Um crime homofóbico?


Uma tragédia. Dois jovens mortos a facadas em pleno terminal de Vila Velha. A notícia ainda recente traz versões desencontradas. Saiu no Século Diário e no Gazeta Online. Alguns fatos do crime:

(…) foram esfaqueados quando o ônibus chegava ao Terminal de Vila Velha por volta das 9h30, por um idoso. (…) Uma das vítimas, morreu ainda no terminal, enquanto a segunda(…), morreu ao dar entrada no Hospital Antônio Bezerra de Faria, também em Vila Velha.

Era quase 10h desta quarta-feira quando, quem chegou ao Terminal de Vila Velha, se deparou com homem, um senhor na verdade, estirado ao chão, barriga para cima, atrás do banheiro masculino, na área do módulo da Biblioteca Transcol. Não se mexia, apenas respirava, e a custo. Os dois olhos estavam inchados e ensanguentados; a boca, aberta, também inteiramente ensanguentada. Vestia bermuda e camisa ordinárias; estava descalço, as sandálias havaianas jogadas ao lado.
Quando a unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou para socorrê-lo, uma rodinha de pessoas indignadas se formou em torno do senhor: entre motoristas, cobradores e passageiros apontavam incisivos em direção ao banheiro. Queriam que a equipe priorizasse o socorro aos jovens esfaqueados, um dentro de um dos banheiros, ainda com sinais de vida, e outro do lado de fora, ao lado do banheiro feminino. Uma grande poça de sangue se formou sob a vítima.
As versões sobre o que levou aos esfaqueamentos ainda são conflitantes. A primeira, que vinha de outras pessoas que estavam no coletivo, dá conta que um idoso surtou quando o ônibus se aproximava do terminal e esfaqueou os dois jovens.
A segunda versão é que um dos jovens teria tentado assaltar uma passageira, e o idoso teria tentado interceder. Nenhuma destas versões foi confirmada pela Polícia Civil, que investiga o caso. Esta versão, no entanto, não deve prosperar. O jovem que morreu ainda no Terminal de Vila Velha foi atingido no abdômen.
Alguns refutam a tese de assalto: uma porque não há a vítima do assalto, segundo que os dois caras tinham trabalhos e não havia qualquer possibilidade de serem parceiros de crime.
Daí que algumas pessoas no Facebook começaram a elucubrar a possibilidade de ser um crime homofóbico. Por conta das características do crime e pelo fato de, aparentemente, os dois rapazes mortos serem homossexuais.
crime homofóbico em vila velhaAqui ninguém está afirmando nada, só estamos difundindo a dúvida. Apenas queremos que esse crime seja muito bem apurado, especialmente para ser constatado se foi de fato crime de ódio.
Assim como diz alguém ali no comentário não consigo parar de pensar que a pessoa assassinada bem poderia ser eu. Na verdade, poderia ser qualquer um de nós. Quantas vezes exatamente nesta linha, exatamente naquele ponto do terminal, não fiquei de flerte ou namoricos com outros rapazes. Isso tem que acabar: homofobia mata! E não podemos aceitar viver com medo tendo que podar nossos modos de vidas, de existência nossos desejos por conta do ódio irracional de alguns. Por isso é tão importante que a apuração seja bem feita e levante o crime de ódio como possibilidade de causa. Queremos a verdade, pois ela tem implicações políticas para nós.

Sempre a mesma ladainha


Essa é a notícia verdadeira, cuja foto foi usada nesse post fake (clique AQUI) que está circulando no Facebook

Não é a primeira vez que vemos casos de travestis que cometem crimes contra clientes na vida noturna. Até aí tudo bem, grupos marginalizados tendem a encontrar sua fonte de renda na criminalidade.

Mas por que cargas d’água o depoimento da vítima sempre tenta tirar o dele da reta quando o assunto é ter saído com a travesti envolvida no crime?

Cata a notícia abaixo:

coagido

Vamos pensar um pouco.

  • Segundo o pai do garoto ele foi assaltado dentro da boate: Aí já começa o primeiro problema, como alguém entra com uma arma-de-fogo numa boate? Que segurança é essa? Ainda mais uma travesti, que são famosas por esse tipo de comportamento, a atenção dada a elas na revista é sempre dobrada.
  • Depois ele diz que foi coagido a sair da boate para recuperar o aparelho, outro problema: Se a travesti estava armada e o ameaçou com uma arma-de-fogo durante todo o trajeto, numa boate lotada, como é que ninguém, absolutamente ninguém, viu essa arma na mão dela? Afinal, se a arma não estivesse o tempo todo exposta era só ele gritar um “pega ladrão” e pronto, heterozinho bombado é o que não faltaria pra embolar em cima dela ali.
  • E ainda que fosse uma faca e a arma só estivesse em casa, revistar e observar que tem um homem forte (ele é marinheiro, podemos deduzir que não é magro e baixinho) e apavorado com uma trava grudada no cangote dele que é bom, nada, né?

Aí a mãe continua, muito esperta nas analogias:

casa

Heterofobia, você não leu errado, a mãe do garoto quis comparar crimes gratuitos como o da lâmpada fluorescente e o da orelha arrancada, em São Paulo, com um crime no qual o garoto vai até a casa da travesti e passa a noite inteira lá (porque testemunhas viram o rapaz na casa dela).

Eu, heterofóbica? E o meu ganha-pão?

Eu, heterofóbica? E o meu ganha-pão?

É ilógico, ela levou o rapaz pra casa dela! Que criminoso faz isso? É assinar a própria culpa.

Mas eu não vou excluir a possibilidade de crime heterofóbico não, apesar de absurdo, sabe porquê? Por que são inúmeros os casos de gays que saem com homofóbicos de festas, fazem sexo com eles e são assassinados.

Mas vejam bem, SAEM com homofóbicos, eles sentem atração pelos rapazes e vão pra outro local por livre e espontânea vontade.

Todo respeito pela dor da família, é claro, mas custa admitir que o rapaz saiu sim com a intenção de fazer sexo com a travesti, se é que não fez, e que realmente o mais provável é que eles se desentenderam depois do sexo?

Mas não, é mais fácil criar esse estado de caos e coagir milhares de leitores a acharem que existem gays que agridem héteros simplesmente por eles serem o que são. Alguém tem que levar a culpa, sujar a honra do filho macho, jamais.

Dica do Jefferson, Fonte: O Dia

Vamos pensar um pouco


ditaSaiu no Facebook, um grupo de manifestantes católicos estava fazendo uma passeata contra o aborto e essa babaquice de ditadura homossexual (eu nunca ouvi falar de ditadura promovida pelos mais fracos, mas vão bora fazendo).

A tal “Cruzada pela Família” é famosa por correr o Brasil fazendo manifestações pacíficas e ordeiras (sic) contra, veja bem, os movimentos homossexuais, o kit gay, o casamento gay e a lei contra a homofobia.

Vocês leram o que eu li, não leram? Eles fazem manifestação PACÍFICA E ORDEIRA contra a dignidade humana e os direitos fundamentais que os homossexuais deveriam ter, mas não têm.

Será que realmente isso é pacífico? O que configura uma manifestação violenta? Será que só a violência física configura isso? Vamos acompanhar no vídeo abaixo:

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=zuxpaE759h8]
ku klux

Parece absurdo pra você? Crianças cristãs homofóbicas também são absurdas pra mim.

Tá, é tendencioso e cheio de passagens bíblicas nojentas, mas existem detalhes ali que devem ser discutidos: Violência moral justifica violência física?

Para ficar melhor de entender vamos pegar a Ku Klux Klan. Essa organização surgiu nos EUA para se opor à abolição da escravatura, lá em 1862, e cometeu inúmeras atrocidades contra os negros, até mesmo queimaram alguns vivos em praça pública, sem sofrerem nenhuma retaliação por isso.

Hoje ela ainda existe nos Estados Unidos, porque o país defende a Liberdade de Expressão, mas é secreta devido à grande perseguição popular que sofre.

Engraçado, essa historinha te lembra alguma coisa? Pois a mim lembra: Cruzadas e Santa Inquisição!

A mesma igreja católica que hoje reclama de ter sido agredida e ameaçada pelos manifestantes, é a igreja católica que lá trás matou, torturou e fez experiências científicas absurdas com jovens homossexuais.

Hoje, assim como a Ku Klux Klan, eles são contra a lei anti-homofobia porque, segundo eles, isso fere a “Liberdade de Expressão” dessa galera.

O mesmo argumento usado pela Ku Klux Klan para terem o direito de pregar que os brancos são superiores aos negros. Vai vendo…

pedradaOnde eu quero chegar com tudo isso: Eu jamais vou ser a favor de violência física numa manifestação ideológica.

Entretanto, ver um grupo de pessoas dizendo que você não merece os mesmos direitos que elas somente pelo fato de você apresentar uma condição que você não tem o poder de mudar dói mais que qualquer pedrada.

Movimentos são formados por pessoas diferentes, com personalidades diferentes e reações diferentes. Não podemos julgar todo o movimento pela atitude de um ou outro. Nosso discurso ainda é a favor da liberdade de expressão e da igualdade, enquanto o deles é repleto de ódio e segregação.

Por isso que condeno a atitude dos manifestantes, mas no fundo, leitoras lindas, me perdoem, lá no fundo eu entendo perfeitamente essa atitude, são centenas de anos de brutalidade, ninguém tem sangue de barata.

Liberdade de expressão não é sinônimo de liberdade de agressão.

Escreveu não leu, o pau comeu…


O que mais se fala no momento é sobre a incitação à violência promovida por um funcionário da Jovem Pan Maringá, Douglas Alan, cata:

Clique para ampliar

A organização da Parada Gay de Maringá não curtiu a ideia, comunicou os orgãos competentes e deu um chega mais em Douglas, que publicou hoje, há pouco menos de uma hora, o seguinte pedido de desculpas em seu Facebook:

E aí, leitoras, vocês acham que o pedido de desculpas foi suficiente para o que ele fez, ou concordam que enquanto as leis não se fizerem presentes esse tipo de incitação à violência vai continuar acontecendo nas redes sociais? Uma vez que basta ‘pedir desculpas’ que um grande arco-íris se abre na testa do homofóbico.

Nunca dá em nada, Max.

Via Maringay

Samba contra o preconceito


O Rio de Janeiro, apesar do veto da campanha contra as DST’s no Carnaval, está apostando todas as fichas no slogan “Rio contra a Homofobia”. São palestras, outdoors e, como já era de se esperar da terra do samba, uma música toda fofinha da cantora Suellen Luz, cata:

(A qualidade do som não está das melhores, mas vale a pena ouvir)

Gracinha, né? Dá muita vontade de sambar só de shortinho na frente de algum bar da Lapa. Já vou colocar no próximo churrasco que tiver no fundo do quintal daqui de casa.

GO RIO!

Dica do Renan

Cuide-se!


O assunto é sério. Todo mundo sabe que não gosto de dar notícia de crimes homofóbicos  e assassinatos a homossexuais aqui no blog, porque dá aquela bad na gente, sendo que de desgraça a mídia já está cheia. Mas o caso aqui é de segurança geral, tendo em vista que muita gente sai das boates da região que falarei e se jogam por ali em busca de sexo.

Sábado passado, um amigo foi sozinho a boate Brûler, na orla de Itaparica, e foi encontrado 3 dias depois morto, envolto em um cobertor e com um fio em seu pescoço. Ele era jovem, gentil e muito ‘discreto’. Hoje, recebi o link com a notícia de uma travesti assassinada a tiros na Av. Estudante José Júlio de Souza, que, pra quem não sabe, é a avenida da orla de Coqueiral.

Dois crimes em poucos dias de diferença no mesmo local. Pode ser coincidência? PODE! Pode ser crimes de homofobia relacionados? TAMBÉM PODEM! Na dúvida, vamos evitar de circular por ali. E NUNCA andar desacompanhados! Segurança em primeiro lugar, gente!