Apelo de mãe de vítima de homofobia ao prefeito do Rio de Janeiro


Caro Prefeito Eduardo Paes,

Sou uma mulher, uma filha e uma mãe que carrego comigo a maior dor que um ser humano pode carregar: a dor de ter um filho assassinado pela homofobia.

O meu filho foi torturado por três indivíduos de porte físico maior que o dele durante 3 horas. Ele lutou o quanto pôde por sua vida e sofreu todas as atrocidades que um crime de ódio pode produzir em um ser humano. Um menino de 14 anos que tinha o maior medo da violência e a sofreu na íntegra – e como golpe final eles usaram a própria camisa do meu filho e o enforcaram.

Isso ocorreu em São Gonçalo, em 20/06/20l0, durante a Copa do Mundo da África, e de lá pra cá me dei conta de que a homofobia mata, a homofobia produz assassinos e deixa marcas que vamos carregá-las durante nossa existência.

E é por isso que estou usando este espaço para que tome conhecimento de que desde o assassinato do meu filho essa estatística vem crescendo absurdamente não só na população LGBT mas em outros campos. E o senhor como homem, como filho e principalmente como pai deve tomar uma posição para que possamos de verdade fazer políticas públicas voltadas para esse assunto, para que mães como eu não venham a ver seus filhos desfigurados pela intolerância a ponto de ter que enterrá-los como foi o meu caso

… pela ignorância, pelo preconceito, e o que é pior: pela falta de LEI e JUSTIÇA que assola nosso país,

… e principalmente por parlamentares que insistem em votar LEIS usando discursos RELIGIOSOS.

Esse é um pedido de mãe que ainda está em busca de JUSTIÇA pelo assassinato do meu filho ALEXANDRE THOMÉ IVO RAJÃO.

ANGÉLICA IVO
23.03.2012

PELA CRIMINALIZAÇÃO DA HOMOFOBIA!

Protesto contra homofobia para centro de Salvador


Enquanto em terras capixabas continuamos debatendo e articulando, a comunidade gay baiana fechou as ruas de Salvador em protesto contra a homofobia. O Grupo Gay da Bahia parou o centro da cidade na tarde de quarta-feira (22/03), em um ato contra o aumento de crimes contra homossexuais na Bahia. Com cruzes, faixas e cartazes nas mãos, a militância promoveu uma beijaço e protestou pedindo justiça, o que acabou chamando a atenção da população que aplaudiu a atitude.

Segundo informações do Grupo Gay da Bahia (GGB), onze homossexais foram mortos no estado nos dois primeiros meses do ano. Em todo país, foram registrados 81 homicídios no mesmo período. O ato simbólico, que fez parte das atividades do Dia Internacional para Eliminação da Discriminação Racial e serviu de protesto devido às mortes de gays, lésbicas, e travestis, iniciou-se na Praça da Piedade e seguiu até a Prefeitura Municipal de Salvador.

 No ano passado, foram 272 assassinatos de LGBTs no Brasil. Destes, 29 aconteceram na Bahia, que lidera pelo sexto ano consecutivo o ranking de estados mais homofóbicos, com o índice de 10,66% do total de casos no país.

A coordenadora LGBT da Secretaria de Justiça da Bahia, Paulete Furacão e o presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, participaram da caminhada. A manifestação foi encerrada com uma grande roda como protesto contra a homofobia ao som do hino do senhor do Bonfim.

Fonte

Adolescente de 17 anos é agredido por ser homossexual em escola municipal de Vitória


Um jovem de 17 anos foi agredido por um colega de classe nesta quarta-feira (14), em uma escola municipal, no bairro Santo Antônio, em Vitória. O motivo da briga seria a orientação sexual do adolescente agredido. A vítima é homossexual e muito assustado contou como a violência aconteceu. “Ele pegou a cadeira e jogou em mim e não satisfeito ele ainda tentou me agredir com a lixeira da sala de aula”, contou o jovem que não quis se identificar.

A agressão homofóbica aconteceu na Escola Municipal Alvimar Silva. Os envolvidos são alunos do sétimo ano. Amigos da vítima tentaram defendê-la e chamaram a polícia. Todos os envolvidos foram parar no Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória. De acordo com testemunhas, além de agredir a vítima, o adolescente acusado de homofobia causou um verdadeiro tumulto no refeitório da escola. Segundo informações, o adolescente quebrou objetos e móveis da instituição de ensino. O que revoltou os familiares da vítima é que, mesmo tendo o patrimônio destruído, a direção da escola ainda tentou abafar o caso. “A direção é a lei dentro da escola, então eles teriam que ter tratado o caso com mais seriedade”, falou a avó da vítima.

 Nos braços do agredido ficaram as marcas da violência. Segundo o jovem, esta não é a primeira vez que ele é humilhado pelo agressor por conta da sua orientação sexual. Ele afirmou que é perseguido e vive com medo. “Ele já havia me ameaçado e disse que iria me bater”, declarou a vítima. O adolescente que cometeu a agressão tem apenas 15 anos. A mãe dele esteve na delegacia, mas não quis falar com a imprensa. Segundo a polícia, o menino pode ser preso pelo crime de homofobia. “Sempre que alguém se sentir constrangido por conta desse tipo de crime é necessário e importante solicitar a presença da Polícia Militar, para que o caso seja encaminhado para uma delegacia para que as medidas cabíveis sejam tomadas. O preconceito de modo geral é crime e o preconceito com relações homoafetivas, também é crime previsto em lei e precisa ser combatido”, explicou o sargento De Angeli.

Segundo informações do Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vitória, todos os envolvidos na agressão prestaram depoimentos e foram liberados, inclusive o menor acusado de cometer a agressão.

Luto II – Roubo seguido de morte ou crime de ódio?


E mais uma vez é com pesar que faço esta publicação no blog…

Na madrugada de terça pra quarta, Wiris Delfino Vitoriano, 26 anos, foi assassinado a facadas em sua residência no centro de Vila Velha. Wiris morava com outros dois amigos, que viajaram durante o feriado de carnaval. Quando um deles voltou, encontrou o cadeado do portão trocado. Estranhando o fato, o rapaz arrombou o cadeado para entrar na casa e encontrou o corpo em um dos quartos. Havia manchas de sangue em várias partes da residência, quase todos os cômodos da residência estavam revirados e alguns objetos haviam sumido. A vítima estava apenas de sunga, e tinha um barbante amarrado a uma das mãos.

Agora, as informações extra oficiais:

Wiris tinha ficado sozinho em casa, meu último contato com ele foi na terça por volta das 23h quando saíamos do trabalho. A polícia tem as filmagens da rua e nelas, Wiris sai de casa por volta de 1 hora da manhã sozinho e depois retorna com mais dois homens. Em seguida, as 2:50 da manhã os dois suspeitos saem da casa carregando alguns objetos. O rapaz que morava com ele afirma que recebeu algumas mensagens dele via Facebook, ainda na terça feira, informando que estava na casa de uma conhecida.

Outra informação é que a vítima teve aproximadamente 64 a 68 perfurações no corpo, causadas por diferentes objetos cortantes. Sobre os indícios de que o crime tenha sido motivado por homofobia, só posso afirmar que há esta possibilidade. Wiris era gay e na parede da casa de um dos vizinhos, apareceu uma pixação com os dizeres: VIADOS. A parede foi pintada recentemente, antes do carnaval.

Recebi informações via Facebook de que diversos grupos LGBTs de outros estados estão acompanhando o caso.

Por hora, restam as investigações da polícia e a tristeza no coração dos amigos. Nos conhecemos no trabalho e nos tornamos muito próximos. Era um rapaz trabalhador, quieto e querido pelos conhecidos.  Foi um prazer te-lo conhecido…

Saudades, irmão! Você é FODA!!