Stephen Fry no Brasil


Stephen Fry é um ator,  apresentador de televisão e cineasta britânico. Ele organizou um documentário  intitulado  “Out There”, sobre a situação dos homossexuais em diferentes países do mundo. Um dos países em que esteve foi o Brasil. Aqui ele retratou o caso do adolescente Alexandre Ivo, morto aos 14 anos por crime de viés homofóbico, e o contrassenso da direta conservadora cristã em desaprovar leis contra crimes aos homossexuais:

Ai, você que nunca aprende vai nos comentários do vídeo e lê uns babacas dizendo ser uma “desonestidade intelectual” (foram adestrados pelo Silas Malafaia a usar este termo)  dizer que há homofobia no Brasil , pois de todas as pessoas mortas no país, os gays são uma parcela mínima.

Daí, você tem que pegar a pessoa de pouco intelecto pela mão, dar um café, botar ela sentadinha, pedir calma e explicar bem-de-va-gar que há uma diferença gritante aí. Os homossexuais são mortos APENAS por SEREM quem são. Não por assalto, não por vingança. É apenas crime de ódio! Mata-se pelo fato de ser diferente. E só. Como bem demonstra a fala da mãe do Ivo. Quem está sendo desonesto intelectualmente é você, babaca intolerante, que está tentando botar panos quentes para perpetuar essa situação lamentável.

Adolescente de 17 anos é agredido por ser homossexual em escola municipal de Vitória


Um jovem de 17 anos foi agredido por um colega de classe nesta quarta-feira (14), em uma escola municipal, no bairro Santo Antônio, em Vitória. O motivo da briga seria a orientação sexual do adolescente agredido. A vítima é homossexual e muito assustado contou como a violência aconteceu. “Ele pegou a cadeira e jogou em mim e não satisfeito ele ainda tentou me agredir com a lixeira da sala de aula”, contou o jovem que não quis se identificar.

A agressão homofóbica aconteceu na Escola Municipal Alvimar Silva. Os envolvidos são alunos do sétimo ano. Amigos da vítima tentaram defendê-la e chamaram a polícia. Todos os envolvidos foram parar no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória. De acordo com testemunhas, além de agredir a vítima, o adolescente acusado de homofobia causou um verdadeiro tumulto no refeitório da escola. Segundo informações, o adolescente quebrou objetos e móveis da instituição de ensino. O que revoltou os familiares da vítima é que, mesmo tendo o patrimônio destruído, a direção da escola ainda tentou abafar o caso. “A direção é a lei dentro da escola, então eles teriam que ter tratado o caso com mais seriedade”, falou a avó da vítima.

 Nos braços do agredido ficaram as marcas da violência. Segundo o jovem, esta não é a primeira vez que ele é humilhado pelo agressor por conta da sua orientação sexual. Ele afirmou que é perseguido e vive com medo. “Ele já havia me ameaçado e disse que iria me bater”, declarou a vítima. O adolescente que cometeu a agressão tem apenas 15 anos. A mãe dele esteve na delegacia, mas não quis falar com a imprensa. Segundo a polícia, o menino pode ser preso pelo crime de homofobia. “Sempre que alguém se sentir constrangido por conta desse tipo de crime é necessário e importante solicitar a presença da Polícia Militar, para que o caso seja encaminhado para uma delegacia para que as medidas cabíveis sejam tomadas. O preconceito de modo geral é crime e o preconceito com relações homoafetivas, também é crime previsto em lei e precisa ser combatido”, explicou o sargento De Angeli.

Segundo informações do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória, todos os envolvidos na agressão prestaram depoimentos e foram liberados, inclusive o menor acusado de cometer a agressão.

Polícia divulga imagem de suspeitos de assassinar jovem com mais de 60 facadas em Vila Velha


A polícia divulgou nesta quarta-feira (14) imagens de dois jovens suspeitos de matar um rapaz com requintes de crueldade em Vila Velha.  A gravação mostra os dois rapazes sem camisa conversando com uma mulher na orla da praia. Desconfiados, eles olhavam para os lados, falaram alguma coisa e saíram. Minutos depois, a câmera flagrou os dois indo embora com um terceiro rapaz que usava camisa azul e carregava uma mochila.  Wiris Delfino Vitoriano foi morto momentos depois.

O delegado quer chegar à identidade dos suspeitos. “Nos obtivemos imagens das câmeras de segurança da Prefeitura de Vila Velha cerca de uma hora antes do crime na orla. É possível verificar que o Wiris saiu da orla acompanhado de dois elementos. Um estava sem camisa e com uma mochila nas costas e, o outro, sem camisa e com uma bermuda xadrez. Nós acreditamos que essas pessoas podem ter envolvimento com o crime ou possam ter alguma informação para passar. Pedimos encarecidamente à população que, caso conheçam essas pessoas, liguem para o 181 e informem quem são e onde podem ser localizadas para que possamos concluir essa investigação”, disse o delegado Marcus Vinícius de Souza.

A crueldade do crime chamou a atenção da policia, que acredita que os suspeitos podem ter participação em outros crimes. “Ele apresentava cerca de 68 perfurações feitas por arma branca. Várias nas costas, na região abdominal e na cabeça. Não descartamos a possibilidade dessas pessoas terem envolvimento em outros crimes no município, mas só conseguiremos obter essas informações mediante a oitiva dos mesmos ou mediante informações passadas pela população pelo 181”, afirmou Souza.

DIVULGUEM E DENUNCIEM! ~181~

Luto II – Roubo seguido de morte ou crime de ódio?


E mais uma vez é com pesar que faço esta publicação no blog…

Na madrugada de terça pra quarta, Wiris Delfino Vitoriano, 26 anos, foi assassinado a facadas em sua residência no centro de Vila Velha. Wiris morava com outros dois amigos, que viajaram durante o feriado de carnaval. Quando um deles voltou, encontrou o cadeado do portão trocado. Estranhando o fato, o rapaz arrombou o cadeado para entrar na casa e encontrou o corpo em um dos quartos. Havia manchas de sangue em várias partes da residência, quase todos os cômodos da residência estavam revirados e alguns objetos haviam sumido. A vítima estava apenas de sunga, e tinha um barbante amarrado a uma das mãos.

Agora, as informações extra oficiais:

Wiris tinha ficado sozinho em casa, meu último contato com ele foi na terça por volta das 23h quando saíamos do trabalho. A polícia tem as filmagens da rua e nelas, Wiris sai de casa por volta de 1 hora da manhã sozinho e depois retorna com mais dois homens. Em seguida, as 2:50 da manhã os dois suspeitos saem da casa carregando alguns objetos. O rapaz que morava com ele afirma que recebeu algumas mensagens dele via Facebook, ainda na terça feira, informando que estava na casa de uma conhecida.

Outra informação é que a vítima teve aproximadamente 64 a 68 perfurações no corpo, causadas por diferentes objetos cortantes. Sobre os indícios de que o crime tenha sido motivado por homofobia, só posso afirmar que há esta possibilidade. Wiris era gay e na parede da casa de um dos vizinhos, apareceu uma pixação com os dizeres: VIADOS. A parede foi pintada recentemente, antes do carnaval.

Recebi informações via Facebook de que diversos grupos LGBTs de outros estados estão acompanhando o caso.

Por hora, restam as investigações da polícia e a tristeza no coração dos amigos. Nos conhecemos no trabalho e nos tornamos muito próximos. Era um rapaz trabalhador, quieto e querido pelos conhecidos.  Foi um prazer te-lo conhecido…

Saudades, irmão! Você é FODA!!

Pegando um Gancho


Não sei se vocês ficaram sabendo, mas ontem (quarta-feira), uma travesti foi assassinada em Cariacica, segue a notícia (prestem atenção nas palavras em negrito):

Um travesti, identificado apenas como Adriana, foi assassinado na noite desta quarta-feira (12), em Campo Grande, Cariacica. O crime ocorreu por volta das 21 horas às margens da BR-262, próximo à rua que dá acesso ao bairro Oriente.

Segundo informações passadas por testemunhas a policiais da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Adriana estava no lugar onde costumava “fazer ponto” e esperar por clientes, nas proximidades de um motel, quando um carro não identificado, com dois homens a bordo, se aproximou dele.

Um dos ocupantes do carro teria desembarcado e, sem falar nada, atirou várias vezes contra o travesti. A dupla fugiu em seguida.

Agora eu vos pergunto: Por que cargas d’água os jornalistas ainda INSISTEM em tratar as travestis no masculino? As pessoas comuns eu até entendo, a maioria é ignorante mesmo, mas é vergonhoso pra um formador de opinião ser tão amador a esse ponto.