Que tal conhecer um pouco mais sobre a noite gay do Espírito Santo?!


O vlog Netgay apresenta pra você a noite gay capixaba! Entre as atrações estão a Parada Gay de Vila Velha , a boate Rouge House, a drag Angela Jackson, Festas no Cerimonial Platinum, Boate Chica Chiclete, Sauna Thermas People, Sauna Thermas Loft, Sauna Beira-Mar (?), Boate Space Pub e Black House, vejam

Que cidade fabulosa é essa?!

“Tô indo pra lá!

E você turistão, se ainda não se apaixonou por essa maravilha de cidade, saiba que quando você, carne nova, chegar na boate vai acontecer algo assim ó:

E uma última pergunta importante: cadê a mais badalada das boates de Vitória, a Move Music?

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Quero comentários sinceros NOW!

Por que boates gays duram tão pouco tempo em Vitorinha?


olpenNão sei se perceberam, mas já faz 3 aninhos que eu escrevo para vocês aqui no blog. É bastante tempo, né? Mas bastante mesmo foi a quantidade de boates e produtoras que eu vi abrir e fechar nesse ínterim.

Ink Lounge, Canal 505, Heaven Brazil, Bojangles, The Pub, Charger, Píer 27, Brûler Club, entre outras. Todas tiveram o mais tardar um ano de vida.

Por isso pergunto: Por que as boates gays e gay friendly da Grande Vitória fecham rápido assim?

Será porque as beeshas rivais batem tambor nos vários terreiros espalhados pelo estado, e contra exu Tranca-rua não tem quem bata de frente?

Tentando achar uma explicação para essa pergunta, indaguei os meus amigos do Facebook e obtive várias suposições interessantes. Vamos por em tópicos as respostas delas:

  • Porque todo fim de semana a gente vê as mesmas carinhas na noite: Não me convenceu, porque a Move já tem três séculos de vida e toda vez que eu vou lá encontro os mesmos ativos que eu pegava quando frequentava a boate em 2008, e nem por isso a boate fechou.
  • Falta estrutura e uma boa decoração: Pode até ser, para alguns casos, mas quem foi à Bojangles e à Brûler pôde ver que o que não faltava nelas era espaço e decoração de acordo com a temática da festa.
  • Com a modernidade da pegação virtual (Scruff, Grindr e Facebook), as gays não precisam mais sair para aglomerações de bee’s para arrumar pegação: Faz sentido, e as poucas que ainda saem já estão acostumadas a ir nas boates mais antigas, mantendo o oligopólio.
  • Picuinha entre concorrentes: Ô! Tenho até medo de comentar esse tópico, mas a gente sabe quantas já fecharam por causa de puxada de tapete, né?
  • Promessa de inovação sem cacife para cumprir: Pra mim até agora a mais sensata, vamos falar sobre esse tópico abaixo?

bate-estacaTodo ano pelo menos uma nova boate abre com a promessa de inovar o conceito de diversão gay capixaba, dizem que vão trazer Dj’s diferentes e atrações interessantes. As gays, logicamente, ficam todas em polvorosa e lotam a boate na inauguração, que sempre tem uma atração escândalo.

Passam-se duas semanas e o movimento começa a cair, a música é o mesmo bate-estaca de sempre e as drags batem o cabelo do mesmo jeito que batiam na década de 20.

encontraNum primeiro momento os poucos que ainda frequentam a casa noturna começam a exigir coisa nova, mas como os organizadores abriram a boate sem aqué o suficiente para se garantir diante de uma queda de movimento, o ciclo se inicia.

As pessoas param de frequentar, a boate lucra menos, os organizadores pagam a semana com o lucro da semana anterior, não conseguem guardar nada no caixa 2 e *BOOM*, morrem na praia.

Por isso sempre vou parabenizar a Space Pub pela coragem. Veio do nada, quietinha, caladinha, e enquanto todo mundo não dava dois meses de vida, estão aí há quase dois anos funcionando. Sem contar as várias festas que fazem por fora.

Outra que me parece prometer é a Rouge House, localização clássica, preços acessíveis e atrações do caralho. Não tem uma semana sequer que não tragam uma programação interessante. O nome disso é planejamento orçamentário bem feito, bêu abôr.

Chuáááá!

Chuáááá!

E vocês? Também têm algum palpite sobre a vida curta das boates gays em Vitorinha?