Post indignado contra gente sem coração


Em meus posts geralmente, mesmo que o tema não tenha nada a ver comigo, eu costumo escrever na primeira pessoa do plural: “nós”, movido por um sentimento de pertencimento de classe. Mas dessa vez eu me recuso devido ao asco que as práticas que narrarei me causam. Sei que o fato não é novo, mas me inspirei para escrever já que alguns amigos solteiros recentemente me contaram o que tem passado ultimamente. Imaginem comigo:

  • Você conhece uma pessoa e começa a sair com ela. O relacionamento não é sério ainda, mas você está cheio de expectativa em saber mais sobre ela e quem sabe não role algo a mais.

    "Pô, é foda, cara!"

    Porém, você entra no Facebook e descobre que a bee acaba de começar um namoro com outro e se derrama em declarações. Ela estava com você e com ele ao mesmo tempo! Custava ter avisado?

  • Vocês estão flertando, marcam de se encontrar: um jantar, vá lá, pra se conhecer melhor. A bee anota seu número e confirma data, local e hora. No dia e horário marcados você aparece, ela não. Em sua cabeça um único pensamento: “por que ele não ligou desmarcando?”

Não mexa com meus amigos que eu fico nervoso!

Etc, etc, etc. São casos hipotéticos, mas que todos sabem poderiam bem ser reais. Alguns até acham engraçado e classificam isso como “se dar bem”. Eu não, acho falha de caráter. Sabe por que isso me dá nojo? Porque revela a face de seres que não têm sensibilidade alguma pelos outros e pela vida dos outros. Em essência, repito, em essência, tais pessoas não diferem dos homofóbicos, pois se mostram desrespeitosos com o outro enquanto humano, enquanto igual.

E esta minha lógica moralista nem se insere no pensamento do “aqui se faz, aqui se paga”. Eu classifico a questão como falta de educação, de não se saber viver em sociedade.

E você que tem consideração pelos outros e não faz este tipo de coisa não compactue: quando uma bee vier contar uma dessas histórias não ria, feche a cara e a repreenda. “Gata, vamos virar gente e aprender a viver civilizadamente?”

E tenho dito.

Precisamos de mais héteros assim no mundo!


Eu amo o cantor Criolo e seu álbum “Nó na Orelha” (especialmente a “Não existe amor em SP“), agora tenho mais um motivo pra amar. Olha o coió que ele deu no apresentador punk Clemente! Ao ser comparado de maneira maliciosa ao cantor Fred Mercury respondeu dizendo ser uma honra e pra completar provocou dizendo que Ney Matogrosso era outra inspiração dele. Arrasô!

“Já que você tocou nesse termo, eu respeito todas as opções (sic) das pessoas. Não vou rir. Até parece que é defeito um cara ser homossexual. Eu não sou homossexual, mas jamais vou usar como chacota esse tema”

O mundo não seria um lugar bem melhor se houvesse mais gente que pensasse assim? E as minorias que um dia sofrem preconceito e no outro querem subjulgar as outras? tsc tsc tsc. Longe de mim insinuar qualquer coisa, mas olha um dos comentários do vídeo:

Significa?

Acho que cabe bem aqui dois versos da música citada no início do post, do próprio Criolo, “…morra afogado em seu próprio mar de féu/ aqui ninguém vai pro céu!”

Fora que, além de elegante, talentoso e inteligente, o Criolo é um cafuçú delícia, né?

Dica via comentários.

“SENAS” da noite capixaba #10


Contaram-me deste caso há algum tempo, caso que aconteceu com uma bee que estagia numa grande instituição aqui do estado. Um certo dia, ela estava cumprindo suas funções quando para executar  um serviço precisou que outro funcionário para levá-la a um local com o carro da empresa. Ao ver os dois saindo juntos de carro os peões da firma começaram a zuar, fazendo comentários insinuosos do gênero: “Volta logo, hein, fulano, se não vão começar a falar…”

Passados alguns dias, a bee comentou despretensiosamente sobre o fato com sua superiora dizendo como aquele fato era desagradável. Na hora a responsável por ele na empresa levantou-se e foi até a sala do chefe e contou tudo. Ele ficou furioso e mandou chamar todos os responsáveis pelo constrangimento. Chegando lá, tomaram um coió homérico do chefão, que lhes disseram que na instituição dele ninguém ia agredir os colegas de trabalho por qualquer motivo, inclusive que não toleraria nenhuma forma de homofobia! ♥ Disseram-me que o chefe ia demitir a todos, mas o chefe do departamento pessoal convenceu-o, por motivos trabalhistas, do contrário.

Não é demais? Estamos avançando, caBIXAbas? E fica a dica: não deixem que façam contra você qualquer tipo de agressão, ainda que simbólica! Não deixe passar em branco, denuncie!

“Who run the world? Girls!”

Alunos denunciam homofobia na UFRJ


É, fofuras, a universidade federal do estado que abriga a cidade considerada o melhor destino gay do mundo está passando por problemas envolvendo agressões morais e físicas a homossexuais.

As denúncias começaram quando um aluno do curso de Serviço Social iniciou um projeto espalhando cartazes em prol da tolerância aos homossexuais na universidade, ele teve seus cartazes queimados e  foi agredido com palavras de baixo-calão por outros alunos.

Um dos agressores se manifestou porque se disse incomodado com a imagem de dois homens se beijando no cartaz, que “já era obrigado a conviver com viado” e que aquilo seria o cúmulo.

E essa não foi a única denúncia, leia mais AQUI.

Eu acho lamentável e agradeço a G-zuis que na Ufes se fosse para ter algum caso de intolerância, seria com os HT’s, porque vamos combinar, né, bonitas, experimenta gritar “vinhádo!” no meio do RU lotado pra você ver se 80% não vira a cara pra saber se é com ele. Hahahahaha.

O negócio é filmar, colocar no Youtube e chamar o Elton John pra mobilizar a Máfia Gay:

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