Entre o velho rico triste e o jovem mendigo alegre


Andando pela orla de Itaparica conversando com um amigo falávamos sobre a questão homossexual e a relação com a estabilidade/ instabilidade financeira. Ele me dizia da crise que passava uma bee amiga dele, que é mais velha, e que reclamava como os amigos dela, que são héteros e tem família, conquistaram muitas posses como casa e carro e ela não tinha “nada”. É claro que para ter tudo isso o amigo da bee deve ter poupado e para tanto se privado de uma série de coisas como saídas aos finais de semana, viagens, roupas e etc. Entretanto, gastar todas as suas economias de forma hedônica não é, ao meu ver, uma regra entre os gays, já que muitos também são extremamente perfeccionista e econômicos, é quase aquela coisa dos ‘8 ou 80’.

Vivemos entre duas filosofias – que seriam mais máximas, aliás – que nos regem no que tangem a questão financeira: ou “a vida é uma só, só se é jovem uma vez” ou “não se é jovem para sempre“, sendo que a primeira prega justamente o hedonismo e gastar ao máximo pois não faria sentido juntar dinheiro para a velhice quando em tese não seria mais necessário ter dinheiro pois a pouco a se aproveitar, e esta que prega justamente o oposto a necesssidade de guardar dinheiro para adquirir bens e ter uma vida mais tranquila. Enfim, a velha metáfoga da cigarra e da formiga, néam?

Eu mesmo por mais que queira poupar sofro sempre com isso, porque no fim do mês estou sempre pobríssimo. Eu meio que gostaria de ter a segunda filosofia, mas acabo mesmo é vivendo a primeira.

E vocês, como lidam com esta questão?