Alguém manda este vídeo pro Kassab


Vocês devem saber que BIZARRAMENTE e VERGONHOSAMENTE a Câmara Municipal de São Paulo aprovou na terça-feira (2) o projeto de um vereador do DEM que cria no município o Dia do Orgulho Heterossexual. O projeto depende agora apenas de sanção do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para virar lei.

Isso é tão absurdo, mas tão absurdo que se alguém me contasse eu acharia inverossímel demais pra acreditar. Mas infelizmente é verdade.

Olha, vou te contar, tô tão puto com isso que deixo esse boy falando exatamente o que penso:

E chega dessa merda! Chega desse mimimi, porra!

Estupro Corretivo: Violência física e psicológica.


Mil bees nervosas, que intimamente me amam, vão reclamar, alguns poucos vão comemorar minha volta, but whatever… Sobrevivi a enchentes, alunos em crises de identidade, visitas de parentes que moram longe, carnaval de bosta e estou me sentindo PRETTY!

Como a delícia da Maxuellen já disse, não há nada pra se falar, além do óbvio.  Então, resolvi tocar em um assunto, importante e sério: Estupro Corretivo. Alguém sabe o que é e porquê acontece? Então, viajaremos até a África do Sul, também chamada de Nação Arco-Íris, conhecida pelos seus esforços pós-apartheid contra a discriminação e que é, ironicamente, a capital do estupro no mundo. Uma menina nascida na África do Sul, tem mais chances de ser estuprada do que de aprender a ler.

Millicent Gaika, atada, estrangulada e estuprada repetidamente durante um ataque no ano passado.

O Estupro Corretivo é baseado na noção absurda e falsa de que lésbicas devem ser estupradas para “se tornarem heterossexuais”, mas este ato não é classificado como crime de discriminação na África do Sul. As vítimas geralmente são mulheres homossexuais, negras, pobres e profundamente marginalizadas. Para a maioria das lésbicas sul-africanas, é preferível suportar o sofrimento a denunciar esse tipo de agressão: na África do Sul, o estupro “corretivo” tem quase plena aceitação social.

Uma pesquisa realizada por uma organização local revelou, por exemplo, que 20% dos homens acreditam que as vítimas de estupro gostaram da experiência. E mais: que elas fizeram por merecê-la. Ainda mais alarmante é a transmissão do ódio à nova geração de homens sul-africanos, cresce a ocorrência de estupros cometidos em escolas por garotos que acreditam poder “curar” suas colegas lésbicas.

Alguns dados sobre a prática:

Nos últimos 10 anos:

* 31 lésbicas foram assassinadas por causa de sua sexualidade [na África do Sul];
* mais de 10 lésbicas são estupradas por semana somente na Cidade do Cabo;
* 150 mulheres são estupradas todos os dias na África do Sul;
* de 25 homens acusados de estupro na África do Sul, 24 saem livres de punição.
* Por ano, são 500 mil casos de estupro registrados. Estima-se que quase metade da população feminina vá ser vítima de estupro em algum momento de sua vida.