Acho que já vi isso antes…


Só me colocam pra fazer pobre 😦

Aposto que eles se inspiraram nas gays cabixabas!

Não é a cara daquelas bee’s que comem arroz, feijão e ovo o mês inteiro só pra poder ir pra Move e esbanjar o salário mínimo que ganham trabalhando de 8 às 22 no shopping, naqueles quiosques de casquinha do Bob’s?

O pior, ser rica por uma noite em Vitorinha, só quero ver ONDE eles vão colocá-la pra gastar esse dinheiro todo. A única opção que eu conheço é a de alugar aquela Limousine branca (que toda sexta passa ali na Lama lotada de racha gritando), dar um voltchêenha pelas pracinhas de Jardim da Penha e passar a noite na área vip da São Firmino.

Vamos acompanhar...

Dica do Cleber, via Globo.com

Vitorinha em categorias


Já dizia o poeta: “Vitorinha tem três pessoas: eu, você e um amigo em comum”. (LISPECTOR, Clarice).

E quem diz isso está certíssimo, ainda mais quando o assunto é universo LGBT daqui.

Tirando o Facebook, que lá todo mundo já se conhece, basta andar por três fins de semana pelos points de Vitória que logo você conhecerá 90% das bee’s cabixabas. E elas são caricatas, tão caricatas que podemos dividí-las em vários grupos, igualzinho naqueles filmes de High School americana.

E como eu sei que vocês AMAM os tutoriais da Max, fiz uma pesquisa de campo e observei alguns grupos básicos…

As Ativas de Filme Pornô: Sim, elas existem! São aqueles boys magia que todas nós desejamos como marido, mas que nunca estão na buatchy. Inclusive, o laboratório de Biogeografia da Ufes já tem 4 bolsistas de doutorado estudando a distribuição dessas gays na cidade, mas dizem as Gossip Girls frequentadoras do banheirón do Triângulo que é lá que elas ficam e possuem comportamento dominical, saem pra ver jogo de futebol à tarde e caçam à noite.

Segundo ponto depois da Move

As Serráqueas: Não! Ser serráquea não tem nada a ver com morar na Serra! Esse grupo surgiu com o finado Quiosque do Luí, eram bee’s que todo domingo migravam em bando lá dos confins do Terminal de Campo Grande. Munidas de mochilinha nas costas, camiseta de atendente Claro/Renner e garrafas de Dreher em mãos. Hoje são bee’s que ainda possuem esse estilo, por mais que morem em Jardim da Penha.

As Monetes Bebedoras de Chandão: Essas são muito comuns no segundo andar da Move e no Escritório Bar no Triângulo. Andam em grupos fechados, conversam assuntos “engraçadíssimos” (pois não param de gargalhar jogando o pescoço pra trás) e não aparecem em público sem uma tacinha de acrílico. Vale lembrar que essas bee’s ADORAM acessórios como cachecóis, echarpes ou até mesmo a rede da varanda da casa de praia que ela tem na Barra do Jucu, o que interessa é estar enrolada em algum pedaço de pano.

Foda-se o clima

As Féxions: Essas são aquelas que colocam fotos exóticas no Facebook, sempre respeitando o combo: Boquinha meio aberta + olhinho direito fechado + efeito Instagram com a cor estourada. Entretanto, elas só são interessantes via Facebook mesmo, quando você encontra pessoalmente é uma bee com voz de pato, maquiagem mal-passada e personalidade cu.

As Não-curto-a-cultura-gay: Não ouvem Lady Gaga, não ouvem Beyoncé, não ouvem música eletrônica, não frequentam casas noturnas, e passam a noite toda bebendo Brahma no Cochicho da Penha, com óculos Wayfarer e fone de ouvido com alguma banda britânica que ninguém conhece. Se namoram, fodeu, se isolam num apartamento em Jardim Camburi com o namorado e passam meses assistindo filmes da década de 70, comendo Nutella. Eu particularmente não consigo ficar 2 minutos do lado sem vomitar aquele Petit Gateau pedante que comi na única exposição de Arte Moderna que fui na vida.

As “Normais”: Não fedem, não cheiram, apenas dão pinta. Mas apesar disso eu acho que são as mais suportáveis, sempre curti gente sem personalidade, são previsíveis, não causam mal à ninguém, riem das piadas da mesa… juro, a presença delas torna até o ambiente mais leve.

Vamos militar?

As Pesadas: Gongativas. Essas são as bee’s de calça Saruel e cabelo com topete que ficam no canto da área de fumantes analisando o comportamento de todas que entram no recinto. Mas elas não fazem isso durante o ano todo, quando começa a nova temporada de RuPaul’s Drag Race é o momento que elas têm algum assunto pra conversar a noite toda, e aí não prestam mais atenção em quem está na festa.

As Militantes Militares: São ótimas militantes, vivem nos corredores do IC-4 na Ufes, têm quinhentos bottons de campanha presos na bolsinha de lado que sempre tem um panfleto sobre Aids, União Civil LGBT e Identidade de Gênero. Mas são chatíssimas, só falam de política e se você conversa sobre sexo na mesa, falam da sua vida sexual citando ex-namorados, nunca peguetes, porque pra elas “os gays não deveriam ser promíscuos, isso mancha a nossa imagem perante a ideia preconceituozzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz” MORRI de tédio.

As Evangélicas: São confusas, geralmente filhas de pais evangélicos e, mesmo depois de ter dado o edi pra cidade inteira, insistem em passar temporadas no Retiro Espiritual pra tentar virar hétero.

As Funkeiras: É, bebês, ou vocês acham que não tem bee funkeira? Tem, E MUITO! Elas são divididas em Marvans e Lacraias. As Marvans são aquelas machinhas, que usam bermudão da Oakley e vão no Náutico Brasil curtir um proibidão, pegam na bunda das mulheres, mas no banheirón sempre ficam no mictório do meio só pra ter aquela vista panorâmica do banquete de necas ao lado. E as Lacraias, que são as passivas funkeiras que rebolam até o chão e servem de comida pros héteros curiosos. (EPA, essa sou eu!)

Somente heterossexuais allowed

E por fim, As Restos: Essas são as híbridas. Vão ler esse tutorial e falar “eu sou superior a essa porra toda, não me enquadro em nada disso”, mas todo domingo quando recebem as fotos do sábado na boate comentam no post do Facebook: “Meu deeeeus, não acredito que eu fiz isso, nunca mais bebo vodca!”. Tá boa, né?

As senhoras sabem de algum outro grupo para adicionar ao nosso catálogo?

As profissões e o sexo


Desde o meu post sobre a Ufes em números as bee’s estão pedindo por mais listas, acho que está no nosso sangue essa feminilidade de adorar uma lista, tipo “50 coisas que você pode fazer pra enlouquecer o seu homem na cama”, ou “30 dicas para ter o cabelo perfeito” ou até meishmo “24 coisas que não se deve fazer na hora da chuca”.

Hoje eu vou relacionar as profissões e o sexo, claro, se nossa profissão influencia até na nossa personalidade, com certeza na hora do baco você toma atitudes que acaba tomando no trabalho. Então vamosh lá?

Bee Advogada: Te coloca contra a parede, te come e ainda te faz se sentir culpado por isso.

Bee Médica: Te faz acreditar que está doente e que o pau/koo dela é a cura.

Bee Contadora: Administra o tempo da foda, o número de estocadas e ao extrair o líquido, calcula a alíquota de espermatozóides da amostra.

Bee Física/Matemática: Formula uma hipótese que relaciona o ângulo da penetração com o número de orgasmos, desenvolve uma fórmula, desenha um gráfico e pública um artigo científico.

Bee Professora: Te dá 30 minutos pra terminar a foda, em silêncio, e se olhar pro lado, É ZERO!

Bee Pedagoga: Pega na sua mãozinha, coloca na neca dela e te alfabetiza na punheta. Mas depois te faz repetir a lição mais 15 vezes pra fixar o conteúdo.

Bee Jornalista/Publicitária: Fala o tempo todo durante o sexo, e depois ainda publica no Facebook uma resenha crítica do seu desempenho.

Bee Psicóloga: Te faz topar alguma prática sexual incomum, você broxa, e no final ela fala que isso é culpa de pai ausente e mãe superprotetora.

Bee Dentista: Escova os dentes e passa fio dental depois do sexo e, por fim, ainda te oferece uma amostra grátis de Colgate Total 12 pra corrigir aquela placa que ela sentiu quando passou a língua no seu dente.

Bee Filósofa: Cita Nietzsche enquanto trepa. No final fuma um beck e filosofa sobre as diversas interpretações de cada pessoa sobre o que é orgasmo.

Bee Cobradora de Ônibus: Só abre as pernas mediante pagamento, nunca tem troco, e se você é virgem, desista, ela nunca sabe te explicar como chegar lá.

Bee Cabeleireira: Corre tudo bem durante o sexo, mas no final você se olha no espelho e descobre que ela fez uma escova progressiva nos seus pêlos pubianos.

Estão esperando pela Bee Bióloga, néam? Mas eu não vou falar, uma gay eshperta, por mais que esteja na pior, nunca gonga a própria classe.

E então? Já passaram pelas situações? Têm alguma dica de profissão para começarmos a montar uma segunda parte ou achou tudo uó e sabe que a Max só fez isso porque não tem mais nada pra escrever?

Babado, Confusão & Gritaria [Nova Almeida]


Mapa de Nova Almeida

Bee’s, O BCG dessa semana teve que ser adiantado, porque meu começo de fim de semana já foi bafo demais pra esperar até segunda-feira.  Me aventurei pelas bandas pós-Serra. Não satisfeita em ter acordado por lá no mês passado, senti uma necessidade de viajar até o limite do Transcol.

Quinta-feira, Ariadna, uma bill amiga minha, convidou a mim e ao Anwar pra irmos à casa dela em Nova Almeida. Eu juro que fiquei meio receoso de início, afinal, tenho experiências péssimas com cidades do interior, vide o dia que bebi Cu de Burro em Nova Venécia e sai correndo pelada pelo mato. Mas ela disse que me daria bebida grátis e eu aceitei. Pois de graça, até injeção na testa, néam?

Comprei minha passagem na quarta-feira e na quinta peguei uma ponte aérea pra lá, o vôo levou cerca de duas horas e eu demorei um pouco pra me acostumar com o novo clima e fuso horário. Pras que nunca visitaram Nova Almeida, aconselho fazer uma mala bem diversificada, pois as variações de temperatura são tão bruscas quanto as do Planeta Mercúrio.

Sou hétero

Enfim, vamos falar de coisa boa: as gays. Fomos comprar nossos drinks no supermercado e as ruas pareciam uma Parada Gay em suaves prestações. Bastava algum de nós falar a palavra “vinhádo” que surgia uma bill pintosíssima caminhando rebolativa. O lugar tem tanta bee, mas tanta bee, que até os “HT’s” falavam miando.

Tsá, nem todos os Ht’s falavam miando, mas tinha uma pocket-PêLanza que eu fiquei chocada quando eu, muito educadamente e já enturmada, fiz uma pergunta e disse assim: “Então, gente, eu acho que a chuca é isso e tal, não é mesmo, BEE?”, olhando pra gay Restart. E vocês acreditam que ela, muito da abusada, balançou o ombrinho, cruzou a perninha, quebrou o bracinho e teve a audácia de dizer: “Eu? gay? Sou heteroãm”.

Sim! Anasalando as sílabas mais que a Celine Dion! E depois ainda insistiu em bater nessa tecla, e eu, muito chapada depois de três garrafas de Martini, já tava poota na paulishta e comecei a jogar na carãm dela que era impossível ela ser hétero.

Como essas mini-bee’s sempre funcionam sob pressão, logo ela soltou a máxima: “Tsá, sou agátê, mas já peguei homem, só que não gostei”

Um cidadão comum de Nova Almeida

Amigas, QUEM aqui gostou do primeiro homem que pegou? Pouquíssimas! Se fosse depender do primeiro pra determinar minha sexualidade, estaria fodida e comendo mulher com o dedinho no nariz até hoje!

Acabei dormindo de lente, acorday com olho de peixe, e caminhamos MAIS uma vez pelas ruas (muito programa turístico). Só que dessa vez fomos eu e uma amiga da Ariadna, tão andrógina quanto eu, só que ela é rachada. Qué dizê, vocês imaginem o frisson causado? Estava me sentindo tão freak, mas tão freak, que andava com o koo na mão, com medo de quando menos esperasse, aparecesse uma multidão enfurecida, com tochas pra nos queimar.

Por fim, a minha dica é: Nova Almeida é o paraíso pros boys ativos, se é que existe algum, pois conheci pouquíssimos. Acho que deve ser por isso que no fim de semana, as gays de lá vêm todas pra Vitorinha, o último grito de desespero em busca de um cafuçu… tadinhas… mal sabem elas que a situação aqui tá tão preta que a única saída é fazer escambo com os outros países, tipo uma bolsa de valores: duas passivas por um ativo, pra evitar a inflação.