O que a sociedade espera de você


conddsQuem aqui nunca se apaixonou por um boy na internet, mas quando se encontrou com ele pessoalmente, ficou decepcionada?

Não! Eu não estou falando do fato dele ter dito que “não é e não curte afeminados”, mas ser uma princesa da Disney. Me refiro à simpatia, à compatibilidade entre vocês.

Na internet é muito fácil ser quem quiser.

Naquele post “Qual é o seu tipo” (clique AQUI para ler), no qual eu peguei a classificação de um psiquiatra pra definir as personalidades de vocês (é, porque só com psiquiatra pra fazer isso), observei uma tendência às pessoas se considerarem tipo A ou B, uma mais falante que a outra, mas ambas super educadas e queridas.

Faça o favor de reler o post antes de continuar… vai! Tô esperando…

beijos

Aí fiquei pensando, baseado em quê vocês se classificaram esses tipos?

Nisso? Aposto!

Nisso? Aposto!

Enquanto tendemos a criticar nossa aparência, sempre nos consideramos mais interessantes do que realmente somos. Mas o quanto dessa parte de nós é original de fábrica e quanto é adquirida pela pressão da sociedade?

Como gays nós temos uma necessidade absurda de nos mostrarmos ser sempre mais que a maioria, de nos destacarmos. É a velha história do “ele é gay, mas… (insira uma qualidade aqui)”, ela nos persegue desde a adolescência, quando começamos a perceber que gostar do mesmo sexo é motivo para ser desclassificado, e todos os nossos erros serão primeiro atribuídos a nossa sexualidade.

Enquanto por fora temos que ser assim:

por fora

Por dentro somos assim:

por dentro

Ser beesha está ligado a ser mal-educado, depravado, escandaloso, ignorante, interesseiro, fofoqueiro e alcoviteiro. Não é coincidência serem características também atribuídas às mulheres.

Diferentemente dos héteros, esses sim quando fracassam, fracassam por si mesmos, e ninguém relaciona isso com a sua sexualidade. Em contrapartida, quando um gay é bem-sucedido, é muito mais aplaudido que um hétero, como se fosse um feito heroico.

Pensando nisso, e conversando com meu professor, chegamos à conclusão de que boa parte da nossa personalidade é resultado dessa pressão sobre como nós devemos nos portar. E existe uma dicotomia muito clara:

  • Ou você é o gay comunicativo, pró-ativo, engraçado e inteligente, que mantém a atenção da mesa toda voltada para você com seu vasto conhecimento geral;
  • Ou você é o gay tímido, calado e observador, que não se mete em discussões, e assim não corre o risco de passar nenhum vexame.

moi

Por isso que pouquíssimas pessoas votaram no “Tipo C” na enquete. Ninguém quer ser aquela pessoa, ou melhor, ninguém quer ser aquele gay.

Um homem hétero que se encaixa no Tipo C é um homem admirado. Uma vez que o Tipo C é um homem livre, desimpedido e que não leva desaforo pra casa, apesar de ser calado e fechado na maior parte do tempo. Exemplos de galãs de cinema não faltam.

Cher Hand and Footprint Ceremony - Los Angeles

Express Yourself

A gay que faz isso é apenas barraqueira. E eu escrevi o texto de modo que isso ficasse bem claro, para influenciar vocês a se colocarem na situação.

O que vocês não perceberam é que o Tipo C não tende a desenvolver nenhuma das doenças que os Tipos A e B desenvolvem. Porque o Tipo C vive baseado nos seus preceitos e não está aqui para servir de exemplo pros outros.

A partir disso eu pergunto: O quanto da sua saúde você vai sacrificar para se adequar ao padrão de quem, quando você adoecer, não vai nem passar perto do hospital para te visitar?

Cansei de carregar esse peso, Max

Cansei de carregar esse peso!