Um ponto para o time das VIADAAAAAAS!!!


Babado!!! Não tem aqueles pregadores evangélicos inconvenientes que vem prometendo o inferno a todos que estão dentro dos transportes coletivos e que transformam qualquer viagem em um verdadeiro purgatório, pregando o ódio e a homofobia?! Então, bee, uma gata nova-iorquina não deixou barato e grudou no pastor no subway de lá e disse umas boas verdades para ele. E é aplaudidíssima.

Se delicie:

Eu gosto daquela parte em que o falso profeta diz: “Homem gay não. Você é uma bicha. Se eu não fosse pastor e visse você, e não sendo da igreja, eu pegaria minha escopeta”. E a bee responde: “Não, essa não é a era do ódio. Jesus me ama. Jesus me ama”. Fiquei esperando depois disso começar a tocar “Born This Way” e todos no metrô fazerem a coreografia, num flashmob de gozo amor e alegria em que todos iam terminar abraçado. Algo assim:

Um sonho.

Via Pragmatismo Político.

Constrangimentos pós-armário


Super discreta.

Ah, quem já fez seu outing sabe o quanto é libertador sair do armário. Você pode enfim deixar as coisas às claras com os amigos e familiares, contar sobre relacionamentos, lugares e situações sem necessidade de mentir. O problema é que antes de arrasar trelíssima na pinta depois de sair do closet,  você já teve que dar muitas voltas para trucar em outras ocasiões sua viadice. E a memória do povo é boa.

Eu e meus amigos rimos até hoje de quando eu entrei na faculdade e era enrustido. Eu contava meus relacionamentos adaptando as histórias. Quem era homem virava mulher, dar virava comer, etc. As histórias ficavam meio absurdas e se cumpria aquele pacto social “você finge que é verdade e eu finjo que acredito”.

Nossa, para minha mãe eu era o top dos tops na BlowUp (boate hétero de Vila Velha) porque eu dizia para ela que sempre ia lá e deixava subentendido que era para pegar gatchynhash. Mal sabia ela que eu já praticamente fazia ponto na Move Music de tanto dar close lá.

Era só virar a esquina…

Um amigo me contou que na escola passavam a revista de mulher nua entre os meninos e ele ficava lá fingindo que curtia, até fazia aquele barulhinho de pneu furado para ser convincente: Shhhhhhhhhhlipt!

Fora quando a guei para parecer autêntica pega racha: depois que todos descobrem, vira piada! Teve uma amiga minha que ficou com três beeshas enrustidas que depois se assumiram. E ela ficou com má fama, pobrezinha… Mas não era culpa dela, sabe como é, comunicação social…

E você, já inventou histórias absurdas para camuflar sua sexualidade? Fala a verdade, conta pra tchytchya!

Por que boates gays duram tão pouco tempo em Vitorinha?


olpenNão sei se perceberam, mas já faz 3 aninhos que eu escrevo para vocês aqui no blog. É bastante tempo, né? Mas bastante mesmo foi a quantidade de boates e produtoras que eu vi abrir e fechar nesse ínterim.

Ink Lounge, Canal 505, Heaven Brazil, Bojangles, The Pub, Charger, Píer 27, Brûler Club, entre outras. Todas tiveram o mais tardar um ano de vida.

Por isso pergunto: Por que as boates gays e gay friendly da Grande Vitória fecham rápido assim?

Será porque as beeshas rivais batem tambor nos vários terreiros espalhados pelo estado, e contra exu Tranca-rua não tem quem bata de frente?

Tentando achar uma explicação para essa pergunta, indaguei os meus amigos do Facebook e obtive várias suposições interessantes. Vamos por em tópicos as respostas delas:

  • Porque todo fim de semana a gente vê as mesmas carinhas na noite: Não me convenceu, porque a Move já tem três séculos de vida e toda vez que eu vou lá encontro os mesmos ativos que eu pegava quando frequentava a boate em 2008, e nem por isso a boate fechou.
  • Falta estrutura e uma boa decoração: Pode até ser, para alguns casos, mas quem foi à Bojangles e à Brûler pôde ver que o que não faltava nelas era espaço e decoração de acordo com a temática da festa.
  • Com a modernidade da pegação virtual (Scruff, Grindr e Facebook), as gays não precisam mais sair para aglomerações de bee’s para arrumar pegação: Faz sentido, e as poucas que ainda saem já estão acostumadas a ir nas boates mais antigas, mantendo o oligopólio.
  • Picuinha entre concorrentes: Ô! Tenho até medo de comentar esse tópico, mas a gente sabe quantas já fecharam por causa de puxada de tapete, né?
  • Promessa de inovação sem cacife para cumprir: Pra mim até agora a mais sensata, vamos falar sobre esse tópico abaixo?

bate-estacaTodo ano pelo menos uma nova boate abre com a promessa de inovar o conceito de diversão gay capixaba, dizem que vão trazer Dj’s diferentes e atrações interessantes. As gays, logicamente, ficam todas em polvorosa e lotam a boate na inauguração, que sempre tem uma atração escândalo.

Passam-se duas semanas e o movimento começa a cair, a música é o mesmo bate-estaca de sempre e as drags batem o cabelo do mesmo jeito que batiam na década de 20.

encontraNum primeiro momento os poucos que ainda frequentam a casa noturna começam a exigir coisa nova, mas como os organizadores abriram a boate sem aqué o suficiente para se garantir diante de uma queda de movimento, o ciclo se inicia.

As pessoas param de frequentar, a boate lucra menos, os organizadores pagam a semana com o lucro da semana anterior, não conseguem guardar nada no caixa 2 e *BOOM*, morrem na praia.

Por isso sempre vou parabenizar a Space Pub pela coragem. Veio do nada, quietinha, caladinha, e enquanto todo mundo não dava dois meses de vida, estão aí há quase dois anos funcionando. Sem contar as várias festas que fazem por fora.

Outra que me parece prometer é a Rouge House, localização clássica, preços acessíveis e atrações do caralho. Não tem uma semana sequer que não tragam uma programação interessante. O nome disso é planejamento orçamentário bem feito, bêu abôr.

Chuáááá!

Chuáááá!

E vocês? Também têm algum palpite sobre a vida curta das boates gays em Vitorinha?

Vazou: ‘Dívidas’ da Angela Jackson


Saiu o clipe da drag-diva-little-monster Angela Jackson: Dívidas, paródia de ‘Judas’, da Gaga. Abusada, Angela dá close e arrasa para falar de um mal que quase toda bee assalariada – eu! – passa: dívidas. E ela ainda dá umas alfinetadas ao se mostrar em lojas e numa famosa boate de Vitória: cita aquelas gays que se matam pra comprar umas roupinhas, gastar horrores na boate e depois ficam todas cagadas financeiramente, com cobrador batendo na porta… Olha sua vida aí, bee:

“Ai, como sofro, não tenho dinheiro e sou pintosa!”

Montar ou não montar, eis a questão


Muitos gays já se montaram e/ou tem vontade de fazer. Como eu sei que tem umas bee uó que nem sabem o que quer dizer montar daremos uma olhadinha na Aurélia:

montação – o processo de vestir-se com roupas de mulher, geralmente com certo exagero.

Pois eu estou decidido a, um dia desses (breve), me montar linda e ir para a Chica assim. Não que eu tenha vontade (cof!) só para fins jornalísticos, para poder descrever para vocês aqui como é que é.

Im star!

"I'm star!"

De qualquer forma, vai ser Babado, vai ser loosho, vai ter muito carão! Já até decidi meu estilão, vai ser uma coisa meio futurista, quero algo nem conceitual, inspirado nos Jetsons e outras produções de ficção científica futurista. E com uma certa pitada de Lady Gaga. O que acham?

Mas falta-me um nome. Pedi ajuda a uma amiga e ela deu a dica de um site que quando você digita seu nome compelto nele, ele te dá seu nome de atriz pornô. O site é o Pornalizer (e tem para ator pornô também). O meu deu Fanny Fellatio. É até legal, mas, sei lá, não gostei muito…

Que tal os leitores do Babado me batizarem? Pensem aí num nome bacana de drag para mim e botem nos comentários: