Cobertura da Parada Gay de Vitória [2013]


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Olha aqui! Eu quero dizer pra vocês que todas deveriam me amar MUITO depois do esforço que eu tive que fazer pra ir na Parada Gay com o calor diabólico que estava fazendo!

Nem acreditei que tive forças de sair, porque no dia anterior fui pra Nova Almeida (de novo, não me conformei com a péssima experiência da última vez).

Lá bebi tanto que, além de ter sido abordada por um cigano que em vez de tentar ler as pregas da minha mão me falou sobre uma nova técnica cigana de leitura de pregas do edi, acabei de madrugada numa cama de solteiro com um boy que nem faço ideia do nome, apenas me lembro da sensação de girar, girar, girar e ter três orgasmos. Nada. mais. me. lembro.

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Me arrumei toda por volta de 14 horas, e assim que botei o pé na rua cada fio da minha progressiva pediu arrego e num passe de mágica eu pulei de cosplay de Jessie J. para Gal Costa. Mas mesmo assim, fui, guerreira, prestigiar a luta LGBT.

Infelizmente

Por outro lado, o calor tem suas vantagens: A nudez é uma delas.

Absolutamente toda a Grande Vitória estava seminua, e se meus peitos de hormônio já estivessem grandes o suficiente com toda a certeza eu teria tirado a camisa e feito um protesto legislativo a la Indianara Siqueira.

Mas oportunidade é o que não vai faltar, APENAS ME AGUARDE, VITÓRIA, ME A-GUAR-DE.

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Eu em breve na Fernando Ferrari

Estava uma gracinha a parada, principalmente por causa da nova lei municipal aprovada em Vitorinha, que instaurou o dia contra a Homofobia e foi repetida o tempo todo em cima do palco.

Sim! O palestrante toda hora pegava o microfone e gritava: “A lei foi aprovada, se vocês sofrerem violência disquem 100”. Avisando aos homofóbicos que o bagulho ficou doido!

Como resultado, não vi violência, apenas uma correria louca na praia (e foi até poético ver aquela boiada estourando ao longe) que até agora não sei o motivo. Caso alguém saiba, favor me explicar nos comentários, pois eu vi uma fila de 20 policiais indo pra trás do palco e de repente o estouro de gente.

UPDATE: Informantes me disseram que havia um carro de som tocando funk atrás do palco e que a fila de 20 policiais foi, com toda a sua delicadeza, pedir pros meninos desligarem. Daí a confusão.

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Entretanto, também vi depoimentos de pessoas que passaram por isso:

“Gostaria de saber de fato qual esta sendo o objetivo dos Manifestos LGBT? Pois o que se viu em todas elas foi grupos de funkeiros reunidos e agindo de forma inadequada com algumas pessoas que simplesmente esbarravam neles.”

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… os funkeiros me trataram muito bem…

Ah! Outro ponto interessante eram as frases faladas por um menino no trio, super nonsense, seguem algumas das quais me lembro:

“Gay vivo não dorme com o inimigo”

“Vitória é sapatão!”

“Quem é de Feu Rosa grita agora!”

Entre outras que a Brahma não me permite lembrar. Mas era visível o constrangimento das pessoas na rua.

Eu só olhava assim pro trio:

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No mais, parabéns a todos os envolvidos. Nem tenho ideia do quanto deve ser desgastante promover um evento desse porte, e qualquer contratempo deve ser relevado diante do trabalho maravilhoso que eles fizeram. ❤

Dali eu fui pra Rua Sete, no Centro, pra ver o samba.

Mas os homens estavam muito atacados, um me perseguiu por toda a rua quando eu fui comer, dizendo que queria “me atravessar”. E outro que, quando eu passei, simplesmente meteu a mão no meu peito e apertou! Cadê o cavalheirismo, minha gente?

Os boys tavam assim no evento:

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Seguem as fotos da cobertura. Mas antes de tudo, quero agradecer à Jéssica Telles pela maravilhosa homenagem ao desenho Pokémon, com seu cosplay de Cyndaquil!

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Separadas por um Professor Oak

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Cobertura completa no Moqueca Mídia, clique AQUI.

Giro do fim de semana


Acabou a moleza, vamos trabalhar.

Ao contrário do que muitas desejaram, o vento NÃO me levou. E como eu tenho várias notícias pra dar, vou contar em tópicos.

Max no Skaldaria

Eu e Anwar chegando no rock

Eu e Anwar chegando no rock

Não sei se você estão sabendo, mas agora o Skaldaria (ali pertinho da chica) está dando festas alternativas todo sábado. Resolvi ir no último fim de semana, afinal, é bom sair do circuito LGBT de vez em quando… rá! Ledo engano.

Assim que cheguei na porta me senti num show da Lady Gaga, tamanha a quantidade de besshas por metro quadrado. Alias, até vi uma bee, que costumava ir de drag pra Chica, toda vestida de machinho no rock. Gosto assim, tem que se adaptar mesmo.

E se eu não sabia onde estavam os ativos dessa cidade, acabei de descobrir: ESTÃO TODOS LÁ!

Viados, cês num tem noção da quantidade homem bonito que deu em cima de mim nesse rock, me senti a última ducha higiênica da sauna gay.

Entretanto, sofri preconceito no banheiro. Não, não foi homofobia! Foi androginofobia!

Entrei no banheiro masculino e fui direto no reservado, como costumo fazer para evitar comentários sobre “ter mulher no banheiro dos boys”.

Moliér.

Moliér.

Mas eles me viram, e começou o diálogo:

– “Aê, entrou uma mulé no reservado!”

– “Que mulé o quê, brother, já te falei pra parar de confundir esses cabeludos com mulher.”

-“Não véi, é mulher sim! Vou lá olhar!”

Ele deu um pulo por cima do reservado e “confirmou” a hipótese.

– “É mulher sim, vamos comer! Se entrou no banheiro masculino é porque tá querendo!”

agyness-deyn-2Comecei a tremer de medo, mas fiquei caladinha porque algo dentro de mim estava adorando aquela possibilidade de Gang Bang.

Até que um deles arrombou a porta do reservado e veio pra cima de mim!

Aí perdeu a graça, não gosto de violência (se ele tivesse pedido com jeitinho…). Saí correndo e consegui fugir, felizmente.

Fiquei horrorizadãm e passei a ir no banheiro feminino o resto da noite, muito mais seguro… se não fosse pela sapa que me agarrou, mas sapa não tem como resistir ❤

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Tirando isso, a balada é sucesso pra quem curte Rock (o ritmo mesmo) e sexo selvagem no banheirão.

Você pensa que acabou? Senta que lá vem história, é bafão dessa vez.

Competição pela noite de domingo

eneasÉ, vocês viram aqui na programação que o domínio das matinês de domingo não é mais da Black House. A Space também apareceu com uma versão dominical da sua boate, e pelas fotos no Facebook, foi um sucesso.

Diante da loucura que está a Rouge House, era de se esperar que as outras boates buscassem novas alternativas de ganhar dinheiro. Só a Move tem a audácia de bater de frente com ela.

Só que a competição parece não ter agradado a todos, e uma das casas não ficou muito satisfeita com a abordagem de marketing da concorrente.

Não sabemos detalhes da discussão, mas o que se sabe é que uma casa fez propaganda na portaria da outra boate.

Minha reação ao saber:

alegria

Quero mais é bebeeeeer

Vocês acham válido?

Porque eu quero mais que todas se rasguem pelo nosso dinheiro. Lembram a delícia que era na época da Heaven?

O pessoal da Move ia na porta da casa e jogava um monte de vip pros viados, bem no estilo Silvio Santos. E era maravilhoso, foi inclusive a época que a Move teve seus menores preços.

Quer dizer, quanto mais competição, mais barato o preço, mais promoção de dose dupla e menos ovo as beeshas precisam comer pra economizar o aqué.

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