A arte da gongação, você domina?


Tô bonita?

Já dizia RuPaul: “Uma gay gonga a outra só pelo prazer de gongar”.

E é verdade! Todas nós temos um grupinho de amigays que saímos nos fins de semana pra piranhar em Vitorinha, num temos? Agora tentem observar como vocês se tratam: É “vadia” pra um lado, “passiva arrombada” pro outro, porém, no final todas voltam pra casa unidas no Transcol.

Mas aí vocês vêm e falam: “Ah, Max, os héteros também fazem isso, chamando uns aos outros de viado e etc”. Pois é, bebês, mas eles são pouquíssimo criativos, não passa dos termos que envolvem a sexualidade do amigo, que aliás, nem vou entrar no mérito da obsessão dos héteros pela frequência sexual do koo dos outros.

Nós não, nós gays gongamos umas as outras como se estivéssemos afiando a língua para quando fosse realmente necessário usá-la, sabe?! Às vezes elas são pesadíssimas, e usam até mesmo os pontos fracos da amiga, seja o nariz de batata, o cabelo ruim ou a barriga grande, sem perdão. A própria televisão já percebeu isso e encheu a programação de personagens gays que fogem daquele estereótipo da bee humilhada por todos.

Mas de onde vem isso? Porque apesar de gongarmos as colégãns o tempo todo, nós temos tipo um alarme que avisa quando a porra ficou séria e a briga começou. Um tempo atrás perguntei na mesa do bar fiz uma pesquisa de campo e nós chegamos a duas conclusões. Agora eu quero saber qual vocês acham a mais provável, okay?

Gorda.

A primeira teoria diz que isso é fruto de uma defensiva constante diante da homofobia que sofremos e do bullying que a maioria sofreu quando criança. Como se estivéssemos sempre com 4 pedras na mão pra nos defendermos de algum ataque, que na maioria das vezes, chega de surpresa. Inclusive, isso explicaria o motivo desse comportamento se repetir entre alguns grupos de fanchas.

Um exemplo, uma vez estava eu e uns amigos caminhando na rua e passou uma caminhonete cheia de rachas penduradas na caçamba. Uma delas gritou “Ai, como eu tô bandida“, que diga-se de passagem é o novo “Ai do Richarlysson“, que já foi o novo “emo”, mas todos querem dizer a mesma coisa: ‘VI-A-DO’… cada ano eles inventam uma nova.

Como ousa?

Ela mandou aquela vinheta, riu bem alto por uns segundos, mas eu, muito assassina, já tinha na ponta da língua a resposta assim que bati o olho na racha, soltei: “Gorda. *olhar de reprovação*”.

Eu não disse “Gordaaaa”, nada disso, não gritei, a crueldade está em não gritar. A caçamba inteira se calou e mais parecia um caminhão pau-de-arara rumo ao sertão nordestino, de tanta tristeza que se via no olhar da moça.

A sapa diz: "Aff, que papo de viad... OLHA, PEITOS!" *click*

A segunda teoria diz que isso é porque a maioria dos gays tem uma maior afinidade com o universo feminino, devido a vivermos numa sociedade que separa as pessoas pelo comportamento que cada sexo deve ter, causando uma confusão na cabeça dos gays e nos aproximando do universo feminino. Como as mulheres adoram criticar umas as outras, misture isso com a testosterona advinda dos homens gays e BOOM, criamos um monstro de língua afiada e agressiva!

Por favor, entendam como universo feminino esse mesmo que nós vivemos, com todos os valores heterossexuais, a hipocrisia e o fingimento que, antes que vocês digam, não estou atribuindo ao SEXO feminino, mas sim à ideia genérica da mulher construída em todos esses anos de história, e que nos afeta mais que as várias pequenas mulheres que passam pela nossa vida e mostram que nem todas são como o machismo prega, tá?

E não podemos negar, temos uma forte ligação com as mulheres, né? Inclusive, isso me lembra uma história… sabe aquele ditado: “Elogie uma mulher e ela esquecerá de você em 5 minutos, chame-a de gorda que ela lembrará da sua cara pra sempre”?

Entón, acho que isso vale pros gays também, porque eu vou te contar, todos os dias eu recebo dezenas de críticas e elogios, de gente que se passar hoje na rua por mim eu nem vou reconhecer. Exceto UMA BEE, que falou assim: “Nossa, Max, você deu uma engordada, tá com uma barriguinha”, que despeitada!

Hoje eu lembro ATÉ DO CACHECOL verde e rosa que ela tava usando…

E as senhoras? Têm alguma explicação pra esse nosso comportamento? Conta aí pra gentchy nos comentários. E não esqueça de votar na enquete abaixo!

Como reconhecer um encubado?


Depois do sucesso do post “Como reconhecer uma lésbica“, e devido aos VÁÁÁRIOS pedidos da versão masculina, resolvi criar uma lista…

Bem, reconhecer uma bee transloucada e feminina é muito fácil, mas e quando a bill não dá pinta (-NOT)? Como fazer para perceber os detalhes que contam pontos para a homossexualidatdchy da gay?

Vamos catalogar juntchêenhas? (Postem mais dicas nos comentários)

1 – Antes de tudo, a premissa INVARIÁVEL: Hip’s don’t lie! Sim, gatas, o rapaz pode ser um boy chucro que coça o saco e cospe no chão, mas ele sempre vai dar uma quebradinha de quadril quando parar de andar (com perninha flexionada).

2- Pescocinho torto nas fotos. Toda gay quando tira foto sorrindo dá uma viradinha “fat family” no pescoço. Não me pergunte o motivo, mas observem pra ver se não estou certa.

3- Síndrome de Jade: As mãos NÃO param de dançar e se remexer no ar. Pode ser andando, falando ou até mesmo lendo um livro, quando ela for passar a página os dedos vão deslocar de tal maneira que por pouco não se considera uma crise de artrite.

3- Com ou sem franja e/ou cabelo comprido, a bill VAI consertar o seu penteado imaginário, ALL THE TIME!

4- Quando se refere a alguém recentemente conhecido (geralmente peguete) refere-se como “a pessoa”. E isso também vale para quando elas falam delas mesmas: “porque eu sou UMA PESSOA assim”, sem nunca determinar o gênero do sujeito, pra poder usar a palavra no feminino.

5- Apresenta namorado como “amigo”

6- Conversa com outros homens usando gírias como “brother, brow, meu, cara, etc”;

7- Sempre quando o assunto parte pro lado da sexualidade, eles dizem: “ah, isso não se discute, cada um é cada um e todo mundo merece respeito”, tentando se esquivar da discussão ou tomar um lado de “militância”.

8- Usam a frase célebre: “O que as pessoas fazem entre 4 paredes não interessa a ninguém”, como se sexualidade fosse resumida a sexo (MELKOO);

9-  Ficam desconfortáveis na presença de gays abertamente assumidos

10- “Não precisa ser bichinha pra ser gay, sou macho e gosto de macho”. Como se ser “bichinha” fosse uma escolha e não uma construção social lenta e complexa.

11- São extremistas. QUANDO podem, e estão bêbadas o suficiente, passam o rodo nas mulheres do rock pra não levantar suspeitas (mal elas sabem que isso só piora a situação, hahaha). Ou, na maioria dos casos, tentam mostrar um romantismo exagerado por meio das redes sociais mais over, por exemplo: Comunidades “Adoro namorar no frio”, “Sou pra casar”, “Chuva, cobertor e um bom livro” e, É CLARO, “Adoro cozinhar”.

12- Solta a franga em momentos inusitados: quando o celular vibra, quando se estressam, quando são assaltadas, quando se assusta com alguém tocando no ombro, quando ouvem algum barulho alto, e inúúúúmeros outros.

13- Falam  que vão pra boate “todo fds” porque gostam de dançar;

14- ao beijar uma mulher, colocam delicadamente a mão no pescoço e a outra mão EXATAMENTE na cintura, nem mais pra cima, nem mais pra baixo;

15- Ah, e por fim, vão pra Move “porque a música é fooooda”.

E antes que vocês digam que você ou seu amiguinho são encubados e não fazem o que está na lista, me poupe, garáleo, isso é o que a MAIORIA faz. Não tenho culpa se a senhora é “sem rótulosh” e não compactua com nada.

Enfim, sou assumidãm e só tenho um recadinho pras encubadas:

Dica e co-confecção com a Ana (sapa também, mas não é a Carolina)