Os gays e as princesas da Disney


Essa semana assisti um remake da Branca de Neve, e me peguei pensando… sempre que vejo os desenhos da Disney me conformo do quanto as histórias podem ser adaptadas para a vida das bee’s brasileiras.

E não só da Disney, a maioria dos desenhos para crianças, as personalidades dos personagens são tão caricatas que não tem como não relacionar com aquele grupinho típico de gays que todo mundo já conhece. Vide o post sobre o Toy Story.

Fiz mais dois parecidos com ele, um dos personagens dos X-men, que eu vou postar na semana que vem, e esse das princesas da Disney, que tive o insight hoje enquanto fumava um Malrboro na varanda, no intervalo do filme das Panteras. Então vamos começar?

Ariel: A Ariel representa claramente as gays fashionistas e hipsters da Massa Cult/Antimofo (elas nunca podem faltar). Assim como a sereia vive no oceano, mas sente que pertence à terra, essas bee’s vivem em Vitorinha, mas pertencem à Londres. Basta observar que elas fazem de tudo para inserir a cultura e os objetos londrinos na sua vida, tal qual a Ariel fazia com os objetos da terra. Difícil é usar corretamente.

Cinderela: A Cinderela é a pão-com-ovo. Cagadíssima, trabalhadora braçal e de pouca cultura, mas sempre muito esperta quando o assunto é se fantasiar de princesa para conseguir aquele boy riquíssimo que bebe Uísque no canto do bar. Ela é tão mafiosa, mas tão mafiosa, que é capaz de passar batom no edi, dar um beijo nos lençóis e depois sumir, deixando o boy louco atrás dela. Até porque ela tem que ir embora antes da meia noite, maquiagem barata não dura muito.

Bela: Ah, a Bela. A Bela nada mais é que a bombada fitness, daquelas que, assim como a Bela, acorda cedinho para comprar suplemento e malhar. Ela é assediada por vários homens, mas não os quer porque sempre acha que é boa demais pra eles, daí encontra um boy não muito bonito na balada e dá um banho de Natura Ekos, na esperança de encontrar um príncipe por baixo da imagem de Fera.

Pocahontas: Aspirante à trava. Sempre querendo saber “Lá na curva o que é que vem”, desce o rio todo santo dia e vai até à Rua da Lama/Finado Triângulo à procura de um gringo loiro e rico para pagar sua cirurgia.

Quando conseguem, apresentam pra família e somem, ficam tristes em deixar as suas duas melhores amigas de hormônio no Brasil (O beija-flor e o quati), mas logo dão um jeito de conseguir o aqué pra mandar as duas pra lá junto com elas.

Rapunzel: A gay evangélica ou a encubada. Nunca sai de casa com medo da mãe desconfiar que ela tá na pegação, e quando sai fica com a consciência pesada, se mete em confusão e acaba tendo que mandar a mãe (já cheia de cabelos brancos) ir na balada pagar a conta que ela, por não estar acostumada a beber, perdeu o controle durante à noite. Essa sempre cai na lábia de algum marvãn que faz com que ela se sinta uma princesa perdida.

Branca de Neve: É a promíscua filha de pais liberais. Livre, desimpedida e adora “neve”. Não tá nem aí se vai parar numa casa com sete homens que vão fazer Gang Bang com ela, ela se embrenha no meio do mato das quebradas mais sinistras de Vitória, sem medo das consequências, e ainda aceita bebidas de estranhos. Aí quando encontra um boy que quer algo sério, se faz de morta e finge que o passado dela não é nada negro.

(Confesso que me identifiquei com ela hahaha)

Bela Adormecida: Melkoo. Posta no Facebook o dia inteiro que não tem homem que preste, mas não sai de casa, não fala com ninguém, só come e dorme, e ainda quer achar marido. Acorda pra vida, Alice! Opa, essa é outra personagem.

Jasmine: A mulher de malandro. Ela é gostosa, é étnica, é inteligente e viajada, mas tem o dedo podre. Já dispensou dezenas de boys maravilhosos que tentaram dar de tudo pra ela e ainda tinham amizade com o pai, mas ela, muito desequilibrada, se apaixona pelo cafajeste ou pelo dono da boca do bairro dela.

Alice: A usuária de ácido lisérgico da balada, curte rave, pisái trênsi e não perde uma Ecologic, pois sabe que lá sempre tem um HT doido de ecstasy pra comer o edi dela nas moitinhas da Fazenda Camping.

Aliás, essas pestes sempre ganham de mim no Song Pop com suas malditas listas de Electro.

Essas são as principais, pensei em incluir a Anastasia e tal, mas não encontrei o vídeo que queria mostrar. 😦

RÁ! Como pude me esquecer, sempre tem um viado do contra que nunca se encaixa em nada que eu escrevo… pois é, você que não se enquadra em nada e sempre quer dar uma de revolucionária, não é nada mais que a Mulan. Beijos.

P.s.: Que tal fazer uma dos vilões da próxima vez? O que acham?