Kooriosidades – Na Cama com Max [Tema:Timidez]


Mais uma edição da amada coluna de diquinhas da Max. A quantidade de e-mails continua enorme e eu tô fazendo o possível para responder a todos. Mesmo que eu não poste aqui, tento dar uma atenção especial a todos respondendo pelo menos o e-mail.

Então, mais uma vez, se você ainda não foi respondido não pense que a Max te ignorou, não é isso, tenha um pouquinho de paciência que assim que chegar a sua hora, responderei. Tá?

Vamos ao e-mail de hoje:

Bem tímida

Todos temos medo da rejeição, entretanto, os héteros sempre tiveram uma relação muito mais tranquila com ela. Afinal, desde pequenininhos os pais ensinam que os meninos nunca vão conseguir uma menina com facilidade, pois elas são criadas para esconderem a vagina até que um rapaz dê um prêmio bom o suficiente para merecê-la.

Claro que com a modernidade e a igualdade cada vez maior entre a sexualidade do homem e da mulher, essas mulheres finalmente começaram a quebrar as amarras do machismo e hoje têm mais tranquilidade ao fazer sexo pela simples vontade de sentir prazer, como os homens sempre fizeram.

Mas e os gays? Nós gays temos um medo muito maior da rejeição, somos rejeitados na escola, no trabalho, na família, na vida social no geral, e isso gera pessoas depressivas, com baixa auto-estima ou com fixação pela perfeição. Basta observar o post da Síndrome de Betty, a feia.

Diante disso, é de se esperar que quando o gay não encontra aceitação no único lugar no qual ele deveria encontrá-la (meio GLS), passe a ter medo de chegar em outros rapazes, porque nesse caso um “não” tem muito mais poder de magoar que o não com o qual os héteros estão acostumados a lidar.

Como é hábito eu falar do meu exemplo nos posts do Kooriosidades, não vou deixar de falar nesse: Não sei por qual motivo o rapaz do e-mail disse que eu não tenho que me esforçar quando quero ficar com alguém, mas ele realmente está certo. E isso não é devido a minha beleza divinal ou aos meus olhos de Lince-da-montanha, capazes de seduzir qualquer homem, tal qual as sereias da Mitologia Grega (hahahaha).

Vocês acharam que fosse? Não é! Diversas vezes que algum rapaz chegou em mim já ouvi a expressão “Você tem cara de não”, e essa “cara de não” (ou “de toco”) muitos gays têm, talvez por uma questão de proteção, de medo de dar margem para que outras pessoas pensem que você está dando em cima (mesmo de longe), ser rejeitado e ainda ser o assunto do grupinho de bee’s sentadas em volta do rapaz que pensou isso de você.

Sabendo disso, a minha saída, e a saída que eu vou dar para todos os tímidos que lêem o blog, é o bom-humor. Sim! A última coisa que você tem que fazer durante uma paquera e se sentir a Elvira e esfregar seus peitões na cara do boy. Deixando claro que o quer, as possibilidades de trauma depois da rejeição são muito maiores.

Um conhecido meu, por exemplo, quando queria alguém na Ufes, lambia a colher do R.U. olhando pro boy que nem essa racha aqui embaixo:

Obviamente ela não pegava ninguém além dos guardinhas à noite.

Tô te querendo, como eu te quero.

O ideal é que você converse com a pessoa como quem não quer nada, sente perto dela, faça um comentário engraçado sobre as pessoas da festa e espere o feedback. Quando alguém quiser ficar com você ele vai demonstrar com o olhar, mesmo que não diga, a gente SABE diferenciar um olhar de “Sai daqui, satanás!” e um olhar de “Me rasga em cima dessa mesa!”.

No final das contas, se a pessoa não retribuir é porque ela não te quer e você não vai precisar ouvir um não para descobrir.

Mas isso só vale pras passivas, néam? Porque ativo hoje em dia basta fazer pirocóptero com a neca na pista que sai de lá com um viado pregado em cada perna, tipo um Bóson de Higgs.

Tá com um dilema de natureza sexual, social ou médica? Mande sua dúvida para max_babadocerto@hotmail.com, e a Max consultará os universitários para tentar resolver o seu problema.