Professores gays repreendem menos a homofobia na sala de aula


Uma pesquisa realizada pela Universidade de Millersville, na Pensilvânia comprovou que professores homossexuais tendem a advertir menos situações de homofobia dentro do ambiente escolar por medo de serem prejudicados. O estudo realizado com mais de 350 professores e diretores locais, demonstrou que esses profissionais tem medo de que a intervenção ao chamado bullying homofóbico possa repercutir de maneira negativa. “Eles temem pelo trabalho ou pela repercussão de serem vistos como gays”, afirmou Tiffany Wright, que participou da pesquisa publicada pela revista “TES”.

Segundo Wright, mais de um terço dos professores entrevistados temem que seus empregos fiquem em risco, caso a sua sexualidade seja descoberta. Dois terços dos entrevistados responderam que raramente ou nunca veem outro professor intervir quando presencia algum comentário homofóbico. E ainda pior: 59% disseram que já ouviram comentários homofóbicos feitos por outros professores.

Fonte: http://migre.me/fP8LS

Você já sofreu bullying na escola?


ahahahaha

maão na xoxotaLógico que já! Mas o título foi mais pra chamar a atenção, a minha pergunta nesse post é outra, e queria o feedback de vocês.

Não sei se vocês sabem, mas agora desbandei pro lado da Licenciatura em Biologia. Comecei as estudar sobre o assunto e me identifiquei demais, mas principalmente senti que como professor de Biologia eu teria o poder acabar com preconceitos lá no comecinho deles, fazendo uso de argumentos científicos e quebrando o caralho todo diante da discriminação… até levar um tiro no peito.

O que eu quero saber de vocês é: Como foi a experiência de vocês com o bullying?

NinfaDigo, eu tenho certeza que muitos aqui se sentiram desamparados diante do pau no cuzismo de um professor, que ficou calado enquanto a sala toda te chamava de viadinho ou Maria João toda vez que você abria a boca, certo?

Eu sofri bullying pra caralho na infância, afinal, era praticamente uma ninfa virgem e delicada que vivia num tronco de Carvalho. Cada movimento meu era seguido por um som de harpa, de tão feminina.

Mas meu cu, cresci e virei o satã, o saci de patinete.

Só que pra isso eu precisei desenvolver meus próprios argumentos, ler por mim mesmo, pesquisar formas de bater de frente com o preconceito.

Porque se eu fosse depender de professor, os alunos fariam uma fogueira no meio da sala pra queimar a bicha herege.

ai meu deus

Depois surgiu uma outra beesha, mais beesha que eu (se é que isso é possível!) e um pouco menos informada. Aí o foco foi voltado pra ela e saíram um pouco do meu pé.

O que não quer dizer que eu não dava bafão pra defendê-la, dava sim!

Quê qui éam que você tá falando da minha amiga?

Quê qui éam que você tá falando da minha amiga?

Baseado nisso, me respondam nos comentários: Como você fazia pra se defender do bullying? E seu professor, batia de frente com os alunos ou deixava você levar pau?

Respondam também a enquete abaixo (tudo pela ciência, bee!):

Chutando cachorro morto


felizGente, pelo menos eu acho que a graça de se zoar uma beesha por ser beesha é quando ela é encubada e homofóbica, estou certo?

Existe todo um sadismo em esfregar na cara da encubada a sexualidade que ela, e só ela mesmo, acha que não tem.

Não é correto promover bullying contra ninguém, mas eu não vou ser hipócrita e dizer que não faço isso. Todos temos defeitos, até eu que sou perfeita e praticamente uma semi-deusa grega.

Acontece que quando a beesha sabe que é beesha, essa brincadeira deixa de ser engraçada, e se torna uma homofobia barata e sem sentido.

Por que estou falando isso? Olha o vídeo abaixo:

[youtube http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=-0hYkSo2nAg]

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de olho

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nJWJV

nojoooo

Ruim, tão ruim que um gif só não foi suficiente. Mas tá tudo bem, a música brasileira está caminhando para essa democratização de estilos, e eu sou o primeiro a defender o direito dele de cantar, apesar de achar que ele deveria escolher outra profissão.

Na época ele fez um show aqui em Vila Velha, na inauguração da Space Pub. As gays foram crueis, não batiam palma, vaiavam, viraram as costas (e isso uma beesha sabe fazer com primazia).

Até evitei comentar sobre o ocorrido no post da análise, mas não adiantou, elas foram nos comentários e babaram baldes de veneno.

Beleza, querem desqualificar o menino, que o desqualifiquem pelo seu trabalho, porque é o que ele oferece para ser criticado.

Agora, o Não Salvo, um dos blogs mais visitados do país (que eu admirava até ver isso), promoveu a seguinte campanha:

mhomofobia 3 homofobia 2

Veja o post clicando AQUI

julgas

Tanta coisa pra zoar, por que escolher logo a sexualidade dele, que não tem nada a ver com seu trabalho?

E pelo que eu conheço dessa panelinha de idiotas, esse mesmo texto vai rodar todos os 40 blogs sem talento que são afiliados a essa porcaria.

O coitado do menino, visivelmente afetado pelo bullying promovido, respondeu:

Eu posso ser uma bicha escrota nivel máximo como voce disse Cell Da Silva.. Mas pelo menos eu SEI quem eu sou, e sou forte o suficiente para andar de queixo erguido sem ter vergonha pois não sou uma pessoa PRECONCEITUOSA como você !!!

Pois é, mas a gente sabe que não adianta. Quando o alvo se mostra incomodado é aí que eles pioram a zoação.

E eu pergunto, pra quê, Não Salvo? Será que alguns milhões de visitas a mais valem o sofrimento de outra pessoa que não te fez mal algum?

♫ Eu vou cortar a cara dela ♫


Companhia da Lapada já esteve por aqui falando sobre “ir morar com o boy que a comeu”, e hoje o mesmo boy acabou arrumando outra, feia e que pratica bullying na internet.

Vamos acompanhar:

A racha mexendo no Facebook mais maquiada que a drag do clipe, super natural. 

Mas nada me causa mais dúvida que o moço do começo, o que usa boné e tem a voz do Lula, qual a função dele ali?

CAMINHOS DA ESCOLA – DESAFIO BULLYING


Os alunos da Escola Estadual Itália em Porto Alegre – RS terão que criar uma campanha de conscientização sobre o bullying na escola. Na primeira etapa os alunos deverão criar um blog na internet para iniciar a discussão. Na segunda etapa os alunos vão preparar diversas ações de conscientização sobre o bullying na escola. E no terceiro bloco o Desafio de combate ao bullying chega ao fim.

Um estudo coordenado pela pesquisadora Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), apontou que 45% dos alunos e 15% das alunas não queriam ter colegas homossexuais. Que grande, ironia, não acham?

Segundo ela, o jovem brasileiro tem menos vergonha de declarar abertamente esse preconceito contra homossexuais do que de declarar a discriminação contra negros.  Há casos, inclusive, de jovens que abandonam a escola por conta dessa violência. “Os adultos da escola não se dão conta disso, porque na escola em geral reina a lei do silêncio”, afirma.

O bullying homofóbico é um pouco mais complexo, visto que, o adolescente está sozinho, afinal a maioria dos pais não está preparado para lidar com isso e, por medo, o jovem se cala e acaba aguentando sozinho. Um estudo feito nos EUA aponta que que jovens LGBT que experimentaram elevados níveis de vitimização na escola têem a sua saúde afetada mais tarde, incluindo depressão, tentativa de suicídio, DSTs e risco de VIH.

E aí, quem vai dar apoio no final das contas? Quem vai ficar do seu lado e te dar suporte? Um jovem não é auto-suficiente e as experiências vividas são levadas para o resto da vida! Então você cresce e aprende que não pode confiar em ninguém. (?)

Além da vítima se manifestar contra esse tipo de atitude, cabe as autoridades responsáveis punir e educar (não necessariamente nesta ordem) os agressores/ofensores. E sim, isso leva tempo, é necessário um longo processo de conscientização e inclusão. E sim, mesmo estando em 2012, a sociedade brasileira ainda tem muito a caminhar, seja na bancada religiosa-conservadora como dentro do movimento-comunidade-gay.

“A sexualidade ainda é tabu, seja para adultos, seja para crianças e adolescentes, e a hipocrisia ainda é uma realidade estruturante no debate sobre a sexualidade”, disse Maria Lucia Leal, coordenadora do Grupo de Pesquisa sobre Violência, Tráfico e Exploração Sexual de Crianças, Adolescentes e Mulheres.

Fonte: http://migre.me/9lRJd; http://migre.me/9lRLx; http://migre.me/9lRVc

“…e é por essas pessoas que vale a pena continuar”


Do Mix:

Petter é um moço gay da cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, que decidiu transformar as palavras de intolerância que ouvia por sua orientação sexual, principalmente na época da escola, em uma música-manifesto dançante com mensagem positiva da superação de uma fase aonde chegava até mesmo a se cortar com giletes, como dramatiza em seu clipe “Sou o que sou”.

Assista:

É meio emo? É. Mas, só quem foi gay e sofreu muito bullying no colégio pode entender esses sentimentos adolescentes, um sentimento de “não haver saída”.

Se eu pudesse dizer algo a todos os gays que sobrem com a violência na escola eu diria uma única coisa: “Calma, bee, o colégio vai acabar, é uma fase. Depois você nunca mais precisa olhar na cara dessas pessoas”.

Nós temos que fazer o possível para ser respeitados em todos os ambientes, mas quando não há como, temos que ser fortes, porque, como disse a Kurt, do Glee, um dia todos esses homofóbicos trabalharão para você. É só acreditar… E vai lhe dar um enorme prazer um dia poder fazer isso:

“Dá licença, beu abôr!”


Muah!