Brasil: uma país de QUASE todos.


A causa LGBT encontra-se em destaque devido ao constante debate sobre a igualdade de direitos no Brasil. Ao redor do mundo vários países já caminharam para o desenvolvimento de políticas públicas, legalização da união civil entre homossexuais, combate a violência e homofobia.

Recentemente, Barack Obama se posicionou em defesa da comunidade homossexual, afirmando que as pessoas do mesmo sexo devem poder se casar. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, declarou publicamente que é a favor da aprovação do casamento igualitário e, ao entregar os novos documentos de identidade às pessoas transexuais, com seus nomes adequados, pediu perdão em nome do povo argentino por violar e não garantir os direitos dessas pessoas por tanto tempo.

Entretanto, no Brasil, “com passos de formiga e sem vontade”, a presidente Dilma, que outrora se dizia a favor da união civil entre homossexuais, vetou a distribuição do famoso “kit gay” pois seu governo não faz propaganda de opção sexual, como foi declarado na época. Além disso, há projetos de lei, como do deputado João Campos (PSDB-GO), que pretende derrubar dois artigos da lei cujo texto proíbe psicólogos de emitir opiniões públicas ou tratar a homossexualidade como doença, contrariando a decisão da OMS em 1990 de que a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão.

Dilma se vê refém de forças conservadoras que compõem o governo dela. O Congresso brasileiro está repleto de fundamentalistas que tiram proveito dessa segregação social. A “bancada evangélica” está lá, composta por diversos políticos que tem por única e não obstante missão, dificultar, e se possível impossibilitar, a concessão de direitos a comunidade gay. Vide: Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano, Magno Malta e etc…

O Brasil entende de discriminação e marginalização, somos tachados lá fora pela pobreza e violência, conhecidos como país de terceiro mundo. Marginais diante do mundo globalizado. Todavia, discriminamos nossos compatriotas e marginalizamos famílias todos os dias.

A esta altura, o slogan criado pelo publicitário Duda Mendonça em 2002, no primeiro do ano da era Lula na Presidência da República e que serve de título a este artigo, não é mais válido. O Brasil não é um país igual para todos!

Momento desabafo: Pois eu ODEIO preconceito!


É engraçado como a gente passa todos os dias do ano, falando sobre: preconceito, mudança, respeito e igualdade, mas na prática…

Todo mundo sabe, que no Facebook, existe um grupo privado de meninas, o chamado “Frog Group”, e hoje me deparei com o seguinte post:

Falso moralismo ou hipocrisia?

Se ser lady é tão bem aceito, por qual motivo uma mulher escolhe ser o contrário? Será que ela realmente escolheu ser assim?

Aquele comentários, apenas reafirmam a ideia de que temos que viver o que não somos, para sermos felizes. Peraí, então eu tenho que colocar um vestido e um salto alto, pra ser aceita, dentro da minha comunidade?? A sociedade impõe e você segue. Oi, calma lá! Mas você também não é lésbica?

Tanto eu, como a Max, recebemos olhares atravessados, ouvimos comentários maldosos, mas não sentimos vergonha de ser quem somos e, particularmente, acredito que ninguém deve sentir. O julgamento é um dos piores pecados e como já disse Renato Russo: “Quem insiste em julgar os outros sempre tem alguma coisa pra esconder.”

Nos preocupamos tanto com as aparências, que esquecemos de amar. E se você se apaixona por um afeminado? Ou se a moça que repete várias vezes, que prefere ser solteira a namorar uma bofinho, se apaixona por uma garota de cabelo curtos e calça larga? Vai deixar de ser feliz, porque você não curte uma “bichinha” ou uma “sapatão caminhoneira”?

P.S: Exercício de imaginação: Max toda trabalhada na bermuda da Oakley + Calça Jeans larga e a Izaaa de vestidinho e maquiagem??