Pedro de tempos atrás


Sou uma negação para o método da pegação. Hoje falo isso sem a07241190 vergonha de outros tempos, sem o receio dos amigos condenando ou diminuindo a minha postura homossexual.
Esclarecendo que a palavra pegação aqui esta no sentido Final Feliz e “banheirão” de ser: Encontro de grande apelo sexual entre dois homens, sem beijos ou caricias intimas, com intuito de rápida satisfação do desejo e uma gozada rápida.
Certa vez estava no banheiro de um terminal limpando uma mancha de chocolate na camisa, quando senti que a porta do reservado estava entreaberta e um carinha lindo me observava, e fazia uma hilária cara de sedução. Segurando o riso pela expressão facial do meu sedutor do sistema transcol, e movido pelo desejo no corpo do rapaz, entrei no reservado sem pensar muito.
Minha experiência era tão pouca nesse ramo do prazer que, acreditem, tentei puxar uma conversa em um banheiro de terminal. Meu amigo era mudo, ou me achou um viado chato, e continuou fazendo cara de ator pornô em começo de carreira sem emitir sons.
Sem saber para onde correr aproximei a minha boca junto da dele. Dei sorte de não ter fechado os olhos, porque o desgraçado virou a cara e fez cara de espanto.
Discretamente me recompus do mal entendido, e sem mais cara de pau para continuar ali, perguntei: “Você não beija não?”
Negativa com a cabeça e uma mão que foi até meu pau, que nesse momento já nem precisava disso para demonstrar alegria, ele falou pela primeira vez: “Pô cara, beijar eu não curto não, posso ti chupar!”
banheiroFalando isso o amigo não perdeu tempo. Abriu a minha calça e já ia me mostrar o que Vanessão ganhou debaixo do pé de árvore. Quando… vozes moralistas, de certa forma virgem, na minha cabeça explodiam em discursos,  e só tive uma ação. Levantei o cara, fechei a braguilha, respirei para tentar me convencer que estava certo, e disse: “Desculpa, não entendo uma pessoa que não me beija na boca e quer chupar meu pau!”
Abri o boxe e fui pegar o primeiro ônibus que apareceu na frente. Passei a viagem toda me sentindo péssimo pela oportunidade perdida.
E claro que quando contei para os amigos, a lição foi: Escrever várias vezes no caderno – Nunca devo negar que me paguem um cat!
Hoje, mesmo que não seja o mais corajoso no quesito “pegação”, uma lição foi aprendida – NUNCA DEVO NEGAR QUE ME PAGUEM UM CAT!