Guest Post – Os gays na mídia sob um olhar heterossexual


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Mais um guest post. Dessa vez o leitor discordou 100% de um texto meu sobre a presença de gays nas novelas. No e-mail nós batemos boca e ele acabou concordando comigo no final.

Só que como o Guest Post é um momento para vocês serem livres, não vou postar a discussão, apenas o texto dele. Ah, ele se chama Henrique :).

Cata:

Estava eu esperando minha vitamina de morango na cantina do IC (olha a propaganda) quando ouço (sem querer, eu juro!), alguns comentários sobre as – supostas – ameaças de processo que a globo receberia de um cara que – supostamente – era igual(!) ao Félix.

Conversa vai, conversa vem e eu apurando os ouvidos para escutar mais, um dos homens diz “aquele cara, o (Marcelo) Serrado, trabalhou muito melhor que esse da novela.” Eu quis perguntar o porquê dele achar isso, mas creio que a resposta seja essa:

sincero

É mais fácil para essas pessoas lidar com personagens caricatos e pouco profundos (emocionalmente falando) de maneira cômica, do que com o drama da brutal realidade de um personagem gay que é o produto de uma sociedade machista e preconceituosa. É mais fácil digerir a comédia. É mais leve e não me faz pensar no que o outro sofre.

Até porque é inverossímil um homem masculino ser gay. E que esse homem gay tem sentimentos complexos por outros homens masculinos (que não são mostrados numa situação mais íntima, é como se a sexualidade não existisse. Mas aí já são outros quinhentos).

ousadia

Entretanto, como já falado num post do blog, é gradual o grau de aprofundamento e o destaque que um personagem homossexual tem nessas novelas, entretanto essa exposição é um tanto quanto inútil se a mensagem que os personagens estão passando não será absorvida pela maioria dos telespectadores que só esperam o Félix falar “salguei a santa ceia”, ou algo de tipo, afinal o público alvo da novela é a “família tradicional”, que espera um divertimento no final de um dia de trabalho (e podemos culpa-los?).

tio

Minha intenção em momento algum foi inferiorizar a atuação do Marcelo Cerrado, ou aclamar a do Mateus Solano. Personagens diferentes para situações diferentes. Pode ser que eu tenha tirado a conversa do contexto, o que é bem provável, afinal eu estava bisbilhotando onde não tinha sido chamado, assim como pode ser que não.

Não acompanho a novela, assim como não acompanhei a do Crô, então é bem provável que eu esteja errado na maioria dos meus argumentos – se é que podem ser chamados de argumentos. Não era intencional essa conivência para com as massa heterossexual. A mudança é gradual.

Os passos não são dados de uma novela para a outra, e esse passo para frente é antecedido por uma hesitação enorme porque pode ricochetear da maneira errada.

Esperando as pedras.

Os gifs são aleatórios e em nada refletem a opinião do Max sobre o texto, tá, gente? hahahaha

Flashmob em pleno 2013? É por uma boa causa!


Vejam só, como evoluímos, não tem lâmpada fluorescente o suficiente que impeça essas beeshas de darem close na rua. E isso não é uma crítica, a expressão da sexualidade com o seu máximo de pinta é, para mim, a forma mais autêntica e verdadeira de luta.

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=7vwg5JLpmRs]

Tudo muito lindo, tudo muito romântico. Mas flashmob com ‘Exagerado’ de Cazuza? PE-DAN-TE!

Mentira, gente, isso é recalque meu. Parabéns ao casal!

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Habemus Papam!


Uhull! O Papa foi escolhidoãm, ele é latino-americano, gentchy como a gentchNÃO!

amoreco

in odio habere

Ainda habemus homofobia.

Pra vocês que estão comemorando a escolha de um papa argentino, formado em Farmácia, que vive humildemente, anda de metrô e cozinha sua própria comida.

Apenas leiam isso:

papa 1

E isso:

papa 2

Então, lindonas, não se iludam, o fruto nunca cai muito longe da árvore, mesmo que essa árvore esteja do outro lado do Oceano Atlântico.

Fonte: Paulopes e Bol (também me choquei ao saber que esse site ainda existe)

Avenida Brasil: Enquanto você chega com a farinha, eu já queimei a rosca


Muito se comenta sobre o casal gay da nova novela “Avenida Brasil”. Eu confesso que não assisto, a genialidade da telenovela brasileira chegou no seu ponto máximo com Nazaré Tedesco, depois disso nada mais vai conseguir prender minha atenção.

Pois bem, o casal será composto pelos personagens Roni e Sidney, são esses dois aqui:

Umas graças, néam? Até aí tudo bem, o que me incomodou é que ultimamente várias pessoas estão comentando nas redes sociais as seguintes sentenças: “Finalmente vão colocar gays NORMAIS na televisão, finalmente vão representar os gays de verdade, finalmente gays dignos de respeito”.

EEEEEEEEEEPA! Como assim normais, dignos de respeito e gays de verdade? As pintosas não são essas três coisas? Aliás, quantos gays travestidos de heterossexual VOCÊS, leitoras, conhecem? São a maioria nas ruas, nas paradas gay e nos movimentos sociais?

Não, não são, não é mesmo? A maioria dá pinta… então por que eles, segundo essas pessoas, são mais verdadeiros, respeitáveis e normais que o resto de nós?

Eu sei porque, e a culpa não é desses gays que acham que não são “afetados”, a culpa é da homofobia internalizada. Por exemplo, é muito comum observarmos mulheres machistas na sociedade, mulheres que ainda acham correto que não exista igualdade entre os sexos.

O mesmo acontece conosco, não é porque somos todos gays que não vamos ser influenciados pela homofobia, que insiste em tolher nossa liberdade de comportamento.

Quem nunca ouviu: “Eu não tenho preconceito com gays, tenho preconceito com viado. Se o cara for macho e não agir como mulherzinha, respeito numa boa”.

Represento a classe daqui de dentro do armário

BULLSHIT! Ele te respeita enquanto você for um robô fantasiado de heterossexual, sem causar transtorno ao padrãozinho de normalidade dele. Do mesmo jeito que ele adora o viadinho amigo da namorada dele, assexuado, sempre sozinho e fazendo todo mundo rir.

O dia que você se mostrar tão sexual quanto o rapaz que não se diz homofóbico, será tratado exatamente como a bichinha da qual vocês dois riem enquanto bebem na Rua da Lama.

Não importa o quão másculo ou pintosa você seja, para o homofóbico você será sempre considerado uma aberração, porque ele sabe que todos fazemos a mesma coisa na cama: Damos o koo!

Now sashay, away.

Não conseguem entender que toda a homofobia está no machismo de não aceitar essa abdicação da “superioridade masculina“? A diferença é que a pintosa deixa isso mais claro e toca na ferida da hipocrisia do “liberal” moderno.

O preconceito é o mesmo e não interessa o quanto você e os personagens da novela cocem o saco ou assistam o Campeonato Brasileiro.

Pra eles, essa aparência rústica só serve para jogar um lençol por cima da imagem de você fazendo sexo com outro cara. Aliás, homens heterossexuais tendem a se incomodar mais com homens másculos se beijando que com um casal delicado ou de machão e pintosa. Tudo por causa desse machismo.

Então, não venha colocar no seu Facebook que “finalmente a Globo acertou em como representar os gays” não, porque TODOS os gays já mostrados, desde o Crô até o peão de América, do caricato ao sério, representam a nossa diversidade com o mesmo respeito, dignidade e veracidade.

Fatality ;*

UPDATE: Lendo um comentário da Sapecuda, me lembrei de outro post que escrevi aqui e que tem tudo a ver com essa discussão. Se vocês não conhecem o blog há muito tempo, vale dar um olhada clicando AQUI.

As fases da vida de uma bee


Sabem aquelas situações que toda bee já passou? Tipo fazer pegação na internet na adolescência, se apaixonar pelo boy da foto, e depois descobrir que era um coroa de 45 anos se passando por um rapaz de 19? Ou então aquele friozinho no pé da barriga quando recebe sua primeira cantada?

Então, hoje eu vou falar dessas experiências que toda gay já passou em alguma fase específica da vida, porque você pode se considerar o vinhádo mais clubber e alternatchyvo de Vitorinha, mas é certo que já cometeu as mesmas gafes que comete toda gay em descoberta.

Dos 5 aos 10 anos: A feminilidade está bem aflorada nessa fase, mas a sexualidade ainda não se despertou. É a fase que a gay se esconde no quarto pra usar as roupas da mãe e tem uma das suas primeiras paixões, que ela vê com a mais pura ingenuidade, até que algum coleguinha desconfia e pronto, ela será marcada como vinhadinho enquanto permanecer naquela escola. Sim, bebês, crianças já são crueis nessa idade.

Falofobia

Dos 10 aos 15: Bem, NA MINHA ÉPOCA a gente ainda era inocente e dançava É o Tchan, mas depois do que eu vi num rock no Teacher’s Pub, uma bill de 12 anos masturbando a outra de 26, eu não duvido mais de nada. Mas como nossos leitores viveram essa fase na década de 90, posso dizer que essa é a fase que a bee sabe que é diferente dos outros meninos, mas tem medo de pinto. Eu, por exemplo, poderia ser a mais pintosa da face da terra, mas se um boy me chamasse no canto pra falar qualquer coisa, corria mais rápido que o Forrest Gump.

Dos 15 aos 20: NER-VO-SA, se não deu ainda, está subindo pelas paredes. Ela já descobriu que pinto não é esse bicho de sete cabeças e passa horas a fio no Chat Uol atrás de neca. É nessa fase que ela tem as maiores aventuras com encontros casuais pela internet. Encontra as barbies que se diziam ativas, mas na hora são passivas, as drag queens que se diziam discretos, mas têm a voz da Celine Dion e os clássicos coroas que começam a conversa com: “Você se importa de sair com homens um pouco mais velhos?”… mas tem 32 anos a mais que você.

Na foto você parecia mais bonita...

Dos 20 aos 25: Chat Uol já deu pra ela, está cansada desse povo vazio e sem nada a oferecer… isso é o que ela diz, porque na verdade mesmo ela parou de entrar porque conhecia todos os nicks da sala e, curiosamente, os rapazes ficavam offline quando ela enviava o email dela. Nessa fase a maioria já se assumiu pros pais, está na faculdade, e só quer saber mesmo é de beber e fazer pegação, mas sem nunca esquecer que a qualquer momento pode encontrar seu príncipe encantado na buatchy… ou no transcol.

Dos 25 aos 30: A bee começa a se desesperar, ela sabe que reza a lenda que a passiva perde a validade depois dos 30. Ela começa a desconfiar que não vai mais conseguir aquele bofe loiro e sarado por quem se apaixonou quando o chupou há dois anos no banheiro do bar. Entretanto, a gay está também terminando a sua faculdade e coloca de uma vez por todas na cabeça que é independente e não precisa de homem, se tiver que acontecer vai acontecer, correr atrás não vai mudar isso…

Dos 30 aos 40: É… mas não acontece, e a bee termina solteira morando numa casa com duas drags falidas e um gato angorá. Ela não liga muito pra sexo, mas quando a situação aperta ela dá uma voltinha nas boates mais alternativas atrás de um boy novinho e bêbado. Essa fase só é desesperadora mesmo pras passivas, se o boy for ativo, basta ter um carro bonito e uma casa arrumada que só numa rodada na Praça dos Namorados consegue levar uns 5 koo’s das pão-com-ovo que frequentam aquele Pier.

E, no final da vida, a situação se divide em duas fases:

TÉÉÉÉDIOOOOOOOOOOO

Acima dos 35+ (casada): Se a bee se casa com algum boy, é Game Over na certa. O vinhádo começa a usar blusa de botão com casaco de flanela, só frequenta sushi bar e pizzaria e, para se divertir, vai assistir alguma peça conceitual de teatro. Nessa fase elas ficam chatíssimas, militantes, só falam de relacionamento e quando o assunto é sexo, ela INVARIAVELMENTE vai começar a frase assim: “Não, porque o meu marido faz assim e assado”. Argh, elas sabem que está implícito, mas fazem QUESTÃO de deixar o assunto tão intragável quanto pegar de surpresa nossos pais trepando naquela manhã de páscoa que você acorda bem cedo pra comer seu ovo de chocolate.

Já quando está acima dos 35 e é solteira: Por mais que tenha sido uma louca transviada na juventude, ela insiste em dizer que “vai aproveitar tudo que nós gays não podíamos aproveitar naquela época”, que as gays levavam ovadas na rua. Todo dia leva um boy diferente pra casa e… eu vou parar de falar por aqui, porque esse grupo é o que conhece o maior número de travas.. eu não estou a fim de acordar com a boca cheia de navalhas formigas amanhã.

Mas e vocês? Se identificaram? Em que fase estão agora?

O Bom Selvagem


Tem gente que diz que casais gays são capazes de confundir a cabeça das crianças, mas dêem uma olhada nesse vídeo:

Viu? Por mais que o menino só tenha visto casais heterossexuais, e tenha achado aquilo diferente, a explicação foi bem simples: “Vocês dois se amam”. E isso basta, mas por que será que os adultos não conseguem ser práticos assim?

Inclusive, acho que a indiferença no final que é o grande tapa de luva: “vou jogar ping pong”, tipo, “Tsá, é exótico, eu nunca vi, mas foda-se, não me afeta em nada”.

Dica da Lucifer

TODAS GRITA (de inveja e emoção)


Carro de som na porta da escola, ‘Halo’ da Beyoncé, mega buquê de flores, mensagem lida por cafuçú de voz grave, efeito pirotécnico, boy ajoelhado pedindo você em namoro, rachas elouquecidas gritando “beija, beija, beija” e um beijo. Contrangedor e cafona, eu sei. Mas não é a cena mais “OOOOOWWWWWWNNNNNN” de todas?!

Aconteceu em BH, em Minas. Cata que não todo mundo da escola para para ver, vibra, grita, mas não tem xingamento, nem coió. Não é fofo?! Se fosse comigo, eu nunca mais olhava na cara do boy, mas que é muito cute-cute, é?

Eu fiquei assim:

Vi no Mix.

Segurando os grampos


Braseeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeel! Estou nervosa e arrancando os cabelos da kooceta de emoção! Sabem por quê? Cata:

Nova temporada da série “Skins” tem casal gay e jovem transexual

Uma ilustração pras perdidas que não sabem o que é

Claaaaaaaaaaro que vocês conhecem a série mais transgressora da TV, depois de Queer as Folk, néam?!

Entón, o primeiro e o SEGUNDO episódio já sairam, eu não vi ainda, mas dizem que está tão bafoento quanto a primeira temporada.

E o melhor vem agora: Frank, o novo protagonista, é uma menine e se trata no masculino. Resta saber se ela é transex ou só uma bolachona qualquer.

AH! E os pais dela são um casal gay! Mas isso não é mais revolucionário na tv britânica, sorry terceiro mundo…

Quer baixar? Entre na comunidade oficial no Orkut (que tá flopado, mas pra séries não tem Facebook que supere a quantidade de sites de download) clicando AQUI.

Via A Capa

Estudo comprova que pais homossexuais são tão bons quanto hts


Michael J. Rosenfeld, do Departamento de Sociologia da Universidade de Stanford, realizou um estudo sobre o impacto de pais LGBT em crianças na idade escolar e se seus papéis na estrutura familiar influenciam o desempenho na sala de aula. Os resultados comprovam o que todos nós sabíamos: crianças criadas por casais do mesmo sexo, tem o mesmo desempenho escolar que crianças de outras estruturas familiares. Crianças de todos os tipos de estrutura familiar tem melhor desempenho que aquelas que vivem em orfanatos afirma Rosenfeld.

O estudo também destaca que crianças criadas por lgbts são normais e bem ajustadas na sociedade. Os resultados sugerem que, o progresso escolar de filhos de casais homossexuais, não é diferente e talvez , um pouco melhor se comparado à filhos de casais heterossexuais. A semelhança no desempenho escolar de ambas famílias não suporta as teorias de gênero essencialista de parentalidade, que argumentam que o desenvolvimento da criança depende da existência de modelos de papel parental (pai e mãe).

Foram incluídos no estudo 3.502 filhos de casais do mesmo sexo que viviam com ambos os pais por pelo menos cinco anos, dessas crianças foram 2.030 crianças vivendo com mães lésbicas e 1.472 crianças que vivem com pais homossexuais.

Leia na íntegra.

Efeito cascata: outra Vitória!


GayBaby Boom

Beeshosaaaas, olha que delícia: vou falar outra vez de um assunto na mesma semana. Depois do Supremo Tribunal Federal ter dado ganho de causa para a adoção de duas crianças para um casal de lésbicas no Rio Grande do Sul, é a vez do Tribunal de Justiça do Mato Grosso conceder por unanimidade a guarda de um criança para um casal de gays! Babado!!!E olha o que disse a desembargadora Maria Helena Gargaglione Póvoas quando deu seu voto: “De todas as discriminações de que são vítimas os homossexuais, a negativa de reconhecimento de direito de ter filhos é a mais cruel, por tornar inviável a realização pessoal do indivíduo que sonha em ter um filho, neto e transmitir e receber amor e carinho”.

Gente, eu fico muito feliz. Primeiro, porque é mais uma criança que não vai ficar mofando em um orfanato a espera de pais que nunca virão. Segundo, e tão importante quanto, é o fato de a justiça abrir mão do preconceito e ver que a orientação sexual em nada tem a ver com caráter e capacidade de dar uma boa educação! Estamos arrasando!!!