Max in Rio [Parte 2 de 2]


Rá, agora que começam os bafões, porque eu não fui embora no dia seguinte, eu ainda estou aqui e com uma puta vontade de permanecer até a parada gay de Copacabana.

No sábado acordamos de noite e já começamos a montação pra ir pro Cine Ideal. Mas primeiro, tínhamos que ir pra terra da Transcarioca Luana da LAPA… que lugar goshtoso, e humilhante, tanta bill bonita junta que você se sente o Quasímodo do Corcunda de Notre Dame.

Só gente bonita e exótica

Infelizmente, não encontramos aquela linda dessa vez, e então partimos pra buatchy que, diga-se de passagem, já estava lotada às 11 da noite!

Lá na frente tinha uma drag transtornada com um megafone gongando as bee’s na entrada, mas o que me deixou louquíssima meishmo foram dois boys vestidos de médico anunciando uma festa de terror que acontecerá no próximo mês. Por pouco não forjei um AVC no meio da rua só pra ser atendida por aquelas beldades. Entramos…

Bebi aquele open bar como uma desesperada e logo catei alguém, tsá, fiz caridade, a barbie tinha um corpão, mas a cara, meu deus, se tivessem botado fogo e apagado com um tijolo ela seria mais bonita. Rá, pasmem, a barbie era atchyva! Acreditam? Eu pensei que não existissem mais bombadas atchyvas no Braseel… tive que pegar, afinal, esses espécimes raros devem ser valorizados, é tipo animal em extinção, quem garante que meus netos vão ter a oportunidade de ver isso no futuro?

Minha amiga passiva que sofreu, tadinha, enchi a camisa branca dela de Cantina das Trevas…

Depois me veio outro boy, esse era mais bonitinho, e se dizia ativão, que ia fazer e acontecer, mas não tirava a mão da minha neca! Eu fiquei chocada, mas bem que eu tava curtindo, Cantina da Serra sempre me deixa numa vibe mais sapatão. Subimos, descemos, escorreguei na escada homofóbica DE NOVO, e fomos embora. Aí que vem a parte tensa…

No caminho pra Praça XV, onde ficam as barcas, pegamos um busão e, quem já pegou ônibus aqui no Rio sabe disso, os motoristas de madrugada andam rasgando as ruas, deixam as portas abertas e não tão nem aí se você tá em pé e não consegue segurar no ferro… pois é, demos sinal. Na hora de descer eu fui inventar de dar um close de Mary Poppins e pulei do ônibus em movimento.

Vinhádo do céu, eu pulei na direção CONTRÁRIA da que o ônibus estava andando, resultado, só deu Max rolando uns 20 metros rua afora! Me quebrei toda, mas tava tão bêbada que a minha única reação foi a de baixar no chão e rir compulsivamente. Minha amiga já tava ligando pro SAMU com medo de eu ter entrado de cabeça debaixo da roda do ônibus, mas quando viu que eu estava intacta, danou a rir também. Passei por uma experiência de quase morte.

No outro dia, acordamos de noite de novo, e eu, com o olho preto todo borrado, o quadril doendo, os braços todos ralados e um chupão gigantesco no pescoço, sobre o qual eu prefiro nem comentar (só porque eu não me lembro hahaha). Mesmo assim partimos pra famosa 1140, em Jacarepaguá!

Agora você imagine a procissão que foi pra conseguir encontrar a maldita Praça Seca? Pegamos mais um ônibus com o motorista locão à 120 por hora e chegamos na boate. Eu vou te contar que eu não imaginava que as gays fossem tão animadas, porque a boate estava até cheia pra um domingo.

Tem que ter charme pra dançar bonito

Lá dentro é uma gracinha, tem área com MPB e sinuca pras sapas, tem duas pistas pop e uma pista que só tocava funk e axé! Pra onde a Max foi? No axé, claro, dançar É o Tchan no Rio de Janeiro, não tem preço!

Me acabei de dançar, vimos o show da Suzy Brasil e descemos pra fumar, lá embaixo encontrei duas leitoras do Babado Certo, e eram cariuócas, acreditam? Uma delas, inclusive, disse que o blog é até conhecido por aqui, achei o máximo!

Dei uns pegas num boy que eu mal vi o rosto e quando deu umas 5 da manhã o dj começou a expulsar as fim de festa. Fomos embora, e cadê que a gente sabia como voltar daquele lugar? Fomos parar em Madureira, depois pegamos um ônibus pra Alvorada e de Alvorada conseguimos parar aqui na Praça XV de novo, nessa brincadeira foram 5 horas de viagem debaixo de chuva.

Chegay em casa com o cabelo igual da Valéria Vasquez, nem dormi ainda e vou te contar, é tentador saber que domingo tem parada gay em Copacabana e vamos embora amanhã… ou não…

O que vocês acham? Devo ficar pra fazer a cobertura completa da parada?

Babado, Confusão e Gritaria [Edição Rio]


CaBIXAbas, estou voltando pra Vitorinha!

Pra quem não sabe, Max está no Rio desde segunda, inclusive, isso explica os fenômenos meteorológicos estranhos e o calor infernal dos últimos dias aqui  no Rio. Além da queda na quantidade de posts. Não estive de férias NEM no Ano Novo, deixem-me coçar a perereca pelo menos uma vez na vida!

Pois então, fui pra vááários lugares aqui, visitei a Le Boy em Copacabana e o Cine Ideal no Centro, que diga-se de passagem, é a buatchy mais foda do moondo: Bebida liberada, música boa, três andares, bee’s de tudo quanto é jeito, tamanho e cor e toda a malemolência que só as cariuócas têm.

Le Boy achei uma reunião de passeevas, só faltava ter chá e bolachas cream cracker no cardápio. E eu, já poota na paulishta, passei o rodo nas poucas mulheres que tinham. Entretanto, fiquei CHOCADA com um strip-tease que teve na terça. Braseel, era strip TOTAL, pau de fora meishmo, não estava preparada pra isso, enrubresci.

Não fui na The Week, porque por mais que eu quisesse conhecer, me disseram que lá é um antro de bills malhadas e egocêntricas, e ir pro Rio pra me sentir em Vitorinha é demais pro meu colesterol.

No fim das contas, amay o Rio de Janeiro, bebi com a fúria de Marimar, dançay, anday, e até já peguei o sotaque daqui. Pena que eu não podia falar que era do ReaLengo pra poder falar “ReaLHengo”… sabe como é, néam? Quem tá hospedado na Praia do Canto não vai sair por aí dizendo que mora no Bairro da Penha.