Casal de gays lindo, sexy e rico fotografa momentos íntimos em quartos de hoteis pelo mundo por 13 anos


O título é auto-explicativo, né? São dois boys magia (Richard Renaldi e Seth Boydcom grana e uma câmera fotográfica riquíssima que viajam há mais de 13 anos pelo mundo todo – Estados Unidos, Europa, África e Ásia – sempre registrando sua estadia em hotéis, veja:

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Daí você me pergunta, “qual a razão deste post, Dé?!”. Ah, é só para te lembrar, abigãm, que é segunda-feira, você é pobre, proletária, encalhada e de beleza duvidosa. Beijos!

“Que viado uó!”

Via SuperPride.

Saiu o trailer “Meninos do Arco-Íris”


Está para ser lançado o aguardado filme capixaba com temática LGBT, “Meninos do Arco-Íris”, dirigido pelo meu amigo Herbert Bastos. Veja:

Meninos do Arco_íris

Clique sobre a imagem para assistir ao trailer.

Sinopse: Anita é uma menina que mora numa ilha repleta de passagens para mundos secretos. Ao encontrar a porta que a levará ao Arco Iris, universo mágico habitado por sete seres encantados, Anita finalmente realizará seu desejo de se transformar em menino.

O filme é um documentário de 23 minutos e como vocês podem supor a ilha mágica é Vitória, com seu “universo habitado por seres encantados”. Pelas imagens já deu para conferir que o filme está lindíssimo e parece estar bem interessante. E as participações especiais? Royce Luckessy, Labelle, Déborah Sabará, Markus Konka, Jurandi Gusmão,  Sabryna Borges e Thaylan Zanon Tolentino.

Promete, hein?

Meninos do Arco_íris

Aproveitem e curtam a página do filme para ficarem antenados com todas as novidades sobre a produção.

CASA DA BARTÔ – Ser travesti (para além do fetiche)


Todos sabemos como foi e é dura a vida das nossas irmãs travestis. Marginalizadas do sistema público de saúde, muitas vezes se submetem a tratamentos quase medievais para adequarem seus corpos aos desejos de suas identidades. É o que mostra o vídeo abaixo, que é um trecho de uma das famosas reportagens do jornalista Goulart de Andrade que passavam na TVS no final dos anos 1980 (essa especificamente é de 87). Nele, conhecemos a casa da travesti Bartô, famosa bombadeira (aplicadora clandestina de silicone industrial) de São Paulo da época, e as práticas de aplicação de silicone pelo corpo, a violência a qual eram submetidas por políciais e o uso de navalhas para proteção.

Atenção: as imagens são fortes!

Agora você imagina, para a pessoa se submeter a essa tortura física o tamanho que é a necessidade dessas pessoas de serem exatamente aquilo que desejam ser. Quem somos nós para julgá-las? Mesmo a pratica sendo perigosa, mais triste é ver como foram e são tratadas nesse país.

E não se engane, esses procedimentos são feitos até hoje, como mostra o documentário “Bombadeira – a dor da beleza” (que já postamos aqui).

E como vocês sabem que as bichas não valem nem a cuspida pra lubricar o edí, elas já fizeram uma paródia do vídeo, aquenda:

“Xuxu, peraí, Xuxa!”

Obrigado, Marcos.

Top Drag ES 2013: resultados comentados


Vencedora Top Drag ES 2013_Nick Sthaufer

“Arrasei, quirida!”

Com grande honra e responsabilidade que aceitei ser jurado de um dos concurso da noite gay mais importantes do estado: o Top Drag. A responsabilidade é grande, pois as meninas investem muito tempo para elaborarem suas performances e figurinos, além de dinheiro. Sem contar a expectativa de receber a faixa que abre portas para se estabelecer no mercado de show performáticos de todo o país.

Os quesitos eram claros: dublagem, visual (incluía figurino, make-up, cabelo etc),  performance e originalidade. Qualquer um desses quesitos poderia levar a candidata a vitória ou a ruína. A avaliação de alguns quesitos eram óbvios como a dublagem e o visual, sendo aquela quem sincronizava melhor os movimentos dos lábios com a música executada e esta quem estava esteticamente mais bonita e interessante.

Muito justa e honesta.

Já performance, por exemplo, é uma qualidade mais subjetiva; alguns considerariam saber bater bem cabelo. Na minha avaliação, é quem causava mais comoção no público, despertando sentimentos, explodindo em pulsão de energia coreográfica e que é coerente com a “personagem” que está realizando no palco. A originalidade é aquela que traz algo novo no que é feito até então por outras drags, que reinventa o fazer performático.

Foram ao todo 11 candidatas, mas comentarei apenas as 5 primeiras colocadas (em ordem decrescente de colocação), destacando os pontos fortes e fracos, pois se para ver tantas candidatas para muitos foi complicado, imagina ler sobre…

Mas chega de enrolação e vamos ao que interessa, as top drags:

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isa5° – Isabelly Bennett

A produção estava simplesmente um luxo: uma roupa de fundo branco fechada nas pedrarias literalmente dos pés a cabeça – riqueza, beu abôr! Brilho, brilho brilho! Ela entrou usando uma máscara toda trabalhada nos swarovski.  Se não ficou melhor colocada foi por sua performance e dublagem serem pouco precisas.

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rayssa4° – Rayssa Sheiffer

Rayssa tem o mérito de mesmo com pouco tempo de montagem já ter criado uma imagem própria forte. Rayssa se destacou pela performance, especilmente pelo bate cabelo, possivelmente o melhor da noite. A dublagem também foi super bem executada. No entanto, Sheiffer não impressionou no visual e trouxe pouca novidade, nem em relação ao seu trabalho, nem em relação às outras.

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cyrax3° – Cyrax Simon

Tenho um grande apreço pelo trabalho dela, pois, assim como Rayssa, imprime como poucas sua marca, ímpar. Se o concurso fosse de maquiagem corria sério risco de vencer, pois a make estava simplesmente irrepreensível. O visual estava lindíssimo. A performance em vários momentos foi de arrepiar, assustadoramente passional.

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kyara2° – Kyara Sthingyrl

Era umas das minhas indicadas a vitória e uma das preferidas do público, tendo arrancado palmas e gritos apaixonados de “já ganhou”. O visual estava fabuloso! A produção em tons laranjas fluorescentes  estava tão apetitosa, que dava até vontade de morder. O make-up desenhado de forma precisa e impecável davam a ela um olhar hipnotizante. A maior característica de Kyara certamente foi a performance: forte e eletrizante! Empolgou o público e quase deu a ela o grande prêmio da noite.

Aqui o vídeo da apresentação.

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nick1° – Nick Sthaufer

Daí você pergunta: se Kyara foi tão bem, por que não ganhou?

Drag queens são pessoas que tem que dar show e não seguir uma cartilha. O que deu a Nick a vitória foi a originalidade de seu trabalho. Ela corresponde ao que foi Draken (2010) e Ryslen (2011) que em seus respectivos anos venceram pela inovação que as diferenciaram das concorrentes. Nick ganhou pois além de estar com um visual belíssimo e ter imposto uma dublagem competente, trouxe um conceito claro, forte e criativo.

Era evidente o “tema” da apresentação que referenciava as touradas espanholas, sendo que era ao mesmo tempo o toureiro e o touro, ou seja, vítima e algoz. Com isso, ela fugiu da obviedade da performance, leia-se “bate-cabelo”, e imitava movimentos que remetiam ao taurus. Além disso, surpreendeu em vários outros momentos, como quando ela tirou os chifres e exibiu uma peruca tradicional de drag, mas pra surpresa geral, tirou essa peruca também, exibiu seus cabelos naturais, que formavam um moicano comprido. Ao fazer isso, saiu uma nuvem de glitter de sua cabeça. Quando ela bateu cabelo, o espaço foi tomado por uma névoa de brilho e fez com que todos fossem “contaminados” de alguma maneira por sua mágica.

Estava tudo muito bonito e interessante. Deu espetáculo! Deu show! Mereceu! Parabéns a ela e aos envolvidos.

P.S.: Nick não é a cara da JujuBee?

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De maneira geral, o saldo do Top Drag foi extremamente positivo. A competitividade e empolgação das candidatas gerou um show incrível, estão todas de parabéns. Quem ganhou foi o público que soube retribuir com seus aplausos e vibração.

E que venha o Top Drag 2014 com mais surpresas, glamour e novidades!!!

Veja mais fotos do evento em LGBT-ES.

Guest Post: Estilo, modismo ou personalidade?


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104_homem-de-estilo-ricardo-pereira-deixou-para-tras-o-sotaque-portugues-pereiraO guest post de hoje é sobre estilo. Já havia falado algumas vezes sobre esse assunto aqui no BC, mas nunca fui específico. No post “Ninguém se veste só para se tapar” faço um ensaio sobre a relação entre liberdade individual e vestimenta. Quem não leu, leia.

O post é do Rafael, ele tem ESSE blog e me mandou o texto abaixo, vamos ler a opinião do rapaz?

Estilo, modismo ou personalidade?

“Não devemos acreditar apenas em palavras, em posição ou ideologia. É a personalidade da pessoa e suas ações o que importam.” (Daisaku Ikeda)

metalJá ouviu aquela conversa: Que tipo de música você gosta? Pagode? Coisa de malandro. Funk? Ah, funkeiro, sem cultura, mundano. Reggae? Coisa de maconheiro. Hã, Forró? Muito brega. Eletrônica? Coisa de frutinha. E o lendário Rock, mesmo hostilizado por ter seguidores góticos e arruaceiros, esse estilo musical é bem mais respeitado em questão de escolha para se ouvir.

6283073_460s_v1Já convivi muito com essas situações nas quais tinha amigos que eram influenciados e centralizados por uma cultura de “maria vai com as outras”. Ouviam o que era de modismo atual, ou que o outro mais popular ouvia.

Hoje presencio as caracterizações físicas de um estilo, muitos dizem que se vestir de preto, usar um dread ou pintar as unhas significam uma forma de se expressar, demonstrar a partir do contrário do convencional, ou até mesmo fugir da realidade e trazer ao mundo um outro personagem.

pagodeOu seja, o famoso “duas caras” musical que eu uso pra identificá-los. É simples,  tem aquele que mostra uma personalidade totalmente convicta dos seus gostos, solitário, pacato e que critica os pagodeiros, funkeiros e tem aquele que se esforça pra não ouvir outros estilos e a frequentar “tais” lugares.

Por outro lado, existe também aquele que no colegial somente coloca as músicas em seu Ipod (Metallica, Iron Maiden, Black Sabbath) com medo de seus colegas descobrirem o “cara” por trás da cabeleira e do coturno surrado. Mas ao chegar em casa coloca o CD do Belo e se sente o cara mais feliz do mundo.

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Untitled 3Ter personalidade não significa utilizar de meios materiais e nem ser um seguidor influenciado por terceiros. Pergunte a si mesmo, o que mais agrada aos meus ouvidos?

Curtir aquele pagodão não é preciso, mas aceitar a escolha dos outros é incontestável, não só por respeito, mas um dia aquele pagodeiro vai te convidar pra festa do bairro e se você continuar isolado em casa ouvindo Scorpion por “modismo” vai ter que se contentar com uma vida anti-social e infeliz, baseada somente num estilo.

Opinião da Max: R-E-S-P-E-C-T!

[youtube http://www.youtube.com/watch?v=z0XAI-PFQcA]

P.s.: Gostou do texto do rapaz? Quer enviar um post também? Corra e mande seu texto para max_babadocerto@hotmail.com

Chateadíssima [2]


Ah, domingo de manhã (ou sábado fim de noite? questão filosófica)… A gente sai da Chica, vai pra praia de Itaparica aqüendar um boy ver o sol nascer! Os transeuntes passam fazendo seu cooper matinal, os senhores vão às padarias comprar pão quente e A Tribuna, as guei chupam neca na praia, as travas… QUE?!

Max postou aqui uma matéria do Folha Vitória sobre o caso de uma trava que brigou violentamente no mesmo lugar e a perooqueenha lembra muito. Não é, não?! Será que é a mesma trava encrenqueira?

 

Beesha, se é a mesma trava eu não sei, só sei que a Feira do Koo anda bem animada, néam?!

Via Treta.