Tchynna vai de táxi para o Rio! (parte 2)


Me leva para qualquer lugar, meu amor!

Se eu fosse escritora de contos eróticos não ia ter criatividade para descrever o taxista. Beeshosas, ele era lindo. Tinha apenas 22 anos e estava naquela vida fazia um. Pedi para ele para e fui para o banco da frente. Não dei desculpa nenhuma, eu era cliente e trocava de banco a hora que eu quisesse. Ele simpático ouviu minha história e alertou para ter cuidado com os taxistas cariocas. E disse que não ia precisar de cuidados porque só usaria os serviços dele – fiz uma cara lasciva e puta envergonhada de quem disse uma bobeira. Ele riu e disse que estaria sempre ao meu dispor em TUDO que eu precisasse. Cruzávamos ruas desconhecidas do subúrbio do Rio. Ele parou num sinal e milhares de beeshosas atravessaram a rua. Era MUITA beesha. Parecia uma parada fora de época. Ele explicou que ali perto funcionava uma boate gls muito famosa, a 1140. Paaaara tudo agoraaaaa! Eu quero ir, eu quero ir. Ele disse que poderia me deixar na porta da boate se eu quisesse, mas que queria me levar para um lugar beeem melhor… Preciso dizer para aonde eu fui?

A arte do bate-cabelo


Conforme prometido, segue meu texto publicado na revista Nós, a respeito da trabalho das drag queens capixabas. Vocês poderão conferir no texto que fiz um levantamento da história da prática da montagem no Espírito Santo e falo de algumas (poucas) drags da atualidade. Volto a agradecer a Chica Chiclete pelas informações importantíssimas. Reparem que falo de forma bem sucinta por uma questão de limitação espacial mesmo (o texto original teve que ser bastante reduzido). Para ler é só clicar para ver ampliado:

E, claro, comentem.

“O que achou da The Pub, Dé?!”


the pub fui

...e bate cabelo!

Eu tive a oportunidade de estar no bar dançante na sexta, noite da Tequila, e simplesmente A-DO-REI! Atualmente, não tenho problema algum em dizer que a casa é a melhor da grande Vitória, pois se eu fosse fazer uma boate seria bem parecida com aquela: vários ambientes, decoração temática, bons DJs… Aliás, o que foi a performance do DJ Felippe Molko? Ele é belíssimo (mesmo com seus “metro e meio” de altura) e soube como ninguém agitar a geral nas pick-ups misturando as músicas tops do momento com clássicas do passado (80, 90 e até dos 2000) todas COM LETRAS, acredita?! Gente, ele tocou Sweet Dreams, Queen e umas coisinhas maras dos 90 que me fizeram me jogar horrores. Odeio essa esquizofrenia dos DJs de querer sempre tocar a última das últimas novidades, cheio de efeitos de tunts tunts (devolvam minha letra!) e se esquecer dos clássicos, pois quero dançar e para isso tem uns babados ótimos nas antigas. “Arrasou, DJ!”, eu gritava. Faltou Girls just want to have fun da Cindy para ele ganhar meu coração e  fidelidade eternas. Se ele fosse de Vix, já ia puxar campanha para ele ser residente da The Pub. Ele só acabou comigo quando tocou Halo da Beyonce… me fez lembrar de alguém.

"Vai encarar?!"

Bem, como eu sei que o que importa para todo mundo não são só elogios, mas sim as críticas vamos a elas. Primeiro, o público. Não havia percebido como as bee haviam ficado tão mal educadas: elas esbarram e não se desculpam ficam gritando histéricas, ai, um horror! Lá dentro encontrei com duas amigas lésbicas e passei a noite com elas. Teve uma hora que tive que arrumar confusão com um cara que no balcão virou para elas louco e começou a falar gracinhas: “Sapatão é tudo mal educada mesmo!”. Voei para cima dele: “Como é que é, meirmão?!” Comecei a empurrá-lo. Daí apareceu o bophe da bee que por coincidência é meu amigo e colocou tudo em pano quentes. “Cuida dele aí, faz ele ficar quietinho”, falei botando banca claro que se ele tivesse resolvido me encarar eu correria, porque, pelo tamanho do cara, eu apanharia. Não mexa com meus amigos e, acima de tudo, não seja homofóbico, porque eu fico looooka </vanessão>. Tinha uma quantidade até grande de héteros também, mas isso eu até entendo, aquela região não tem esse tipo de lazer para héteros, por isso eles tendem a ocupar esses espaços.

No fim da noite, vi uma racha que estava mega produzida tomar uma queda na tal escada assassina. Ao ver coloquei a mão na boca fingindo espanto. Quando minha amiga fancha perguntou o que havia acontecido eu respondi: “Nada, só que a racha com chapeuzinho francês caiu e quebrou o cóccix…”. Comecei a rir muito, mais pelo jeito blasé com que disse do que pela situação em si. logothepubQuanto a temperatura, no começo tava mega frio, mas quando a boate lotou ficou mega quente e no final ficou frio de novo… normal.

Enfim, tinha mais coisas para falar, mas tô com preguiça de escrever. Conforme for lembrando eu vou colocando nos comentários. Ah, e faça o de vocês também.