Professores gays repreendem menos a homofobia na sala de aula


Uma pesquisa realizada pela Universidade de Millersville, na Pensilvânia comprovou que professores homossexuais tendem a advertir menos situações de homofobia dentro do ambiente escolar por medo de serem prejudicados. O estudo realizado com mais de 350 professores e diretores locais, demonstrou que esses profissionais tem medo de que a intervenção ao chamado bullying homofóbico possa repercutir de maneira negativa. “Eles temem pelo trabalho ou pela repercussão de serem vistos como gays”, afirmou Tiffany Wright, que participou da pesquisa publicada pela revista “TES”.

Segundo Wright, mais de um terço dos professores entrevistados temem que seus empregos fiquem em risco, caso a sua sexualidade seja descoberta. Dois terços dos entrevistados responderam que raramente ou nunca veem outro professor intervir quando presencia algum comentário homofóbico. E ainda pior: 59% disseram que já ouviram comentários homofóbicos feitos por outros professores.

Fonte: http://migre.me/fP8LS

CAMINHOS DA ESCOLA – DESAFIO BULLYING


Os alunos da Escola Estadual Itália em Porto Alegre – RS terão que criar uma campanha de conscientização sobre o bullying na escola. Na primeira etapa os alunos deverão criar um blog na internet para iniciar a discussão. Na segunda etapa os alunos vão preparar diversas ações de conscientização sobre o bullying na escola. E no terceiro bloco o Desafio de combate ao bullying chega ao fim.

Um estudo coordenado pela pesquisadora Miriam Abramovay, coordenadora da área de Juventude e Políticas Públicas da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), apontou que 45% dos alunos e 15% das alunas não queriam ter colegas homossexuais. Que grande, ironia, não acham?

Segundo ela, o jovem brasileiro tem menos vergonha de declarar abertamente esse preconceito contra homossexuais do que de declarar a discriminação contra negros.  Há casos, inclusive, de jovens que abandonam a escola por conta dessa violência. “Os adultos da escola não se dão conta disso, porque na escola em geral reina a lei do silêncio”, afirma.

O bullying homofóbico é um pouco mais complexo, visto que, o adolescente está sozinho, afinal a maioria dos pais não está preparado para lidar com isso e, por medo, o jovem se cala e acaba aguentando sozinho. Um estudo feito nos EUA aponta que que jovens LGBT que experimentaram elevados níveis de vitimização na escola têem a sua saúde afetada mais tarde, incluindo depressão, tentativa de suicídio, DSTs e risco de VIH.

E aí, quem vai dar apoio no final das contas? Quem vai ficar do seu lado e te dar suporte? Um jovem não é auto-suficiente e as experiências vividas são levadas para o resto da vida! Então você cresce e aprende que não pode confiar em ninguém. (?)

Além da vítima se manifestar contra esse tipo de atitude, cabe as autoridades responsáveis punir e educar (não necessariamente nesta ordem) os agressores/ofensores. E sim, isso leva tempo, é necessário um longo processo de conscientização e inclusão. E sim, mesmo estando em 2012, a sociedade brasileira ainda tem muito a caminhar, seja na bancada religiosa-conservadora como dentro do movimento-comunidade-gay.

“A sexualidade ainda é tabu, seja para adultos, seja para crianças e adolescentes, e a hipocrisia ainda é uma realidade estruturante no debate sobre a sexualidade”, disse Maria Lucia Leal, coordenadora do Grupo de Pesquisa sobre Violência, Tráfico e Exploração Sexual de Crianças, Adolescentes e Mulheres.

Fonte: http://migre.me/9lRJd; http://migre.me/9lRLx; http://migre.me/9lRVc