Estima-se que quase metade da população feminina vá ser vítima de estupro em algum momento de sua vida.